História Dezembro - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Mistério, Romance, Suspense
Visualizações 14
Palavras 1.268
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite, pessoal. Essa é a primeira fanfic que posto aqui. Para quem gosta de uma leitura mais detalhada, romântica e mágica, este é o seu lugar. Prepare-se para viver grandes emoções junto aos personagens dessa história.
Desejo carinhosamente que tenham uma boa leitura.

Let's go!

Capítulo 1 - O barco.


Fanfic / Fanfiction Dezembro - Capítulo 1 - O barco.


A vida é curta, disso sabemos bem. Frágil, é como uma pequena folha soprada pelo vento sem um destino exato, e tão rápida como um piscar de olhos, como um cometa atravessando o céu. Em escala de mundos, nós humanos, somos irrelevantes, porém nossa atitude de auto-importancia é imensa. E criamos importâncias irreais, sem verdadeiro valor. Somos todos apenas uma sombra no tempo. Vem e vão... Porém, para pequenos seres insignificantes que somos, experimentamos sentimentos poderosos. E é tão simples sentir, basta existir...
Sempre fui muito curiosa. Desde minha tenra idade, lembro-me de questionar o porquê de  todas as coisas. A vida sempre me causou verdadeiro fascínio, toda forma de vida, e todas as coisas que me faziam sentir. Lembro-me de quando vi o mar pela primeira vez, eu me apaixonei pela imensidão azul. Amava a mistura de cores que o sol dava ao céu ao nascer e ao se pôr. E o reflexo sobre as águas como se fosse um enorme espelho do céu. 
O oceano é enigmático, imprevisível, fico imaginando quantos segredos ele já ouviu e levou para dentro de suas águas profundas. Nasci num povoado a beira do mar ao qual chamo de paraíso. Todas as tardes, desde muito pequena eu caminhava até a praia para assistir o sol se pondo no oceano e ver as primeiras estrelas surgindo no horizonte, pequenos pontinhos de luz que aos poucos ganhavam toda aquela imensidão. Aquela rotina representava em meu coração, a despedida dos problemas e a renovação das minhas energias... A renovação da minha fé. 


Em uma tarde de dezembro, coloquei meu casaco e fui para a praia, a temperatura estava baixa, havia um vento suave vindo do oceano. Esse sopro fazia as folhas das árvores balançarem, e em seu galhos pequenos pássaros encolhidos abatidos pelo frio aconchegavam-se em seus ninhos. A forte chuva havia passado, mas deixara aquela velha sensação... A calmaria sempre vem após a tempestade. Tudo estava em paz, e eu podia ouvir o som das ondas batendo contra as pedras, apesar do frio, alguns pássaros insistiam sobrevoar o oceano, assim como a passagem do vento uivante... O céu cinzento vez ou outra dava lugar a pequenos raios de sol que cruzavam as nuvens e iluminava o oceano. Observava ao longe a silhueta de uma pequena embarcação surgindo no horizonte, um pontinho negro solto sobre as ondas como se fosse uma pequena folha flutuando sobre o mar. Era tão lindo que fiquei ali distraída... A vida acontecendo a minha volta, e eu ali, como se tivesse parado no tempo. Ficava tarde e os ventos começavam a ficar mais fortes, outra tempestade se aproximava, o cheiro de chuva pairava no ar, o sol já quase não se via entre as nuvens, suspirei me levantando, não queria, mas era o momento de ir embora, envolvi-me  com os braços, e segui caminhando pela beira da praia, olhava a embarcação que se aproximava lentamente. Trovejou, então olhei para o céu, as ondas do mar começavam a ficar mais fortes e altas, naquele instante, o barco que antes se aproximava devagar, parecia desordenado e sem rumo, curiosa, parei para olhar, questionando como poderia alguém deixar o barco a deriva daquela maneira com uma tempestade se aproximando. Preocupada, imaginei que pudesse se tratar de um marinheiro bêbado, olhei a minha volta, percebi que não havia ninguém por perto, isso era terrível, eu sempre tive um senso muito grande em ajudar as pessoas, me senti na obrigação de ficar ali até aquela pessoa encostar na praia. Mas minutos se passaram, e o pequeno barco navegava conforme as ondas o levava, me causou ainda mais estranheza, e o tempo não permitia esperar mais, resolvi então entrar no mar, afinal eu cresci nadando ali, e nadava bem, embora ao longe observava as ondas se formando maiores, nadei até o barco, me agarrando a proa, subi e entrei num salto. E outro salto deu o meu coração naquele momento, pois sobre o chão havia um homem caído, esguio, seus cabelos e barba eram longos e lhe cobriam o rosto. Seu corpo tinha as marcas exatas de seus ossos saltando sob sua pele. Percebi que aquele homem estava perdido há dias pelo oceano, quem sabe meses, e a tempestade o trouxera até aquela praia. Me aproximei de seu corpo para saber se estava vivo, foi quando ouvi sua voz quase sumindo sussurrar _ Ajude-me _ Tão grande foi meu espanto que caí para trás, meu coração disparou, prostrado sobre o chão, percebi quando seus olhos se fixaram em mim, ele sorriu com os lábios, e prontamente, lágrimas brotaram de seus olhos. Eu senti um misto de sentimentos, senti medo, admiração e pesar... Me aproximei outra vez, tocando-lhe a face afastei os cabelos de seu rosto, era um rosto jovem, seus lábios ressecados se mexiam, mas não soava nenhum som, suas pálpebras mal se mantinham abertas, mas havia um brilho singular que nascia no canto de seus olhos e escorria por sua face, naquele momento, percebi que era gratidão e alivio o que ele sentia, e eu senti o que ele sentiu, havia uma lágrima escorrendo pelo meu rosto quando segurei em sua mão e senti a dele apertar a minha levemente, eu sorri. Levantei depressa olhando em volta, o mar começava a ficar agitado, tentei ligar o motor do barco, mas não havia combustível, e o desespero começava a tomar conta de mim, estava com medo, mas não era o momento de ser covarde, a vida daquele homem estava em jogo, eu não o deixaria chegar tão perto de se salvar para deixa-lo morrer. Procurei dentro do barco algo que pudesse ser útil, mas não havia remos, não havia coletes, boias, nada... Mas eu não desistiria, em minha busca, encontrei uma corda, haviam galões vazios, então os juntei, amarrando um ao outro, e depois em volta do corpo daquele homem, e em mim, essa era a nossa única chance de voltar a praia já que sozinha eu não conseguiria levar o barco contra as forças das ondas. Com muito esforço, nos joguei no mar embora o homem estivesse terrivelmente magro, as ondas batiam em nossos corpos, nos cobria por completo, e voltávamos a flutuar sobre as ondas, quando ela vinha, eu nadava junto em direção a praia, arrastados por elas, chegamos em terra, exausta, puxei-o para fora do oceano, caindo logo sem seguida sobre a areia, tentando recuperar o fôlego, olhei para ele deitado ao meu lado, estava gelado, inerte, a praia era um verdadeiro deserto naquele momento, e logo começaria a chover _ aguenta firme, vou buscar ajuda, eu vou voltar, eu prometo _ disse segurando a mão dele enquanto por dentro, o meu coração temia. Corri o mais rápido que pude, chamava por socorro, mas ninguém apareceu, resolvi voltar, eu mesma iria carregá-lo, e sabia que se quisesse salvá-lo, teria que ser naquele momento, eu não tinha mais tempo. Retornei, mas ao chegar onde o tinha deixado, não havia mais ninguém, minhas pernas morreram, senti naquele instante o meu coração disparar e surgir um nó em minha garganta. Sem entender o que estava acontecendo, comecei a gritar chamando por ele. Percebi que enquanto gritava eu estava chorando, havia um descontrole tomando conta de mim. Procurei no mar, na praia, mas não, ele não apareceu, nem um sussurro, nem um sinal... Caindo de joelhos sobre a areia, agarrei meu próprio corpo em pranto, tinha falhado com aquele homem, falhado em salvar um ser humano, e ali, de tanto chorar, adormeci. Pela manhã, acordei em minha cama, no meu velho quarto. Estava confusa, imaginava que tudo aquilo talvez tivesse sido apenas um sonho.

... Continua.
 


Notas Finais


Como todos sabem, a motivação do autor são os leitores.


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