História Devoro-te - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Alien, Fantasia, Ficção Cientifica, Kyungsoo – Anúbis, Pseudo Egito Antigo, Two-shot
Exibições 117
Palavras 2.069
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom dia!
E acabou hehe, bom, esse conto originalmente era da fic da Laine e eu acabei separando, mas espero que tenham gostado <3
Boa leitura!

Capítulo 2 - O rosto do cetro


Fanfic / Fanfiction Devoro-te - Capítulo 2 - O rosto do cetro

 

Treze mil anos antes

 

 

  Anúbis desceu as escadas e olhou cansado para Ammit que estava prestes a partir para o sul. Ela tinha sido sua serva por anos, e agora ela iria embora e ele teria de ir para a ilha do polo e lacrar o último laço que tinha com seus ancestrais e aceitar seu exilio.

  A humanidade estava pronta para caminhar sozinha? Era essa sua maior dúvida.

— Meu senhor, estás fazendo o certo. Vá tranquilo.

  Ela lhe disse com um sorriso suave, ele acatou, quisesse ou não aquele mundo já não era mais seu e seu mundo antigo estava perto do fim. Seu planeta de origem enfrentava sua própria extinção e o mais perto onde poderia ir, já não havia portal hábil. As estrelas agora era um sonho distante. O universo também não era mais seu.

— Então é aqui que nossos caminhos se separam.

  Disse evitando se sentir triste.

  Tristeza era sentimento humano, não era algo que um filho de Marte deveria nutrir. Ela se aproximou e pegou suas mãos, agora em forma humana e as uniu com as dela:

— Espero que descanse finalmente, meu senhor. Use esses próximos anos que virão para libertar todo esse peso dos ombros e por fim entrar em sono eterno.

— Não entrarei em sono eterno, Ammit, a morte não pode me tomar e não há casa onde eu possa retornar, ou mundo que possa ir, estou fadado a essa terra que se despedaçará em um futuro não tão longínquo.

  Ela o abraçou, era a única que tinha a coragem de tocá-lo e riu baixo:

— Eu estarei nesse mundo até o fim também, embora a morte me levará incontáveis vezes, me procure quando a solidão for demais, eu o reconhecerei, minha alma é sua, meu senhor, és o melhor amigo que um dia tive e terei para sempre. E casa é onde nosso coração pode repousar, não é terra, nem lugar. O Egito já não é nosso, mas a ilha ainda pode nos abrigar, por isso vá para lá sem rancor ou hesitação. É o último lugar, é nosso destino. Meu coração também me ínsita a ir, mas sei que não é a minha hora.

  E então ela se afastou e lhe deu as costas saindo pela última vez do seu templo.

  Anúbis pensou se tinha feito o certo, se ir para aquele planeta foi sua melhor decisão. Um dia a Terra teria o mesmo fim que Marte, um dia os humanos destruiriam tudo, como era natural da sua natureza e tudo recomeçaria do início como o ciclo da vida, era o fado, o destino. Mas ele? O que seria dele?

   Anúbis voltou para a cama de pedra e olhou para seu cetro negro. Ele via um rosto humano, um rosto feminino que seu cetro dizia ser o sinal de que o mundo para si estava no fim. Apenas um rosto, nenhuma outra explicação.

  Quem seria, quando seria, e o que teria de fazer quando a visse? Não havia respostas.

  O tomavam com um deus dos mortos, mas ele nunca foi um deus. Adriath e Hades eram os deuses da morte. Ele era um filho das estrelas, além da morte, além da vida, como Osíris. Mas Osíris foi despedaçado... Ele seria também, quando finalmente encontrasse a humana que seu cetro mostrava?

— Senhor, o navio vai partir.

  Um dos sacerdotes disse saindo rápido em seguida. Ele se ergueu.

  O navio o levaria para a ilha, ele deixava o mundo... Mas o mundo um dia o deixaria?

  Anúbis pegou o cetro e saiu do templo do primeiro faraó.

  Seu peito ia pesado, mesmo sabendo que aquilo era humano demais para si.

 

 

Treze mil anos depois

 

 

  Helena despertou grogue e se viu sobre uma cama de pedra de canto em um cômodo desconhecido. Se ergueu e para seu espanto, Do Kyungsoo estava ali, sentado em um trono alto e a olhava fixo, quase imóvel. Ele se vestia apenas com uma saia...  Egípcia?

  Estava delirando?

— Qual o seu nome, humana?

 Ele estava curtindo com a sua cara?

  Ela se sentou na cama estranha e olhou ao redor, viu que ainda estava naquele lugar esquisito e o arco imenso estava do outro lado depois das pilastras... Tudo foi real?

— Você sabe o meu nome! - Resmungou querendo que o mundo voltasse a realidade – Você veio parar aqui também, como, como entramos? Achei que tinha... Morrido.

  E Helena suspirou. O executivo agora caraterizado como ator de filme B antigo a encarou fixo, contudo permaneceu naquele trono alto e estranho, que cabia três deles na verdade. Imediatamente sua mente se voltou a criatura com cabeça de animal que viu...  Era Anúbis? Sua mente estava ficando louca e entrando em choque?

— Eu não sei, mas preciso saber o nome da humana que determina meu fim. Eu tenho esperado aqui por tempo demais.

— Hein? - Ela quase rolou os olhos, mas acabou se erguendo irritada. Aquele cômodo era realmente grande... – Onde estamos, Do?

— Na pirâmide que guarda o último portal para Marte, minha terra natal – E ele finalmente saiu do trono vindo para ela. Helena deu um passo para trás, mas ele a pegou pela cintura mesmo assim a encarando com bem pouco espaço entre eles – Um portal que leva apenas à ruinas do que um dia meu mundo significou a todos nós. E sua língua é estranha - Terminou a puxando mais para si até tocar a boca em seu rosto, Helena estremeceu, mas não conseguiu se mover, era como se tivesse congelado nos braços dele - Você é apenas uma humana, não tem magia, não tem sangue especial, não tem essência noturna. Meu último dia repousa em mãos tão simples? Eu deveria ficar frustrado?

— A tempestade mexeu com seu cérebro?

  Conseguiu perguntar entre chocada e assustada. Então ele a soltou e suspirou.

— Provavelmente conhece uma das minhas cópias, foi isso que a trouxe aqui, óbvio. Quando tomei essa forma humana a tomei por ser uma cópia dos originais menos replicada. Pelo visto já não é mais assim no seu mundo atual. Diga-me humana que não me diz seu nome, como pensa em me destruir?

  Helena abriu e fechou a boca, ele lhe deu as costas e foi em direção ao arco, ela o seguiu como se fios invisíveis a puxasse atrás dele e assistiu em assombro mudo ele tocar uma das laterais do arco com... Carinho?

— Tão perto e tão longe de casa, o que faria diante disso? Provavelmente nada, o que uma humana sabe de coisas complexas?

  Helena sentiu ímpetos de socar aquele imbecil, mas então ouviu passos e se voltou assustada. Arregalou os olhos vendo... Do Kyungsoo, mais parecido com ele mesmo com as roupas rasgadas, olhos frios e sorriso cínico. Ele pendia de uma perna, mas trazia um machado nas mãos... Um machado?

  Só podia estar sonhando, não era possível!

  Então o outro Kyungsoo entrou na sua frente falando com o descabelado de forma congelante:

— Uma feiticeira não tem autorização para pisar esse solo sagrado, saia antes que eu a mate.

— Então Anúbis, o altíssimo estava mesmo acordado? Quando, meu senhor Osíris, me convocou ele disse que você ainda guardava o portal, mas eu não acreditei. As coordenadas eram para libertar o corpo dele da prisão... Mas meu senhor Osíris não está aqui. E eu perdi meus outros dois corpos, não tenho tempo para desperdiçar mais, assim saia da frente Marciano, eu tenho um trabalho para terminar, preciso usar esse portal! – Então ela viu o louco da machadinha lhe sorrir meio ensandecido – Obrigado por abrir a passagem doutora, sem você, achar essa pirâmide ia ser impossível. Eu tenho magia negra, não posso abrir as portas...

  Helena sentiu pontadas na cabeça e o indicio de enxaqueca.

  O QUE ESTAVA ACONTECENDO ALI?

— Possessão é proibido e passivo de morte, como tem feito isso e caminhado pelo mundo humano? Onde estão os guardiões? A deusa...?

— Gaia morreu e a nova Gaia é apenas uma menina tola. O mundo que deixou, agora é fraco. Devia ter ficado um pouco mais... Devia...

  E então Helena viu o executivo arregalar os olhos e logo uma mulher surgia atrás dele. A primeira coisa que viu foram os cabelos loiros e então um rosto bonito de olhos verdes e logo braços apertaram ele que se debatia ensandecido:

— NÃO! VOCÊ NÃO PODE ENTRAR! NÃO! DE NOVO NÃO!

— Eurípedes... Eurípedes, eu lhe disse para desistir sua tola... Fui eu quem a trouxe aqui. Eu achei Osíris primeiro, eu o espalhei de novo e jamais será reunido dessa vez. Sua ilusão acaba aqui. E sobre mim, não há porta que eu não possa atravessar.

  E diante de si, Helena viu a mulher apertar mais o homem até ele explodir em poeira... Foi a coisa mais sinistra que já assistiu. Ela ofegou, mas antes que saísse correndo o homem a sua frente a abraçou trazendo seu rosto para o peito dele.

— Não veja – Ela ouviu seu coração sereno e ouviu a voz em seguida, ainda estranhamente calma -  Você disse que um dia, no fim, nos encontraríamos aqui, onde o mundo acaba. Seja bem-vinda de volta, Ammit, mas eu gostaria de entender o que está acontecendo.

  E então ela ouviu o riso suave da mulher loira e algo que jamais pensou ouvi também:

— Senti saudades, meu senhor, e sim, vou explicar tudo. Seja bem-vindo de volta a vida, Anúbis.

  Anúbis...?

— Vida? Mas a mulher do cetro está aqui, esse é meu último dia...

   Braços a rodearam e ela soube que a mulher também a abraçava. Um calor gostoso percorreu sua pele, um beijo suave foi depositado em seu ombro.

— Não Anúbis, esse não é o fim, é o recomeço, o nosso recomeço.

 

 

∆∆∆

 

 

  Helena sorriu quando a criança gargalhou e jogou para ela uma bola feita de palha. A criança era uma fofura e mesmo que até o ano anterior jamais cogitasse que tudo aquilo poderia acontecer...

  Ela ainda não pensava em viver mais em sua realidade antiga. Já era inconcebível para si.

  Braços a rodearam e ela fechou os olhos se deixando abraçar pelo seu agora consorte. Um antigo ser vindo das estrelas, um morador da pirâmide enterrada há um dia dali caminhando, segundos por outros meios. Anúbis, antigo rei do mundo.

— Vamos?

  Ele disse baixo, ela assentiu, a criança veio correndo e com os olhinhos fofos, porque Luhan Júnior tinha um efeito estonteante nela, como se fosse um canto de sereia, e a encarou chateado:

— Tio Núbis! Ainda é cedo!

— Helena precisa ir descansar pequeno, amanhã ela volta.

  Então ele assentiu e fez bico. Helena quase agarrou a criança dengosa e toda fofa, nossa, não era que começava a ficar mesmo maternal?

  Helena assistiu risonha ele correr mais para dentro da pirâmide que era a casa de sua família e só então, sozinha com Anúbis, suspirou cansada.

— Decidiram?

  Ele a virou e beijou sua testa assentindo sério.

— Quando vim para a ilha, sabia que o que me restava era o fim até o fim dos tempos. Mas agora Rubiath tem razão em dizer que ainda temos tarefas aqui. Talvez eu ainda possa fazer algo por esse mundo junto dela até que ela vá para Altraran... - E ele sorriu um pouco animado – E nós para Marte.

  Helena revirou os olhos, seu consorte estava irredutível.

— Eu te disse que tem um satélite e quatro sondas humanas lá.  Fora que a esfinge de lá já foi revelada, é perigoso, além disso eu não quero ter que viver um uma atmosfera rarefeita Kyung!

  Ele rolou os olhos, um hábito dela que ficava estranho nele, mas ainda assim engraçado e fez bico, quase como o Lu Junior!

— Europa é fria! Eu não gosto do frio!

— Falou o homem que vive há três mil anos na Antártida! – E então ela lembrou algo que a bruxa disse e suspirou – Olha só, Laine disse que em Altraran ainda tem um portal completo enterrado no gelo. Você sabe usar essas coisas, porque não vamos lá e você tentar alinhar ele para Orion? Pelo menos sei que lá não vai ter os humanos que tanto te irritam...

  Anúbis riu e então a pegou no colo tomando sua forma original, de quase três metros e cabeça de chacal, ela preferia ele agora em sua forma verdadeira. Achava sinistramente sexy...

— Vamos minha esposa, vamos para casa e depois eu pensarei nisso, sabe que Altraran é complicado, prefiro construir um outro portal eu mesmo.

  E a abraçando mais ele se teletransportou para a pirâmide deles, agora seu lar.

 

 


Notas Finais


E é isso amores!
Beijinhos!


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