História Devil's Saints - Capítulo 2


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Categorias Amor Doce, Barbara Palvin, Footloose
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Armin, Barbara Palvin, Bia, Castiel, Charlotte, Dajan, Dakota, Debrah, Dimitry, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Letícia, Li, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Senhora Shermansky, Thomas, Violette
Tags Alexy, Amor Doce, Bad Boy, Bad Girl, Barbara Palvin, Castiel, Criminal, Kentin, Pecador, Policial, Rebelde, Sexo, Vila
Exibições 43
Palavras 2.204
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Lemon, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nossa nem tenho palavras para agradecer o tanto de comentários e favoritos só com um prólogo!
Muito obrigada Little Devil's!

Enjoy!

Capítulo 2 - Fallen angel


Fanfic / Fanfiction Devil's Saints - Capítulo 2 - Fallen angel

   Chapter two - Fallen angel


    

    

     DUAS SEMANAS DEPOIS





"Até Lúcifer foi em tempos, um anjo"





Castiel Müller's POV







- Castiel, pode trazer as caixas para aqui, por favor? - Perguntou Paul.

- Não, foi você que nos arrastou aqui para esse buraco, não foi? Agora você vai buscar a merda das suas coisas. - Disse eu, saindo dali e indo até o meu novo quarto.

- Castiel! - Disse Lysandre.

- Deixa, Lysandre, deixa. - Disse Paul, suspirando.

Subi as escadas rapidamente e me atirei para o colchão velho que estava no meu quarto.

- Castiel... - Disse Lysandre, abrindo a porta. - Você sabe muito bem que a culpa não é dele. - Ele suspirou. - Ele só está querendo ajudar.

- Engraçado que eu acho que nunca pedi ajuda de ninguém. - Disse eu, acendendo um cigarro.

Lysandre caminhou até ao colchão, se deitou do meu lado, e disse:

- As coisas vão melhorar, eu sei disso. Paul sabe o que está fazendo. Quando a mamãe se foi...

- Eu sei que eu estava no fundo do poço quando ela se foi Lys, eu sei, mas isso não dá o direito àquele bastardo de simplesmente querer nos tirar de lá, nos tirar nossas vidas lá! - Vociferei.

Lysandre bufou.

- Aquele bastardo é nosso tio Castiel, e, sinceramente, que vidas? Você chamava aquilo de vida? Castiel você estava mais morto que vivo. Você começava a beber de manhã para só parar de madrugada, você... - Ele parou para analisar minha expressão facial.

- Honestamente, o que é que você tinha lá? Para além de desgostos e memórias? - Perguntou ele.

Não respondi. Apenas olhei para o outro lado e dei mais uma tragada em meu cigarro.

- É ela, não é? - Perguntou ele, o que na verdade era uma pergunta retórica, eu sei que ele já sabia a resposta.

- Enfim, as coisas vão ser melhores aqui em Clovelly, eu prometo. - Disse ele, não querendo me incomodar mais com aquele assunto.

Mesmo sabendo que este lugar era o fim do mundo, afirmei com a cabeça, querendo acabar com o assunto por ali.

E talvez ele tivesse razão, talvez nos termos mudado para cá fosse o melhor a se fazer, talvez Paul esteja realmente tentando de tudo para ajudar os sobrinhos que perderam a mãe. Talvez.

Mas isso, era algo que eu nunca ia admitir.








Meredith's POV







Duas semanas tinham se passado, as pessoas estavam começando a esquecer o acidente.

Mas há um lugar onde Bradley não será esquecido, nas leis de Clovelly, que agora, estavam mais restritas que nunca.

As festas secretas deixaram de ser secretas e portanto, proibidas. Os membros da igreja vão nos controlar mais que nunca e cada movimento nosso será monitorizado. Nunca mais iremos poder tocar em uma gota de álcool e muito menos em drogas.

Agora, vamos todos ter um horário para estar em casa. Uma espécie de recolher, às 19 horas, todos os menores de idade apanhados na rua serão multados e levados para as respectivas casas.

E claro, por ter manchado a grande imagem do prefeito, estou de castigo até os trinta.

Mas o que mais me incómoda, é que as pessoas se concentraram mais nas novas leis instaladas do que na morte de meu irmão. E quando falavam sobre a sua morte, não se passava de fofocas e rumores.

Mas eu, eu nunca vou esquecer Bradley. Isso é uma garantia.

- Mere? Mere você está me ouvindo? Meredith! - Disse Alexy.

- Hum? Sim, sim, o que foi? - Disse eu, despertando de meu transe.

- Você está no mundo da lua, menina! O que aconteceu para estar tão distraída? - Perguntou Rosa.

Eu, Rosa e Alexy estávamos os três no quarto da platinada, - A casa de Rosa devia ser um dos poucos lugares onde meu pai ainda me deixava pôr os pés, sem ser em casa e na escola. - as paredes rosa berrantes chegavam até a magoar minhas pupilas.

- Nada... Eu só estava distraída, só isso. - Disse eu.

- Mere... Isto é por causa de Bradley? Porque se for... - Disse ela, sendo interrompida por mim.

- Rosa, eu já superei a morte dele, de verdade. Eu tenho que viver minha vida, com, ou sem Bradley. - Menti eu.

A verdade, é que eu não queria que as pessoas vissem que eu estava sofrendo, não queria que elas me olhassem e pensassem o quanto elas tinham pena de mim.

- Ok... - Disse ela, não muito convencida.

- E o que é que as duas mocinhas estavam falando? - Perguntei eu, tentando mudar de assunto.

- Nós estávamos agora mesmo comentando sobre os novos bofes na cidade! - Disse Alexy, claramente entusiasmado.

- Oi? Como assim. - Disse eu.

- Isso mesmo que acabou de ouvir! Há novos garotos na cidade! E fontes dizem que os viram se matricular na escola! - Continuou Alexy.

Clovelly era uma vila pequena, portanto, novas pessoas na vila eram raras. Há anos que não temos novos habitantes. Então, novos alunos, ainda por cima, garotos, era algo entusiasmante, e com certeza, já chegou aos ouvidos de todo o mundo.

- Nossa, imaginem se os dois forem gatos?! - Disse ele, em pura euforia.

- Nem todo o mundo é tão gay quanto você, Lexy. - Disse Rosa, gargalhando.

Alexy é gay, mas não assumido. Seus pais, - Assim como todo o mundo nesta vila. - São extremamente religiosos e acreditam que a homossexualidade é pecado.

Alexy tem sofrido muito com isso, mas, mesmo assim consegue ter alguns relacionamentos e transas ocasionais, longe dos olhos de todo mundo, obviamente.

- Não precisa ser gay, você sabe a quantidade de meninos que se diziam machões e depois imploraram para eu enfiar logo meu... - Disse ele, sendo interrompido por mim.

- Meu deus, Lexy, um pouco menos explicito, por favor. - Disse eu, não demorando para cair na gargalhada com meus dois amigos.

Apesar de tudo o que tem acontecido ultimamente, são eles que conseguem arrancar as gargalhadas mais verdadeiras de mim, e não o sorriso falso que ponho todo o santo dia.





{...}





Eu, Rosa e Alexy estávamos entrando no colégio, como sempre, os olhares estavam sobre nós. Eu gostava de ser popular, no fundo, eu controlava tudo e todos, todo mundo queria saber o que eu estava usando, ou até mesmo, com quem estava transando, eu tinha poder, e eu adorava isso.

De súbito, os olhares que nos eram dirigidos, foram redireccionados para a entrada da escola. Pude ver as bocas se abrindo em exclamação e os murmúrios.

Me virei para ver o que estava acontecendo e entendi tudo rapidamente, quando vi dois garotos caminharem nos corredores. Eram os novos alunos.

Um deles, era alto, seus cabelos platinados caiam gentilmente sobre os olhos héterocrómomaticos de uma beleza extraordinária. Suas vestes, eram um tanto quanto peculiares, algo do estilo vitoriano, imagino. Um look que concerteza deixava as freiras e as virgens da escola, prontas para abrir as pernas. Seu andar, era descontraído, e um sorriso divertido brincava em seus lábios, provavelmente por causa de toda a atenção que estava recebendo.

Do seu lado, estava o outro garoto, seu andar era imponente, como se nada o pudesse alcançar, como se todos nós fossemos meros vermes comparados com ele, sua expressão estava fechada, como se achasse aquilo tudo uma simples palhaçada, como se toda aquela atenção não fosse nada. Sua roupa, era descontraída, sua jaqueta lhe favorecia um ar típico de bad boy. E seus olhos... Seus olhos eram selvagens, de um cinza intenso, como os dias nublados aqui em Clovelly. Eles eram profundos, lindos e misteriosos.

Ele todo, era misterioso.

No entanto, foram seus cabelos que mais me chamaram à atenção.

Cabelos escarlete voando com o vento...





{...}






Era hora de almoço, Eu, Rosa, Alexy, Armin, Nathaniel, Kim, Íris e Melody estávamos todos juntos almoçando em uma mesa.

- Armin, me dê cá essa porcaria! Pare de jogar e se alimente! - Disse Íris.

Armin bufou e eu me limitei a rir dos dois.

- Como vai o caso de seu irmão, Mere? - Perguntou Nath.

- Vai bem, hoje vou me encontrar com o xerife para explicar o que aconteceu. - Disse eu.

De repente, as portas do refeitório foram abertas e todo mundo se virou para encarar os novos garotos.

- Nossa que gatos! - Disse Ambre para suas duas escravas que estavam em uma mesa próxima.

Revirei os olhos e voltei a comer, afinal, o que tinha de tão especial neles?

Os garotos, cujo o nome ainda era um mistério, se sentaram os dois em uma mesa vaga e começaram a almoçar.

Mas aqueles cabelos rubros não abandonavam meus pensamentos. Eles eram tão familiares...

Acho que só me apercebi que estava secando o garoto de cabelos rubros, quando este olhou para mim.

Directamente para mim.

Seus olhos cinza eram como duas jóias preciosas e profundas, e por alguma razão, eu não conseguia desviar o olhar. Era como se ele estivesse olhando minha alma, como se estivesse espreitando os meus segredos mais sujos, era como se eu estivesse nua.

Sua expressão continuava trancada, contudo, ele me olhava com curiosidade. Ele passou a mão pelos cabelos me permitindo ver mais de sua face, pele pálida, uma barba rala começando a aparecer e uma estrutura óssea divinal. Sem dúvida, ele era sexy, sem nem mesmo tentar.

E eu continuava ali, estatística, olhando aquela perfeição que deus criou. 

- Lúcifer. - Disse Rosa me despertando de meu transe.

- Oi? - Perguntei eu.

- Lúcifer, as pessoas estão chamando o garoto que você estava olhando de Lúcifer. - Continuou ela.

- Lúcifer? Mas porquê Lúcifer? - Perguntei.

- Nunca ouviu falar de Lúcifer, o anjo caído? Ele era o anjo favorito de Deus, o mais perfeito, mas caiu no pecado dos homens e Deus o expulsou do céu, e ele se tornou o rei do inferno.

- Sim, sim eu sei quem é Lúcifer mas porquê chamar o garoto do próprio demônio? - Perguntei.

- Porque ele é quente como o inferno, oras! - Disse ela.

É... Lúcifer, o anjo caído.

Voltei a olhar para a mesa onde ele estava, porém, ele não estava mais lá.

Eu vou descobrir qual é a desse garoto, nem que tenha de passar por um inferno para isso.







{...}







Eu estava na delegacia, as aulas já haviam terminado, estava esperando ser chamada para começar o interrogatório sobre a morte de Bradley.

- Senhorita Meredith O'brien? - Perguntou a recepcionista.

- Eu mesma. - Disse eu.

- Senhor Kentin já está esperando por você. - Disse ela.

Quem diabos era Kentin?

- Tchau, amiga. - Disse eu, me despedindo de Rosa.

- Tchau, Mere, tem certeza que não quer que eu fique?

- Não, estas coisas são demoradas, eu depois ligo ao meu pai para me buscar. - Disse eu.

- Ok, boa sorte.

Abracei minha amiga e fui em direção ao escritório, dando três batidas na porta de madeira. Assim que obtive permição, entrei.

- Boa tarde. - Disse o garoto.

Ele era alto, musculado, seu cabelo castanho caia perfeitamente em seus olhos verde esmeralda, o que contrastava lindamente com sua pele bronzeada. Sua roupa, era o que parecia um uniforme militar.

- Quem é você? - Disse eu, rudemente.

- Sou Kentin Mcall, filho do cherife Mcall, ele não pode estar aqui presente para interrogar você porque esta em um caso neste momento.

- Eu não quero saber, eu marquei de estar aqui com seu pai, e não com um garoto inexperiente! - Disse eu.

- Eu posso lhe garantir que sou bastante experiente, portanto a senhorita deveria começar a falar sobre o ocorrido em vez de questionar a lei! - Disse ele, elevando a voz.

- E se eu não quiser falar?! - Disse eu, usando o mesmo tom.

- Acredite, você vai. Eu já lidei com muitas garotinhas mimadas que nem você, que se preocupam mais com as unhas do que com um caso sério!

- É isso que as pessoas pensam de mim?! Que eu sou apenas uma garotinha mimada? Fique sabendo, 'cherife', que EU fui a mais afectada com a morte dele! Não tem um dia em que eu não pense nele, não tem uma noite em que eu não chore antes de adormecer, e acredite, se alguém quer mais recuar no tempo para o trazer de volta, esse alguém sou eu! - Vociferei eu, enquanto duas lágrimas teimosas insistiam em escorrer por minha face.

Droga, eu odiava chorar em público.

Sua expressão mudou de irritada a serena. Ele suspirou e passou a mão pelos cabelos.

- Desculpe - Disse ele. - Foi um longo dia, não acha? Acho que começamos mal, que tal começarmos de novo?

- Não respondi, apenas me sentei no cadeirão em frente à sua secretária tentando conter as lágrimas.

Ele suspirou.

- Acredite, eu também sei o que é sofrer. Quando minha mãe morreu durante meu parto, meu pai ficou inconsolável, acho que ele ainda me culpa pela morte dela. Ele me culpa por... Por nascer. Eu estou sempre tentando agrada - lo, como por exemplo ficar na delegacia enquanto ele está tratando de casos ou até mesmo quando fui para a escola militar. No fundo, todo mundo está passando pelas mesmas merdas fodidas, bem-vinda à sociedade. - Disse ele.

Parei um pouco para observar sua expressão, ele parecia estar sendo sincero.

- Ok, eu falo. - Disse eu.

Ele sorriu e disse:

- Quer um pouco de café? Está vai ser uma longa conversa.





CONTINUA...


Notas Finais


Comentários? Love Ya!
Xoxo.


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