História Devil Side - Capítulo 44


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, V
Tags Bts, Devil Side, Jimin, Jungkook, Rap Monster
Exibições 81
Palavras 1.557
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura ❤ (notas finais)

Capítulo 44 - Minhas condolências.


“Perdi meu caminho dentro de um mundo complicado, sem uma saída.”


Jimin.


A luz que adentrava aquele quarto, atravessando as fendas do tecido denso das cortinas, fazia com que a poeira que flutuava dentre os móveis parecesse algo bonito, mesmo se tratando apenas de poeira. As partículas de pó reluziam, enquanto voavam por todo o cômodo, me remetendo aos flocos de neve daquele inverno que havíamos passado na casa do vovô. Ela construiu um forte feito de travesseiros, e cobertores para nos proteger do frio… mas ele não suportou muito tempo, e o Kookie acabou contraindo um belo resfriado naquele inverno.


“Onde você está?” - Namjoon.


“Todos estamos preocupados, dê notícias logo.” - Yoongi.


“Ao menos responda se está bem, por favor.” - Taehyung.


“Jungkook passou por aqui agora, estava procurando por você, onde está?” - Jin.


Após mais uma vez visualizar cada uma das mensagens, eu apenas larguei o celular ao meu lado na cama. Queria deixar eles cientes de que eu estava aqui ainda, apesar do que pudessem pensar. Por outro lado, eu não queria dar mais explicações, não queria ser encontrado por ninguém, eu só queria permanecer sozinho pelo tempo que sentisse precisar. Após ter ficado aqueles 6 anos preso, eu me acostumei a ter somente a mim mesmo como bússola. E mesmo agora sem um curso certo para seguir, eu ainda preferia ficar à deriva pelo tempo que fosse preciso.


Com o som de mais uma notificação, eu me coloquei de pé e segui até o banheiro, sem checar a mensagem recebida por meu celular dessa vez. Aquele parecia o pior hotel de beira de estrada, que poderia existir. Eu pensei, observando as manchas de infiltração do teto, enquanto seguia até a pia não muito mais em condições de uso do que o restante do quarto. Abaixo da água corrente, eu mergulhei minha cabeça podendo observar nos segundos iniciais o excesso de coloração deixar os fios antes descoloridos do meu cabelo, os quais agora possuíam o mesmo tom do qual eu havia me livrado desde minha formação em direito. Ao que parecia, não existiam mais motivos que me obrigassem a tentar camuflar quem eu era de verdade…


— Pare de chorar, até parece que eu machuquei você! - eu não sabia ao certo se havia conseguido ouvir aquilo por conta das paredes serem finas, ou se aquele cara realmente estava gritando em um volume tão alto o quanto pareceu estar.


— Não… Não, por favor! Por favor! - existia alguém com ele, uma mulher. Os gritos dela soaram como lembranças… Lembranças ruins.


Chacoalhando brevemente as mechas úmidas do meu cabelo entre meus dedos, em tentativa de retirar o excesso de água do mesmo, eu caminhei de volta para o quarto ainda ouvindo ruídos estranhos vindos da suíte ao lado. E então, eu pude ouvir a mulher gritar novamente… Era um grito de dor, de muita dor. Sem pensar duas vezes, eu deixei meu quarto e segui em direção a porta dos meus vizinhos barulhentos, a qual acertei com o punho por diversas vezes até que a mesma fosse aberta.


— Posso ajudar? - o homem perguntou, enquanto por cima de seu ombro eu mirava com meus olhos a garota que nitidamente tentava aparentar calma.


— Você está bem? - a questionei, sentindo o olhar contrariado do homem sobre mim.


— Ela está ótima. - ele respondeu, quando a mesma parecia estar prestes a me dar uma resposta contraditória a dele.


— Eu não perguntei nada a você, estou falando com a garota. - rebati, voltando meu olhar até ele.


— Querida, diga ao rapaz como você está bem. - e então, eu voltei minha atenção a ela.


— E-Eu… - ela não conseguiu conter o choro que se iniciou. - Eu… está tudo bem…


— Ouviu? - ele perguntou como se eu fosse algum idiota. - Vá embora.


Desviei meu olhar do seu mais uma vez, e o guei de volta a garota que aparentava ser muito nova para estar em um lugar como aquele, com um homem como aquele. Com toda a certeza ele não era um parente… quando por um minuto eu pensei em recuar, e apenas permitir que ela sofresse suas próprias consequências, um detalhe na postura daquele homem desencadeou algo em mim, algo que eu não tinha qualquer controle. Ele sorriu com deboche, como quem diz: “Não pode fazer nada, é isso.”, mas eu já havia visto aquela situação o suficiente, eu já havia tido minhas mãos atadas o suficiente para permitir que mais um degenerado daqueles continuasse fazendo vítimas.


— O que está olhando, bastardo?



A pergunta feita por ele foi como o estopim pra mim, eu nem mesmo tentei conter a ira que tomou meu consciente naquele instante. Eu perdi a cabeça, e aquele cara era apenas um maldito filho da puta sem sorte, e não havia nada que ele pudesse fazer quanto a isso… Quando o derrubei, a adrenalina começou a correr entre minhas veias, e de repente eu só desejava soca-lo até a morte. O sangue começou a sujar as minhas mãos, e eu sabia que deveria parar, mas eu não queria parar… Eu não conseguia, porque não era mais um desconhecido que estava diante dos meus olhos, era ele… Era ele.


— Nunca deveria ter encostado nela! - eu exclamei ao conter meu punho. - É tudo sua culpa… Por que teve de destruir as nossas vidas? Por quê?!


— Ande! O quê está esperando? - a voz dela tornou a realidade nítida novamente. - Acabe logo com isso… - ela concluiu, enquanto eu ainda mirava meu punho em direção ao rosto daquele homem.


Ele merecia, merecia tanto quanto aquele que tirou a vida da minha mãe.


— Ligue pra polícia… - eu disse em voz baixa, largando a gola da blusa daquele homem que até então eu segurava com minha esquerda.


Saindo de cima do corpo daquele a quem até aquele momento eu agredia com todo o meu ódio, eu me recostei contra o batente da porta, me mantendo sentado ali enquanto observava o estrago causado por tudo o que eu havia guardado durante todos aqueles anos. Com as mãos sujas de sangue, quase ao ponto de cometer um homicídio, eu chegava a conclusão de que nunca havia me parecido tanto com o meu pai biológico, quanto parecia naquele momento. A única diferença entre nós, era o fato de que eu jamais me orgulharia daquele episódio… Eu jamais sentiria orgulho de ter sido tão filho dele, como havia sido naquela manhã.


[...]


Eu encarava as algemas envoltas ao redor dos meus pulsos, quando a porta da sala de interrogatórios foi aberta bruscamente pelo já conhecido oficial, Min Yoongi. Nos encaramos em silêncio até que ele se sentasse na cadeira a minha frente, e expirasse o ar que ocupava seus pulmões como se estivesse vivendo o dia mais desgastante de toda sua carreira.


— O que aconteceu? - ele perguntou, repousando a ficha que tinha em mãos sobre a mesa.


— Eu bati em um cara. - ele esperava que eu negasse?


— Por quê?


— Porque ele é um explorador de menores, ou algo do tipo? - era isso o que eu tinha ouvido daquela garota.


— Não sabia disso quando o acertou com um soco, sabia? Segundo a garota… - ele dizia enquanto abria a ficha. - Você foi pra cima daquele cara após; “Uma discussão não agressiva”. O que ele disse que foi capaz de tirar você do sério?


Por que está falando comigo como se eu fosse algum louco?


— Não estou falando com você…


— Está sim. - afirmei o interrompendo. - Eu já ouvi esse tom de voz antes, Yoongi.


— Eu preciso te fazer essas perguntas, e preciso ser indiferente a nossa amizade quando você se torna um agressor do tipo que deixa uma pessoa inconsciente num episódio de fúria…


— Certo, traga os sedativos e a camisa de força. - rebati, me recostando contra a cadeira.


— Você não fez aquilo conscientemente, não importa o quanto conteste o contrário. - ele disse, enquanto eu desviava o olhar. - Perder o controle uma única vez não faz de você um louco, Chim. Mas isso não quer dizer que algo assim seja normal…


— Ele me chamou de bastardo… - contei, interrompendo sua fala novamente. - E desde que eu me lembro… Desde sempre, desde sempre eu fui chamado assim, hyung. Eu estava cansado de fingir não ouvir, não tinha mais outra face pra oferecer…


— E por isso o socou até quase matá-lo?


— Não. - assenti em negativo.


— E por que então?


— Por quê? - repeti, com um riso breve que surgiu inconscientemente.- Porque eu gostei, hyung. - concluí, voltando a encará-lo. - Eu senti como se fosse ele ali, entre minhas mãos, então eu realmente quis tirar a vida daquele homem. Eu gostei, enquanto enxergava o meu pai, Yoongi, eu gostei…


Naquele segundo a porta da sala foi aberta abruptamente, o que fez tanto Yoongi, quanto eu, guiar de imediato o olhar em direção a Hoseok. Ele estava ofegante, e seu olhar deixava transparecer que as notícias trazidas por si não eram boas.


— Quando cheguei lá ele já estava sem vida…


— O quê? - Yoongi o questionou, deveria estar tão confuso quanto eu.


— Sinto muito, Jimin… - Hoseok disse, quando voltou seu olhar até mim.


Jungkook...


Notas Finais


Não vou dar spoiler algum u.u
Esse é o penúltimo capítulo, tenho certeza kkkkkk
Não tô podendo falar muito aqui pois estou roubando WiFi da vizinha, então no ultimo cap vai ter textao nas notas finais 😂
Por enquanto eu vou agradecer os favoritos, aos comentários, e ao apoio que vocês tem dado a minha pessoa.
Agora eu tenho um desfecho para escrever. Vejo vocês na próxima e última atualização de DS. Até lá meus amores, fiquem com god ~ chu chu


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