História Devoro-te - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Alien, Fantasia, Ficção Cientifica, Kyungsoo – Anúbis, Pseudo Egito Antigo, Two-shot
Exibições 132
Palavras 2.209
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiee!!!
Bom, essa história é uma que planejei há algum tempo mais ainda não tive tempo de escrever, até hoje hehe, espero que gostem, eu não sei como classificar direito então as tags são tentativas já que bem, essa fic é como sempre meio fora de padrão kkkkkkkkkkkk
Ela mistura algumas das coisas que já viram em outras fics, mas não é continuação de nenhuma. Nas notas finais vou deixar um pequeno glossário de algumas coisas só para quem tiver dúvidas mesmo e é isso, boa leitura :D!
Ps: Ela é Two shot

Capítulo 1 - Caindo para o impossível


Fanfic / Fanfiction Devoro-te - Capítulo 1 - Caindo para o impossível

 

   Helena ergueu os olhos para o nada branco a sua frente e abaixo de si e suspirou.

  Poderia estar apreciando a expedição pela qual batalhou longos cinco árduos anos até concretizar. Podia estar dando saltos de felicidade pela superfície congelante enquanto subia abordo do aeroplano ou mesmo falando sozinha – Um hábito que tinha desde criança – Só para se gabar um pouco de como conseguiu convencer o governo mais a empresa privada que financiava sua pesquisa de que sim, era importante adentrar o continente para pesquisas mais avançadas naquele sentido ou mesmo só aproveitar o voo quase impossível de conseguir dos militares americanos mal-encarados.

  Contudo não era a sua realidade no momento porque tinha o desprazer de ter que arrastar aquele homem junto. Do Kyungsoo, CEO coreano em visita a base de Syowa, Japão e responsável pelas pescas de Krill Antártico da Coréia, coisa que ela e quase toda a comunidade científica das bases sazonais do continente desaprovavam.  

  Ali era terra cientifica, protegida por tratados, mas sempre conglomerados alpinistas sociais e empresários egoístas queriam tirar proveito transformando uma causa nobre em exploração de recursos naturais e sem freios. O grande problema era que parte do financiamento vinha desses déspotas e ela tinha que acatar pelo bem maior, mesmo contra a vontade.

  Pelo bem da pesquisa e do futuro da humanidade, aquele homem intrometido agora estava em sua restrita equipe de busca e colheita de amostras a vestígios de vida microbiótica resistente nos bolsões aquáticos que já tinham certeza existir entre a camada de gelo acima e visível e a superfície da rocha continental no interior do Continente Antártico.

  Sua pesquisa era de suma importância e mesmo contra seus mais sinceros desejos, tinha que se submeter ao executivo baixinho irritante. Mas não era em nada empolgante ou bom, ele permanecia a encará-la como olhos desconfiados e enfadados.

  Do Kyungsoo era um sujeito intragável. Era quase decepcionante...

— Doutora Biank, explique exatamente o porquê é tão importante achar esses micróbios pré-históricos mesmo? Ainda acho que os dois milhões de dólares que pediu a Do’s Krill é um valor muito superestimado para algo aparentemente inútil.

  O inglês dele era quase perfeito, o que a irritava ainda mais, mas como um herdeiro do conglomerado ela precisava mesmo ter paciência, por isso ao invés de socá-lo, ela sorriu gentil:

— Senhor Do, como lhe disse antes sabe que nosso modo de vida atual está comprometendo o mundo em qual vivemos. Nosso modo predatório e inconsequente está alterando irreversivelmente a superfície terrestre e as próximas gerações vão precisar se adaptar a esse mundo hostil que estamos deixando a eles. Com isso, descobrir como esses micróbios pré-históricos tem tanta resistência para sobreviver em ambientes aparentemente impossíveis de manter a vida, pode ser a linha divisória entre entrarmos em extinção como espécie ou nos adaptarmos e sobrevivermos. Assim minha pesquisa está longe de inútil e sim pode ser uma das saídas mais econômicas e versáteis para o futuro obscuro da nossa sociedade.

  Helena desviou os olhos e se voltou para Silvia, a microbiologista que os acompanhava e que evitava rir da sua resposta educadamente mal-educada.

  Então ouviram o aviso de pouso e se preparou tirando o executivo insuportável da mente. Tinha um objetivo, tinha comido o pão que o diabo amassou para chegar até ali, era hora de fazer o que veio fazer.

  Meia hora depois acertava os detalhes e o local de onde o piloto voltaria para pegá-los e viu com certo alivio o aeroplano subir ao céu azul e límpido do lugar onde facilmente chegava a 75° negativos. A beleza rústica da Antártida era como os animais mais belos da Terra, lindos e mortais e ela sabia que todo o cuidado era pouco.

  Se voltou para o executivo Coreano que tinha os futuros investimentos da sua pesquisa entre os dedos gananciosos com mais um dos seus sorrisos gentis e quase forçados.

— Siga o protocolo senhor Do, aqui é terra de ninguém, é perigosa e mortal, todo cuidado ainda é pouco.

  Ele sorriu cínico e assentiu.

  Ela suspirou, tinha um pressentimento ruim sobre aquele homem, muito ruim.

 

 

∆∆∆

 

 

— Vai pegar insetos microscópicos nesse buraco de foca com uma rede?

  A incredulidade do homem a fez rolar os olhos, fora da visão dele, claro. 

  Ainda se perguntava o porquê daquele louco estar ali. A desculpa que queria ver realmente para onde iria o seu dinheiro não a convencia, ele não podia ser tão idiota de estar naquele ambiente extremo só para aquilo. Seria na verdade, sua presença apenas para irritá-la a ponto de ela mandá-lo para o inferno e desistir de pedir investimentos ao grupo dele? Ele pretendia voltar e dar um de inocente do tipo “ela desistiu, não eu” Seria aquilo?

  Helena começava a desconfiar que era a resposta mais plausível. Ainda assim respondeu, porque não ia dar aquele gostinho a ele.

— Quase isso senhor Do, quase isso.

  Ela se curvou o abaixou o coletor de amostras que desceria a seiscentos metros até o bolsão de água intocado, até agora. Estavam bem ao sul de Dome Fugi, um local inóspito dos locais inóspitos e depois de sua longa e intensa pesquisa, o local exato daquele imenso bolsão aquático que quase ninguém tinha conhecimento.

Se fosse vitoriosa em sua pesquisa, teria encontrado seu El dourado e talvez a resposta que era secundária em seu trabalho e futuro pós-doutorado, contudo não menos importante. Quando exatamente a Antártida deixou de ser um continente temperado apto a vida comum como o Canadá e passou a ser aquele lugar quase inabitado. E foi aquilo mesmo que aconteceu como a teoria da deriva continental defendia?

 Como astrobióloga descobrir aquilo seria uma realização pessoal também. A vida no mundo, no planeta Terra e sua evolução real ainda era muito inesplicada de maneira mais profunda, embora os cientistas comumente ignorassem aquele fato. Descobrir como de fato aquele continente imenso, maior ilha do mundo se tornou o que agora era, seria uma evolução que não teria como vendar os olhos uma vez levada a público.

— Poderia ser mais especifica?

  Ele perguntou irritado, Helena suspirou e já ia falar quando Silvia interviu:

— O que a doutora diz, senhor Do é que de acordo com seus estudos mais requintados, a vida microbiana isolada, para ser retirada sem perder seus componentes importantes desse habitat especifico, não pode ser feito como fazemos em laboratório e essa não é uma rede comum, é um refratário laminado absorvente. Ele vai absorver esses microrganismos e congelar quase que instantaneamente. Um processo quase idêntico a criogenia.

  Helena agradeceu a colega de estudos silenciosamente e continuou com o delicado processo, tinha apenas duas horas, não podia mais perder e desperdiçar o tempo e estava tão concentrada no que fazia que só sentiu que o chão tremia tarde demais.  

  Helena ergueu os olhos e viu a tempestade surgir do nada.

  Tempestades de neve eram comuns em todo o continente, mas não estavam programadas para aquele dia... Que diabos!

— Doutora Biank!

  A voz do executivo a despertou do choque, ele a puxou dali e estava tão incrédula que deixou-se ser arrastrada para baixo de uma rocha pouco segura. Havia outras lâminas na sua bolsa, mas não haveria tempo para uma nova coleta, porque deus!?

  E então Silvia agarrou nela e a tempestade caiu sobre os três.

  Seriam mortos, simples assim. Aquela tempestade filha da mãe estava de sacanagem com ela? Era isso!?

— Doutora Biank! Droga mulher! ‘Tá louca?

  Helena foi empurrada para o chão e percebeu que inconcientemente já tentava voltar para o buraco que levou duas horas para abrir a duras penas e onde todo o equipamento desaparecia na tempestade diante de seus olhos. A pedra era pequena, não ia suportar nem os proteger por muito tempo...

— Precisamos de uma caverna, um buraco, não existe nada aqui?

  Senhor Do continuava a perguntar para ela, contudo ela apenas olhava com raiva suas pesquisas se perderem em meio ao solo branco. E foi então que Silvia foi arrancada de si por um redemoinho e logo o olhar arregalado do coreano se grudou no dela:

— Sua vida é mais importante do que essa merda de pesquisa mulher! Acorda e reaja!

  Ela foi empurrada com força no chão congelante e o vento o arrancou dela também arrastando o homem como fez com a colega e trabalho.

  Foi quando Helena despertou para a realidade e se agarrou a rocha pontiaguda. Foi quando percebeu que tinha acabado de perder duas pessoas diante dos seus olhos. Foi quando ouviu o grito dele e depois nada, apenas os uivos da tempestade inclemente e foi quando se agarrando mais a pedra, apertou algo que se moveu debaixo dos seus dedos, o chão se moveu debaixo de si e ela se viu caindo em um buraco que jamais deveria existir ali e em segundos a escuridão a envolveu.

 

 

∆∆∆

 

 

  Ela abriu os olhos sentindo seu corpo todo dolorido. Levantou meio tonta e a primeira coisa que viu foram duas pilastras diante de si, paralelas e altas e que brilhavam em uma luz dourada estranha. Ergueu os olhos para ver até onde iam e ter uma noção de onde estava e o que viu foi um teto altíssimo e piramidal. Um teto de material estranho, dourado e granulado em pontinhos que lembravam estrelas...

 Estranho.

  Helena olhou ao redor de si e se viu em um cômodo largo e razoavelmente iluminado, tinha aquelas duas pilastras, três degraus largos que subiam não mais que meio metro e então um corredor largo que não conseguia ver o final. Onde estava...?

  Uma pirâmide.

 Sua mente cientifica respondeu usando de dados observados. Uma pirâmide debaixo da superfície da Antártida? Como assim? Será que tinha sem querer tocado em alguma alavanca e caído ali como dava a entender? Tinha perdido duas pessoas... Estava agora em um local estranho e talvez sua mente só não quisesse aceitar que poderia estar até mesmo morta.

  Era uma possibilidade, embora nunca ouviu falar que as portas de São Pedro ou o limbo parecesse um cenário egípcio brilhante. Mas haviam lendas... Histórias de cientistas loucos que acreditavam que uma civilização perdida estava debaixo de todo o gelo antártico, que um dia houve vida humana ali... E se estivessem certos?

  E se estivem mais do que certos?

  Seu lado humano estava aterrorizado, mas seu lado cientifico sorria quase ensandecido. Todos os e ses percorriam sua mente em um fluxo compulsório e estonteante... E foi aquela adrenalina de um potencial achado único, que a fez subir os degraus e pisar no corredor até então escuro.

  Luzes no teto alto se acenderam... Luzes artificiais em pontinhos estrelados.

  Helena sorriu ao mesmo tempo em que estremecia de medo e ansiedade.

  Ela foi caminhando pelo longo túnel também piramidal que conforme andava, luzes acendiam a sua frente e se apagavam atrás de si até que desembocou em uma sala quadrada que lembrava uma réplica de tumbas egípcias reais e históricas. As quatro paredes e tetos estavam todas desenhadas em símbolos estranhos, mas que não eram egípcios, afinal ela não sabia ler, mas reconhecia o suficiente de egiptologia para saber que não era nem remotamente parecido embora uma das figuras, na verdade a central fosse familiar. O deus dos mortos. O deus com cabeça de chacal. Anúbis.

  Anúbis estava desenhado na parede de frente a um retângulo de mais de três metros de cumprimento por um e meio de largura. De pedra escura e que era pelo menos de dois metros de altura. Esse imenso retângulo... Sem inscrição nem nada e tampado com o que obviamente era uma tampa de encaixe externo, era único e imponente ali e parecia chamá-la e atraí-la como um imã. Ela deu um passo para trás e respirou fundo.

  Seria uma tumba?

  Então voltou correndo por onde veio e desceu os degraus largos parando entre as pilastras e viu o que não tinha percebido antes. Um imenso arco de pedra em semicírculo que estava quase rente a parede e tinha os mesmos símbolos estranhos entralhados nele. Símbolos triangulares e hexagonais e risquinhos como a escrita cuneiforme.

  Era uma civilização antiga e perdida...

  Pelos céus! Tinha caído em uma cidade, pirâmide, lugar perdido no tempo e escondido pelo gelo? Ergueu os olhos nervosa, mas não via nenhum buraco de onde pudesse ter caído e o teto era muito, muito alto, uma queda daquelas seria morte imediata e as paredes estavam lisas, sem nenhuma passagem por onde poderia ter caído...

  O que estava acontecendo?

“Mortal, como chegastes até mim, mortal?”

  A voz grave e rouca a congelou no lugar, a voz estava próxima, contudo parecia dentro da sua mente. Helena piscou frenética engolindo em seco e olhando o estranho arco imenso. Estava morta? Era isso?

  E então ouviu passos e como uma protagonista imbecil de um filme de terror trash, ela se virou para a direção do corredor que levava a sala sinistra e de onde saiu correndo e viu o que qualquer pessoa em sã consciência pensaria ser a visão da morte.

  Um homem imenso, alto, negro usando apenas um tecido branco enrolado nos quadris e com cabeça de chacal estava parado no alto dos degraus e a encarava com os olhos laterais e fixos.

  Helena não se considerava uma mulher fraca tão pouco delicada, mas diante da visão aterrorizadora, sua mente virou uma pseudo fêmea inofensiva e ela desmaiou segundos depois.

 

 


Notas Finais


Astrobiologia: É a ciência que busca compreender a origem, evolução, futuro e distribuição da vida tanto na Terra como em outras partes do Universo. A astrobiologia busca as origens da vida na Terra e busca compreender a ligação da vida com o Universo, além de se perguntar como encontrar e entender a vida em outros planetas e luas.
Criogenia: É a técnica de manter cadáveres congelados anos a fio para ressuscitá-los um dia.

E é isso amores!
Beijinhos!!!


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