História Devil Side - Capítulo 39


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, V
Tags Bts, Devil Side, Jimin, Jungkook, Rap Monster
Visualizações 223
Palavras 2.118
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ❤

Capítulo 39 - Chegamos ao fim.


“É hora de eu lhe dar os últimos pedaços do meu coração…”


Yerin.


Corra, Yerin, mais rápido…


Novamente esse pensamento ecoava em minha mente, enquanto minhas pernas tentavam manter um ritmo constante, agora estando tão perto da entrada do hospital eu não poderia sucumbir ao cansaço. O meu coração estava sendo destroçado à cada segundo que passava, a cada segundo eu sentia que a dor que sofri quando perdi a minha mãe, pudesse se repetir naquela noite.


Boa noite. - a recepcionista desejou, assim que me aproximei do balcão.


— Jungkook, Jeon Jungkook… - eu disse ofegante, guiando meu olhar aos elevadores.


— A senhora veio fazer uma visita? - eu assenti mesmo sem prestar atenção. - Preciso da sua identidade…


— Não… - eu havia saído de casa as pressas, nem mesmo o celular estava comigo. - Eu não trouxe, eu não sabia…


— Sem uma identidade… - antes que ela pudesse terminar sua frase, eu corri em direção a um dos elevadores de onde um grupo de enfermeiras saía, e logo pressionei repetidas vezes o botão do 3ª andar.


Nunca imaginei que o meu primeiro ato de rebeldia seria em um hospital…


As portas se abriram, e mesmo sem um percurso exato eu voltei a correr em direção a ala de emergências. Se eu não o encontrasse lá ao menos poderia ter algum direcionamento por meio de algum enfermeiro, ou o que fosse…


— Me desculpe… - eu me calei, ao me dar conta em quem havia acabado de esbarrar.


— Calma. - Taehyung pediu, ao repousar suas mãos sobre meus ombros.


— O que você tá fazendo aqui? Você tem algo a ver…


— Yerin? - os meus olhos se desviaram do rosto de Tae, e então eu tive a certeza de que não estava ouvindo coisas.


— Deus… - Tae disse em voz baixa, ao evitar que eu caísse após minha pressão simplesmente abaixar.


— Yerin? - ele avançou em nossa direção, percebendo meu mal estar. - O quê foi? - ele perguntou, me tomando em seus braços, enquanto Taehyung agora checava meu pulso.  


— A pressão dela caiu, mas já vai passar.


Eu fechei meus olhos sentindo a fraqueza tomar meu corpo, era uma sensação horrível, mas eu ainda me sentia bem em estar sendo amparada por Jungkook, após ter chegado a pensar que o perderia, e que nunca mais sentiria os seus braços entorno de mim. De repente meu coração não estava mais sendo prensado entre a ansiedade, e a angústia.


— Respira devagar, eu sei como é isso. - ele sussurrou mantendo meu rosto contra a curvatura de seu pescoço, após ter me sentado sobre o seu colo.


— Eu achei que iria te perder, uns policiais me ligaram e...


— Shh… - ele me apertou entre seus braços. - Depois conversamos sobre isso, eu prometo.


— É o Jimin, não é? - eu afastei meu rosto do seu pescoço, e então tentei encontrar o seu olhar que parecia perdido entre os corredores do hospital. - Anjo?


— Antes de você chegar eu estava procurando pelo médico… Já faz mais de uma hora…


— Em que estado ele chegou?


— Ele estava inconsciente, eu não… - ele se interrompeu. - Foi culpa minha.


— Sabe que não teve culpa, não comece com isso…


— Jungkook? - eu logo me coloquei de pé, ao avistar o distintivo preso ao cordão no pescoço do rapaz que vinha em nossa direção.


— Sou eu. - Jungkook respondeu, também se pondo de pé ao meu lado.


— Oficial, Min. - o rapaz se apresentou ao brevemente segurar o distintivo. - Precisamos do seu depoimento.


— Eu não posso sair daqui agora, o meu irmão…


— Eu entendo toda a situação delicada à qual se encontra agora, Jimin é um dos meus melhores amigos. - o mais velho contou, em um tom de pêsames. - Mas quanto mais rápido você depor, menor serão as chances de que acabe esquecendo algum detalhe, algo que possa vir a ser importante.


— Você pode ir, eu fico de olho no Jimin. - Taehyung disse, ao se aproximar.


— Ninguém lhe pediu nada. - eu franzi o cenho ao perceber o clima entre os dois.


— Jimin pediu. - Tae rebateu. - Vá de uma vez depor, quanto mais rápido a investigação puder correr, mais rápido as pessoas que estão envolvidas nos negócios do seu pai serão indiciadas, assim como ele.


— Taehyung tem razão. - Min observou, voltando o olhar para Jungkook. - Nós flagramos o seu pai tentando assassinar o Jimin, podemos prendê-lo por isso. Mas o caso é que com o seu pai preso, muitas pessoas vão querer tirá-lo de lá, e talvez até tentem se vingar do seu irmão, já que tudo começou com ele.


— Esta de brincadeira?


— Quanto mais tempo ficamos de braços cruzados, mais tempo essas pessoas ganham para usar sua influência como bem entender.


— Você deve ir. - aconselhei esperando que ele me desse ouvidos.


— Você pode ficar aqui?


— Claro. - assenti, mesmo sem saber se em algum momento seria posta para fora pelos seguranças.


[...]


Sentada em uma das cadeiras da sala de espera, eu me mantive observando os cartazes presos as paredes, alguns pedindo silêncio, outros com informações sobre doenças contagiosas, e etc… No fim eu só não queria acabar encarando Taehyung, que se sentava do outro lado do corredor, bem abaixo do quadro de horários de visitas, enquanto parecia tentar fazer o mesmo usando o seu celular como distração.


— O quê estão fazendo aqui? - eu nem mesmo havia notado a chegada de Namjoon.


— Esperando notícias. - Tae respondeu, se levantando para cumprimentar o mais velho.


— Os meus pais vieram comigo, então eu peço que deixem para Jimin contar a verdade quando for possível…


Joonie, onde está o seu irmão? - uma senhora a qual deduzi ser sua mãe, o questionou ao se aproximar de nós, em companhia de seu marido.


— Eu vou tentar falar com o médico, a senhora não precisa se preocupar, eu volto já. - Namjoon respondeu, pouco antes de deixar o casal de senhores quase que em nossa “responsabilidade”, se assim posso dizer.


— Kim Taehyung? - a senhora perguntou, ao mirar Tae, que logo assentiu. - Não vejo você a um bom tempo, achei que Johyun, e você já não se falavam…


— Nós acabamos nos reencontrando, há pouco tempo… - mais mentiras. - Os estudos me privaram um pouco da vida social, eu acho.


— Você sabe o quê aconteceu com o meu, Johy?


— Eu…


— O médico está vindo, mas não me adiantou nada. - Namjoon chegou bem a tempo.


— Se acontecer algo com o meu menino… - a mulher disse, com aquele tom de aflição que só as mães possuem.


— Estão com, Kim Johyun? - o médico questionou desviando seus olhos para a prancheta que tinha em mãos.


— Sim, senhor. - a senhora respondeu antes de qualquer um de nós.


— Bem, o quadro clínico dele é estável no momento. - todos estavam respirando mais aliviados, e isso era nítido. - Peço que tenham um pouco de paciência, pois a falta de consciência dele esta sendo causada pela medicação, e provavelmente só na manhã seguinte ele irá acordar. Mas isso é um procedimento normal, e assim que ele acordar iremos fazer mais alguns exames para ter certeza sobre o bem estar dele, tudo bem?


— Ele vai ficar bem? - Namjoon perguntou, antes que o médico nos deixasse.


— Eu acredito que sim, ele não sofreu nenhuma lesão séria, apesar do que achávamos de inicio. - o médico respondeu, pouco antes de nos deixar.


— O quê aconteceu com o meu filho, meu Deus…


Eu me afastei da família Kim, em tentativa de dar a eles a privacidade a qual eu iria desejar ter, estando na posição deles. Acho que Namjoon deveria decidir o que iria contar, e se iria mesmo contar algo para os pais sobre toda a história do seu irmão adotivo, ou se realmente iria deixar para que o próprio Jimin fizesse isso. No fim, era um assunto de família, e eu não deveria me intrometer, e nem tinha intenções de fazer isso.


— Liga pra ele. - eu me voltei a sua direção, e logo mirei o celular que o mesmo me oferecia.


— Não precisa…


— É só um favor, Yerin. - Tae disse ao colocar o celular em minha mão. - Vai tranquilizá-lo. - ele se afastou antes que eu pudesse rebater.


Ele tinha razão.


— Alô? - ele atendeu logo no primeiro toque.


— Sou eu, Yerin.


— Aconteceu alguma coisa…


— Ele está bem. - fiquei feliz em poder dar aquela notícia a ele. - O médico contou que ele não sofreu nenhuma lesão séria, e que acordaria provavelmente amanhã.


Obrigada, Yerin, muito obrigada mesmo. - ele soava sereno, e era bom ouvi-lo soar daquela forma.


— Eu vou continuar aqui, tudo bem?


— Sim, tudo bem. Eu vou demorar ainda pra retornar, talvez umas duas horas, mas eu agradeço pelo o que está fazendo.


— Não é nada, apenas fique tranquilo, e qualquer coisa eu ligo de novo, ok?


— Ok. Até mais…


— Até. - eu disse encerrando a ligação. - Obrigado pelo favor. - agradeci indo em direção à Tae.


— Não há de que. - ele respondeu recebendo o celular. - Você se sente melhor?


— Sim, creio que a minha pressão voltou ao normal.


— Não estava me referindo a isso, mas tudo bem.


— Talvez se for mais específico. - rebati ao cruzar os braços.


— Da última vez que nos vimos você não parecia bem, então…


— Tínhamos acabado de romper, e você estava indo embora, Tae. Como eu deveria ter parecido? Feliz?


— Tem razão, eu só…


— Tudo bem, eu estou sendo um pouco grosseira, você sabe…


— Quem diria que um dia eu seria alvo do seu lado grosseiro. - ele comentou com um breve riso. - Vivendo, e aprendendo.


— Eu achei que nunca mais iria vê-lo, sabe, foi a sensação que eu tive…


— Jimin quis me proteger, quase me obrigou a ir, ele sabia que algumas coisas poderiam respingar em mim… - ele contou parecendo pensativo. - Há dois dias ele me ligou, e pediu que eu entrasse em contato com Yoongi, aquele oficial, e então eu tive de voltar. Não queria perder o fim da novela. - ele forçou um sorriso, e eu sabia disso graças aos tempos que havíamos passado juntos. - E também não podia perder a chance de me auto punir.


— Auto punir?


— Te entregar nos braços dele, assistir você ser cuidada por ele… - ele suspirou. - Isso dói pra caralho, Yerin.


Tae nunca foi de muitos palavrões, ele costumava dizer que só os usava quando realmente era impossível definir o quê sentia com palavras educadas. E alí estava um exemplo disso, com toda a certeza ele não havia encontrado melhor expressão dentre as palavras de seu vocabulário.


— Sendo você a causa de uma das maiores decepções da minha vida, eu deveria me sentir indiferente aos seus sentimentos, não é? Ao menos fingir não me importar, pra que você pudesse se sentir pior, e então isso de alguma maneira iria vingar o que eu sofri por você. - observei, sentindo seu olhar sobre mim.


Eu voltei meu rosto para ele, e por alguns segundos nós nos olhamos em silêncio. Eu acho que já tinha dito o quê deveria dizer, e mais do que isso iria acabar machucando ele, e eu nunca desejei causar algum dano nele, pois apesar de toda a mentira a qual nosso relacionamento havia sido baseada, Taehyung nunca deixou de ser uma boa companhia pra mim. Mesmo que nem tudo houvesse sido real, eu não tinha o direito de dizer que ele não havia sido um bom namorado, porque a verdade é que ele foi um namorado maravilhoso durante todos os dias que passámos juntos… Mas os sentimentos que eu tinha por ele já não eram os mesmos, e ele sabia disso, mesmo que doesse ele sabia.


— Se você decidisse se vingar, seria mais fácil te esquecer. Talvez eu conseguisse não me arrepender tanto por ter perdido a garota mais incrível, e amável que um dia eu pude chamar de minha. - eu desviei meu olhar ao forçar meu melhor sorriso. - Mas não se sinta mal por mim, eu mereço.


— Eu sinto muito. - em um último gesto de respeito ao que fomos, eu o abracei.


— Eu mais ainda, pequena. - ele disse em voz baixa, ao afagar meu cabelo enquanto me envolvia entre seus braços.


“...O fato de que nos amamos é bonito”


Notas Finais


Olá amores, serei breve porque estou com sono + o WiFi está falhando.

Vou adiantar que o próximo capitulo irá conter as ousadia que vocês gostam, e depois eu creio que irão ter mais 3 capítulos, que irão fechar a fic. (Pode ter mais, mas por agora acredito que serão apenas três, porque **no spoiler**...).

Queria agradecer como army aqui a quem foi no show, e enalteceu os 7 homi de minha vida, espero que tenham sido momentos maravilhosos e inesquecíveis para as armys que conseguiram ir.

E para as que não conseguiram (como foi o meu caso novamente pela 3ª vez, o que já me dá direito de pedir música no fantástico) não fiquem tristes, eles vão voltar, e com toda a certeza nós teremos mais chances na próxima vez.

Obrigado por todos os favoritos, e comentários, vocês são sempre incríveis. Até a próxima ~ chu chu


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