História Devil Side - Imagine Suga (BTS) Reescrevendo - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, Suga
Tags Romance, Sobrenatural, Suga, Tmy, Você
Exibições 210
Palavras 3.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Chapter eight - A rat in my house?


- E então Hemilly disse que queria ser Julieta, mas ela não conseguiu acertar nem uma fala e a Srtª Evans disse que ela poderia ser outra personagem – Molly dizia animada, ela estava sentada na mesa da cozinha com os pés balançando no ar. – Eu não queria ser essa tal da Julieta, mas ela me escolheu então resolvi aceitar.

Eu movi meu corpo vagamente até a geladeira e abri o freezer encontrando caixas e mais caixas de congelados.

- Parabéns. – minha voz não tinha um pingo de vida. – Só temos pizza de mussarela.

Meu cérebro trabalhava lentamente.

- Você está bem? – perguntou ela, a testa franzida levemente.

- Estou. – minha voz tão baixa que era como se eu não tivesse falado. – Por quê?

- Está estranha desde que chegou da escola... – disse ela, a voz fina de preocupada. – Young ligou, ele disse pra eu te dizer que o vovô te quer de escrava enquanto você não volta a trabalhar no restaurante.

Trabalhar com o vovô Chan? Seria a melhor coisa do mundo! Eu teria revirado os olhos ao som de escrava se meu cérebro não estivesse falhando de dois em dois segundos.

- Eu ligo pra ele depois.

Mas eu não liguei para Young. Depois de me certificar que pelo menos Molly tinha jantado naquela casa, eu subi para o meu quarto e me tranquei lá dentro. Minha cabeça girava, e eu sabia que não conseguiria dormir; a sensação era parecida com a de ter assistido um filme de terror; a diferença era que eu sabia que era real; que tinha acontecido de verdade. Era Yerin se debatendo jogada naquele chão como se estivesse louca; jorrando sangue sem parar; o sangue dela.

Fui até o banheiro e lavei meu rosto repetidas vezes. Meu corpo fraco, me fazendo perder o controle dele. Não sabia quanto tempo havia se passado desde que sai correndo da escola – descobri também que era fácil fugir dela, talvez fosse somente sorte, mas quando eu atravessei o portão da escola, ninguém me parou.

Lá fora um silêncio incômodo tomava a escuridão. Young tinha pegado um plantão noturno, e somente eu e Molly estávamos em casa. Ela deveria estar dormindo em seu quarto, eu não sabia que horas eram.

Resolvi tomar um banho com a esperança de que a água quente do chuveiro me acalmasse. Mas, é claro que não deu certo. Percebi isso nos primeiros cinco segundos, que foram o suficiente para eu quase desabar num choro desesperado e meio sem sentido.

Saí do Box e vesti minhas roupas íntimas e uma fina regata curta demais para se chamar de blusa, sem coragem para procurar qualquer roupa dentro do guarda roupa para vestir, enrolei-me numa toalha e voltei para o quarto. Um vento frio passou pela janela, levantando as cortinas e os pelos dos meus braços.

Caminhei até ela e a fechei, tendo o cuidado de também fechar as cortinas. Foi por um segundo, mas minha visão detectou a sombra que se moveu na escuridão. Antes que eu pudesse gritar, a palma de uma mão foi colocada em cima de meus lábios fazendo de meus gritos simples murmúrios. Comecei a me debater contra o corpo atrás de mim, disposta a me soltar de seus braços. Ele rapidamente prendeu minha cintura com a sua, aumentando o aperto para que eu não me soltasse.

- Calma, garota. – ele murmurou. Eu conhecia aquela voz o suficiente para querer me soltar ainda mais rápido possível dele. Eu levantei uma perna e com toda força que tinha a impulsionei para trás, fazendo uma espécie de alavanca, me impulsionando para frente e conseguindo me soltar dele.

- O que está fazendo aqui? – cuspi para ele, e como não me pareceu o bastante e nem o correto, completei. – Como você entrou aqui?

Ele aparentando estar bem relaxado se sentou em minha cama e me olhou de cima á abaixo. Eu ofeguei me lembrando o que vestia, ou melhor, o que eu não vestia.

- Subi pela janela. Foi fácil.

Yoongi respondeu-me, eu mal o enxergava no escuro, e a minha única esperança era que ele também não estivesse me vendo. Eu não acreditaria nele, mas era isso ou ele tinha atravessado a porta, porque ela estava perfeitamente trancada. Respirei fundo, tentando inutilmente me acalmar.

- Saia do meu quarto.

E isso pareceu mais uma súplica desesperada do que uma ordem. Ele riu baixinho, mesmo estando longe seu riso me provocou arrepios.

- O que foi, ________? você pode se trancar num banheiro com um cara que mal sabe o nome, mas não pode receber a visita de seu amável vizinho?

- C-como sabe disso? – perguntei, tarde demais para negar o que ele dizia e mais tarde ainda para retrucar seu ar irônico.

Ele não respondeu. Eu respirei fundo.

- Você... você viu a Yerin? – Perguntei sem conseguir dizer o que realmente queria perguntar. Respirei fundo de novo e atirei para ele:

- O que você fez com ela?

- O que eu fiz? – perguntou, o tom exaltado e raivoso desta vez. Eu tremi involuntariamente com sua ira. – Eu não fiz nada, você deveria perguntar aquele servo o que ele anda fazendo!

Ele está falando do Jimin?

Meu cérebro um pouco desperto pelo medo começou a trabalhar em total confusão.

- Servo? Do que você está falando?

Meus olhos já estavam se acostumando com a pouca luz, e eu já podia ver um sorriso duro surgindo em seus lábios.

- Eu achava que você era uma garota esperta, ________. – disse ele. – Eu revelei que não sou bom desde que você me conheceu, e ainda, contra os meus princípios, disse que ele também não é, mas é claro que ele conseguiu te hipnotizar! Eu me pergunto qual vai ser o fim disso...

Eu cambaleei para trás em busca de apoio. A confusão tinha se transformado numa náusea que fazia todos os meus músculos doerem dormentes.

- Eu não sei sobre o que você está falando, e não estou pronta para desvendar os seus malditos mistérios agora, mas eu preciso saber... – suspirei cansada. – Jimin e você tiveram alguma coisa haver com o que aconteceu com Yerin?

- O que aconteceu com ela?

- Não se faça de desentendido! – gritei para ele. – Como você sabia que nós estávamos no banheiro? Eu vi você no refeitório com ela e depois ela entrou no banheiro... e aquele sangue...

Eu escorreguei pela parede atrás de mim derrotada. Não podia pensar e muito menos racionalizar porque agora a imagem de Yerin naquele chão branco tomava toda minha mente. A dúvida agora me confundia sob todos os aspectos, ela me rondava como um beco sem saída.

Mal vi quando Suga se aproximou de mim. Eu me encolhi no chão disposta a não me render ao seu cheiro. Não sabia o que fazer, mas não podia me render a isso. O fato era que desde que Yoongi e Jimin chegaram, a minha vida anda saindo do controle. Eu tomei decisões arriscadas e pus em risco tudo. E agora nada parece fazer sentido. Ele se sentou próximo de mim e suspirou.

- Me... desculpe?

Eu ofeguei, havia um milhão de coisas que ele poderia se desculpar comigo, mas naquele momento eu não me lembrava de nenhum importante.

- Pelo o que?

- Eu não sei.

Ele deveria estar sorrindo, não o seu sorriso irônico e irritante e sim o seu sorriso natural... perfeito.

- Eu não queria fazer isso, e não queria estar aqui. Mas acho que se eu não fizer nada... isso vai ser pior do que se eu fizesse.

- Por que fica fazendo essas charadas comigo? Por que não me diz logo o que está acontecendo?

- Porque não é tão fácil assim.

Eu levantei meu rosto para encará-lo.

- Eu... hoje percebi que nada é fácil.

Comecei, tentando me segurar para não começar a chorar na sua frente.

- Vi coisas demais... ando sentido coisas estranhas, e depois aquilo no banheiro. Eu queria que estivesse ficando só maluca, seria mais fácil se eu soubesse que é só coisa da minha cabeça. Mas não é. Eu vi Yerin quase morrendo em sangue!

- Talvez esse seja o motivo que eu tenha que me desculpar.

Ele sorriu, e sim, ele usou o seu sorriso perfeito.

- Eu só estou na plateia, observando.

- Faça alguma coisa então. – pedi-lhe.

- Já disse que não é tão fácil assim.

Ele me encarou, a luz baixa não impedia que seus olhos me sugassem para dentro do buraco profundo.

- Se eu fizer... se eu decidir fazer isso... vai ser uma verdadeira guerra.

- Você está com medo?

- Não.

Ele parecia ofendido.

- Eu só não quero me meter nisso... não quero voltar a ser um servo como ele.

- Não quero que você volte a ser isso... seja lá o que signifique. Só quero que faça alguma coisa. Estou cansada de ficar tentando te entender, se vai continuar me confundindo é melhor fazer isso direito... eu não tenho medo de você. – eu disse, e desta vez isso realmente saiu sincero. – E eu tenho a consciência de que mal entendo o que estou te pedindo, mas não importa: faça alguma coisa!

As palavras saíram de minha boca por conta própria. E eu não esperava que ele fosse me ouvir e muito menos que ele fizesse o que ele fez. Porque Yoongi simplesmente me puxou para ele e colou nossos lábios sem aviso prévio, sem hesitação. A língua dele tocou a minha sem pudor, e suas mãos puxavam a minha cintura cada vez mais para perto, colando nossos corpos sem nenhum desprovimento. Minha pulsação acelerou e eu cravei minhas unhas em seu pescoço quando ele se jogou comigo no chão ficando por cima, me tendo absolutamente sob seu controle.

Uma parte insignificante do meu cérebro me advertiu sobre aquilo, porque afinal o que diabos eu estava fazendo?

Rendendo-me ao Yoongi quando agora eu sabia que as coisas saíam dos trilhos quando isso acontecia? Obriguei-me a tentar me soltar dele, mas ele tinha outros planos. Ele prendeu minhas mãos com as suas, como algemas sob minha cabeça e continuou a me beijar dessa vez com mais calma, mas ainda assim com certa urgência.

- Não.

Eu balbuciei em sua boca e foi como se eu nem tivesse dito nada, na verdade pareceu mais um gemido. Eu quis me chutar por isso. Eu estava sem forças e trêmula completamente entregue e envolvida por seus toques quando um grito agudo atravessou as paredes do meu quarto.

Eu me debati contra ele no mesmo instante, e então ele me soltou. Eu corri para a porta e demorei mais do que o esperado para abrir, disparei pelo corredor e encontrei a porta do quarto de Molly escancarada. Um novo grito. Pude perceber que vinha da escada.

- Ele está aqui, ________! Ele está aqui! - e então ela gritou novamente.

- Quem?

- Um homem no quarto. Eu o vi! Não estou inventando ele é real, ele estava lá, ele disse umas coisas...

Eu suspirei metade de mim ainda atordoada a outra sem saber o que fazer.

- O que ele disse? – Yoongi perguntou. Eu quis chutá-lo, eu quis me chutar. Eu deveria saber lidar com isso, mas no momento estou perdida.

- Ele disse... – ela forçou as sobrancelhas. - Ele disse que isso é só o começo.

Algo em mim foi despertado. Meu coração parou por um segundo e depois começou a abater forte em meu peito. A imagem da frase no espelho parecia estar viva em minha memória. Eu sacudi-a a tempo de ouvir Yoongi dizer:

- Já o tinha visto antes?

- Sim. Mas eu não me lembro direito, eu me esqueço, mas desta vez não! Vocês têm que acreditar em mim! Eu não estou inventando.

~...~

 

 Meia hora depois Molly cochilava no sofá. Eu tinha subido e colocado roupas e estava me preparando para encará-lo de novo.

Meu cérebro agora trabalhava rapidamente e agora a frase – que diabos eu fiz? Parecia ser a única no meu vocabulário. Desci as escadas de dois em dois degraus, tentando me convencer que o quão mais rápido eu começasse aquilo mais rápido terminaria. Eu estava com esse pensamento quando a campainha da porta tocou. Eu poderia estar ainda atordoada, mas sabia que já se passava da meia-noite e que normalmente visitas vinham de dia não ser que essa visita fosse usando suas próprias palavras. Meu amável vizinho.

Caminhei até a porta, Suga estava sentado no braço do sofá, mesmo estava vazio me encarando, eu torci que minhas bochechas só estivessem ardendo por dentro.

- Quem é? – minha voz estava um tom acima do normal, Molly se remexeu no sofá.

- Espero não incomodar.

Eu a abri imediatamente.

- Jimin? O que...

Eu suspirei, parecia que todas as minhas perguntas começavam com – o que? Em vez de – por que? Eu desisti de tentar dizer algo. 

- Está sozinha? – Perguntou ele. Eu abri a boca para responder, mas Suga, o meu amável vizinho fez o favor de respondê-lo.

- Não.

E o não dele soou mais como um “vá embora”.

Ele estava atrás de mim, e eu podia ver a conexão que os olhos de Jimin tinham com os dele, eles mal piscavam. Um sorriso ameaçador surgiu em seus lábios. Revirei meus olhos e bem, eu tinha duas opções. A primeira era mandar Jimin entrar, e a segunda era mandá-lo embora, e nisso eu poderia pegar carona e mandar Yoongi embora também.

Mas eu tinha perguntas; perguntas que precisavam de respostas urgentemente e que se eu não fosse esperta acabaria louca e sem elas. Então eu coloquei meu melhor sorriso no rosto e disse:

- Entre.

Eu tinha usado a desculpa de colocar Molly na cama para me recuperar um pouco. Eu poderia usar uma abordagem direta ou indireta se é que é possível ser indireta quando se quer ir direto ao ponto.

Quando estava voltando estaquei no topo das escadas, ouvindo:

- Não se meta nisso! Volte para onde você veio!

A voz de Yoongi era coberta de ódio. Um riso zombador preencheu o ar.

- Pelo menos eu posso voltar... o que? Acha mesmo que vão deixar você fazer isso.

- Eu não me importo se eles deixam ou não, ela é minha.

- Sua? – a voz de Jimin tinha um tom de surpresa misturado com revolta. – Ela estaria morta se eu não tivesse aparecido. Você não se importa com nada.

- Tem razão, não me importo. – concordou Yoongi. - Não sou tão diferente de você.

- Você está enganado, eu me importo.

Desta vez foi Yoongi que riu.

- Até que Lunabella chegue. - ele parou de rir ao dizer isso e quando falou de novo sua voz era fiada e dura como aço. – Não vou deixar você seguir adiante com isso.

Eu terminei de descer as escadas e parei no último degrau. Meus braços cruzados com força ao redor de meu peito enquanto eu repetia um milhão de vezes à conversa deles.

Foi como antes, num momento eu estava os olhando e no outro tudo tinha ganhado um aspecto enegrecido e em preto e branco. Eu estava na mesma floresta da minha primeira visão.

Escutava ao longe as pessoas gritando e uma leve luz avermelhada atravessava a escuridão. Eu caminhei atordoada, como nas outras vezes, em direção as vozes que ficavam cada vez mais fortes.

Mas algo chamou minha atenção antes que eu pudesse chegar até elas, ouvi um tilintar de sinos atrás de mim. Eu me virei e caminhei na direção contrária em que estava indo. Eu podia ver a figura se movendo como um fantasma na escuridão vindo em minha direção. Eu esperava que ele também me visse, mas isso não aconteceu. Minutos depois outra figura apareceu por entre as árvores, eu não sabia distinguir se eram homens ou mulheres.

- Acalme-te.

A voz era suave e profunda.

- Já és tardes, tu tens de saíres daqui antes que o peguem-lhe.

A luz vermelha dançou pela escuridão, e iluminou o rosto da figura que acabara de falar. Eu o conhecia, ele era o mesmo homem ensanguentado da escadaria.

- Não!

A outra voz era forte e determinada.

- Não posso ficar sem ela... não me importo mais com nada. Todavia quero que faças uma coisa por mim, Lorenzo: Mate-me!

- Estás louco?

A luz vermelha vacilou no rosto de homem, enquanto ele se encolhia parecendo chocado.

- Eis de morrer de quaisquer maneiras, porém o que me atormentas és que não importas o lugar para onde eu fores... ela não estará lá. Tenho que morrer hoje; tenho que morrer agora, enquanto ainda és Lunabella!

E depois eu voltei a mim. Minha respiração estava irregular e eu me apoiei no corrimão da escada para não cair. Fiz menção para que nenhum dos dois se aproximassem. Deixei os minutos passarem analisando-os cuidadosamente. Nenhum dos dois se mexia, pareciam estátuas no meio da sala.

- O que é isso?

Yoongi perguntou de repente.

- Isso o quê? – ele não respondeu de imediato, seus olhos varreram a sala em busca de algo. – Tem alguma coisa errada. – murmurou ele.

- Sim, tem. – disse Jimin. – Você está aqui.

Suga deu o seu melhor sorriso irritante e provocativo.

- Eu posso sair. – ele deu de ombros. – Mas levaria a ________ comigo, precisamos terminar o que começamos. – ele piscou para mim.

Revirei meus olhos, tentando impedir o rubor que tomava conta da minha face.

- Chega. Eu vou direto ao ponto: o que houve com Yerin?

Eu encarei Jimin, analisando-o firmemente, tentando não me desconcentrar com seu rosto perfeito.

- Ela vai ficar bem. – prometeu-me ele.

- Não perguntei isso. – gesticulei irritada. – Quero saber o que aconteceu com ela!

E então eu escutei um barulho estranho. Parecia algo sendo arrastado e quebrando. E vinha do segundo andar. Eu disparei escada acima, mas antes que eu pudesse alcançar o topo delas uma mão se fechou em torno de meu braço.

- Tenho que tirar você daqui. – disse Jimin, ignorando minhas tentativas de tentar me soltar.

- Solte-a. – a voz de Yoongi estava próxima.

Eu me aproveitei que Jimin tinha se distraído e me soltei de seu aperto. O som vinha do meu quarto e a porta estava fechada. Entrei no quarto que Molly estava e suspirei aliviada quando a encontrei em sua cama.

- Molly. – chamei. – Molly!

Ela se remexeu.

- O que? – a voz era manhosa.

- Temos que sair daqui.

Segundos depois, eu e Molly estávamos no carro de Jimin e eu já tinha ligado umas cinco vezes para a polícia, e nada deles chegarem. Tinha algo estranho dentro da minha casa, e eu não estava falando de Yoongi.

- Cadê o Jimin? – eu perguntei quando ele entrou no carro ocupando o banco do motorista.

- Ele acha que pode cuidar disso.

Yoongi deu de ombros. Meu queixo caiu. Jimin estava sozinho com um possível ladrão ou lunático na minha casa?

- Por que não podemos ficar em casa?

Molly perguntou no banco de trás. Yoongi pareceu refletir um pouco antes de soltar, sorrindo:

- Porque lá tem um rato, e um cara tentando matá-lo. – respondeu arrancando com o carro. Eu peguei meu celular e disquei de novo para polícia.

- Aquele garoto vai matar o rato? – Molly disse surpresa. – Ele é corajoso!

Ele é maluco isso sim!

Meu celular se desligou sozinho depois do segundo toque. Droga de bateria!

- Vamos ficar rodando pela cidade, enquanto Jimin está sozinho na minha casa?

- Eu te levaria para jantar... se tivesse algum restaurante aberto a essa hora. – um meio sorriso surgiu em seus lábios vermelhos. Eu revirei meus olhos.

- Podemos ir ao Mc Donald‘s! – Molly disse animada.

 

~...~



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