História Dezesseis luas - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Sasusaku
Visualizações 26
Palavras 3.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capitulo 3


Fanfic / Fanfiction Dezesseis luas - Capítulo 4 - Capitulo 3

Oito ruas. Era essa a distância que tínhamos que percorrer de Konoha até a Konoha High School. Aparentemente eu conseguia reviver minha vida toda subindo e descendo oito ruas, e oito ruas eram o bastante para tirar o estranho rabecão preto da minha cabeça. Talvez tenha sido por isso que não mencionei nada para Naruto. Passamos pelo Pare & Compre, também conhecido como Pare & Roube. Era o único mercado da cidade, e o que tínhamos de mais parecido com um 7 Eleven. Então sempre que estávamos de bobeira com alguém por lá, tínhamos que torcer para não dar de cara com a mãe de alguém fazendo compras para o jantar ou pior, com Kurenai. 
Percebi o familiar Grand Prix estacionado na porta. 
 - Oh-oh. Ebisu já está de plantão. - Ele estava no banco do motorista, lendo The Stars and Stripes.
 - Talvez ele não tenha visto a gente. – Naruto olhava pelo retrovisor, tenso. 
 - Talvez a gente esteja ferrado.  

Ebisu era o inspetor encarregado de procurar os alunos da escola que matavam aula, assim como um orgulhoso integrante da força policial de Konoha. A namorada dele, trabalhava no Pare & Roube, e Ebisu ficava estacionado lá na porta durante a maioria das manhãs, esperando que os produtos da padaria chegassem. Isso era um tanto inconveniente se você estivesse sempre atrasado, como Naruto e eu. Não era possível frequentar a escola sem conhecer a rotina de Ebisu tão bem quanto nosso próprio horário de aulas. Hoje, Ebisu sinalizou com a mão para irmos em frente sem nem tirar os olhos da seção de esportes. Ele estava nos dando uma folga. 
 - Seção de esportes e um pão doce. Você sabe o que isso significa. - Temos cinco minutos.

Seguimos no Lata-Velha até o estacionamento da escola com a marcha em ponto morto, na esperança de passar pela secretaria despercebidos. Mas ainda chovia muito, então na hora que entramos no prédio, estávamos ensopados e nossos tênis faziam um barulho tão alto que daria na mesma se tivéssemos entrado voluntariamente. 
 - Sasuke Uchiha! 
Ficamos de pé pingando na secretaria, esperando os bilhetes de detenção que levaríamos para casa. 

-Atrasados para o primeiro dia de aula. Sua mãe vai usar algumas palavras bem escolhidas com você, Sr. Uzumaki. E não faça essa cara de superior, Sr. Uchiha. Kurenai vai te dar uma surra. 

A Srta. Hester estava certa. Kurenai saberia que cheguei atrasado em uns cinco minutos, isso se já não soubesse. As coisas eram assim por aqui. . Minha mãe dizia que Carlton Eaton, o diretor da agência do correio, lia qualquer carta que parecesse meio interessante. Ele nem se dava mais ao trabalho de colar o envelope de novo. Não é como se alguma novidade de verdade pudesse existir. Cada casa tinha seus segredos, mas todos na rua sabiam quais eram. Até isso não era segredo.
 - Srta. Tsunade, eu só vim dirigindo devagar por causa da chuva. Naruto tentou ser encantador. A Srta. Tsunade puxou um pouco os óculos e olhou para Naruto, nada encantada. A correntinha que prendia os óculos dela ao redor do pescoço balançou para frente e para trás. 
 - Não tenho tempo para bater papo com vocês agora. Estou ocupada preenchendo seus bilhetes de detenção, que é onde vocês passarão a tarde de hoje  - ela disse enquanto nos entregava um folheto azul para cada um.  

Ela estava ocupada, sei. Deu para sentir o cheiro do esmalte antes mesmo de dobrar para o corredor. Bem-vindos de volta. Em Konoha, o primeiro dia de aula nunca muda. Os professores, que conhecem a gente da igreja, decidiram se éramos burros ou inteligentes quando estávamos no jardim de infância. Eu era inteligente porque meus pais eram professores universitários. Naruto era burro porque amassou as páginas do Livro Sagrado durante a Caça às Escrituras e porque vomitou uma vez durante o desfile de Natal. Como eu era inteligente, recebia boas notas nos meus trabalhos; como Naruto era burro, recebia notas ruins. Acho que ninguém se dava ao trabalho de lê-los. Às vezes eu escrevia uma coisa qualquer no meio das redações só para ver se meus professores diriam alguma coisa. Nenhum nunca disse nada.  

Infelizmente, o mesmo princípio não se aplicava a provas de múltipla escolha. No primeiro tempo, na aula de Inglês, descobri que minha professora de 700 anos de idade, cujo verdadeiro nome era Sra. English, tinha mandado a gente ler O Sol é para Todos durante o verão, então me dei mal na primeira prova. Ótimo. Eu tinha lido o livro há uns dois anos. Era um dos favoritos da minha mãe, mas fazia tempo e eu tinha esquecido os detalhes. 

 Uma informação pouco conhecida sobre mim: leio o tempo todo. Livros são a única coisa que me tira de Konoha, mesmo que por pouco tempo. Eu tinha um mapa na parede, e toda vez que eu lia sobre um lugar que queria conhecer, eu fazia uma marcação nele. Nova York estava marcada por causa de O Apanhador no Campo de Centeio . Na Natureza Selvagem me levou a marcar o Alasca. Quando li Pé na Estrada, marquei Chicago, Denver, Los Angeles e Cidade do México. Kerouac pode nos levar praticamente a todos os lugares. De tempos em tempos, eu fazia uma linha para ligar os lugares marcados. Uma linha verde fina que eu seguiria numa viagem de carro no verão antes de ir para a faculdade, isso se conseguisse sair dessa cidade. O mapa e o lance da leitura eram um segredo só meu. Livros e basquete não misturavam por aqui. 

A aula de química não foi muito melhor. O Sr. Orochimaro me amaldiçoou escolhendo Temari Odeio-Sasuke para minha parceira de laboratório, também conhecida como Temari, que me despreza desde o baile do ano passado, quando cometi o erro de usar meu All Star com o smoking e deixar que meu pai nos levasse no Volvo enferrujado. A janela quebrada que não fechava tinha desarrumado seu cabelo louro perfeitamente cacheado para o baile, e na hora que chegamos ao ginásio ela parecia Maria Antonieta ao acordar. Temari não falou comigo o resto da noite e mandou Karin me dar o fora por ela a três passos da mesa do ponche. E esse foi o fim da história. 
Era uma fonte de diversão sem fim para os caras, que viviam na expectativa de que íamos ficar juntos de novo. O que eles não sabiam era que eu não curtia garotas como Temari. Ela era bonita, mas era só isso. E olhar para ela não compensava ter que ouvir o que saía de sua boca. Eu queria alguém diferente, alguém com quem eu pudesse conversar sobre outras coisas além de testas e coroações no baile de inverno. Uma garota que fosse inteligente ou engraçada, ou pelo menos uma parceira de laboratório razoável. Talvez uma garota assim fosse um sonho, mas um sonho ainda era melhor do que um pesadelo. Mesmo se o pesadelo usasse saia de líder de torcida. 

Sobrevivi à aula de química, mas meu dia só piorou. Pelo visto, eu ia ter aula de História Americana de novo esse ano, que era a única História ensinada na Jackson, tornando o nome redundante. Eu passaria meu segundo s ano consecutivo estudando a "Guerra da Agressão Norte" com o Sr. Lee, cujo nome era só coincidência. Mas como todos nós sabíamos, em espírito, o Sr. Lee e o famoso general da Confederação eram a mesma pessoa. O Sr. Lee era um dos poucos professores que realmente me odiavam. No ano anterior, por causa de um desafio de Naruto, eu tinha feito uma redação chamada "Guerra da Agressão Sul", e o Sr. Lee me deu um D. Acho que os professores liam sim as redações às vezes, afinal. 

Achei um lugar atrás ao lado dele Naruto, que estava ocupado copiando as anotações da aula na qual ele dormira antes dessa. Mas ele parou de escrever assim que sentei. 
 - Cara, você soube? 
 -  Soube de quê? 
 -  Tem uma garota nova. 
 -  Tem um monte de garotas novas, uma turma inteira de o ano, imbecil. 
 -  Não estou falando das garotas do 1º ano. Tem uma garota nova no nosso ano. 
Em qualquer outra escola, uma garota nova no 2º ano não seria novidade. E não tínhamos uma garota nova no nosso ano desde o 3º ano fundamental, quando tenten veio morar com os avós depois que o pai foi preso por gerenciar um esquema de jogatina no porão da casa deles. 
 -  Quem é ela? 
 -  Não sei. Tive aula de Cívica no segundo tempo com todos os nerds da banda, e eles não sabiam nada além de que ela toca o violino ou algum instrumento assim. Queria saber se ela é gata. 
Naruto tinha a mente limitada, como a maioria dos caras. A diferença era que a mente limitada dele estava diretamente ligada à boca. 
 - Então ela é uma nerd de banda? 
 -  Não. É música. Talvez tenha o mesmo amor que eu por música clássica. 
 -  Música clássica? 
Naruto só tinha ouvido música clássica no consultório do dentista. 
 -  Você sabe, os clássicos. Pink Floyd . Black Sabbath . Os Stones. 
Comecei a rir. 
 - Sr. Uzumaki. Sr. Uchiha. Lamento interromper a conversa de vocês, mas eu gostaria de começar, se vocês concordarem.  

O tom do Sr. Lee era tão sarcástico quanto o do ano passado, e o cabelo oleoso penteado de forma estranha e as marcas de suor nas axilas continuavam horríveis. Ele distribuiu cópias do mesmo planejamento que provavelmente usava há 10 anos. Participar de uma encenação da Guerra Civil era obrigatório. Claro que era. Eu podia pegar emprestado o uniforme de um dos meus parentes que participaram de encenações por diversão nos finais de semana. Que sorte a minha.
Depois que o sinal tocou, Naruto e eu ficamos no corredor perto dos nossos armários na esperança de dar uma olhada na garota nova. Pelo que ele, falava, ela já era sua futura alma gêmea e companheira de banda e, provavelmente, companheira de algumas outras coisas que eu nem queria saber. Mas a única coisa que conseguimos ver foi Ino Yamanaka usando uma saia jeans dois números menores. Isso significava que não íamos descobrir nada até a hora do almoço, porque nossa próxima aula era LSA, Linguagem de Sinais Americana, e falar era rigorosamente proibido. Ninguém era bom o bastante nos sinais para sequer soletrar "garota nova", principalmente porque LSA era a única aula que tínhamos junto com o resto do time de basquete. 

Eu estava no time desde o oitavo ano, quando cresci 15 centímetros no verão e acabei ficando uma cabeça mais alto do que todo mundo da minha turma. Além do mais, é preciso fazer alguma coisa normal quando os dois pais são professores. No fim das contas, eu era bom em basquete. Eu sempre parecia saber por onde os jogadores do outro time iam passar a bola, e isso me dava um lugar garantido para sentar no refeitório todo dia. 
Hoje aquele lugar valia ainda mais porque Sai, nosso armador, tinha visto a garota nova. Naruto perguntou a única coisa que importava para qualquer um deles: 
 -E então, ela é gata? 
 - Muito gata. 
 - Gata estilo Karin? 

Como se tivesse sido combinado, Karin, o padrão pelo qual todas as outras garotas da escola eram avaliadas, entrou no refeitório de braços dados com Temari Odeio-Sasuke, e todos ficamos olhando porque Karin tinha 1,72 metros com as mais perfeitas pernas que já tínhamos visto. Temari e Karin eram quase uma pessoa só, mesmo quando não estavam de uniformes de líder de torcida. Cabelo loira e ruivo, bronzeados artificiais, chinelos e saias jeans tão curtas que mais pareciam cintos. Karin tinha as pernas, mas era o top do biquíni de Temari que todos os caras queriam conferir no lago durante o verão. Elas nunca pareciam carregar livros, só pequenas bolsinhas de metal enfiadas debaixo do braço, que mal tinham espaço para um celular, isso nas poucas ocasiões em que Temari parava de mandar mensagens de texto. 
As diferenças entre elas se resumiam às posições na equipe de líderes de torcida. Temari era a capita, e também era base: uma das garotas que sustentavam duas outras líderes de torcida na famosa pirâmide dos. Karin era uma voadora, a garota no topo da pirâmide, a que era jogada de 1,50 a 1,80 metros no ar para dar uma pirueta ou outra maluquice que poderia facilmente resultar em um pescoço quebrado. Temari arriscaria qualquer coisa para ficar no topo daquela pirâmide. Karin não precisava. Quando Temari era jogada, a pirâmide ficava bem sem ela. Quando Karin se movia dois centímetros, a pirâmide toda desabava. 
Temari Odeio-Sasuke reparou que olhávamos para elas e me encarou com raiva. Os caras riram. Sai deu um tapinha nas minhas costas. 
 - Tá podendo, Uchiha. Você conhece Temari, quanto mais ela olha com raiva, mais gosta da pessoa.

Eu não queria pensar em Temari hoje. Queria pensar no oposto de Temari. Desde que Naruto tinha falado na aula de História, aquilo estava na minha cabeça. A garota nova. A possibilidade de alguém diferente, de algum lugar diferente. Talvez alguém com uma vida mais significativa que a nossa e, provavelmente, que a minha. 
Talvez até alguém com quem eu tenha sonhado. Eu sabia que era uma fantasia, mas queria acreditar nela. 
 - Vocês souberam da garota nova? 

Karin sentou no colo de Sai, era o capitão do time e namorado de Karin de tempos em tempos. Agora, eles estavam juntos. Ele passou as mãos pelas pernas alaranjadas dela tão alto na coxa a ponto de a gente não saber para onde olhar. 
 - Estava nos contando. Disse que ela é gata. Vão colocá-la na equipe? 
Naruto pegou umas batatas da minha bandeja. 
 - Improvável. Vocês têm que ver o que ela está vestindo. 
Golpe um. 
 - E como ela é pálida. 
Golpe dois. Ninguém é magra demais ou bronzeada demais pelos padrões de Karin. 
Temari sentou, inclinando-se sobre a mesa um pouco demais. 
 - Ele contou pra vocês quem ela é? 
 - O que isso quer dizer? 
Temari fez uma pausa para efeito dramático. 
 - Ela é sobrinha do Velho Haruno. 
Ela não precisava de efeito para dizer isso. Era como se tivesse retirado todo o ar do recinto. Alguns caras começaram a rir. Pensaram que ela estava brincando, mas eu vi que não estava. 
Golpe três. Ela estava fora de questão. Tão fora que eu nem conseguia mais imaginá-la. A possibilidade de minha garota dos sonhos aparecer sumiu antes mesmo que eu pudesse imaginar nosso primeiro encontro. Akashi Haruno era o recluso da cidade. Vamos apenas dizer que eu lembrava o bastante de O Sol é para Todos para saber que o Velho Haruno fazia Boo Radley parecer um cara extremamente popular. Ele morava em uma casa velha em ruínas, na fazenda mais antiga e abominável de Konoha, e acho que ninguém o via desde antes de eu nascer ou mais. 
 - Está falando sério? - perguntou Naruto. 
 - Completamente.

Karin assentiu. 
 - Minha mãe ouviu a mesma coisa. Ela foi morar com o Velho Haruno há alguns dias, vinda da Virgínia ou de Maryland, não lembro. 
Todos continuaram a falar dela, das roupas e dos cabelos e do tio dela, e do quanto ela provavelmente devia ser esquisita. Isso era o que eu mais odiava em Konoha: o fato de que todo mundo tinha alguma coisa a dizer sobre tudo que você falava, fazia ou, nesse caso, vestia. Fiquei encarando o macarrão na minha bandeja, nadando em um líquido laranja gosmento que não se parecia muito com molho de queijo. 
Dois anos, oito meses e a contagem continua. Eu tinha que sair dessa cidade. 

Depois da escola, o ginásio estava sendo usado para o teste de líderes de torcida. A chuva tinha finalmente parado, então o treino de basquete foi na quadra externa, com o concreto rachado, os aros das cestas tortos e poças de água da chuva da manhã. A gente tinha que ter cuidado para não bater na rachadura que percorria o meio da quadra. Fora isso, dava para ver quase todo o estacionamento e observar a maior parte da interação social da escola enquanto a gente se aquecia. 
Hoje eu estava com a mão boa. Acertei todos os sete arremessos que fiz da linha de lance livre, mas Sai também estava bem, fazendo cesta sempre que eu fazia uma. 
Oito. Parecia que era só eu olhar para a rede e a bola ia direto para lá. Alguns dias simplesmente eram assim. Nove. Sai estava irritado. Percebi pelo modo como ele batia a bola com mais força cada vez que eu arremessava. Ele era nosso outro centro. Nosso acordo não-verbal era: eu o deixava comandar o time e ele não me perturbava se eu não estivesse com vontade de ficar de papo no Pare 8c Roube todo dia depois do treino. Chegava uma hora que enchia o saco falar das mesmas garotas e comer. 
Dez. Eu não errava. Talvez fosse genético. Talvez fosse outra coisa. Eu nunca tinha entendido, mas desde que minha mãe morreu, parei de tentai' entender. Era espantoso que eu tivesse chegado a ir ao treino. Onze. Sai resmungou atrás de mim, batendo a bola com ainda mais força. Tentei não sorrir e olhei para o estacionamento quando fiz o arremesso seguinte. Vi um emaranhado de cabelos rosas e compridos atrás do volante de um longo carro preto. 
Um rabecão. Fiquei paralisado. 
Então ela se virou, e pela janela aberta pude ver uma garota olhando em minha direção. Pelo menos pensei ver. A bola bateu no aro e quicou em direção à cerca. Atrás de mim, ouvi um som familiar. Doze. Sai podia relaxar. 
Quando o carro se afastou, olhei para a quadra. O resto dos caras estava de pé ali como se tivessem acabado de ver um fantasma. 
 - Aquela era...? 
, nosso ala, assentiu, segurando na cerca de metal com uma das mãos. 
 - A sobrinha do Velho Haruno. 
 - É. Exatamente como disseram. Dirigindo o rabecão dele. 
gaara sacudiu a cabeça. 
 - Ela é gata mesmo. Que desperdício. 

Eles voltaram a jogar bola, mas quando Sai fez o arremesso seguinte, começou a chover de novo. Trinta segundos depois, fomos pegos no meio de uma tempestade, a mais forte do dia. Fiquei lá de pé deixando a chuva acabar comigo. Meu cabelo molhado caía sobre os olhos, bloqueando o resto da escola, do time. 
O mau presságio não era apenas um rabecão. Era uma garota. 
Por alguns minutos, eu tinha me permitido ter esperanças. De que talvez esse ano não seria como todos os outros anos, de que alguma coisa fosse mudar. De que eu teria alguém com quem conversar, alguém que realmente me entendesse. 
Mas tudo que tive foi um dia bom na quadra, e isso nunca tinha sido o suficiente.

 


Notas Finais


bjs até a proxima


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