História Devils - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Hoseok, Jhope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Suga, Taehyung, Yoongi, Yoonseok
Visualizações 1.312
Palavras 3.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI, AMORECOOOOOOOOOOOOS <333 TUDO BEM COM VOCÊS??? QUE SAUDADES DA PORRA, VIADO, AI MEU DEUS!!!
Primeiramente, por favor, leiam as notinhas finais, lá eu explico sobre a demora >.>
“Segundamente”, mas mais importante ainda, muito obrigada!!! Muito obrigada por todo o carinho, pelos comentários (o grito que eu solto lendo e relendo cada um deles), pelos favoritos e pelas bibliotecas!!!
Boa leitura!

Capítulo 26 - Apresentando Banheiro do Satanás


 

Se vocês acham que Hoseok e Taehyung pegaram leve com a história pelo resto das aulas estão muitíssimos enganados, não sei o que eu fiz a eles para deixá-los tão malignos, mas conseguiram convencer todos da minha sala a só me chamarem de “pimentinha”, apesar de não entenderem exatamente o porquê.

Quando o professor nos liberou uns cinco minutos mais cedo quase dei um salto de alegria só com a possibilidade de poder fugir para algum lugar caso voltasse a ser zoado pelos outros dois. Na verdade, o meu maior objetivo era não deixar aquela história alcançar Jungkook também, que era o único da panelinha que ainda não sabia desses detalhes sórdidos sobre mim e eu esperava mantê-lo assim. Pelo menos alguma pessoa ou lugar para fugir eu precisava ter.

Apesar do meu instinto de sair correndo da sala, fui até à mesa do professor porque tinha um detalhe de uma questão que ele resolveu no quadro que eu não havia conseguido entender e, bem, se eu não entendesse a probabilidade de me foder mais do que eu já me fodo era grande, então era algo necessário.

Hoseok me seguiu, afinal, também tinha comentado que estava confuso. Aquele professor de matemática era abençoado mesmo, porque só assim para ele nos dispensar mais cedo e ainda por cima sorrir enquanto tirávamos a dúvida, como não estivéssemos adiando o momento dele tomar um cafézinho e fofocar sobre nós, alunos, com outros professores.

Ele precisou explicar aquele detalhe umas cinco vezes para que eu entendesse, e estava na sétima explicação para o Hoseok, comigo tentando ajudar também. Antes que nos chame de burros, era difícil mesmo, poxa.

Mas meu cu foi pro chão e o coração da boca quando alguém trombou nas minhas costas com força, logo após uns barulhos irritantes e esganiçados que nossos sapatos fazem quando corremos no corredor.

Alarmado, me virei em direção à pessoa, percebendo que tanto Hoseok quanto nosso professor também pareciam espantados e preocupados. E, cara, nunca desejei tanto que fosse um marciano, um Pastor, um urso raivoso ou qualquer coisa me agarrando em toda minha vida. Preferiria ver tudo, tudo, menos Taehyung chorando.

– Jiminie… – Conseguiu soltar fraquinho entre soluços e gaguejos, o rosto enterrado no meu peito, mesmo que precisasse se abaixar para fazer isso. Ainda sem processar direito o que estava acontecendo, enlacei o seu corpo junto ao meu e acariciei seus cabelos descoloridos.

Ele não conseguia falar nada e eu já estava completamente agoniado, destruído, me sentindo muito mal por não ter percebido que Tae havia saído da sala sozinho e completamente temeroso com o que poderia ter acontecido, afinal, meu melhor amigo raramente chorava.

Completamente impotente, abracei o maior mais forte ainda, rezando para que houvesse algum meio de aliviar um pouco sua dor. Em resposta, ele apertou as mãos mais ainda, amassando a parte de trás da blusa do meu uniforme entre os dedos e fungando. Não conseguia falar nada, seus soluços entrecortavam qualquer frase que ameaçasse sair e eu também não quis forçar nada.

Quase que imediatamente eu vi um movimento na porta e, erguendo o olhar, encontrei o filhote de cruz credo com um semblante preocupado. Não vou negar que dentro de mim havia, sim, uma vontade de desconfiar, jogar toda a culpa nele, extravasar tudo de ruim que eu acumulava naquele instante; aquele instinto de despejar tudo em cima do garoto que eu tinha antes e que, aparentemente, não tinha me abandonado por inteiro.

Mas agora eu conhecia Jungkook, sabia que ele dificilmente era responsável por aquilo e deveria achar um jeito de suprimir aquelas emoções negativas que nem deveriam estar ali em primeiro lugar. O primeiranista era consciente demais, doce demais para fazer algum mal ao loiro.

Ele se aproximou hesitante de mim, de Taehyung e de Hoseok – o mais velho já estava devidamente agarrado em nós também. Mordia os lábios finos nervosamente, parecia triste e agoniado com toda a situação.

Quando já estava perto o suficiente, estendeu a mão para acariciar as costas do meu melhor amigo também. Por reflexo, baixei o olhar até sua mão, percebendo que seus nós dos dedos estavam avermelhados e um pouco machucados.

– Kim Taehyung ssi… – O nosso professor chamou calmamente após alguns minutos, tempo o suficiente para que o aluno em questão se acalmasse e conseguisse conversar com a gente. – Se você se sentir confortável, aconselho a falar o que aconteceu para eu poder levar à direção.

O meu melhor amigo assentiu com a cabeça ainda encostada em meu peito. Levou as mãos ao rosto, enxugando o mesmo e respirou fundo algumas vezes antes de se afastar levemente, desenterrando o rosto do meu peito.

Seu rosto estava completamente vermelho, marcado e molhado pelas lágrimas e eu só queria poder colocá-lo num potinho e proteger de todo mal que esse mundo representava. Os olhos ainda brilhavam por causa do choro e estavam vermelhos, a testa e o queixo franzidos, mas ele tentava se controlar ao máximo para conseguir explicar a situação para gente.

Soltou um sorriso de leve quando Jungkook segurou seus ombros, o encorajando, e ainda estava com o corpo grudado no meu e no de Hoseok, que não queríamos soltá-lo por nada nesse mundo.

– Eu… – Soltou um suspiro, tomando coragem para continuar a frase. – Fui ameaçado e quase espancado quando fui ao banheiro.

Ele falava devagar, remoendo cada palavra que soltava e eu estava com muitíssima vontade de cometer um homicídio, quem quer que tivesse feito alguma coisa dessas com Taehyung merecia, no mínimo do mínimo, uma voadora.

– Tinham empurrado ele numa parede quando eu cheguei. – Jungkook finalmente se pronunciou após trocar uns olhares com Taehyung; falava baixo, pesaroso. – Aí eu consegui afastá-los antes que fizessem qualquer coisa.

– Então foi mais de um aluno? – O professor tirou as palavras da minha boca. – Reconhece eles?

– Foram três. Sim. – O primeiranista respondeu firme e ditou o nome de cada um dos participantes daquela palhaçada. Eu não reconhecia nenhum, mas nunca mais eu ia esquecer porque, definitivamente, eles entraram no topo da minha listinha negra.

O professor suspirou e coçou a cabeça de leve, parecendo chateado, arqueei minhas sobrancelhas.

– Você deve entender, Jungkook ssi. – Bufou e começou a brincar nervosamente com suas canetas de quadro. – Os pais desses três são “patrocinadores” importantes da escola, eu quero puní-los, mas dificilmente acho que a direção vá nos ouvir sobre isso.

O garoto mais novo assentiu sobre isso, amargo e eu queria era armar o barraco do século, ai de quem encostasse em Taehyung e saísse ileso. Hoseok também estava de boca aberta, nervoso com essa realidade absurda, mas não completamente pasmo porque sabia bem que as coisas funcionavam assim na nossa cidade, infelizmente.

– Vou levar pra direção sem identificar os alunos, talvez assim o colégio faça uma notificação geral de expulsão ou punição que amedronte eles. – Suspirou derrotado. – Não precisa responder porque é só curiosidade minha, nada justifica um ato desses, mas você tem alguma ideia do que motivou isso?

– Minha orientação sexual. – O loiro respondeu firme, empertigando-se e levantando o queixo, confiante, como se desafiasse o professor a colocar algum defeito. Mas, por incrível que pareça, ele apenas suspirou decepcionado.

– Lamentável… – Soltou baixo, balançando a cabeça, fazendo que os poucos fios grisalhos na cabeleira negra reluzissem. Cravou seus olhos em Jungkook, analisando-o. – Suas mãos, vocês entraram numa briga?

O mais novo olhou envergonhado para os nós de seus dedos, mas logo sacudiu a cabeça em negação, fazendo com que os cabelos se agitassem daquela forma clássica.

– Mesmo quando eu cheguei eles não recuaram… – Explicou nervoso, trocando seu peso de uma perna a outra enquanto mordiscava seus lábios finos e coçava a nuca.

– Aí ele socou a parede, só pra mostrar quem mandava ali. – Taehyung interrompeu com um toque de humor na voz. – Aparentemente deu certo porque os três saíram correndo.

– Certo, meninos, vou tentar fazer o máximo ao meu alcance por vocês. – O professor arrumou seu material e levantou-se, deixando uma carícia nos cabelos de Taehyung antes de sair de sala. – Qualquer coisa podem me procurar na sala dos professores. Jimin ssi, tente ajudar Hoseok ssi com o exercício, certo?

Assentimos com a cabeça e nos despedimos do professor, surpresos com o temperamento do mesmo. É claro que nós até que gostávamos dele, mas não esperávamos que ele fosse tão compreensível e sincero conosco.

– Vamos tomar um sorvete e depois fazer o relatório, que tal? – Hoseok sugeriu a Taehyung enquanto abraçava o mesmo por trás e balançava seu corpo de um lado para o outro, fazendo o loiro rir.

– Fechado.

 

--x--

 

– Agora se virem, beijos. – Taehyung falou com toda a simpatia do mundo enquanto arrastava Hoseok, Yoongi e até mesmo Namjoon e Jin com ele.

Yoongi, claramente, foi chamado pelo quase namorado para tomar sorvete e enquanto saíamos da escola encontramos o casal sem vergonha. Jin se auto-convidou para participar enquanto Namjoon parecia querer enfiar a cabeça no chão, desviando o olhar do meu e do filhote de cruz credo e provavelmente se perguntando se contamos sobre seu sabre de luz para alguém.

É claro que entupimos a sorveteria pequena, afinal, ela não esperava ter que atender sete jovens barulhentos e inquietos, mas pelo menos demos um bom lucro pra mesma. Taehyung já estava bem calmo, graças a Deus, e ria alegre com os outros com seu típico sorriso quadrado, a única coisa que indicava que ele tinha chorado eram seus olhos meio inchadinhos.

– Como assim todo mundo tá indo pra casa do Tae hyung menos a gente? – O filhote de cruz credo soltou em um muxoxo, parecendo verdadeiramente chateado ao ver o resto da panelinha indo embora sem a gente despreocupadamente.

– Se você reclamar mais uma vez eu dou na sua cara já que a culpa é sua. – Bufei, dando um chute de mentira em suas pernas enquanto ele me encarava confuso. – Porque se você fosse, você e o Tae não iriam parar de jogar videogame e nenhum relatório ia sair.

Depois da minha explicação, o Pastor de Araque até mesmo abriu a boca pra reclamar, mas deixou-a aberta por uns dois segundos antes de fechar, concordando silenciosamente com o que eu tinha falado antes e me arrancando uma gargalhada.

– A última coisa que eu queria fazer agora é deixar o Tae sozinho. – Falei assim que me recuperei da gargalhada, que foi acompanhada pelo maior. – Mas tenho certeza que se eu insistisse pra ir ele ficaria chateado e reclamaria comigo que não é uma criança, sem contar que ele está com os hyungs.

Jungkook me observou sério para depois assentir levemente, deixando um silêncio pairar sobre nós, mas não por muito tempo, já que o mesmo limpou a garganta.

– Onde vamos fazer nosso relatório então? – Perguntou sabiamente, já que estávamos na rua, em pé, sem nenhum lugar para ir nem objetivo claro.

– Bem, não recomendo minha casa porque você sabe… – Deixei no ar e o filhote de cruz credo concordou com um riso. – A gente pode voltar pra escola ver se a biblioteca tá aberta e tem um lugar ou a gente pode tentar ir num café, o que acha?

– Hm… – O mais novo parecia pensativo e meio receoso de algo, mas logo sua expressão mudou para determinada. – Tem minha casa também, meus pais e meu irmão viajaram para alguma espécie de fórum religioso e tal…

– Mas eu ao menos tenho permissão para entrar na sua casa? Você sabe como foi da última vez…

– Relaxa, ninguém que trabalha lá gosta dos meus pais, então ninguém vai contar nada para minha mãe ou companhia. – Deu de ombros e eu achei completamente convincente. – Vai ser mais tranquilo do que ter que ir pra biblioteca ou pra alguma cafeteria.

– Se você diz… Pode ser então. – Concordei, achando a ideia aceitável. Na verdade, a ideia era boa, tirando os Pastores de Araque que moram naquele ninho de cobras o ninho em questão tem uma infraestrutura invejável, isso ninguém poderia negar.

Felizmente, o filhote de cruz credo não morava longe, então não passamos muito tempo andando até chegar naquele casão enorme que toda vez que eu olhava não conseguia acreditar que existia, de tão grande.

Não conversamos nada demais pelo caminho, a maior parte dele foi preenchido por um silêncio confortável, algo não muito esperado quando você paga um boquete para a outra pessoa, mas eu definitivamente não estou reclamando.

Jungkook destrancou o portão daquela muralha e eu me senti acuado assim que entrei, para variar. Enquanto atravessávamos a casa até chegar no quarto dele eu conseguia enxergar algumas pessoas que trabalhavam lá nos olhando com curiosidade e até mesmo um sorrisinho contente. Realmente, os chefes deles tem que ser péssimos para que eles ficassem felizes em ver alguém que já armou um barraco lá.

O mais alto entrou no quarto já derrubando a mochila pro lado enquanto se jogava na cama, soltando um suspiro longo e satisfeito que me fez rir baixinho, era engraçado ver ele assim, por mais que não fizesse muito sentido se eu pensasse melhor. Talvez fosse só fofo.

Com um sinal dele, fechei a porta atrás de mim e apoiei minha mochila em algum canto também. Fiz menção de arrastar a mesma cadeira que levei da última vez para perto da cama do moreno, mas ele se levantou e indicou para que eu deixasse ela lá mesmo.

Caminhou até uma das duas portas que havia no quarto além da pela qual tínhamos entrado e sumiu lá, saindo com um banquinho de metal depois de poucos segundos. Eu, com minha parcela de filmes americanos com personagens principais patricinhas e de closets enormes já estava impressionado e tentava pensar o que haveria atrás daquela porta.

Coisa boa com certeza era já que o banquinho era todo chique, preto, com acabamento fosco e até mesmo acolchoado apesar de ser dobrável. Que exagero. Lá em casa no máximo tem uns banquinhos de plástico brancos pras visitas, apesar deles não serem tão seguros por cada um ter pelo menos um lugar quebrado: uma perna, o reforço entre elas e até a própria parte em que a gente sentava, o que ocasionava uns beliscões na bunda.

Já um pouco menos tímido, timidez não dura muito comigo, me sentei na cadeira que estava puxando antes e recostei na escrivaninha, esperando o filhote de cruz credo pegar seu caderno e estojo.

Sentou ao meu lado, perto de mim o suficiente para que eu pudesse sentir novamente aquele cheiro de desodorante masculino que tinha se tornado muito comum. Mas sempre eu ficava impressionado em como ele cheirava tanto a desodorante, será que ele copiava aquelas propagandas absurdas em que os caras passam o desodorante em tudo menos no suvaco? Tá aí uma pergunta pertinente.

Separamos os tópicos rapidamente e começamos a aprofundar mais em cada um, demorando especialmente em narrar os eventos por data. E eu até posso não ser o Tae, mas também consigo pescar umas coisas no ar, e definitivamente pescar o constrangimento do Jungkook enquanto a gente escrevia no caderno sobre o último dia que colamos a placas era mais fácil até do que pescar piranha.

– Desculpa. – Pedi, nunca sentindo que era suficiente me desculpar por aquilo. E, cara, por mais que eu agradecesse nós continuarmos nos relacionando normalmente depois disso, eu me sentia pior ainda por saber que era tudo porque Jungkook estava levando tranquilamente. Ele não precisava nem merecia lidar com esse tipo de coisa.

O garoto apenas levantou uma das sobrancelhas inquisidoramente, confuso, indicando que eu explicasse. Pensando nisso, notei que eu sempre estava devendo desculpas a Jungkook, por vários motivos, aquele era só um.

– Por ter feito aquilo com você no vestiário… – Esclareci, me perguntando talvez se não era melhor deixar aquilo quieto. Mas parecia injustiça, mesmo lidando bem o mais novo ficou claramente envergonhado quando tocamos no dia em que aconteceu.

Baixei os olhos assim que terminei de falar, não conseguindo encará-lo depois daquilo e só ouvi um suspiro longo e desanimado vindo dele. Park Jimin covarde, de novo, de novo. Eu não sabia nem encarar as consequências das minhas próprias merdas, puta que pariu!

– Hyung… – Ele falou macio, daquele jeito só dele, daquele jeito que só o Jungkook gentil e maduro conversava e imediatamente me senti pequeno. – Nós já concordamos que estamos bem, não é mesmo? – Eu assenti a cabeça levemente, concordando. – Então por que continua com isso?

– Eu… Eu não sei. – Respondi baixinho e num muxoxo, com a voz quase falhando de tão pouco que saiu. – Eu só… Ainda me sinto culpado pelo que eu fiz, foi errado. Por mais que você diga que tá tudo bem, foi um erro meu e eu mesmo não consigo me perdoar, sei lá.

– Meu Deus. – Soltou num tom de voz divertido, aqueles seus dentinhos que pareciam os de um coelho aparentes por causa do sorrisinho pequeno que ostentava. – Você realmente não consegue acreditar que realmente foi bom pra mim? Eu deixei tudo, hyung, e eu gostei.

– Mas- – Fui interrompido quando a mão de Jungkook pousou sutilmente na pimentinha mais famosa de toda a Coreia, me deixando completamente nervoso, o que é péssimo, porque quanto mais nervoso eu fico mais meus pensamentos derivam para piadas ridículas e sarcasmo.

Seu toque foi completamente casual, como se ele estivesse simplesmente apoiando a mão no meu ombro. Mas aquele lugar não era meu ombro, não mesmo, era um lugar que ficaria animado se eu não me livrasse logo daquela situação.

Depois de um tempo estático, sem conseguir ter nenhuma outra reação além de olhar a mão grande repousada em cima do Jimin Jr., finalmente voltei aos meus sentidos e a primeira coisa que eu fiz foi agradecer por ele simplesmente ter apoiado a mão ali. Se tivesse apalpado ou coisa semelhante eu definitivamente estaria na merda e bem possivelmente duro.

Subi o olhar até seu rosto, encontrando-o com uma falsa expressão despretensiosa, mas assim que cravou as orbes grandes e castanhas em mim tremi na base, porque ele estava, sim, pretensioso. Até demais. Não sabia que Jungkook conseguia refletir um brilho tão ferino e audaz nos olhos em minha direção, mas lá estava ele.

– Hyung… – Chamou com a voz macia, mas sutilmente mais grossa, que descompassou ainda mais o ritmo do meu coração, abalado até agora com o susto que levei com o transcorrer todo da situação.

– Hm? – Respondi depois de engolir em seco, sabendo que ele queria pelo menos alguma resposta de minha parte, algum sinal de vida, estava claro em seu olhar e no jeito que um sorrisinho sacana dançava em seus lábios.

– Vou te provar que é bom, ok?

 


Notas Finais


Jungkook ataca, vráu. Alguém tava esperando isso??? ME CONTEEEM!!!
Primeiro, mil desculpas pela demora x.x Não deixei um aviso na última semana porque eu achei injusto postar um capítulo só pra isso sendo que eu só ia prorrogar mais uma semana para postar. Ok, mas agora é: por que eu atrasei e tô super ausente? Bem, nessas duas últimas semanas eu me mudei pruma cidade nova, arranjei um lugar para morar, comecei a ter aulas (e me foder, como pode?) na faculdade etc. Tá corrido demaaaaaais, e aí quando eu chego em casa eu quero dormir, mas na verdade eu não durmo, vou estudar mesmo sauhasuhasu e escrever Devils de pouquinho em pouquinho para pelo menos conseguir postar!
Sei que a tendência da faculdade é piorar, mas agora eu já tô me acostumando bem melhor com a casa em que tô morando, com minha rotina nova e minhas aulas e pretendo continuar firme e forte na ativa!
Vou tentar responder todos os comentários do capítulo passado antes desse aqui ser postado (e, de novo, mil desculpas pra demora pra responder, estou me sentindo um lixo x.x Mas saibam que eu com certeza vou responder, eu como leitora sei quanto é chato quando um autor não responde e como autora não consigo deixar de responder porque eles são lindos e me dão uma força enorme!!!)
Bem, muito obrigada a todos que não me abandonaram nessa bagunça (por favor, não me abandoneeeeeeeem Ç.Ç), à @eclectic por postar esse capítulo (aquele momento que tá tudo tão corrido que não consigo nem postar o cap, tô tristíssima, obrigada por salvar meu cu, toupeirinha <333) e sei lá, se leu até aqui muito obrigada <333 Sempre sou agradecida demais com qualquer resposta que Devils ganha!
Qualquer dúvida, crítica, elogio, sugestão ou só aquele bate papo maroto é só ir nos comentários que eu AMODOROOOOO!!!
Bem, beijinhos de luz e até próxima semana (espero) ou nos comentários!!! Amo vocês, amorecos <333


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