História Dez Passos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Konan, Pain
Tags Painkonan
Exibições 56
Palavras 2.317
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá ❤
Está rolando o Amigo Secreto no grupo SH/BR e a minha sorteado foi a Midori Shinji! Eu espero que goste e acredite, eu escrevi com muito carinho essa one!
Boa leitura ❤

Capítulo 1 - Capítulo Único


Demonstrar o que sentia era algo difícil para Pain. Sua natureza sempre fora conservadora e isso nunca fora ruim... Mas ao se dar conta da paixão que nutria pela melhor amiga, Konan, ele decidira abrir-se mais ao sentimento que dentro de si pulsava e lutar para conquistá-la.

Ele há semanas vinha pensando na melhor maneira de demonstrar isso, mas nada lhe vinha a mente. O ruivo nunca fora um livro aberto, pelo contrário, mantinha sua emoção escondida e longe daqueles que pudessem vê-la, com excessão da garota de fios azul-lilás que sempre conseguia decifrá-lo — embora seu maior segredo ela não conseguisse ver. E era tão óbvio.

Aconteceu em um dia em que tudo deva errado para ele. Primeiro, ele acordou atrasado para o trabalho — o Sr. Mizuke iria enchê-lo até não aguentar mais, na hora de pegar a condução o ônibus já virava a esquina, e o único dinheiro que tinha no bolso mal cobriria o taxi para o outro lado da cidade. Ainda sim estava decidido a não parar no meio do caminho, quando procurou o celular no bolso da calça notou que a porcaria do celular não estava com ele. Entre um resmungo ele lembrou do aparelho sobre a cômoda do quarto. Usufruindo da calma habitual, buscou relaxar enquanto percorria à pé as ruelas da cidade, atento nos carros que trafegavam pela rua. Se tivesse um pingo de sorte, algum táxi ou a próxima condução lhe alcançaria... Que nada! A certa altura Pain olhou para o céu e sentiu um pingo de água cair em sua testa, fora de repente e logo o céu desabava sobre a cidade, ele buscou proteção na loja mais próxima e ficou um bom tempo se martirizando pela má sorte enquanto a chuva não dava trégua.

Entre o debate de ficar ali e enfrentar o temporal, Pain avaliou a loja e defrontou-se com uma vitrine que tinha alguns exemplares expostos. Uma capa chamou-lhe atenção, momentaneamente esqueceu o dia ruim e lembrou-se da melhor amiga, e da paixão dentro de si.

— Dez passos para demonstrar sua paixão.... — leu, baixinho.

Pain não acreditava em destino, em situações ocorria por alguma razão, mas frente a essa vitrine ele começou a se perguntar se tudo que vinha dando errado era um sinal para levá-lo ali? Ah, não, Pain não acreditava nisso. Mas ainda sim ele entrou na loja e com o último dinheiro que tinha na carteira comprou o exemplar. Assim que saiu da loja, a chuva já havia diminuído magicamente e um arco íris enfeitava o céu.

Aquilo só podia ser brincadeira!

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"As dicas que verá aqui foram métodos infalíveis e de extrema ajuda para pessoa que possuem dificuldade em demonstrar o que sente.

Primeiramente, saiba que é necessário cumprir todas as metas aqui escritas, e caso não seja eficiente... Sinto muito meu caro, mas nada mais irá ajudá-lo [...]"

O rapaz pulou algumas páginas.

— Passo 1: Dividir um momento à sós com a pessoa amada pode ajudá-lo a libertar-se, usufrua desse momento juntos e faça algo diferente que sua conquista está habituada. — mudou a página. — Passo 2: Relembre os bons momentos que passaram juntos.

Certo, ele pensou, aquilo não era tão difícil assim.

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A campainha soou pelo flat. Assim que Pain abriu a porta deparou-se com uma Konan incrivelmente bela. Ela poderia estar vestida de qualquer maneira, o mais despojado possível e isso sempre iria deixá-la bela. Cedeu a entrada e acompanhou-a até a sala.

— Está arrumado... — ela observou-o enquanto as sobrancelhas franzia.

— Posso dizer o mesmo de você. — retrucou.

— Que está fazendo?

— Nada demais.

— Não, é sério, não está sentindo o cheiro de queimado? Você não está... Cozinhando, está?

Mas ele já não lhe dava atenção. Pain praguejou ao adentrar na cozinha que estava tomada por fumaça, saindo do forno onde o prato favorito de Konan assava. Com a maior cara infelicidade, ele pôs sobre o fogão a fôrma e admirou o carvão que deveria ser comida.

Konan apareceu do seu lado, sorrindo brevemente.

— Olha aí, aquela parte não está tão... — mexeu no alimento. — Queimada.

Depois de meia hora, o entregador trouxe o pedido deles.

— Ainda não acredito que tentou cozinhar — desde o incidente ela não parava de rir do rapaz. — É sério, que tinha na cabeça?

O primeiro passo do livro havia dado errado, mas ainda tinha o segundo. Ambos sentaram-se lado a lado no sofá, a TV ligada na série favorita.

— Nossa, isso não é o que eu estou pensando que é, é?

Pain havia posicionado estrategicamente um álbum de fotografias ao lado da TV. Ainda naquele dia depois que saiu do serviço, ele revelou as fotos que tinha no celular e buscou entre a bagunça do seu quarto as mais antigas. O fracasso do primeiro passo devia muito a isso, tamanho o entretimento em organizar as fotografias no álbum... Então ela chegou e ele não pensou mais em nada.

— Eu amava essa flor! — ela se admirava com os retratos, ambos relembravam os acontecimentos passos.

Em algumas ocasiões sorriam, outras se lamentavam submersos a nostalgia do momento.

— Hahiko... — os dedos dela repousaram sobre a imagem do irmão gêmeo de Pain.

O sorriso dela aos poucos sumiu, e o rapaz logo tratou de dispensar o álbum sequer acreditando na burrice de ter deixado passar a imagem. Ele sempre soubera da quedinha que a amiga sentia pelo irmão, e que assim como ele, não havia superado a morte do rapaz que se fora muito cedo.

Pelo resto da noite ela permaneceu cabisbaixa, e na hora da despedida Konan acenou vagamente e se foi, deixando um Pain totalmente frustado para trás.

Por mais que se esforçasse, parecia que nada dava certo. Mas ele não iria desistir facilmente!

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— Pain, tem certeza que quer fazer isso?

— Eu disse que iria ajudá-la e vou!

Mas Pain não parecia muito disposto a isso, esse fato divertia a melhor amiga que ultimamente o vinha estranhando mais que o normal. Ele repassou a terceira dica do livro antes de se aproximar da mulher, as palavras foram explícitas ao incitá-lo a fazer algo que ela gostava — ainda que isso passasse por cima de seus limites. E não havia nada no mundo que Konan gostasse mais do que cachorros, enquanto para ele era algo que menos gostava, com seu pelos e os latidos irritantes.

— Está bem, então!

Ela lhe deu um avental feminino o que o fez torcer os lábios, mas por fim, vestiu. Ambos rumaram para o quintal da casa dela e Konan agachou-se diante de um monstro cachorro preso na coleira. Pain recuou ao vê-la soltá-lo, e sem cerimônias, o cão pulou sobre ela deixando o rastro — nojento — de babas no rosto risonho.

— Pode se aproximar, à vontade.

Uma careta perpassou em seu rosto sério ao perceber que atraiu atenção do cão, tão logo ele avançava contra si e Pain recuava sob o olhar brincalhão da melhor amiga.

— Para! — pediu, mas foi em vão.

O cão saltou sobre ele e por pouco não o levou ao chão. Konan veio a seu socorro e afastou o animal de si pela coleira, dando ordens para ligar o registro para banharem-no. Um misto de satisfação o inundou ao ver o "Toby" recuar dessa vez ao vê-lo com a mangueira esguichando água.

Até que não fora tão terrível assim, depois de um tempo o rapaz ajudou a amiga a ensaboa o cão, que na intenção de tirar o excesso de espuma dele, molhou a dona e seu amigo. Na hora de enxaguá-lo, Konan acidentalmente molhou Pain... E assim iniciou-se uma guerra de água para ver quem se molhava mais. O que teria sido divertido se, um tempo depois, Pain não tivesse escorregado no chão molhado e batido a testa na calçada, rendendo-lhe um corte superficial acima da sobrancelha direita.

— Eu sabia que não era uma boa... — Konan lamentou-se, fazendo-o permanecer parado enquanto limpava a área machucada.

Seus rostos estavam bastante próximos, Pain podia sentia a respiração dela contra sua face.

— Eu me diverti bastante, se quer saber.

— É, e rachou a cabeça, também.

Pain lembrou-se do quarto passo do livro.

— Sabe, abriu um barzinho não muito longe daqui com karaokê... Parece interessante.

— Com karaokê? E desde quando você gosta de cantar, ainda mais em público?

— Desde agora, oras.

Ela ainda não acreditava em suas palavras, mas aceitou-as sem pestanejar, apenas deu de ombros e aceitou o convite.

"Faça-a reparar em si, vê-lo de uma forma diferente... Desfaça a imagem que tem de você, mas mantenha sua essência."

Pain fechou o olhos e contou até dez antes de subir no palco improvisado e admirar a multidão, mas quando focou Konan (uma Konan descrente), ele soube que por ela valeria pena pagar cada mico que viesse. Ah, e com certeza veio quando sua voz rouca soou pelo barzinho ao som da música favorita deles. Quando encarou-a, gostou de vê-la daquela forma, meio boquiaberta, meio risonha... Com apenas isso ele conseguia esquecer a todos e focar apenas nela.

Os clientes do bar aplaudiram-no ao cessar da música. Pain acenou e rumou até a melhor amiga.

— Quem é você e onde foi parar o meu amigo de infância? — ela brincou, antes de ingerir a bebida alcoólica.

— Eu sempre estive aqui, Konan — ele surpreendeu-a ao colar os lábios contra a testa dela.

O quinto passo, com certeza, fora o que mais a deixou sem reação. Mas ainda faltava o sexto: "Lembre datas comemorativas"

Pain sentou frente a Konan, retirou um embrulho do bolso e colocou sobre a mesinha, entre os dois.

Ela arqueou as sobrancelhas.

— Não é meu aniversário — ela rolou os olhos, divertida.

— Eu não disse que era... — ele retrucou. — Ah, qual é, você não lembra mesmo?

— Do que está falando?

— Do nosso aniversário, Konan. Hoje faz dez anos que nos conhecemos, você estava buscando um lugar para esconder-se pois naquela quarta-feira teria prova de... Língua Japonesa e eu estava escondido nos fundos do colégio querendo um pouco de paz. — lembrou-a. — Ande, abra.

Ainda descrente, ela o obedeceu. Seus olhos cinzentos arregalavam à medida que via o que ganhara. Era um CD da mesma banda que há pouco ele cantou.

— Eu ouvia a música deles quando você me encontrou no colégio, e fora justamente por eles que você puxou papo comigo... E aqui estamos nós.

Konan sempre fora bastante neutra em relação a demonstrar emoção, e naquele momento isso era bastante impossível, pois ela estava visivelmente emocionada.

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"Passo 7: A intimidade é um ponto importante neste processo, quanto mais afinidade tiverem, melhor será para abrir-se e por meio dos gestos falar o que da boca não sair [...]" — seguia mais um longo processo de como instigar essa aproximação, mas Pain não se enxergava falando nada daquilo. Não era sua cara e muito menos da sua amiga.

Por mais descrente que estivesse, os "passos" estavam lhe ajudando a demonstrar algo que sozinho seria difícil fazer. Confiante que era o certo a se fazer, ele chamou-a para um passeio noturno — um passeio onde não precisavam de palavras para torná-lo agradável, ambos entendiam-se pelo silêncio, era aconchegante.

O céu parecia colaborar para que tudo desse certo, Pain jamais o vira tão estrelado... Talvez antes ele não tivera o interesse de o fazer, de admirá-lo, parecia um gesto tão certo naquele momento tão deles.

— Você tem estado estranho ultimamente... — Konan quebrou o silêncio.

Devido seu tom, Pain teve a certeza que não era algo ruim esse "estranho".

— Você gosta?

— Eu deveria?

Ele deu de ombros. Tocou-a o braço e a guiou até uma barraquinha de sorvete à margem da calçada, e afastaram-se apreciando o sabor favorito. À frente um amplo lago encantava o cenário, eles sentaram-se e perderam-se na vista bonita.

— Como foi seu dia? — ele perguntou, era uma curiosidade natural saber mais dela e o que passara.

Konan não era de muitas palavras, e tão logo o silêncio surgiu novamente. Ela parecia distante, em um mundo só dela. O sorvete derretia e quase sujava seu mão. Ele não pensou no sétimo passo quando agiu, ele simplesmente fez porque algo o impulsionou e Pain se viu roubando parte do sorvete dela, o oitava passo sobressaiu em si e ele fez contato visual, a flagrou ofegante quando os cinzentos fixaram-se em si.

"Passo 9: Um gesto especial pode fazê-la balançar se feito com respeito, algo que transmita o que sinta mas deixa os vestígios da incerteza."

Ele podia beijá-la naquele momento, mas o respeito que nutria pela melhor amiga o fez recuar, com um sorriso satisfeito por ela estar corada. Konan o olhou intrigada durante o percurso até sua casa, o coração insistia em bombar descontrolado.

— Te vejo amanhã?

Ela assentiu. Pain tocou-a suavemente e beijou-lhe a testa carinhosamente antes de lhe dar às costas.

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Ele vestiu rapidamente a camisa da banda favorita, ajeitou os fios ruivos alaranjados e apressou-se para não deixar Konan esperando. O plano da noite era jantar fora. Quando chegou na sala, Pain parou ao vê-la lendo seu livro.

— Que significa isso?

— É apenas um livro, Konan. — tentou soar casual enquanto tentava apanhar dela o livro. Mas Konan afastou-se.

— É por isso que vem agindo estranho? Esses passos...

E então sua voz perdeu-se, como se só então ela se desse conta de algo maior. Konan fechou o livro e leu o título. Quando encarou-o, Pain não fez objeção a pergunta muda.

Pela primeira vez ele não teve medo de mostrar o que realmente sentia, e o melhor é que ele sabia que agora Konan entendia-lhe.

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O décimo e último passo era o mais fácil de todos.

"Passo 10: E acima de tudo, ame-a."


Notas Finais


O amor é um sentimento engraçado, não é preciso palavras para demonstrá-lo... E foi isso que eu vi, vi Pain lutando contra suas barreiras para extravasar em cada gesto o quanto o laço dele com a Konan seguia além de fraternal. E ao meu ver, Konan captou isso. Captou e gostou — isso saiu sutilmente. Espero que tenham visto o mesmo que eu... E principalmente você Midori!
Link do gp: https://www.facebook.com/groups/CurtidoresSHBR/
Beijo!


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