História Dharky Dopkalfar - Capítulo 5


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Argentum


Fanfic / Fanfiction Dharky Dopkalfar - Capítulo 5 - Argentum

-Phina, acorda Phina

Ao abrir os olhos Arthur estava bem perto me olhando, quando percebeu que eu estava acordada, ele sorri, seus dentes são perfeitamente alinhados. Me levanto e sorrio para ele. Rapidamente o abraço, ele se afasta, me olha nos olhos, eu sinto meu coração acelerar e vou em direção a sua boca. A sensação era incrivelmente boa. Abro suavemente meu lábios e sinto sua língua invadir minha boca, a sintonia do nosso beijo era impressionante.

Nos afastamos em busca de ar, estavamos ofegantes. Ele me deita lentamente na cama e retira minha blusa, deixando meus seios expostos, então eu retiro sua blusa e arranho levemente suas costas assim que voltamos a nos beijar. Arthur desce lentamente seus beijos pelo meu pescoço. Sem querer solto um gemido baixo ao sentir seus chupões e moridas. Ele interrompe o beijo e me olha com malícia, leva uma de suas mãos até meu peito e aperta suavemente, retirando novamente um gemido de mim, porém um pouco mais alto...

Quando ele finalmente começou a abaixar meu shorts, eu ouvi um barulho alto e estridente... Meu despertador acabará de tocar...

Foi só um sonho... um sonho muito estranho. Será que sentia esse tipo de atração por ele? Ou isso foi só consequências do que aconteceu ontem? Não quero nem pensar nisso por enquanto. Vou tomar um banho na tentativa de tirar esses pensamentos da minha cabeça, infelizmente não ajudou em nada. Quando acabei de me arrumar fui até o quarto de Arthur, bati na porta várias vezes e o chamei, comecei a ficar preocupada por não receber uma resposta, então abri a porta e para minha surpresa, o quarto estava completamente vazio. Talvez ele esteja em alguma outra parte da casa, porém eu procurei ele em todo canto, e não o encontrei... será que... não... ele não iria sair sem me esperar. De qualquer forma eu precisava ir para a faculdade.

Quando cheguei na sala Arthur já estava lá, porém sentado do outro lado da sala. Aquilo quebrou meu coração... como ele poderia dizer que se preocupava tanto comigo e agora fazia uma coisa dessas comigo. Fui para o meu lugar e fingi que ele não existia, quando bateu o sinal da saída eu fiz meu melhor para sair daquela sala rápido, não iria conseguir aguentar olhar para o rosto dele... Uma coisa que eu não suporto é quando me prometem uma coisa e acabam quebrando a promesa.

Estava sentindo meus olhos marejados, precisava me acalmar, não iria conseguir voltar direto pra casa. Olhar para ele novamente seria como uma facada no coração.

Talvez seja melhor eu ir dar uma volta pelo parque. Fui andando depressa até lá, quando cheguei comecei a caminhar para conseguir admirar a paisagem, era tudo muito lindo. As árvores estavam com uma cor incrivelmente viva. Saí da rota principal do parque e fui andando pela grama até encontrar uma árvore de tronco escuro e copa totalmente florida. Me sentei perto das raízes e me encostei no tronco, não pude conter as lágrimas que se formavam em meu olhos, abracei minhas pernas e coloquei a cabeça entre os joelhos, seria bom deixar todas as mágoas saírem. Tentava entender o motivo de Arthur ter agido assim, como Valentin consegue mexer tanto comigo... Devo ter ficado bem uns 10 minutos chorando e me perguntando o porque de tantas coisas estarem acontecendo e mexendo comigo, sempre consegui ser forte... agora estava tudo desabando... acabei adormecendo ali mesmo, fui acordada por algo cheirando meu rosto, quando abri os olhos era um cachorro enorme, ele se parecia muito com um lobo, seu pelo era completamente prateado.

-Olá garoto, você se perdeu? - levei minha mão lentamente ao seu focinho para que ele cheirasse, então lentamente passei a mão por seu pescoço procurando uma coleira, felizmente ele estava usando uma - tudo bem menino, eu vou ajudar a achar seu dono ok? - eu falei calmamente, quando puxei um pouco a coleira pra ler a plaquinha, ouvi uma voz familiar.

-ARGENTUM!! VEM GAROTO!! ARGENTUM - o cão olhava atentamente para o lugar que vinha a voz

-Então seu nome é Argentum? Combina com seu pelo - ri enquanto ele sentava na minha frente e me olhava feliz. Passei a mão em sua cabeça e ele se deitou no meu colo.

-Ei garoto, você me deu um susto sabia? Você sabe que não pode sair correndo desse jeito.

Quando olho para cima, vejo ninguém mais ninguém menos que Valentin segurando uma corrente na mão, aquela visão fez meu coração acelerar, ele estava extremamente sexy.

-Valentin?

-Phina? Nossa é você? O que houve?

-Ah, nada de mais... - corei ao pensar que devo estar toda bagunçada

-Nada de mais? E esse rimel escorrido aqui anh? - Ele se abaixa e segura meu rosto passando suavemente um lenço na maquiagem escorrida

-Ta tudo bem, eu só... acabei tendo uma "briga" - gesticulei - com Arthur

-Certo, quer me contar exatamente o que aconteceu? E o por que das aspas?

-Eu acho que devo ir para casa, já deve estar tarde. E eu não comi nada o dia todo.

-Ah, por favor, vamos lá, eu te levo para casa, mas antes a gente passa em algum lugar pra comer - ele me estendeu a mão

-Tudo bem, você venceu - eu sorri quando peguei sua mão e senti aquela onda de choques percorrer meu corpo.

-Vem garoto - Valentin falou enquanto batia na coxa e prendia a corrente na coleira de Argentum.

Peguei meu material e fui andando ao lado deles, Argentum tem uma postura ameaçadora quando anda, bem diferente de momentos atrás. Ao olhar para Valentin, ele estava relaxado e distraído com a paisagem do parque, eu tentava decorar cada detalhe de seu rosto para tentar desenhar mais tarde.

-Ta tudo bem Phina? - disse ele rindo. Ele percebeu que eu estava o olhando mesmo sem olhar para mim.

-É-é... ta tudo sim.

-Então por que você estava olhando tanto pra mim? - indagou enquanto parava e olhava em meus olhos.

-Eu acabei me distraindo só isso, nada de especial. - tentei mentir mas aquilo soou pareceu forçado

-Tudo bem então, ali está meu carro - ele apontou para o mesmo Porsche em que ele estava na saída da faculdade.

-Mas e o Argentum?

-Bom, ele geralmente gosta de andar por ai, e como minha casa não fica muito longe do parque.

-Ele vai sozinho pra lá? Ele vai saber se cuidar?

-Ele é mais inteligente do que você pode imaginar... digamos que... ele seja como um guardião

-Interessante - sorri. Eu realmente havia gostado do Argentum

-Bem, vamos?

Valentin estende sua mão, eu a seguro enquanto ele abre a porta do carro e me ajuda a entrar. A sensação la dentro era incrível, parecia algo que eu ja vivi antes... Ele entra e eu sorrio olhando para baixo. Ele percebe e solta uma risada leve e descontraída.

Ao ouvir o som do motor do carro eu me sinto tonta e minha visão escurece, fecho os olhos tentando me acalmar e vejo uma cena. Eu e Valentin em frente a um lago, comendo doces, ambos deitados no capo daquele mesmo carro. Abro os olhos e Valentin me olha preocupada. Dou um sorriso fraco e tranquilizo ele dizendo que estava bem. Antes de que pudesse perceber nós já haviamos chego. Era um pequeno bistro, sua fachada dava ao bistro uma toque francês, com flores variando suas cores entre o roxo e o vermelho.

-Chegamos - ele saiu rapidamente do carro e abriu a porta me estendendo a mão. - espero que goste daqui.

-Aqui parece ser um lugar bem legal - sorrio e seguro sua mão.

Ao entrarmos no bistro, pude sentir o delicioso cheiro de comida. Valentin passou o braço pela minha cintura e me guiou até uma mesa perto da janela. Puxou a cadeira e eu me sentei. O cavalheirismo dele me impressiona cada dia mais. Uma moça ruiva de cabelos presos aparece e nós entrega o cardápio.

-Hum... o frango daqui é uma delicia... talvez você deva experimentar - ele me olha por cima do cardápio. - Chris, eu vou querer um frango mesmo. E um suco de morango, por favor. E você Phina? O que vai querer?

-Bom... pode ser o mesmo... confio em você - sorri e devolvi o cardápio.

-Fico feliz por saber disso. Então... que tal me contar o que houve?

-Tudo bem... - suspiro e me preparo para falar - bom... resumindo bem resumidamente... eu ontem quase beijei o Arthur e hoje eles simplesmente sumiu, me ignorou o dia todo... e como esses dias minha cabeça anda meio confusa, eu decidi ir dar uma volto no parque...

-Entendi... sabe 'bela dama' eu tenho quase certeza que ele gostar muito de você... - ele bebe o suco que acabou de chegar.

-Sim... eu percebi isso... - suspiro

-Hey, calma, você pode contar comigo - ele sorri e acaricia minha mão

-Muito obrigada Valentin - finalmente a comida chega, ela parece deliciosa - isso parece estar muito bom... Valentin?

-Hum?

-Posso te fazer uma pergunta?

-Claro Phina

-Por qual motivo você veio pra cá? - ele pigarreia, parece tenso com a pergunta - tudo bem se não quiser contar

-Não se preocupe, eu te conto... Bom... basicamente, a uns anos atrás eu perdi uma pessoa, uma garota, muito importante pra mim, eu fiquei realmente muito mal com tudo isso, mas depois de mais ou menos um ano, eu sou que ela estava viva, dei o meu melhor pra saber onde ela se escondeu. E bem... eu descobri... ela veio pra cá e estuda lá na faculdade. Então eu pedi ao tutor que fizessem eu ser contratado. - ele me olha no fundo dos olhos e sorri triste - Infelizmente... ela perdeu a memória... então não se lembra nem de mim, nem da nossa antiga vida e nem do Reino, que era a coisa mais preciosa dela... nós éramos príncipes sabe? Um tempo depois que ela foi embora, eu fui obrigado a assumir o reino, eles queriam que eu me casasse, mas eu não queria... então consegui assumir o reino sozinho... Mas eu quero ela de volta, ela é a pessoa mais importante pra mim, eu quero que ela se torne Rainha ao meu lado.

-Wow, isso é realmente... uma história bem... complexa... qual o nome dela? Talvez eu possa te ajudar - sorrio

-Seu nome... seu nome é Dharky... Dharky Dopkalfar. - ao ouvir esse nome, eu sinto uma vertigem muito grande, fecho os olhos e vejo flashs de várias pessoas diferentes falando esse nome... - Phina? Ta tudo bem?

-Ta sim... eu to me senti um pouco tonta - tento sorrir e ele aperta minha mão suavemente

-Bebe um pouco de suco e come um pouco, pode ser fome - ele sorri mas mantém um olhar preocupado

-Tudo bem - sorrio

Aquele frango realmente estava uma delícia, esse garoto tem um ótimo bom gosto... Ao acabarmos de comer nós voltamos ao carro dele, mas me surge uma dúvida.

-Anh, Valentin?

-Hum? - ele me olha.

-E a conta? - ao ouvir isso Valentin ri suavemente.

-Não se preocupe 'bela dama', ela cai direto na fatura do cartão. E bem... eu te chamei para almoçar comigo... então... porque não pagar - ele dá de ombros e sorri ligando o carro.

-Ah... mas mesmo assim não acho justo... - falo bem baixinho

-Você nunca achou - penso ter ouvido Valentin responder.

-O que você disse? - analiso suas feições em busca de saber se havia mesmo ouvido aquilo.

-Nada não bela dama. Eu vou te levar até em casa, só preciso do endereço.

Passo o endereço para ele e nós seguimos até lá. A viagem foi toda em silêncio, exceto pelo som do carro que tocava na rádio local.

-Chegamos Bela Da...

-Por que você sempre me chama assim? - o interrompi no meio da frase.

-Bem... digamos que seja apenas um costuma meu. - ele sorriu exibindo seus belos dentes.

-Certo... desculpe te interromper. - dou de ombros.

-Bem... nós chegamos. Vamos que eu te acompanho até a porta.

Valentin sai do carro, abre a porta do passageiro e me estende a mão, seguro sua mão e sou puxada suavemente para fora do carro. Eu estava perigosamente perto dele, seu cheiro era familiar, mesmo sendo tão diferente de qualquer aroma que eu já senti. A vontade de abraço-lo era incontrolável. Quando não conseguia mais controlar essa vontade, ele se afasta e vai até o porta malas buscar minha mochila. Valentin me guia delicadamente até a porta de entrada da casa.

-Suas chaves estão ai?

-Hum - tateio os bolsos buscando a chave - aqui, achei.

Abro a porta, pego meu material e deixo ao lado da porta. Me viro para Valentin

-Muito obrigada por ter me trazido - sorria alegremente por lembrar do tempo que passamos juntos.

-Por nada 'Bela Dama'. Sempre que precisar de ajuda, pode contar comigo. Bem, agora eu tenho que ir. Até mais. - ele segura meu queixo e beija o canto da minha boca, ao se afastar seu sorriso era malicioso e encatador.

-Até mais Valentin. - sinto meu rosto corar mas sorrio por ter sentido sua boca tão perto.

Ele volta até o carro, acena em despedida e vai embora. Eu entro em casa, me apoio na porta sorrindo por alguns instantes. Me viro e vou até a cozinha, encontro um bilhete preso na geladeira.

  Fui até a floresta. Talvez eu não volte tão cedo hoje. - Arthur

Estranho... Arthur não tinha o costume de sair por ai assim... talvez ele apenas queira esfriar a cabeça. Vou ao meu quarto e me jogo na cama lembrando daqueles momentos incríveis... mas também me lembro da visão daquelas pessoas olhando para mim e me chamando em vários momentos. Adormeço pensando e fantasiando sobre o que tudo aquilo significaria.



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