História Devils - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Hoseok, Jhope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Suga, Taehyung, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 495
Palavras 2.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiii, amorecos!!!
Saudades de mim? -qqq não sei, mas fiquei de vocês <333
GENTE, CHEGAMOS AOS 300 FAVORITOS, EU TÔ TÃO AAAAAAAA AQUI!!!! Muuuuito obrigada por todo amor e carinho que me dão. Comentários e bibliotecas tbm, vocês são lindos <333
Boa leitura!!!

Capítulo 20 - Apresentando Mãe do Satanás


Apertei cuidadosamente a campainha, já que ela parecia super absurdamente cara e eu não tinha dinheiro para pagar outra, e a mesma fez um barulhinho enjoado, um barulhinho bem de nobreza mesmo. Era tão estranho estar em frente à casona – porque chamar só de casa não é o suficiente e de mansão já é demais – do filhote de cruz credo e, por mais incrível que pareça, eu estava me sentindo bem mais pesado ali sozinho do que quando eu tive que carregar sua mochila abarrotada de livros.

Logo uma voz feminina se fez ouvir pelo interfone, perguntando quem eu era e respondi, com um pouco de dificuldade e umas palavras gaguejadas, que era um colega de colégio do Pastor de Araque, mas claro que me referi a ele como Jungkook. Eu não sabia o que me deixava tão nervoso, se era a imponência e riqueza daquilo tudo, se porque aquele dinheiro todo tinha saído de uma Igreja ou porque ia descobrir um pouco mais do mundo do filho do Satanás.

O portão da frente abriu automaticamente fazendo um barulho alto que me assustou e, receoso, adentrei aquela fortaleza. Foi um choque quando me localizei no quintal da frente, a porta pesada fechando atrás de mim com delicadeza porque porta chique não batia com força. Sério, de dentro aquele casão parecia milhões de vezes mais chique, pois aquele muro maciço, cinza, estiloso e, principalmente, seguro que tinha na entrada impedia a visão de quase tudo.

O piso de era feito de algum material de madeira clarinha, que formava um caminho bonito e ondulante até a entrada da casa. Esse caminho era rodeado de um canteiro, também cheio de curvas e repleto de plantas bem cuidadas, formando um festival bonito de tons de verde.

A estrutura principal era de um branco texturizado e de madeira em alguns lugares e o segundo andar era cheio de janelas amplas, provavelmente os quartos do local, porém não era possível enxergar através destas, que tinham uma espécie de insulfilme metalizado de um azul clarinho.

Subi as escadas de madeira clara com corrimões brancos em direção à porta já aberta por uma moça que me aguardava com cara de tédio, eu devia ter imaginado, mas estava surpreso pela família do filhote de cruz credo ter até mesmo empregados, isso simplesmente parecia coisa de outro mundo! Será que ele já lavou alguma louça ou cozinhou qualquer coisinha na vida? Acho que não.

Entrei no lugar, que dava a uma sala com uma parede completamente de vidro, dando para um quintal florido e uma piscina. Isso aí: uma piscina! Eu nem sabia que aqui na Coreia as pessoas tinham piscina em casa, pelo amor de Deus! E, do jeito que as coisas são, deve ser cheia de água benta, isso sim, aposto que eu ia queimar se pulasse naquilo.

Com voz de tédio a mulher me explicou que o quarto do filhote de cruz credo era o primeiro à direita depois de subir as escadas, e fui em direção este, observando admirado a sala cheia de eletrônicos da nova geração e móveis de aparência cara. A família Jeon realmente não era brincadeira. A escada era de vidro, cara! E aquilo estava me dando um super calafrio, confesso.

Parei de frente à porta que deveria ser do quarto do filhote de cruz credo de acordo com as instruções que me foram dadas e respirei fundo antes de bater na mesma, pegando os papéis com a matéria que o garoto tinha perdido de dentro da minha mochila.

– Entra. – Ouvi uma voz rouca responder meio abafada e entrei no quarto meio devagar e temeroso, afinal, tenho certeza que de todas as pessoas que o Pastor de Araque poderia cogitar estar batendo em sua porta, eu seria sua última opção.

Como previsto, assim que percebeu quem estava ali, o mais alto arqueou as sobrancelhas enquanto me olhava confuso. Estava embrulhado nos lençóis da cama de casal e parecia estar lendo um livro que agora estava jogado no canto de sua cama. O seu cabelo estava meio bagunçado, a cara amassada e o nariz vermelho, parecia que ele estava de fato com um resfriado.

– É… Oi? – Falei meio desconfortável, entrando no cômodo de verdade enquanto fechava a porta atrás de mim. O quarto dele era legal, não era completamente branco e super claro que nem todos os outros cômodos, suas paredes eram de um cinza, não muito escuro, e os móveis e prateleiras em sua maioria pretos.

Estranhei que não tinha nenhum tipo de televisão, computador, videogame nem nada do tipo, como deveria se esperar ter no quarto da maioria dos jovens, ainda mais um com dinheiro como Jungkook. Na verdade, havia várias prateleiras lotadas de livros, um armário, e uma escrivaninha com diversos papéis empilhados nela.

Puxei a cadeira de rodinhas que estava em frente à escrivaninha até o lado da cama do filhote de cruz credo, que ainda me olhava meio pasmo e meio confuso. Sentei enquanto dava mais uma olhada no ambiente e entregava os papéis para ele. O quarto não tinha pôsteres, fotos, quadros, nada, a única coisa que chamava atenção era a grande janela que oferecia uma vista e tanto para o seu quintal da frente e pra rua.

– Aqui, a matéria que você perdeu. – Estendi para ele os papéis com as anotações e ele pegou com um pouco de receio, folheou-os e apoiou na mesa de cabeceira simples, que apenas continha um despertador digital. Sério que ele usava aquilo? Bem que falou que não tinha um celular.

– Por que você tá me entregando isso? – Perguntou enquanto tombava a cabeça para o lado e fungava fraquinho. – Você nem é da minha sala.

“Porque sua representante é uma piranha” é o que eu queria dizer, mas não acho que seria legal ficar explicando para a cria de Satanás que ele tinha sido desprezado e humilhado verbalmente pela garota chata, então guardei aquilo para mim.

– Sua representante me pediu. – Respondi tentando parecer convincente, espero que tenha funcionado porque aquilo nem tinha sido tanta mentira assim. – Porque sou sua dupla pro festival e talz… Ela achou que a gente fosse amiguinho.

– Achou errado. – Devolveu sarcástico e dando uma risadinha seca.

– Concordo. Mas aqui estou eu, não é? Nem precisou me ordenar dessa vez. – Comentei tentando parecer o mais neutro possível, para não perder meu status de pacificador, mas ainda estava chateado de ser uma espécie de escravo do filhote de cruz credo. – Disseram que você está com um resfriado…

– Ah, não, não estou. – Disse e eu fiquei espantado, se bem que eu não deveria ficar tanto já que resfriado era causado por um vírus, não pelo frio. Se ele fosse sofrer pelo frio acabaria sendo uma hipotermia bolada ou alguma ulceração, mas eu tinha lhe aquecido o suficiente para que nada disso acontecesse. – É que eu tenho rinite e ela ataca com mudanças de temperatura. Aí depois fiquei trancado em casa para recuperar e ela piorou por causa de alergia.

– Ah, por isso que seu nariz tá desse jeito… – Atraí um olhar aborrecido do garoto e levantei as mãos em sinal de paz. – É normal ficar com o nariz vermelho por causa de rinite, não?

– Sim. – Acalmou-se e ficamos num silêncio estranho.

Eu fiquei lá sentado, brincando com meus dedos e olhando vez ou outra para o quarto e para o garoto acamado, ainda com uma aparência fofa de anjinho mesmo com o nariz irritado e descabelado, tão destoante de sua real personalidade. Eu deveria ir embora? Aish, aquilo era tão, tão estranho, queria tanto que Taehyung estivesse comigo.

O filhote de cruz credo também ficou confuso, provavelmente se perguntando se deveria me enxotar dali, conversar comigo ou simplesmente continuar quieto encarando o nada. Às vezes abria a boca como se fosse falar algo, nervosamente, mas logo decidia ficar calado de novo. Desviou os olhos grandes algumas vezes para o livro que lia antes, que consegui ler que se chamava “Caninos Brancos”.

– E seus pais? – Quebrei a quietude, esperando talvez ganhar um frango frito de Tae ao ir atrás dos bafões de sua família.

– Meu pai deve estar na Igreja junto com meu irmão, minha mãe tá aqui em casa, se tivermos sorte ela não vai tentar bancar a sociável e ficar reclamando de mim para você. – Bufou meio pesaroso com a possibilidade, mas só consegui pensar que se eu fosse a mãe de Jungkook eu provavelmente reclamaria dele também. O que foi? Apenas sou sincero.

– Ah… – Soltei só isso, por não ter nenhum comentário melhor para fazer sobre o assunto e o garoto me olhou neutro enquanto passava a mão em seus cabelos, desembaraçando-os. – Aí você volta pro colégio amanhã?

– Talvez, depende da minha rinite, mas é provável. – Falou tombando a cabeça e o corpo para trás, apoiando-se na cabeceira da cama, mas logo desencostando-se assustado ao ouvir passos altos e firmes de salto alto. – Ah, porra… – Reclamou desanimado e coçou a ponta do nariz. – Ela é um tipo raro de demônio, você fala dela uma vez e ela aparece.

Eu já olhava para a porta do quarto do garoto apreensivo, esperando aparecer um ser maligno que nem minha vó, biso ou tataravó, mas só apareceu uma mulher bonita e arrumada. Parecia uma bonequinha, pequena, com os cabelos lisos e compridos pretos, roupa social arrumada e elegante, equilibrando-se empoderadamente em saltos agulha pretos e, como tudo naquela casa, de aparência cara.

– Oh, Kook, um amigo seu? – Perguntou olhando para mim simpática, dando um sorriso bonito sem dentes e confesso que meu coração foi capturado pelo gesto, que mulher agradável! Não dava para entender qual era o problema que Jungkook tinha com ela.

– Ah, eu sou um colega. – Levantei-me apressadamente e me curvei formalmente. – Eu vim entregar a matéria que ele perdeu.

– Ah, não sabia que aquele colégio deixa gente com um cabelo assim entrar lá. – Apontou pro meu cabelo e, apesar da frase, continuava com o mesmo tom simpático e sorriso. Bem, acho que era normal, a maioria dos colégios coreanos realmente não permitiam cabelos coloridos ou descoloridos, então acho que é compreensível uma mulher conservadora de Igreja achar mais estranho ainda. – Ainda bem que Junghyun já se formou.

– Junghyun? – Perguntei confuso e sério, apesar do tom doce da mulher eu sentia que tudo que saía de sua boca era muito, muito ácido.

– Sim, o meu filho. Eu trocaria ele de colégio para não ter que lidar com má influências como você.

– Desculpa, mas neste caso você não deveria trocar o Jungkook de colégio? Quero dizer… Ele também é seu filho. – Inquiri com um tom mais forte do que o normal e a mulher soltou um risinho incrédulo, cada momento eu estava odiando mais seu jeito simpático. Não me importava de ser chamado de má influência, alguns alunos realmente me viam assim e, galera, eu sou 1/16 demônio, estou mais para má influência do que para boa. Porém, sei lá, o jeito que ela ficava insinuando que o filhote de cruz credo não era nada dela, assim como o nojento do Junghyun fez dias atrás, me deixou muito, muito irritado. Eles eram uma família, não era?

– Podemos dizer que sim. – A mulher bonita deu um sorriso igualmente reluzente, me dando calafrios com o quanto ela era dissimulada. – Mas não tem problema ele continuar naquele colégio, ele não tem futuro mesmo.

– Não tem futuro?! – Perguntei alto e num tom debochado, como se ela estivesse falando a maior abobrinha, mas a realidade era que ela estava vários níveis acima, vomitando um monte de merda. – Desculpa, senhora, mas nosso colégio é muito bom, seu filho – Coloquei ênfase na palavra – é um aluno excelente, tem notas altas e é bom em esportes. Se alguém tem futuro lá é ele, pelo amor de Deus.

– Não fale de Deus levianamente assim. – A mãe do Pastor de Araque, guardada agora no meu coração como Pastora de Araque, pela primeira vez assumiu um tom sério e irritado comigo. – Não me importa, se aquele colégio aceita até gentinha que nem você, ter um bom rendimento lá não significa nada. Um dos nossos fiéis disse até que o filho dele contou que tem um aluno gay lá. – Pronunciou a palavra com um tom de nojo na voz.

Era claro que estava falando de Tae, era claro que a culpa daquilo era minha, e eu não acreditava que uma pessoa doce como o meu amigo tinha que estar na boca de pessoa podre e venenosa que nem aquelas.

Se antes meu sangue borbulhava de ódio, agora entrava em ebulição, e aquela mulher deveria agradecer eu ser só 1/16 demônio porque eu já teria tacado fogo naqueles sapatos de salto se pudesse. Aliás, por que ela estava usando salto alto dentro da própria casa? Eu deveria ter suspeitado que tinha algo de errado com ela.

– Não fale de seu filho e de outras pessoas levianamente assim. – Devolvi da mesma forma. – Bem que um dos meus fiéis falou que a sua Igreja tá cheia de gente podre que julga pessoas pelo que elas gostam e não pelo caráter. Oh, não, não foi um fiel, eu não tenho fiel, acabei de concluir isso eu mesmo. – Ri num tom debochado enquanto percebia o rosto da mulher ficar vermelho de ódio. Ah, mas ela ia ter que me engolir.

– Saia da minha casa agora, seu moleque! – Ela gritou e eu só ri mais ainda em ver aquela mulher toda elegante berrando e se descabelando inteira. Ops, você foi revelada amiguinha.

– Ah, é isso que faz quando não tem argumentos para se defender, é? – Alfinetei mais uma vez antes de dar de ombros e ir em direção à porta, passando ao seu lado. Aposto que ela se segurou para não bater em mim ali mesmo. – Não faço nenhuma questão de ficar dentro dessa casa.

Dei uma olhada no filhote de cruz credo antes de sair, encontrando-o pasmo, de boca aberta, mas um sorriso meio fraco esboçado na mesma. Aquilo me fez sentir levemente melhor, não sei por quê. Acho que ver o ódio da mãe dele direcionado a uma pessoa sem ser ele mesmo e observar a mesma pirando o cabeção deve ter sido uma cena e tanto. Seu nariz ainda estava vermelho, mas esperava que melhorasse logo para que eu pudesse vê-lo no dia seguinte. Para não ter que fazer sozinho o trabalho de nós dois, claro.

Desci aquelas escadas de vidro com um sorrisinho satisfeito, observando uns empregados me olhando escondidos e curiosos, provavelmente querendo saber quem tinha feito a patroa deles quase arrancar os cabelos.

A mesma mulher que me deixou entrar abriu a porta para que eu saísse, desta vez sem estar com uma expressão de tédio estampada no rosto. Aquela ali gostava de um barraco, aposto.

Enquanto eu caminhava pelo quintal da frente em direção ao portão algo atingiu minha nuca e, por um momento, pensei que a Pastora de Araque quisesse ter sua revanche ali mesmo, mas quando me virei achei uma bolinha de papel pousada no chão de madeira clara.

Subi meu olhar até a janela do quarto da cria de Satanás e lhe encontrei me observando com expectativa por uma fresta desta, de tempos em tempos examinando em volta como se verificasse que ninguém via o que fazia, furtivo.

Peguei o papel e encarei-o nos olhos, recebendo um sorriso fraco do mesmo antes que fechasse a janela e eu só pudesse enxergar o metalizado azul refletindo o resto da rua. O filhote de cruz credo realmente parecia outra pessoa quando sorria.

Preferi sair antes de abrir aquilo apesar de estar curioso, mas assim que deixei aquela casinha de bonecas super desenvolvida para trás, desdobrei com cuidado o papel, encontrando uma caligrafia meio bagunçada e corrida e, involuntariamente, sorri.

“Obrigado por ter me salvado no frigorífico.

Obrigado pela matéria.

Acho que eu deveria pedir obrigado por tudo kkkkkk

JK”


Notas Finais


Eu sei, eu sei que não as coisas ainda não estão esclarecidas, mas o jikook tá crescendo, não tá? :')

Bem, para quem não sabe eu publiquei outra jikook, ela é curtinha e o tema é super heróis e eu adoraria vê-los lá:
https://spiritfanfics.com/historia/invisible-temptation-8755672

E novidade!!! Eu estou participando (sou staff) de um projeto maravilhoso!! É um perfil voltado para escrita e ajudar os autores com sua fanfic. Também vai abrir pedidos de capa e a adm é a minha babyzinha maravilhosa @jeongoook que fez essa capa maravilinda de Devils que eu namoro todo dia!!! Eu amaria vê-los apoiando o nosso bebêzinho @NochuAjuda <333

Beeeeeeeeeem!!! O que acharam desse capítulo???? Ai, tô louquíssima para saber a opinião de vocês!!! Qualquer crítica, dúvida, sugestão, elogio ou só aquele bate papo maroto mesmo é só ir nos comentários porque eu AMODOROOOO!!!

Beijinhos de luz e até próxima semana (ou até os comentários), amorecos!!!


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