História Dia de Los Muertos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas
Personagens Personagens Originais
Tags Dia De Los Muertos, Dia Dos Mortos, Mexicana, Terror
Visualizações 2
Palavras 1.714
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 2 - Primeira Noite


Fanfic / Fanfiction Dia de Los Muertos - Capítulo 2 - Primeira Noite

- Está tudo bem, vou pra cama mais cedo hoje, vou fechar meus olhos, vou dormir e nada vai acontecer. O que aconteceu ontem foi somente um sonho e nada mais que isso. - Eu dizia com um tom um pouco desesperado enquanto apagava a luz de cada comodo em que eu passava. Finalmente eu chego na escada e então subo para o segundo andar, ao chegar no final da escada, olho fixamente lá pra baixo com a mão no interruptor, quando eu apago a luz vejo em meio a escuridão a forma da mesma mulher, ou melhor, da mesma fantasma que veio até minha casa ontem. Me viro rapidamente, sigo pelo corredor até meu quarto enquanto repetia para mim mesmo. - Foi só um sonho, foi só um sonho, foi só um sonho… - Apago a luz do corredor, entro no quarto, vou ate minha cama, me deito e então apago a luz do quarto pelo interruptor que fica do lado da minha cama.

- Agora é só dormir…

22:35…

23:00

23:57

- Droga!!! Porque eu não consigo dormir? - Olho para o relógio e no mesmo momento o ponteiro se move indicando então a meia noite.

- Querido, quer que eu te responda por que você não consegue dormir? - Com um movimento rápido me viro para a porta e vejo aquela mulher olhando fixamente para mim, levo minha mão até o interruptor acendendo a luz e agora podendo ver melhor o rosto dela.

- O que você vai fazer comigo? - Engulo seco logo depois do que disse.

- Eu vou explicar por que você não conseguiu dormir, na verdade é bem simples. - Ela diz enquanto se aproxima devagar de mim. - Eu como já devo ter dito umas três vezes sou a rainha do dia dos mortos, ontem, no dia dos mortos eu escolhi você para ser a vitimas dessa vez dos dez dias, então nesses dez dias você só ira dormir quando eu deixar. - Ela finalmente chega até mim, leva o seu dedo indicador até meu rosto e o acaricia do canto dos meu olho e desce até meu pescoço.

- Vamos até a sala. É melhor você vir, ou eu terei que vir te buscar. - Ela diz e começa a sumir devagar na frente dos meus olhos.

Calça logo meus chinelos e vou andando rapidamente até a escada, desço a mesma e ao chegar na sala vejo ela em pé me esperando do lado da minha poltrona, me a próximo devagar completamente em silencio e me sento na poltrona que estava virada para a lareira.

- Huum… Assim não esta bom… - Ela diz e então ouço ela estalar o dedo, minha poltrona então da um giro me deixando de frente para o meio da sala. Ouço mais um instalo e então meu tapete some.

- Assim está melhor. - Olho para ela e vejo o sorriso em seu rosto. Eu simplesmente não sabia o que esperar naquele momento, até agora ela não me disse o que iria fazer comigo, somente disse que eu irei sofrer, mas existe varias formas de fazer uma pessoa sofrer. A cada minuto que passa aumentam os pensamentos na minha cabeça.

- Acalme-se querido… - Ela diz e então começa a fazer um movimento com sua mão, olho para o chão onde estava o tapete e vejo que algo como um  buraco negro se abre no chão, ele vai crescendo devagar até que para completamente.

- Você está olhando para nossa tv para está noite. - Ouço o que ela diz mas não consigo entender como aquilo iria ser uma tv e nem pra que serviria.

- Eu… Eu não entendo. - Disse com a voz trêmula com meu olhar fixado no que está há minha frente.

- Agora você vai entender. - Ela diz e com um movimento rápido de sua mão vejo a imagem da minha familia, todos juntos sentados a mesa conversando enquanto jantam.

- O… O que é isso? - Eu disse sem entender o que estava acontecendo.

- Você ficou tão preocupado com o que aconteceria com você essa noite que esqueceu completamente do jantar em familia. - Ouço o que ela diz e uma lagrima escorre por meu rosto. Eu não fui em nenhum dos últimos jantares em família, esse era a última chance que eu tinha de me reaproximar da minha família.

- Não fique assim querido, olha como eles estão felizes, eles nem se quer sentem sua falta. - Eu ouvia atentamente o que a mulher ao meu lado dizia e aquilo doeu no fundo do meu peito. Olho para o relógio praticamente rezando para que já estivesse acabando a noite, mas infelizmente ainda eram 1:45 fã madrugada.

- Por favor, pare com isso, não precisa me mostrar que minha família agora deve me odiar. - Disse colocando as mãos sobre os olhos, não aguentaria ver aquilo por muito mais tempo, por culpa minha agora minha família talvez nem ligue mais para mim.

- Nada disso… - Ela disse e com um estalo de seu dedo meus braços foram para os braços da poltrona onde são amarrados. - Acha que vai ser assim tão fácil? Nós ainda nem começamos. - Simplesmente me calo com aquilo, sabia que não adiantaria eu implorar para que ela parasse.

- Vamos aprofundar um pouco mais nesse jantar, nem todos estão sentados na mesa. - Uma neblina cobre o chão e quando se desfaz agora vejo a imagem dos meus dois irmãos na cozinha.

- Vamos colocar um som na nossa "tv", afinal sem som não tem graça. - Logo posso ouvir a conversa dos dois, no começo estava tudo normal, os dois conversando sobre suas esposas e sua vida, falando sobre suas conquistas coisas assim. Quando menos espero ouço eles começarem a falar de mim. Eu não via um modo da Valquíria me torturar com a conversa dos meus irmãos, eles são os que mais me apóiam em tudo.

- Querido, deixe seus pensamentos de lado e preste atenção no que eles estão falando… - Ela diz e então ouço atentamente a conversa dos dois.

- "Nosso irmão não veio de novo né?"

- "Não, ele nos deixou na mão de novo."

- "Eu realmente achei que ele viria desta vez, mas acho que foi bom ele não ter vindo."

- "Mas porque você acha isso?"

- "Ah sabe, ele é sempre tão rabugento, só reclama, quando ele participava das nossas festas ele sempre acabava com a graça e deixava alguém triste."

- "Entendo e concordo com você, eu sempre disse a ele que eu o apoiava, mas nunca fui sincero."

- "Eu também já menti muitas vezes para ele, mas só para não magoa-lo, na verdade ele é tão ruim que talvez nem se magoe com nada."

- Não!!! Chega por favor, tire isso da minha frente, não aguento mais. - Eu disse segurando para que não chorasse mais nem uma gota.

- Já chega mesmo, isso está parecendo um filme. - Ouço ela dizer e logo a imagem no chão desapareceu, o chão voltou ao normal e ela foi andando até que parou na minha frente.

- Hora de fazer ele pagar pelo que disse de você… - Ela diz segurando em meu queixo e me fazendo olhar em seus olhos.

- Como assim? Não quero que ele pague nada, afinal ele está certo. - Eu disse e puxei meu rosto o tirando de sua mão.

- Ah vamos, assim não iria ter graça. - Ela diz levando a mão até meu ouvido, ouço o estalo de seus dedos bem perto do mesmo e quando ela sai da minha frente vejo meu irmão, pendurado pelo pescoço em uma corda no meio da minha sala.

Finalmente meus braços são soltos da poltrona, eu me levanto rapidamente e vou correndo até meu irmão, mais um estalo dos dedos dela e a corda é solta fazendo com que o corpo do meu irmão caia sem vida no chão. Me ajoelho perto do corpo dele e seguro em sua mão.

- Me desculpe meu irmão… - Eu disse e algumas lagrimas começaram a correr por meu rosto. - Tudo que você disse é verdade, sou uma péssima pessoa, estrago todas as nossas festas em familia, não ajudo ninguém se eu não for ganhar nada com isso e alem de tudo, ainda odeio crianças. - Digo segurando sua mão e com a outra mão acaricio seu rosto. Então o corpo começa a virar pó diante dos meus olhos e simplesmente sai voando pelo ar, indo em direção a janela e então sumindo de vista.

- Sabe qual a melhor parte disso tudo? - Disse Valquíria sorrindo enquanto me vê ajoelhado no chão. - A melhor parte é que… A melhor parte é que havia um modo de você evitar o que eu fiz hoje, bastava você ter ido a esse jantar e essa primeira noite de dor não iria ter acontecido, se você tivesse ido a esse jantar eu não iria te incomodar hoje. - Eu ouvia o que ela disse e um ódio crescia dentro de mim.

- E por que você não me disse isso ontem? - Eu disse sem forças para me levantar do chão.

- É bem simples, eu não queria perder minha vítima, se eu te dissesse iria ser fácil demais para você se safar. - Suas palavras ao mesmo tempo que me fazia sentir raiva me deixava ainda mais destruído.

- Mas vou ser gentil com você, ainda tenho mais nove noites para te fazer sofrer, mas você pode evitar cada noite dessas. - Ela vem andando devagar ate mim e se agacha aproximando sua boca do meu ouvido. - Você só precisa fazer a coisa certa durante o dia. - Sua voz bem no meu ouvido me faz arrepiar.

- Mas… - Quando me viro ela já não está mais do meu lado, olho para a janela e o sol já está nascendo.

Me deito ali mesmo no chão, olhando para o teto, não consegui conter minhas lagrimas. Naquele momento toda minha familia deve estar preocupada com meu irmão que acaba de morrer na minha frente, eu nem mesmo terei coragem de ir até eles para contar o que aconteceu ou pedir desculpa, afinal esse sou eu, um completo covarde. Mesmo a rainha do Dia dos Mortos tendo me dado a solução, eu duvido conseguir fazer o que é certo em cada um desses nove dias, eu nem sei o que é certo.

5:59…

6:00 Horas…



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