História Devil Side - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, V
Tags Bts, Devil Side, Jimin, Jungkook, Rap Monster
Exibições 45
Palavras 1.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura ❤

Capítulo 38 - Acertando contas.


“Às vezes somos forçados a driblar a verdade, transforma-lá, porque somos colocados à frente de coisas que não foram criadas por nós. E às vezes, As coisas simplesmente chegam até nós."


Jimin.


As pessoas sempre desejam ter suas vidas sob controle, elas desejam poder prever todas as eventualidades criadas pelo destino com a falsa ideia de que isso poderá de alguma maneira evitar as dificuldades, e desafios impostos à todos nós diariamente não importando a complexidade, ou dimensão desses obstáculos. É normal do ser humano querer optar pela maneira mais fácil, mesmo quando não há essa opção.


Mas eu sempre me perguntei o que seria de todos nós sem o acaso, sem as dificuldades, as perdas, os pesadelos… O que seria de nós, se tudo isso pudesse ser controlado por cada um, se pudéssemos burlar as regras naturais de viver, se tendo tanto poder pudéssemos ter uma vivência perfeita dos anos que gastamos nesse planeta. O que seria de nós sem todo o processo que sofremos quando alguma eventualidade nos pega de surpresa? Quer saber, eu honestamente acho que seríamos vazios, a perfeição de uma vida sob controle logo traria um tédio capaz de lhe tirar a sanidade, e a falta do sofrimento nos faria não dar valor a qualquer segundo de felicidade genuína, afinal, sem os problemas trazidos pelo destino seríamos todos felizes o tempo todo, não é? Ao menos é nisso que muitos gostam de acreditar…


Quando eu era mais novo, eu costumava não entender os motivos pelos quais precisava passar por todos aqueles momentos ruins. Eu desejei sim, poder evitar tudo aquilo, não ter de lidar com a dor, e a raiva se misturando tão intensamente dentro de mim, mas nem mesmo desejando com todas as minhas forças, eu pude ter algum controle sobre os acasos que haviam me trazido até aqui essa noite. No fim, eu acho que temos de passar pelo o quê a vida acredita que irá nos trazer algum bem, mesmo que na hora isso seja horrível. Sabe, não ter controle sobre a vida é uma coisa boa, é uma vantagem, e não o contrário…


— Olhe pra mim! - a voz dele parecia ecoar no fundo da minha mente, enquanto eu observava o sangue escorrer do meu rosto em direção ao tecido da minha calça. - Está me deixando, Park? - ele perguntou ao se agachar diante de mim. - Não pode ser tão fraco ao ponto de apagar após alguns socos, até parece que nunca apanhou antes.


— Você… Você quer me ver implorando? - eu sorri pendendo minha cabeça para trás, mesmo sentindo tanta dor. - É melhor me matar de uma vez, isso não vai acontecer.


— Depois de tudo o que você fez, acha que eu seria tão legal assim? Te matar?


— Me esqueci que você mata as pessoas em demonstração do seu amor, me desculpe… - eu já havia perdido as contas daqueles golpes que recebia contra o rosto.


— Se continuar…


— Você matou o seu melhor amigo, a sua esposa, esta tentando me matar agora… quando vai ser a vez do, Kookie?


— Você contou a verdade pra ele, não foi? Contou que eu matei a vadia da sua mãe, e o imbecil do seu pai, huh? - ele assentiu. - Quer saber, Jiminie, graças à você talvez eu realmente tenha de dar um fim no meu próprio filho.


— Se encostar nele…


— O quê? Você não vai poder proteger ele estando morto, garoto. - ele sorriu ao perceber minha expressão. - Imagine se eu vou por todos os meus negócios ilegais, e a minha liberdade em risco por algo tão dispensável quanto o Kook.


— Ele é o seu filho. - eu não entendia como ainda ficava surpreso.


— Eu não tolero que entrem no meu caminho, não importa quem seja. Os seus pais estão como bons exemplos, o seu pai era honesto demais, e a sua mãe me ameaçou com a informação do meu envolvimento com a morte daquele outro verme. - ele contou como se tivesse orgulho. - Se eu mantive Jungkook longe de tudo isso, foi com o intuito de não transformá-lo em um empecilho, se ele tivesse se lembrado antes da morte da sua mãe, eu provavelmente teria feito com ele o mesmo que fiz com você. Teria o trancado em algum manicômio, ou sei lá.


— Eu achei que quando esse dia chegasse eu sentiria raiva de você, ódio… Total desprezo, entende? - novamente eu forcei um sorriso, enquanto o sangue corria sobre meu rosto. - Mas na verdade eu não sinto nada disso agora.


— Talvez tenha finalmente percebido a sua situação atual, e esteja…


— Eu sinto pena de você. - recitei interrompendo sua fala. - É tudo o que eu sinto, e ainda sim é triste porque nem mesmo da pena você é digno. - ele realmente estava me ouvindo dessa vez. - Você é um degenerado, Jeon. Sempre impôs medo, ao invés do respeito, possessividade, ao invés de algum afeto sincero… A minha mãe nunca amou você, e sabe o por quê?


— Cala a boca…


— Porque ninguém é capaz de amar alguém como você, nem mesmo o seu próprio filho… nem mesmo o sangue do seu sangue, é capaz de sentir algo por você a não ser repulsa…


1,2,3… E então eu caí daquela cadeira, e todo o ódio que ele sentia àquelas alturas, foi mais uma vez descontado em mim. Eu senti muita dor nos primeiros segundos, mas em algum momento o meu cérebro já não conseguia identificar para onde deveria enviar os sinais de dor, eu me tornei menos consciente, após despensar a possibilidade de revidar… Eu não queria revidar, era a última vez afinal…


— Olhe pra mim! - ele exclamou, enquanto tudo não passava de um borrão para os meus olhos. - Você acabou com a minha vida, Jiminie. - eu senti o revólver contra meu queixo, e logo após o som da trava sendo dispensada. - Está na hora de acertar as nossas pendências…


A partir daquele momento eu não soube mais distinguir a realidade, do que eu mesmo estava chamando de “fase pré morte”. Eu ouvi um disparo, mas não senti nada, mais uma vez, e a minha baixa visão me permitia apenas ver aquele vulto se afastar de mim, enquanto uma confusão de ruídos barulhentos tomavam o restante da minha mente.


— Se afaste dele, agora!



Foi a última frase em vida que eu pude ouvir...



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