História Diabolik Lovers: The New Brides - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Beatrix, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori
Tags Aimee, Ayame, Ayato Sakamaki, Kanato Sakamaki, Katherine, Laito Sakamaki, Novas Noivas, Reiji Sakamaki, Romance Colegial, Rosemary, Seis Noivas, Shuu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Yui Morta, Zoey
Exibições 279
Palavras 17.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yoo!

Desculpem a demorar para postar, estou com muitos probleminhas aí (tais como bloqueio criativo, divorcio dos pais, doenças na família, recuperação e depressão)
Mas irei postar sempre assim que possível!

Irei fazer um "mini-quadro" em todos os capítulos, serão curiosidades sobre Diabolik Lovers e sobre a Fanfic, irei postar três curiosidades aqui nas "Notas da Autora" em todos oc caps.

Então aí vai a primeira ^^


***Curiosidades***

-Reiji sabe os pratos preferidos de todos os Irmãos, menos de Subaru, pois o mesmo não possui um prato preferido. (Anime/Manga/Jogo)

-Criei Ayame com o proposito de ser a Noiva de Kanato, mas depois mudei de ideia. (Fanfic)

-Aimée tem a personalidade e o jeito de ser parecido com Brooke, da série Scream. (Fanfic).

Capítulo 13 - Chapter Twelve


Ayame dormia profundamente até que sentiu algo quente envolver seu corpo, sentia uma paz e uma calma invadirem sua alma, era uma sensação muito boa, e, aos poucos foi despertando e abrindo os olhos lentamente. Sentou-se e esfregou os olhos dando um pequeno bocejo.

 

- Ohayo, Reiji-Sama — Ela murmurou olhando para o lado, mas percebeu que não havia ninguém ali, na verdade… Ela não via mais a cama.

 

Foi então que ela acordou de verdade, não estava em seu quarto, não sabia onde estava pois nunca viu nada como aquilo.

Ela estava em cima de uma espécie de altar feito de mármore cinza e havia algumas flores vermelhas e violetas espalhadas pelo local. O chão era de uma grama verde e limpa com um círculo de pedra em torno do altar, o local era fechado por uma cortina de folhas que escorriam até o chão — que até então Ayame pensava ser uma parede.

 

- Mas... O quê…? — Ayame estava confusa, não sabia onde estava e nem quem havia a levado até lá.

 

Resolveu descer e procurar alguém.
Ao encostar o pé descalço no chão sentiu um pequeno choque percorrer seu corpo, mas resolveu ignorar. Foi andando em passos lentos, leves e curtos, até a cortina de folhas verdes e ao chegar lá esticou lentamente a mão para tocar a mesma, porém estava receosa sobre o que aconteceria se encostasse no que parecia ser uma parede, mas devia ver afinal não poderia ficar trancada naquele “quarto”. Ao colocar a mão nas folhas, sua mão atravessou elas e Ayame cambaleou para frente sendo pega de surpresa e com isso saindo de lá.
Quando levantara a cabeça chegou a perder o fôlego.

Tudo que via a sua volta era lindo: o céu era azul-escuro cheio de estrelas e constelações, o chão a sua volta era feito de grama verde-escura, haviam árvores médias com maçãs bem vermelhas que pareciam ser suculentas também havia ali um lago lago com água cristalina, onde, mais ao canto onde um cervo tomava água. Coelhos pulavam pelo local, corujas estavam em galhos das árvores, flores de cores escuras estavam espalhadas pela vegetação, e, perto do riacho uma mulher estava sentada em uma pedra enquanto acariciava um coelho em seu colo.

 

-Ei, você, senhora... — Ayame a chamou enquanto corria até ela. Parou em frente da mulher que não havia desviado o olhar do coelho branco que estava em seu colo. Ayame a encarou ofegante com as mãos nos joelhos — P-Poderia me dizer onde estou por gentileza?

 

-Estávamos esperando por você, Ayame — A Mulher disse serenamente levantando a cabeça para fitá-la.

 

Ela tinha 1,75 de altura, a pele era bem clara como a de Ayame, os cabelos eram longos e ondulados na cor castanha, olhos de um azul-cristalino lindo que lhe lembrava as águas do lago, e os mesmos eram realçados e puxados por cílios finos e curvados. Seu corpo era magro e cheio de curvas, tinha os seios médios e redondos, cintura fina, quadril médio, coxas grossas, glúteos medianos.

Vestia uma túnica azul-celeste com detalhes brancos que deixava seus ombros expostos. Ela calçava uma rasteirinha gladiadora dourada que cobria sua panturrilha, tinha um colar de cordões marrons-claros enrolando uma pedra da lua azul no pescoço.

Não havia nenhum traço de maquiagem no rosto, ela era linda naturalmente.

 

-P-Por mim? — Ayame perguntou confusa e desnorteada — Quem estava esperando por mim?

 

A mulher riu docemente fechando os olhos de leve.

 

-Não se preocupe querida, tudo será explicado em breve — Ela disse meigamente enquanto se levantava da pedra e colocava o coelho no chão gentilmente. Foi andando até a menina onde pegou em seu rosto com as duas mãos — Notarás que coisas estranhas acontecerão em seu corpo e alma, mas não se preocupe, é tudo por um bem maior.  

 

-M-Mas eu... —A Menina tentou falar algo, mas estava confusa e assustada demais

 

-Shhh — A Morena pousou um dedo sob os lábios dela fazendo ela se calar — Contamos com você, Ayame — Ela depositou um beijo na testa da menina fazendo ela fechar os olhos com força.

 

-Espere! — Ayame disse em um tom desesperado, abrindo os olhos de novo e esticando o braço; no entanto, ao abrir os olhos percebeu que não estava mais no lugar lindo e natural, e sim no quarto do resort.

 

Ela se sentou na cama ainda desnorteada. Pensava se havia sido um sonho, mas foi tudo tão… Real. Olhou no quarto em volta, estava tudo escuro e a única coisa que iluminava o local era o céu em um azul levemente escuro, ainda com a lua brilhando. A chuva havia diminuído bastante se tornando apenas uma fina garoa. Sentia o coração bater rápido, as palavras da mulher não saiam de sua cabeça.

 

- “Contamos com você”... O que ela quis dizer com isso? — Pensou confusa e logo balançou a cabeça — Foi apenas um sonho Ayame, um sonho bem real e louco — Suspirou pesadamente e olhou para o lado vendo Reiji dormindo serenamente, deu um fraco sorriso ao vê-lo ali com ela. — Reiji-Kun…

 

A Menor sentiu os olhos pesarem de novo e se deitou ao lado do Moreno, foi chegando mais perto e se aconchegou no peito dele. Fechou os olhos e adormeceu novamente.

 

(***) - (...)

 

Zoey acordou com os primeiros raios de sol — como sempre —, tentou se mexer mas não conseguiu, só então foi notar que dois braços abraçavam a cintura dela.

 

-H-Hmm — Ela gemeu sonolenta e olhou por cima do ombro vendo um certo loiro dormindo atrás de si — Shu — O chamou, mas ele não acordou — Shu acorde — Tentou sair empurrando o braço dele para baixo, mas ele apenas a abraçou com mais força a trazendo para mais perto de si — S-Shu, me deixe sair.

 

-Nova regra, você só acorda quando eu acordo — Ele disse com a voz rouca pelo sono, sem abrir os olhos, e ela bufou.

 

-Mas você nunca acorda! — Ela exclamou revirando os olhos.

 

-Então você também nunca irá acordar.

 

-Ahh não — Falou manhosa tentando sair da cama — Minha vida é curta, eu quero aproveitá-la ao máximo.

 

-Shhh, fique quieta e durma mais.

 

(***) - (...)

 

Subaru dormia de costas para Rosemary e a distância entre os dois na cama era grande, quase cinco palmos de distância um do outro.
Tudo permanecia em silêncio até Rosemary se mexer ainda dormindo e se aproximar de Subaru, o abraçando por trás e enterrando o rosto em suas costas.
O albino acordou de imediato e corou ao sentir os braços finos dela em sua cintura e as mãos pequenas e macias em sua barriga, abraçando-o com vontade.

 

-R-Rosemary… — Tentou afastá-la de leve, mas acabou por parar ao sentir as mãos dela apertaram sua blusa branca.

 

-Subaru-Kun… — Murmurou ainda dormindo enquanto passava a ponta do nariz levemente pelas costas dele. Ele franziu as sobrancelhas e virou o rosto para frente de novo, suspirou e relaxou os músculos do corpo deixando ela o abraçar.

 

Ninguém nunca havia se aproximado dele daquela maneira e ele sequer gostava quando tentavam, mas com ela era diferente. O albino gostava dos toques gentis que a garota dava à ele e com aquele abraço, se sentiu vivo e quente. Somente Rosemary fazia ele se sentir assim: só com um sorriso dela,  já ganhava o dia e a presença quente da mesma o acalmava.

Ele fechou os olhos e caiu no sono, só que dessa vez um sono calmo e tranquilo.

 

(***) - (...)

 

Horas se passaram e logo a hora do almoço chegou.
Todos já haviam despertado e estavam prontos e animados para o último dia na Califórnia, digo, as meninas pelo menos. Elas haviam se vestido e colocado as roupas de banho por debaixo das roupas normais.
O dia havia esquentado e a chuva havia parado.

 

-Ayame, irei descer para comer lá em baixo, você vem? — Reiji perguntou sem muito ânimo enquanto terminava de arrumar as mangas da camisa branca de botões.

 

-A-Ah, sim, irei também — Ela disse lá do banheiro enquanto terminava de arrumar os cabelos nas duas marias-chiquinhas. Colocou a escova em cima da pia e foi andando até Reiji que a esperava em frente à porta de saída do quarto — Vamos?

 

Ela vestia uma blusa de mangas curtas verde-limão e que era estampada com um desenho de uma melancia na frente. Uma saia jeans clara e uma sapatilha fechada rosa-clara.

Usava apenas um gloss rosado com sabor e cheiro de melancia.

Reiji odiava os glosses que a Menina usava, eles sempre tinham um cheiro doce de alguma fruta ou doce que deixavam os lábios da Garota mais tentadores ainda.

 

-Estou pronta — Ela disse com seu jeito encabulado e meigo de sempre. Normalmente ficava envergonhada quando estava com Reiji, talvez fosse o jeito intimidador, sério e superior que ele tinha ou talvez fosse algo muito mais complexo e até mesmo idiota ao ver de seres como ele.

 

(***)

 

-Quer comer algo Subaru? — Rosemary perguntou parando na porta que ligava a sala com o quarto e encarando o Albino que agora procurava algo de bom para ver na tv.

 

-Não — Se limitou a dizer sem nem ao menos olhar na cara dela,  a mesma apenas suspirou. Ele estava a ignorando desde que acordaram pela manhã.

 

-Tá — Ela disse calçando o tênis e indo em direção a porta.

 

Ela usava uma regata larga branca que ia até o começo das suas coxas com a frase “Just love” escrita em letra formal com as cores do arco-íris fazendo um degradê, uma calça jeans clara rasgada nos joelhos e um tênis cano alto rosa-claro com cadarços azuis, tinha um bracelete dourado no pulso esquerdo e brincos de argolas medianos nos orelhas.

Havia passado apenas um rímel e um gloss incolor nos lábios e um delineador nos olhos.

Tinha os cabelos soltos com uma touca verde-água clara na cabeça.

Rosemary deu os ombros e saiu do quarto.

 

(***) - (...)

 

O barulho de várias pessoas falando ao mesmo tempo em um local fechado podia ser até estressante...em alguns casos.

 

Rosemary foi andando em passos apressados até a mesa que Zoey e Shu estavam sentados, a Loira tinha uma expressão irritada no rosto que não foi passou despercebido pela Ruiva.

 

-Posso me sentar? - Rose perguntou levemente irritada, Zoey olhou para Shu que tinha a cabeça apoiada na mão enquanto escutava música de olhos fechados, ela suspirou e olhou para a Loira com um ar entediado.

 

-Pode, é claro. - Disse revirando os olhos - Se alguém se sentasse aqui do meu lado, me desse uma cantada e uma bebida com droga que me faria dormir e depois me sequestra-se, um certo alguém nem veria nada.

 

Rosemary deu uma risada abafada enquanto abaixava a cabeça e logo Zoey sorriu de canto achando graça também.

 

Zoey usava uma blusa curta e larga preta com o desenho de um apanhador de sonhos branco, a blusa deixava sua barriga a mostra e uma calça jeans boyfriend escura e com leves rasgos de cós baixo, um all-star preto com detalhes brancos de cano baixo.

Usava os cabelos presos no penteado favorito - Rabo de cavalo-lateral alto.

Tinha um batom líquido rosa nos lábios e a parte de baixo dos olhos contornados de preto.

 

-Um certo alguém provavelmente me mandaria parar de gritar e deixaria eu ser levada bem de boas. - A Loira riu mas ainda irritada.

 

(***)

 

Ayame e Reiji estavam sentados a uma mesa esperando a comida chegar, o clima estava levemente tenso entre eles, ela brincava com o guardanapo de pano entre os dedos e ele olhava para algum ponto cego durante minutos e verificava o relógio de três em três minutos, um casal de homens sérios fizeram um sinal para Reiji.

 

-Já voltarei. - Ele disse já se levantando e saindo da mesa em direção aos homens.

 

Ayame suspirou largando o guardanapo em cima da mesa e apoiando o cotovelo em cima da mesma, tinha uma expressão pensativa e um semblante triste.

 

-Não lhe ensinaram que é falta de modos por o cotovelo em cima da mesa? - Uma voz feminina com um ar imponente e superior perguntou fazendo ela olhar para cima assustada.

 

-“É a Moça Loira, será que ela é a tal Ellen?” - Ayame pensou um pouco nervosa e envergonhada - M-Me desculpe. - A Mulher bufou revirando os olhos enquanto inclinava a cabeça levemente para cima.

 

-Só sabes pedir desculpas? desculpas não resolvem tudo.

 

-Sim mas..

 

Ayame tentava falar algo enquanto via a mulher se sentar na cadeira a sua frente.

 

Ela usava uma camisa social larguinha, branca de botões, por dentro de uma saia florida em cores monocromáticas de tecido leve, ia até mais da metade de sua coxa com um laço preto na cintura, usava colares dourados e anéis, tinha um salto alto agulha na cor azul-turquesa e uma bolsa da mesma cor que o salto pendurada no braço.

 

-Onde está Reiji? poderia me dizer? - Perguntou com um falso sorriso.

 

-A-Ah o Reiji-Sama saiu sem me dizer para onde ia. - A Morena respondeu ainda envergonhada e intimidada.

 

-Hm, então não lhe falou onde ia? interessante. - A Loira disse assentindo de leve com a cabeça. - Então fale a ele que ontem eu me diverti muito com ele, seja no poker e seja em um lugar mais íntimo. - Sorriu de forma venenosa e maliciosa. - E que eu adoraria repetir a dose - Retirou uma gravata escura da bolsa e entregou a Ayame que escutava tudo corada e boquiaberta - Ele deixou isso no meu quarto - ‘Amansou’ mais a voz - Entregue a ele.  

 

-“Então ele saiu mesmo com ela?...” - Ayame pensou entristecida e decepcionada, queria chorar ali mesmo, mas seria estranho se fizesse, apenas pegou a gravata com delicadeza e a apertou com os punhos fechados, o sorriso de Ellen se alargou ao ver ela cabisbaixa.

 

-Ah e diga também.. - Ela começou a falar com um semblante mais animada e um sorriso venenoso maior, mas foi impedida por Ayame que levantou a cabeça a encarando de forma séria.

 

-Me desculpe ser tão rude, mas se tens algo a falar para ele por que não diz PRA ele? - Ayame perguntou séria e fria, Ellen arregalou levemente os olhos com a mudança da Menina, ela passou do doce pro salgado, ou melhor, do doce pro amargo. - Se você tem qualquer coisa a tratar com o Senhor Reiji, trate com ele!

 

Ellen respirou fundo pela boca trancando o ar nos pulmões por alguns segundos, estava com raiva pelo modo que a Menor a tratou e certamente não deixaria passar em branco, ela franziu as sobrancelhas e olhou para Ayame como se fosse mata-la ali mesmo, mas não um olhar intimidador como o de Reiji, um olhar de “Vou lhe torturar lentamente para você ter a pior e mais dolorosa morte”, era mais um olhar de um leão quando vai atacar um pobre veado, ou de uma mulher enciumada olhando para o ex-namorado com outra em um restaurante chique, um típico olhar feminino que esbanjava perigo e competição.


 

-Escuta aqui sua pirralha.. - Ela começou a falar em tom desaforado.

 

-Posso saber o que está havendo aqui? - Reiji perguntou sério e frio, a postura de sempre e típica dele, parado em frente as duas com os braços cruzados.

 

-Não sei, pergunte a ela. - Ayame disse séria em tom arrogante, o que surpreendeu e muito Reiji, nunca havia a visto assim, ela havia chego na mansão a quase um mês e tudo que Reiji via nela era doçura, meiguice, timidez, Inocência, curiosidade e tristeza, mas nada comparado ao jeito frio, sério e arrogante que ela estava agora, parecia na defensiva - Se me dão licença.. - Ela disse em um falso tom mais calmo com uma pitada de sarcasmo enquanto se levantava lentamente da mesa - Irei me retirar.

 

-Não comeste nada ainda, irá se sentir fraca depois. - Alertou Reiji mais em tom de desafio mesmo, como se dissesse que se ela saísse iria passar fome depois já que ele não daria comida a ela, o que era uma completa mentira.

 

Ayame deu um sorriso fraco enquanto o olhava com os olhos azuis-violeta que esbanjaram decepção.

 

-Não me importo. - Disse antes de começar a caminhar até a saída do local, sumindo da vista deles.

 

Assim que ela saiu Reiji olhou para Ellen de forma fria.

 

-O que disse a ela? - Perguntou cruzando os braços, seus olhos não transmitiam sentimento algum.


 

Ellen deu os ombros pegando uma taça de vinho que o garçom coloca para ela agora enquanto enchia a taça com o líquido bordo.

 

-Nada demais, apenas pedi para ela lhe dizer como a nossa noite foi ótima ontem. - Bebeu o líquido sem pressa.

 

(***)

 

-Aquela que saiu às pressas era a Ayame? - Marry perguntou confusa e curiosa enquanto olhava para a porta onde a Morena havia saído.

 

-Não deveria se meter tanto na vida dos outros. - Kanato disse em tom um pouco infantil e emburrado

 

-E você tem que parar de se meter tanto na minha vida.  - Rebateu em um tom incrivelmente baixo.

 

-O que disse?

 

-Nada.

 

(***) - (...)

 

O tempo passou devagar, todos já haviam almoçado - menos Ayame, Subaru comeu no quarto. - e agora voltavam para seus quartos.

 

-Ei gente. - Aimée chamou o grupo dos trigêmeos e Shu com as garotas. - Eu e Laito iremos a praia depois, alguém quer vir conosco?

 

As meninas toparam rapidamente e Ayato logo em seguida, menos Kanato e Shu.


 

-Eu vou ligar para a Ayame para saber se ela vai querer ir também. - Marry disse com um sorriso discreto e animado nos lábios.

 

(***) - Ayame Pov.


 

Por que saí tão apressada de lá? por que me senti tão braba? não sei, são perguntas que rodeiam minha cabeça e nem eu mesma sei responder, a única coisa que sei é que não quero ficar mais nenhum segundo neste quarto nem quero ver Reiji na minha frente agora, estou nervosa e brava com algo, e sei que tem relação com ele, pois só de pensar nele...e nela...eu me sinto mal, o  interfone do quarto tocou e como eu estava por perto atendi rapidamente.

 

(...)

 

no final das contas era apenas Marry me convidando para ir a praia, aceitei a proposta vendo que era a oportunidade perfeita de escapar.

 

Assim que pus o telefone no gancho a porta se abriu me dando um susto, era Reiji e ele tinha um semblante sério porém seus olhos bordos revelavam uma leve preocupação, ele passou por mim sem nem me olhar direito, então acho que é loucura minha mesmo.

 

Fui ao banheiro, passei mais uma camada de gloss e arrumei meu cabelo, fui andando em passos apressados até a porta de saída mas fui impedida ao sentir meu pulso ser segurado com força e meu corpo jogado na parede, Reiji havia me jogado de costas na parede e segurava meus dois pulsos acima da minha cabeça me prendendo ali.

 

-Onde pensa que vai? - Perguntou irritado em tom possessivo.

 

-Não lhe devo satisfações Reiji! - Falei irritada também me debatendo para sair de lá, acho que não tenho mais consciência do valor da minha vida nessa hora.

 

Acho que essa foi a primeira vez que eu o respondi dessa maneira, porém acho que no estado que estou é impossível bancar a ‘fofa’, estou com muita, MUITA raiva agora, mas não sei do que, e isso me deixa mais irritada.

 

-Como é? - Ele apertou mais meu pulso, sua cara era de poucos amigos e aproximou mais seu rosto de mim - Sou seu dono, você deve me obedecer, ou eu devo lhe mostrar seu devido lugar? - Eu estou com medo dele, assim como no primeiro dia de aula quando ele me prendeu na sala de aula e tomou meu sangue pela primeira vez, Reiji é assustador quando está em seu modo ‘possessivo’.

 

-Hm… - Tranquei um gemido de dor que insistia em sair pela minha garganta. - N-Não sou um animal para você ser meu dono, não me trate como uma cadela de estimação ou como as cadelas que você divide a cama.

 

Ele arregalou os olhos me olhando incrédulo, sim até eu estava incrédula com minhas próprias palavras.

 

-Você não me deu satisfações quando fez..coisas com Ellen, porque eu te diria para onde eu vou? - Perguntei sarcástica puxando meu pulso e me soltando das mãos dele.

 

De onde eu tirei essa força?

 

Me afastei dele e fui em passos rápidos até a porta saindo pela mesma.

 

(...)

 

Um bom tempo depois estávamos na praia, Aimée, Marry, Rosemary, Katherine e Zoey estavam comigo, Subaru não quis vir e nem Kanato, apenas Shu, Laito e Ayato.

 

A praia estava com algumas pessoas, nem muito lotada nem muito deserta, o clima era bem quente e o mar parecia ter uma água gelada e tinha várias ondas - as mais altas estavam mais ao fundo onde surfistas surfavam e faziam manobras legais e divertidas. - Algumas crianças corriam de lá para cá, algumas mulheres e idosos tomavam sol e homens e adolescentes estavam na água ou jogando vôlei e frescobol, a praia era realmente linda e o clima contagiante do verão me fazia aos poucos ir esquecendo da angústia e amargura que eu tinha no peito.

 

Aos poucos eles se separaram e eu fiquei observando o mar perto de Katherine e Ayato que jogavam frescobol.

 

-Olha quem eu encontrei por aqui. - Uma voz conhecida falou próximo de mim.

 

Me virei rapidamente dando de cara com Harushi e não pude esconder um sorriso largo ao vê-lo.

 

-H-Haru! - O cumprimentei com um abraço forte, era incrível como eu me sentia tão bem e á vontade com o Haru.


 

-Oi Pequena. - Ele disse rindo um pouco do meu jeito afobado. - Veio curtir a praia?

 

-Sim, o quarto do resort estava me deixando estressada. - É óbvio que ele não vai entender a referência que fiz, mas não importa, acho que falei isso mais para mim mesma do que para ele.  

 

Ele assentiu de leve como se entendesse - ou tentasse entender - e logo esboçou um sorriso infantil e animado.

 

-Quer dar uma volta comigo? te pago um sorvete. - Sugeriu com a proposta tentadora.

 

Ele vestia apenas um calção de banho preto e seu físico não era tão definido e esguio como o de Reiji, mas mesmo assim era uma graça e bonito.


 

-Com uma proposta dessas? é claro que eu topo. - Disse sorrindo de canto.

 

(***) - (...) - Ayame pov off - Zoey pov.

 

Vi Ayame se distanciar com um garoto, os dois pareciam se conhecer a tempos já que conversavam e riam bastante, ela parecia bem solta com ele.

 

Sorri de canto e cutuquei Rose com o cotovelo para ela ver a cena, a mesma sorriu e riu baixinho.

 

-Que fofa, descobrindo o primeiro amor na Califórnia. - Falei fazendo Rosemary rir.

 

Estávamos sentadas em cadeiras de praia que alugamos junto de Shu, o Loiro dormia enquanto escutava música e  tinha uma revista aberta no rosto para bloquear a luz do sol em seus olhos.

 

Eu e Rose estávamos praticamente de roupa casual e jeans em uma praia, e pior, se nosso biquínis nem combinavam com o que usávamos, o dela combinava com o meu look e o meu com o dela, rimos disso quando eu fiz a observação, ambas usávamos o colar que eu havia dado a ela quando tínhamos sete anos de idade, naquela época fazíamos cinco anos de amizade.

 

Eu e Rose nos conhecemos desde o jardim de infância, e nos demos bem logo de cara, ela amava música assim como eu, mas sempre foi apaixonada pela dança - principalmente balé e jazz - assim como a Mãe dela.

Eu sempre soube da situação da família dela, a partir dos dez anos ela começou a fugir para a minha casa quando as coisas ficavam feias em casa, e eu a acalmava com o som do meu violino ou do meu violão, música clássica me sempre me acalmou então eu fazia o mesmo com ela, éramos de universos parecidos e permanecemos nele até hoje, nunca nos abandonam por nada e quem diria que até na hora de servir como Noivas de Sacrifício - odeio usar esse termo - estaríamos uma do lado da outra?! é um alívio pra mim saber que estou do lado dela nessa hora e vice-versa.

 

-O que é aquilo? —  Rosemary perguntou cerrando os olhos e se inclinando na cadeira.

 

Olhei na direção que ela olhava e coloquei meus óculos escuros para poder observar melhor, era um parque de diversões que parecia fechado no momento, mas rolava um show ali perto.

 

Um sorriso se formou no canto do meus lábios e eu olhei para a Loira a meu lado com um olhar que ela conhecia bem.

 

-N-Não iremos lá, nem sabemos se é liberado ao público.— Ela negou sem eu nem ter dito nada.

 

-Ahh vamos lá, ninguém vai notar se sairmos por meia horinha. — Insisti.

 

-M-Mas e o.. — Ela apontou para Shu que dormia não muito longe da gente.

 

Fechei a cara na hora e cruzei os braços.

Esse Maldito Preguiçoso não iria nem notar se eu voltasse para Tóquio.

 

-Ele nem vai sentir falta.

 

-Tem certeza Zoo-Chan? — Rosemary me perguntou com um leve toque de inocência.

 

Dei um beliscão rápido na bochecha rosada e sardenta da minha amiga e ri enquanto fechava os olhos.

 

-Fofaa!

 

Ela deu um tapa na minha mão e se levantou com o rosto corado e emburrado, ela odiava que eu fizesse isso em público hahaha.

 

-Argh, vamos logo! - Ela disse já indo em direção ao show mas eu a impedi a chamando, quando ela se virou notou que eu já tirava o tênis e a roupa fica só de biquíni, logo captou a mensagem e fez o mesmo.

 

-Agora sim! — Falei indo até ela e passando meu braço por seu pescoço.

 

(***) - (...) - Zoey pv off - Narrador Pov.


 

-AEEEEH —  Katherine comemorou animada —  Vencemos de novo!

 

-Tsc. —  Ayato bufou —  Perdemos de novo, por sua culpa Kanato —  Culpou o Gêmeo menor —  Se você não fosse tãão ruim —  Disse de braços cruzados revirando os olhos.

 

-CALE A BOCA AYATO! —  Kanato gritou com raiva e lágrimas nos olhos enquanto as meninas faziam um hive-five com as duas mãos.

 

-Não culpe apenas o Kanato-Kun, vocês dois são ruins mesmo. —  Marry disse entre risos levando Katherine na onda dela.

 

-Nem, não é eles que são ruins, e sim eu que sou boa demais. —  Kath vangloriou-se.

 

(...)

 

Quase meia hora havia se passado desde que as meninas saíram para ir ao show que acontecia por ali perto, cansado de ficar no quarto Subaru resolveu ir até onde os outros estavam, foi fácil achar eles, foi só seguir o cheiro de Rosemary que ficará impregnado em suas narinas a quase um mês e se negava a sair - e a briga dos trigêmeos com as outras meninas, tentando ignorar a discussão que ocorria por causa de um jogo estúpido ele foi até onde estava mais calmo, ou seja, ao lado de Shu que ainda dormia, mas ao chegar lá notou que não encontrava Rosemary no meio deles, teria ela se perdido?

 

Subaru desceu as escadas do térreo onde costuma ficar, estava inquieto esses últimos dias e tudo que queria era descansar a cabeça dessa loucura toda de ‘Novas Noivas de Sacrifício’, mal fazia um mês que ele havia tomado Rosemary como sua ‘Bolsa de Sangue’ e ela já estava o deixando atordoado com aquele jeito meigo e carismático.

 

Balançou a cabeça tentando afastar tais pensamentos, viu? não conseguia ficar nem quinze minutos sem pensar na Loira, passou por alguns corredores e resolveu ir até o Jardim, isso sempre o acalmava - quando estava na mansão perto das Rosas Brancas da mãe - mas antes mesmo de chegar a metade das escadarias sentiu um forte cheiro familiar, Sorvete de Baunilha, e ele só conhecia alguém que tinha esse cheiro nitidamente grudado ao corpo.

 

-Rosemary. —  Grunhiu e soltou um gemido abaixado e trancando, passou a mão pelo cabelo - Pare com isso, você parece um idiota.

 

-ME LARGA —  Um grito desesperado ecoou pelo corredor e chegou até a escadaria onde o Albino se encontrava prestes a começar a subir para o terraço de volta, ele arregalou os olhos e correu em alta velocidade até onde o grito havia vindo, tinha certas dúvidas sobre de quem era o grito mas algo dentro de si gritava o nome de uma única pessoa.

 

Praticamente arrombou a porta de madeira do jardim espalhando pedaços de madeira pelo local, mas o último grito da Garota abafou o som.

 

(...)

 

As meninas logo já haviam se infiltrado no show, o pessoal agora estavam todos sentados na areia escutando uma música calma sendo tocada por dois homens com violões em cima de um palco grande, atrás deles tinha caixas de som que apreciam bem caras, uma mesa de DJ mais atrás sem ninguém e alguns outros instrumentos musicais espalhados e ligados a amplificadores.

 

-Ideia boa essa de fugir um pouquinho? —  Zoey perguntou com um sorriso divertido nos lábios enquanto se inclinava um pouco para o lado e batia palmas acompanhando o ritmo da música.

 

-Sim, é relaxante. - Rose sorriu.

 

-Agora eu quero todo mundo de pé —  Um dos caras falou no microfone e o parceiro dele correu para a mesa do DJ —  Porque é agora que as coisas vão ficar quentes! - Ele disse animando o público que logo se levantou e começaram a gritar animados. —  TOCA UM HIT COM A CARA DA CALIFÓRNIA AÍ!

 

-UHUL —  Zoey gritou enquanto Rosemary batia palmas.

 

Uma música eletrônica bem animada começou a tocar e todos começaram a dançar e mexer os corpos, é claro que as duas não iriam ficar de fora, porém minutos depois de diversão alguém apertou a bunda de Rosemary fazendo ela se virar para trás rapidamente com o rosto corado expressando indignação dando de cara com um Moreno baixinho.

 

-HEI! Tá louco?

 

-Hehehe, gostosa vocês duas. —  Ele disse dando uma risadinha de canto.

 

Nem bonito era, segurava uma lata de cerveja nas mãos e vestia uma sunga preta, estava um pouco acima do peso, parecia ter uns 1,63 de altura.

 

-Escuta aqui cara é melhor você sair daqui antes que eu grite! —  Zoey ameaçou.

 

-Gritar na minha cama sua Cachorra.

 

Antes que Zoey ou Rosemary pudessem falar algo o Homem foi puxado com violência para o lado, um certo Albino o segurava pelo pescoço o erguendo com ódio nos olhos, algumas pessoas já observavam a cena.

 

-Subaru! —  Rosemary exclamou feliz em vê-lo ali mas preocupada com o homem que ficava roxo

 

-Subaru o largue. —  Um Loiro disse aparecendo do lado do Albino com os braços cruzados e um olhar frio no rosto - Vamos resolver isso longe daqui.

 

Subaru apenas assentiu cerrando os dentes e largou o homem no chão, logo depois o arrastando pela gola da camisa amarela enquanto ia até um canto mais afastado da praia com Shu.

 

-Vocês ficam aqui. —  Shu disse sério olhando para elas que apenas assentiram e juntaram as mãos.

 

Assim que eles sumiram do campo de vista deles a música voltou a rolar em som alto e as pessoas voltaram a dançar ignorando o que ocorreu a um tempo atrás, Rose e Zoey trocaram olhares receosos e ficaram paradas no mesmo local esperando eles chegarem.

 

(***)

 

Harushi e Ayame passeavam pelo centro da praia de Califórnia, era completamente diferente do centro de Tóquio onde só se encontrava tecnologias e lojas e mais lojas, lá era ao céu aberto, as pessoas andavam e conversavam entre si, só tinha lojas de roupas de banho ou de verão, lojas de equipamentos de pesca ou surf era o que mais tinha, assim como os quiosques, os dois andavam e conversavam sem parar, Harushi parecia guiar ela até algum lugar.

 

-Hahaha, eu concordo. —  Ela riu de leve em meio a conversa tapando a boca de leve com a costa da mão, ele riu e pegou na mão dela a guiando até uma lanchonete amarela, abriu a porta branca e de lá um sininho se tocou.

 

-Tio, cheguei. —  Harushi disse andando até o balcão e levando a Morena com ele, passaram por diversas mesas redondas com pessoas conversando e comendo até chegar no balcão onde um homem parecia acabar de fazer um milkshake de morango gelado.

 

-Oi Harush.. —  O Homem levantou a cabeça e deu de cara com Ayame —  Oh, quem é a Bela Dama que está com você? - Perguntou em tom brincalhão fazendo Ayame avermelhar.

 

-Essa é a Ayame, é uma colega de classe minha lá de Tóquio. Por ironia do destino esbarrei com ela no luau anteontem e na praia hoje.

 

-O-Olá… —  Ela levantou a mão em um aceno breve enquanto encolhia os ombros e dava um sorriso nervoso e tímido.

 

-Muito prazer Ayame, quer comer algo? pra você é por conta da casa? —  O homem perguntou em tom carismático.

 

-A-Ah n-não m-muito.. —  Ela negava mas Harushi a cortou.

 

-Ela vai querer um sundae de chocolate completo. —  O Moreno disse com um sorriso no canto dos lábios, ela virou a cabeça para ele com os olhos levemente arregalados.

 

-H-Harushi, n-não precisa e..

 

-Já vai sair no capricho. —  O Homem disse com um sorriso divertido.

 

Harushi agarrou a mão dela e antes de sair para irem até uma mesa ele se virou para o tio.

 

-Ah e não diga a Tia Hana que a gente está aqui, sabe como ela fica. —  Ele disse em tom sério mas sorrindo como se estivesse brincando.

 

-Pode deixar.

 

(***) - (...)

 

Uns quinze minutos depois Shu e Subaru voltaram, suas caras não eram das melhores, estavam ambos sérios e as olhavam como se fossem matá-las a qualquer minuto, eles pegaram elas pelo braço e a arrastaram para longe do show, Subaru ia mais na frente com Rosemary que pedia para ele parar com um olhar de súplica, e mais atrás vinha Shu e Zoey que toda hora mandava o Loiro a largar e revirava os olhos bufando bem alto em seguida.

 

-S-Subaru-Kun, m-me largue por favor. —  Rosemary pediu chorosa.

 

-Cale a boca! —  Ele rebateu irritado e nervoso sem olha-la.

 

-Oras Shu, me largue seu Idiota! - Zoey disse irritada tentando de soltar dele, ela bufou mais uma vez. - A culpa não é minha se você é um PREGUIÇOSO que não serve pra nada, NEM PRESTA A ATENÇÃO EM MIM DIREITO E AGORA TÁ NERVOSO!

 

Rosemary olhou para trás vendo a gritaria de Zoey e notou que Shu parou e Subaru acelerou o passo, também notou que eles já estavam bem longe do pessoal da praia, onde eles se encontravam era praticamente deserto sem um pingo de gente.

 

-S-Subaru.. - Tentou chamar ele de volta -  meus pés doem. - Choramingou, mas nem lhe dava atenção - Vá mais devagar pelo menos!

 

-Tsc, pare de ser tão irritante. —  Ele resmungou andando mais rápido e a apressando mais.

 

Zoey desviou o olhar de Shu e puxou seu pulso fazendo cara-feia.

 

-Se é para voltar para o Resort deixa que eu volto sozinha. —  Ela disse cerrando os olhos e lançando a ele um olhar mortal —  Afinal com ou sem você dá na mesma merda, você NUNCA presta a atenção em mim, NUNCA. - Ela gritava furiosa e abatida enquanto voltava a caminhar, mas seu braço foi segurado e puxado com força fazendo ela se virou dando de cara com um Loiro com o semblante sério, porém Zoey também fechou a cara e tentou se soltar dele de novo. —  Me solta!

 

-Eu sei que você é uma teimosa e cabeça dura, que não aceita um ‘não’ como resposta e é chata...de um bom modo. Sei que seu penteado preferido é esse rabo de cavalo por mais que eu ache que fica linda com os cabelos soltos ou presos em duas tranças baixas, que nem você usou para ir ao colégio naquele dia que tinha prova de matemática e você estava super tranquila por saber a matéria toda. —  Shu falava sério, mas às vezes deixava um sorriso escapar no canto dos lábios e não desgrudava os olhos dos arregalados olhos âmbares dela em nenhum momento sequer. —  Sei que você costuma revirar os olhos e fica emburradinha quando perde uma discussão ou quando não tem algo a falar. Ah sim, o que me faz lembrar que você sempre tem uma resposta na ponta da língua e gosta de pagar uma de sabe-tudo. É energética e pró-ativa, você é o tipo de pessoa que toca guitarra e violoncelo. Sei que amas a música e que quando toca é como se nada mais existisse a seu redor, é como se você se unisse à melodia e se juntasse ao instrumento, sei que cantas no chuveiro quando acha que não tem ninguém por perto. Sei que não gostas dos ‘Sex Pistols’ pois acha o estilo deles meio exagerado. Sei que gosta dos animais e tem preferência por cachorros. Sei que és persistente e não desiste nem se rende facilmente. Tem uma energia que poderia abastecer uma cidade inteira de luz —  Ele riu de canto enquanto observava ela corar —  Porém sei que você parece afobada com essa história doida de ‘Viver cada segundo como se fosse o último’ o que me leva a crer que você tem medo do último segundo de verdade, e sei que tens medo do mar já que não entrasse na água em nenhum momento sequer e olhas com apreensão para ele. Então não venha me dizer que ‘Eu não presto a atenção em você’ já que eu presto mais a atenção em você do que em qualquer outra coisa a meu redor.

 

-S-Shu...eu… — Ela estava em choque sem saber o que dizer ou fazer.

 

-Quer voltar sozinha? volte. —  Ele disse sem emoção caminhando na direção contrária que antes seguia com ela.

 

-Shuu… —  Ela sussurrou olhando ele se distanciar.

 

(***)

 

-Admita Subaru, nos perdemos. —  Rosemary falou cansada revirando os olhos.

 

-Oras cale a boca.

 

Eles estavam em um canto bem afastado da civilização, a praia agora estava literalmente deserta, só os dois, a areia e o imenso mar.

 

-Admita logo que droga! —  Rosemary estava bem estressada, assim como Subaru.

 

-EU MANDEI VOCÊ CALAR A BOCA! —  Ele gritou se virando para ela e a empurrando com força, fazendo ela cair na areia de costas.

 

Rosemary se levantou furiosa e foi logo avançando sobre o Albino o empurrando também, mas o mesmo apenas cambaleou para trás de leve, ele franziu as sobrancelhas e enquanto via a Loira ofegante a sua frente.

 

-NÃO ME MANDE CALAR A BOCA! —  Ela gritou olhando para ele furiosa —  SEU BABACA!

 

-Não seja tão ousada assim sua Idiota, não tem medo do perigo? —  Ele perguntou cerrando os punhos visivelmente irritado.

 

-Vá se ferrar Subaru. —  Ela disse ríspida dando meia volta e começando a caminhar para frente, mas Subaru a segurou pela cintura e a levantou no colo andando com ela até o mar. —  SUBARU NÃO FAÇA ISSO! —  Ela se debateu desesperada no colo do Albino que sorriu sádico. —  SUBARU NÃO, POR FAVOR. - Ele já tinha entrado na água e agora o mar batia na cintura dele.

 

-Ninguém fala nesse tom comigo. —  Ele disse a olhando com os olhos cerrados.

 

-SUBA.. —  Ela nem conseguiu terminar, ele a largou na água fazendo ela sumir por segundos e depois emergir buscando ar enquanto se debatia e logo se levantava toda molhada —  Você...é...um...idiota! - Ela disse ofegante o olhando irritada, mas em um segundo a expressão dela mudou para um sorriso maldoso e um olhar desafiador. —  UM COMPLETO IDIOTA! - Pulou em cima do Albino que nem teve tempo de se distanciar, apenas a segurou enquanto caía com ela na água. —  Hahahahaha. —  Ela gargalhou com os dois braços em volta do pescoço dele.

 

-D-Droga Rosemary, não faça isso assim do nada. —  Ele a repreendeu começando a se levantar mas uma onda o derrubou de novo fazendo ela rir mais.

 

Subaru se levantou e a olhou como se ela fosse uma presa pronta a ser atacada, mas com um certo sorriso maldoso nos lábios também.

 

-Ah é assim? —  O Albino perguntou e logo puxou o braço dela de encontro com ele e juntou seu corpo com o da garota, ele passou os braços por trás das costas dela a abraçando com um pouco de força e a olhou de forma desafiadora e maliciosa.

 

-Kyaa —  Ela deu um pequeno grito desviando o olhar corada —  Não me olhe dessa maneira pervertida! —  Ela virou o rosto escondendo a vermelhidão do rosto com as costas da mão e ele riu baixo a olhando daquela maneira.

 

-Huhuhu. —  Ele riu - Se vire! —  Ordenou e ela obedeceu virando a cabeça devagar e o encarando, seus lábios estavam entreabertos e suas maçãs do rosto avermelhadas.

 

Sem aviso algum Subaru avançou nos lábios de Rosemary e a beijou como se dependesse daquilo para viver, sem nem permissão adentrou com a língua na boca dela, Rosemary arregalou os olhos surpresa mas logo foi o fechando aos poucos e se entregando ao beijo cada vez mais, colocou ambas as mãos no rosto do rapaz enquanto saboreava o sabor da língua e da boca do Albino, se separaram um tempo depois e Subaru fitou a Loira sorrir e rir envergonhada enquanto olhava para o lado.

 

-N-Não me beije assim do nada. —  Ela disse envergonhada enquanto sentia as ondas pequenas baterem acima de sua cintura.

 

Ele se inclinou e encostou os lábios no pescoço dela vendo ela se arrepiar e estremecer com o toque e lambeu o local sentindo o gosto salgado de sua pele molhada.

 

-Prefiro o gosto de sua pele naturalmente, é doce. —  Ele resmungou beijando o pescoço dela e apertando sua cintura com certa força fazendo ela trancar um gemido mordendo o lábio —  Então eu achei seu ponto mais sensível? —  Ela negou com a cabeça totalmente envergonhada —  Não? então o que acontece se eu fizer isso aqui? —  Ele perguntou dando mais uma apertada na cintura dela quase como uma uma leve massagem com força fazendo ela soltar um gemido abafado

 

-Subaru, p-pare. —  Ela gemeu manhosa afundando o rosto no pescoço do Albino enquanto sorria de leve e distribuiu alguns beijos leves pelo pescoço do outro que suspirava a cada toque sentindo um frio na barriga, olhou para a praia vendo uma certa Ruiva de braços cruzados e um sorriso malicioso no rosto em pé na areia. —  Subaru —  Chamou o Albino e tentou se afastar mas ele a ignorou e colocou a mão na coxa perto da polpa da bunda da Loira. - S-Subaru-Kun, a-a Z-Zoey tá olhando! —  A Loira gaguejou e só aí que o Albino deu atenção a ela e a largou e desviou o olhar. - E-Eu...eu… —  Ela gaguejou e olhou para a Ruiva que escondia a boca para abafar a coração e o riso, a Ruiva deu meia volta e começou a andar para frente —  Z-ZOEY! M-ME ESPERE! —  Rosemary gritou correndo até a amiga, na metade do caminho parou e olhou para trás, mas Subaru já não se encontrava mais lá, ela juntou os lábios e arqueou as sobrancelhas.

 

(***)

 

Ayame e Harushi conversavam animadamente em uma mesa enquanto dividiam um enorme sundae de chocolate com calda de chocolate e caramelo, farelo de paçoca e m&m.

 

-Posso fazer um truque com você? —  Ele perguntou a olhando com um sorriso de canto e ela deu um sorriso tímido.

 

-Mais um? —  Ela perguntou se referindo a quando ele brincava com ela nas aulas, Ayame já descobrirá a magia ao lado de Harushi, literalmente, ele faz pequenas mágicas como aquelas que você vê em uma festa infantil com aqueles Mágicos de aluguéis, mágicas pequenas e simples como truques de baralho, tudo puro ilusionismo.

 

Ele mostrou as duas mãos para ela e logo tocou no topo da sua orelha, quando ela viu ele tinha uma moeda dourada nas mãos, a Morena bufou e se afundou na cadeira decepcionada.

 

-O truque da moeda de novo? —  Ela perguntou frustrada mas ainda sorrindo —  Não sabe fazer outra coisa a não ser me transformar em um caixa eletrônico ambulante? —  Provocou e ele sorriu de forma desafiadora.

 

-Está me desafiando Srta.Perry? — Ele perguntou com um meio sorriso nos lábios.

 

-Estou. —  Ela se inclinou ficando com os braços apoiados sobre a mesa —  E aí? vai ou não me mostrar do que seus truques são capazes?

 

Ele apenas assentiu pensativo, como se pensasse em um bom truque para impressioná-la, até que teve uma ideia e pegou um isqueiro e um guardanapo de papel em cima da mesa.

 

-Vai fazer o que? incendiar o local? —  Ela riu com sua piada e ele lhe lançou um olhar animado de “Você já vai descobrir”.

 

Harushi queimou a ponta do papel e o jogou dentro do copo de vidro já vazio do sundae, pegou o copo e passou a mão por cima dele, as raspas de chocolate e caramelo não deixavam ela ver o que tinha dentro do copo, mas assim que ele botou a mão e retirou uma bela Queresmeira ela arregalou os olhos em choque.

 

-Oh meu Deus, Harushi… —  Ela disse sem fôlego, algumas pessoas que estavam de olho aplaudiram o ‘show’ do Moreno, ele apenas sorriu e  se inclinou na mesa colocando a flor no cabelo da Garota boquiaberta, assim que se afastou passou o dedo percorrendo uma mecha azulada, seus olhos pareciam examinar cada detalhe do rosto dela.

 

-Você é linda. —   Ele disse em um murmúrio como se estivesse hipnotizado pela menina.

 

-H-Haru-Kun…

 

-AI MEU DEUS, AÍ ESTÁ ELA! —  Uma voz feminina e escandalosa gritou pelo local e logo Ayame se sentiu ser abraçada com força por trás e algo como duas bolas de basquete macias como um travesseiro no topo da sua cabeça. —  AIII VOCÊ DEVE SER A AMAYA, O HARUZINHO FALOU TANTO DE VOCÊ!

 

Harushi bufou e revirou os olhos apoiando os cotovelos na mesa e passando as duas mãos pelos cabelos com a cabeça baixa.

 

-É Ayame Tia, e pare de abraçar ela desse jeito, Ayame é frágil demais para seus ‘Montes Esmagadores’! —  Esbravejou e a Mulher a largou com um sorriso divertido no rosto.

 

-Hello Querida, eu sou Suzana, a Tia de Harushi! —  A Mulher a cumprimentou com uma piscada de olho para ela.

 

Ela tinha 1,72 de altura, pele clara, cabelos castanhos presos a um coque alto bem arrumado, olhos verdes-claros, tinha o corpo escultural, seios fartos e enormes, não tinha a cintura muito fina, quadril largo, coxas grossas, glúteos grandes.

 

Vestia uma blusa larguinha rosa, uma calça jeans branca e salto alto rosa, possuía brincos de argolas grandes e joias douradas pelos pulsos e pescoço.

 

-O-Olá Suzana-Sama. —  A Morena a cumprimentou tímida e desnorteada.

 

Logo o sorriso da mulher murchou em seus lábios e ela arregalou os olhos, como se notasse algo estranho na Garota.

 

-V-Você… —  Ela gaguejou ficando pálida.

 

-Tia? o que foi? —  Harushi perguntou preocupado e a mulher o olhou sem ar, ela balançou a cabeça e deu um largo sorriso nervoso e forçado com os lábios pintados de gloss pink.

 

-Na-Nada, e-eu só estou passando mal pelo calor, irei subir. —  Ela disse se afastando —  Divirtam-se Crianças.

 

Harushi olhou para Ayame e vice-versa, ambos estavam confusos e levemente nervosos.

 

-Vamos voltar? —  Ele perguntou

 

-H-Hai…

 

(***) - (...)

 

Um certo tempo se passou e a tarde já chegava no fim, a brisa gelada da noite começava a se mostrar presente, as Garotas subiram para seus quartos e receberam a notícia de Reiji que teriam que sair para jantar na casa de um casal amigos da família Sakamaki, a última a chegar foi Ayame, com quarenta minutos de atraso das demais, quando Ayame chegou ao quarto não achou Reiji de primeira, recebeu uma ligação de Zoey dizendo que os Irmãos Sakamakis haviam saído e já voltavam, mas que era para ela se arrumar de modo meio formal pois iriam a um jantar importante e então ela resolveu se arrumar, a noite era quente mas com uma brisa fria, por isso ela resolveu colocar uma roupa não tão quente nem tão fria.

 

(***) - (...)

 

Zoey usava um tomara-que-caia florido com o decote em estilo coração, a saia era curta na frente e longa atrás na cor preta, usava um scarpin preto de veludo, brincos de argola dourados e pulseiras douradas em ambos os braços.


 

Terminou de ajeitar o tule preto e colocar a sandália de salto preta, se olhou no espelho e começou a pentear os cabelos ruivos e começou a prendê-los em um coque baixo, mas uma certa voz ecoou em sua cabeça.


 

-“

” - As palavras de Shu invadiram sua mente enquanto ela se encarava no espelho.

 

Desfez o coque e começou a pentear o cabelo com a ponta dos dedos deixando eles mais ondulados, logo depois começou a passar a maquiagem enquanto pensava se estava deixando os cabelos soltos porque teve vontade e queria ou se Shu tinha alguma influência sobre isso.

 

Passou um batom rosado nos lábios, sombra nude quase imperceptível nos olhos, delineador gatinho, rímel nos cílios e blush rosado.

 

(***)

 

Rosemary prendeu os cabelos claros em uma trança desarrumada jogada para trás, tinha passado um batom matte cor vinho, passou delineador nos olhos e máscara nos cílios.

 

Ela usava um vestido branco com desenhos de rosas negras espalhados por ele todo, ele possuia alcinhas finas e seu tecido ia até abaixo de sua coxa com um tule negro por baixo, usava meia calça 3/4 preta e um coturno preto de salto.


 

Ela se sentou na cama e suspirou esperando Subaru chegar para poderem sair, a cena da praia e do beijo não saiam da sua cabeça, tocou os lábios com a ponta dos dedos e deu um pequeno sorriso que sumiu rapidamente ao ouvir a porta ser aberta.

 

-Subaru. - Ela se levantou da cama o olhando.

 

Já o Albino nem sequer olhou para ela, passou reto em direção ao banheiro com pressa e um semblante fechado no rosto.

 

-Subaru - O chamou de volta indo atrás dele - Subaru o que houve?

-Nada. - Disse ríspido e antes que pudesse entrar no banheiro ela segurou o seu pulso com firmeza.

 

-Que droga, pare de fugir de mim. - Ela disse irritada - Seja homem de uma vez e diga que se arrepende de ter me beijado!

 

-Me largue. - Subaru ordenou a olhando friamente.

 

-Só diga de uma vez e pare de me tratar assim tão friamente todas as vezes que algo rola entre nós.

 

O Albino rosnou baixo e puxou o braço bruscamente, pegou a Loira pela cintura e em um movimento rápido a jogou na cama ficando de quatro por cima dela, prendia ambos os pulsos da Menina por cima da cabeça dela.

 

-Eu não me arrependo de ter te beijado Rose, se me arrepender-se eu não teria repetido o ato mais de uma vez, só estou um pouco confuso com isso tudo, o melhor para você é ficar bem longe de mim, mas aos poucos vejo que os seus ‘semelhantes’ podem ser até piores para você do que eu, mas isso ainda não tira o fato de eu ser Tóxico e Impuro. - Desviou os olhos vermelhos dos Azuis dela e ela deu um pequeno sorriso mais aliviada.

 

-Você não é Tóxico para mim Subaru, pelo contrário, você é a melhor coisa que já me aconteceu depois de ter conhecido Zoey. - Ela disse em tom sereno e calmo e ele corou de leve.

 

-Tsc - Ele estalou a língua afrouxando o aperto das mãos dela - Você está Linda. - Ele a elogiou e depositou um rápido selinho nos lábios da loira que corou fortemente.

 

-Kyaa, pare de me roubar beijos desse jeito. - Ela disse envergonhada e ele a largou saindo da cama com um sorriso malicioso e o rosto levemente corado.

 

-Não diga que não gosta.

 

-Hunf. - Ela se sentou na cama inflando uma da bochechas.

 

-Irei terminar de me arrumar - Avisou entrando no banheiro e fechando a porta, só que com mais calma agora.

 

(***)

 

-Are Ayato, pare de tentar arrumar essa gravata - Katherine resmungou enquanto passava blush nas bochechas e se olhava no espelho.

 

-Fêh - Ele resmungou desfazendo o nó e arrumando a gravata do jeito de sempre - Eu conseguiria, se você não parasse de me encher o saco.

 

-Ahh claro, claro. - Ela respondeu sarcástica - Um Vampiro Poderoso que não sabe nem fazer um nó de gravata, que cômico. - Ela riu zoando dele.

 

-Cale a boca.

 

Katheriene usava os cabelos lisos e escorridos até os ombros pela prancha, havia passado delineador nos olhos, gloss rosa-claro e máscara nos cílios.

 

(***)

 

-Pronta Marry? - Kanato perguntou sentando a cama e amarrando o tênis.

 

-Espere um pouco. - Ela respondeu e em questão de cinco segundos saiu do banheiro - Pronta.

 

Marry tinha o cabelo preso a um coque alto com um laço pequeno marrom de lado, máscara nos cílios, uma sombra nude, blush rosa e gloss nude nos lábios.

 

Vestia um vestido azul-marinho com bolinhas brancas de gola baixa, meias 3/4 cinzas e sapatos de salto fechado na cor marrom-claro.

 

Kanato sorriu de canto olhando para a Menina.

 

-Pelo menos não está feia, né Teddy? - Perguntou olhando para o Urso.

 

Marry corou e sorriu fraco.

 

-O-Obrigada…

 

(***)

 

-Vamos logo Bitch-Chan, estás a quase uma hora nesse banheiro! - Laito falou jogado na cama com uma expressão de tédio em seu rosto.

 

-Já vou Lai - Ela disse do banheiro e ele se levantou da cama ficando sentado na ponta da mesma com um sorriso nos lábios.

 

-Lai? - Ele estranhou o apelido que ela havia posto nele, mas gostou.

 

-To - Ela completou saindo do banheiro levemente corada e já pronta - Laito.

 

Ela tinha os cabelos presos a um rabo de cavalo caindo por seu ombro direito.

Pintou os lábios de vermelho matte, delineador gatinho, sombra esfumaçada escura e blush vermelho.

 

Vestia uma camisa cor creme-claro que ficava por dentro de uma mini-saia-jeans com estampa de zebra e um cinto grosso, usava um casaquinho preto e joais finas pelo pescoço e braços, vestia uma bota preta de salto com o cano que ia até seu joelho.

 

-Vamos logo. - Ela disse apressada e rodou os olhos ao ver ele rindo.

 

(***)

 

Ayame terminou de passar o brilho labial na boca e se encarou no espelho, estava linda.

 

Tinha os cabelos presos no penteado de sempre, a franja estava cobrindo as sobrancelhas e por pouco não cobria os olhos da menina o que a deixava mais charmosa.

Tinha uma maquiagem leve, apenas rímel nos olhos,blush rosado ,gloss rosa-claro nos lábios.

 

Usava uma blusa jeans azul-clara com botões perolados, um tutu cor creme com azul por baixo juntamente com um cinto marrom que realçava sua fina cintura, usava um colar de pérolas no pescoço e calçava um scarpin nude.



 

A porta foi aberta fazendo ela levar um pequeno susto mas logo se recompor, Reiji entrou no quarto e fechou a porta atrás de si sem nem prestar a atenção a sua volta, mas ao levantar a cabeça e ver a menina a sua frente perdeu o foco por alguns segundos, mas logo ajeitou a postura de sempre.

 

-Vejo que já está arrumada. —  Ele a analisou de cima a baixo.

 

-Não, estou só de pijama ainda, não deu pra perceber? —  Ela respondeu sarcástica.

 

Reiji apenas soltou um pequeno ruído trancado e a observou.

 

-“Esses olhos…” —  Ele pensou sério olhando os olhos desafiadores de Ayame - “A mimei demais, essa Mulher sem classe precisa ser disciplinada”

 

O Rapaz de cabelos escuros deu um sorriso maldoso e uma risadinha maléfica baixa, foi até a Garota em passos rápidos e pegou no pulso dela logo depois deslizando até a mão da Menina e apertando com força.

 

-R-Reiji.. —  Ayame choramingou encolhendo as pernas.

 

-Essa sua rebeldia já está me dando dor de cabeça Ayame, isso não são modos de uma Dama.

 

-E-E isso não são modos de um Cavalheiro tratar uma Dama. —  Ela riu nervosa.

 

-Ainda fazendo graça? bom...vamos ver se irás rir depois que eu tomar o seu sangue e.. —  Ele aproximou o corpo dela ao seu e se preparou para morder o pescoço da Menina, mas notou um cheiro estranho vindo dela, não era o cheiro doce que o embriagava, era um cheiro familiar e ruim na perspectiva dele, Reiji a jogou na cama fazendo ela soltar um gemido.

 

-Harushi Nakamura? o que aquele Maldito Insolente faz aqui? e o que você faz com ele? —  Reiji perguntou irritado e nervoso.

 

Ayame se apoiou nos cotovelos e começou a se levantar, mas Reiji a empurrou na cama novamente só com uma mão.

 

-Eu perguntei o que você fez com ele Ayame. — Insistiu na pergunta com firmeza, o que aparentou ser mais uma ordem para que ela falasse logo.

 

-Eu…,n-não fizemos nada! - Ela disse em tom de desespero.

 

-Huhuhu —  Riu baixinho —  Que vista maravilhosa, olhos marejados e chorosos, maçãs do rosto coradas, lábios trêmulos, essa sua atitude fraca te torna extremamente vulnerável. —  Reiji se abaixou ficando por cima dela e pegou em sua nuca - a fazendo ficar cara-cara com ele. —  Não fizeram nada mesmo? eu acredito mesmo nisso, afinal você não teria coragem o suficiente sequer para beijá-lo.

 

Ela franziu as sobrancelhas e o encarou séria.

 

-E se eu tivesse mesmo feito algo com ele? e aí? o que você poderia fazer em relação a isso? me bater?

 

Ele arregalou um pouco os olhos incrédulo com a ousadia da Morena e antes que pudesse responder a ela bateram na porta.

 

-Sr.Sakamaki? seus irmãos me mandaram aqui para avisar que já estão prontos. —  Uma voz feminina disse do outro lado da porta fazendo Ayame soltar o ar que prendia nos pulmões aliviada.

 

-Isso ainda não acabou, como prometi antes, seu castigo lhe espera na mansão. - Ele disse em tom desafiador cerrando os olhos - E não importa o que aquele Inútil fez com você, eu farei dez vezes mais, melhor ou pior isso depende de você.

 

(...)

 

Todos foram até a casa do misterioso casal de amigos deles em uma limousine preta alugada, a viagem não foi muito longa e foi silenciosa.

 

Ao chegar no local marcado viram uma mansão branca perto da praia, a mansão parecia uma casinha de brinquedo comparado ao tamanho da mansão Sakamaki, todos desceram do carro e foram andando até a porta da casa, e a mesma foi aberta sem eles nem precisaram tocar a campainha, quem havia atendido a porta era uma mulher linda, com um estilo formal e animado.

 

Ela tinha 1,77 de altura, pele bem clara, cabelos ondulados e bem ruivos caindo por seu ombro, olhos azuis-escuros, corpo escultural de dar inveja com seios fartos e coxas grossas.

 

Vestia um vestido tubinho vermelho-vinho, o vestido cobria-lhe os ombros e deixava a mostra apenas o colo do seio, uma meia-calça de linha fina preta, scarpins pretos de salto alto agulha, dois braceletes de ouro nos pulsos, uma anel de noivado de ouro no dedo anelar e um colar delicado com uma pedra preta no pescoço.

Tinha uma maquiagem forte e marcante, dando a ela um ar mais poderoso.

 

-Aiiii se não são os Irmãos Sakamakis, meninos a quanto tempo —  Ela disse animada de maneira exagerada.

 

-Oi Lucy. —  Ayato a cumprimentou sem jeito pelo afobamento da Ruiva.

 

-Olá Luciana. —  Reiji a cumprimentou mais formalmente.

 

-Ai pra que ser tão formal Reiji-San, nem parece que você tem só dezoito aninhos. - Ela o repreendeu de maneira engraçada e puxou o ar de maneira dramática quando viu as meninas —  Não será possível, já estão namorando? —  Ela pegou na mão de Zoey boquiaberta procurando uma aliança —  Até você Subaru? o neném da tia Lucy.

 

-Fique quieta Luciana, ou se não irei.. —  Subaru a ameaçou irritado mas se calou ao sentir o olhar repreendedor de Rosemary e a mão dela pegando em seu ombro.

 

-Vamos, entrem. —  Ela disse dando passagem para eles entrarem.

 

Assim que todos entraram na casa com estilo moderno um homem veio lhes cumprimentar.

 

-Se não são os Filhos de Tougo, ou melhor...Karlheinz. —  O Homem disse com um sorriso pequeno no rosto.

 

Ele tinha 1,89 de altura, pele clara, cabelos loiros-claros penteados para trás, tinha porte robusto e largo, olhos verdes, rosto com traços mais grossos, parecia ter descendência grega e trinta e cinco anos.

 

Vestia uma camisa social bordo, um paletó branco e calça social branca, um sapato social preto e óculos vermelho no rosto.

 

-Oi Tio Akiyoshi. —  Os meninos cumprimentaram o Homem de aparência impecável e gentil, quem olhava de primeira nem desconfiava que Akiyoshi era Irmão Gêmeo de Karlheinz.

 

-Bem o jantar está na mesa, vamos? —  O Loiro perguntou enquanto entrelaçou o braço da Esposa com o dele.

 

Todos assentiram e foram até a sala de jantar.

 

(...)

 

-E então Crianças, como vai a escola? —  Akiyoshi perguntou olhando da ponta da mesa.

 

-Tio, por favor, não somos mais crianças. —  Reiji o repreendeu calmamente e Luciana riu baixo, Ayame apenas levantou os olhos enquanto tomava sua sopa de cabeça baixa. —  Ayame —  Ele a chamou e ela lhe olhou com certo receio —  Melhore sua postura a mesa, como lhe ensinei.

 

-A-Ah, hai. —  A Morena disse e rapidamente se ajeitou na cadeira.

 

Akiyoshi apenas observou a cena do “casal” calado.

 

-Já que nenhum dos meus Sobrinhos Negligentes responderam minha pergunta eu a passo para as Belas Damas que estão presentes conosco essa noite.

 

-Bem… —  Zoey começou a falar olhando para as demais caladas e envergonhadas, virou o rosto para o Loiro e sorriu timidamente —  Vai bem. —  Ela disse encolhendo os ombros.

 

-Sério? até mesmo Shu?

 

-S-Sim, Shu tem melhorado muito o seu desempenho escolar, principalmente na matemática.

 

Flashback:

 

O último sinal havia batido fazendo todos os alunos começarem a sair da sala de aula para ir até suas casas, porém…

 

-Sakamaki Shu. —  O Professor de matemática o chamou em tom sério fazendo o Loiro se virar sem animo algum. —  Venha cá.

 

Shu suspirou e começou a andar até o homem em passos preguiçosos e ficou em frente a mesa dele.

 

-Estava vendo suas notas. — O Velho começou a falar pegando algumas folhas do fichário e soltou um pesado suspiro —  E temo que reprove novamente.

 

-O-O que? —  Shu perguntou incrédulo de olhos arregalados

 

-Seu comportamento na sala é péssimo, você dorme nas provas e as entrega em branco, não faz a lição de casa, como espera passar?

 

O Loiro ficou calado, por ele podia reprovar mil vezes que não se importava, mas temia o castigo de seu ‘Pai’. Da vez que reprovou, o Maldito o jogou no Polo Norte como castigo, passou frio e fome por meses e só não morreu por ser um Vampiro, pois um se um humano ficasse nas condições que ele estava de certeza teria morrido nos primeiros quatro dias.

 

Uma batida leve na porta aberta fez ambos desviarem a atenção para a direção que o som vinha, dando de cara com uma Ruiva.

 

-D-Desculpe, atrapalho? —  Ela perguntou encabulada.

 

-Não Zoey, pode entrar. —  O Professor deu permissão e a mesma assentiu e entrou ficando também à frente da mesa e ao lado de Shu, ignorando completamente a presença dele como estava acostumada a fazer, a briga completava uma semana e meia hoje. —  Vim lhe entrar a trabalho que eu esqueci Sensei. —  Ela disse entregando uma folha sem nenhum amassado e com uma escrita impecável, o homem corrigiu o trabalho rapidamente. —  Parabéns Zoey, mais um dez.

 

Ela sorriu satisfeita e o homem arregalou os olhos tendo uma ideia.

 

-É isso! —  Ele disse dando um soco na mesa. —  Zoey você dará aulas particulares para Shu.

 

-O QUE? —  Ela perguntou incrédula em tom alto dando um passo para frente.

 

-Sim, se não me engano você mora junto a ele enquanto seus pais viajam, então já devem ter uma certa intimidade na comunicação. —  Ele apoiou as mãos a mesa —  Shu está com sérios problemas e corre o risco de mais uma reprovação, você como a minha Aluna Preferida faria esse gesto nobre e caridoso e ajudaria um Aluno com dificuldades?

 

-“Não, NÃO MESMO.” —  Ela pensou desesperada —  E-Eu… - Olhou no fundo dos olhos pidões do Professor e suspirou sorrindo forçadamente —  Eu aceito.

 

Flashback off:

 

-“Desde aquele dia eu faço todos, TODOS os trabalhos dele, já que ele não se esforça para aprender, o que era ótimo já que eu não queria falar um ‘oi’ pra ele mesmo...mas mesmo assim, ISSO GASTAVA MEU TEMPO.” —  Ela pensou irritada e nervosa por dentro mas sorrindo meigamente por fora, meigamente até demais.

 

-É, desde que comecei a ter aulas com Zoey só tiro dez. —  O Loiro sorriu de modo provocativo para ela que deu uma risada forçada e trancada, certamente estava com raiva e ele sabia disso.

 

-Que maravilha, alguém mais quer me dar boas notícias? —  Akiyoshi perguntou olhando em volta —  Ninguém? Subaru, que tal você.

 

-Não tenho nada interessante a falar. —  Ele disse seco retirando um pedaço de pão e o mastigando de boca fechada com calma.

 

-Nada mesmo? —  A Ruiva mais velha perguntou o olhando com um sorriso de canto.

 

-A-Ah, o jardim de Subaru floresceu mais cedo esse ano. —  Rosemary disse nervosa e corada, mas com um sorriso nos lábios.

 

Flashback:

 

Rosemary andava pelos corredores da mansão, não fazia nem quatro dias que estava lá e já estava entediada ao máximo, até que passeando pelos arredores da mansão encontrou um enorme e lindo jardim de rosas brancas, mas não eram rosas brancas comuns, essas eram as mais lindas que ela já vira na vida, as rosas brancas normais tinham um aspecto amarelado sujo, essas eram tão claras e limpas que chegava a parecerem azuis-claras.

 

-Sugoi, que lindo! —  Ela exclamou admirada com a beleza a sua volta, pegou uma das rosas e a cheirou sem arrancá-la, até o cheiro era diferente de ‘rosas comuns’, era mais nítido e suave. —  “Eu poderia ficar aqui para todo sempre, poderei cuidar dessas flores até elas florescerem mais e mais.” —  Ela pensava de forma animada e positiva. — Kyaaaa —  Gritou ao sentir seu cabelo ser puxado com força e seu corpo ir de encontro a grama levemente úmida.

 

-O QUE FAZ AQUI? —  Subaru gritou furioso segurando seus pulsos com força.

 

-E-Eu… —  Ela estava em choque e com muito medo para responder.

 

Subaru levou as mãos até o pescoço da Loira e o apertou com força fazendo ela arregalar os olhos e começar a se desesperar em busca de ar, até cravar as unhas na mão dele ela tentou, mas nada adiantava.

 

-Escute aqui, você jamais voltará nesse jardim, ou senão serei obrigado a arrancar seus dedos, um por um. —  Ele a ameaçou sério com o rosto repleto de raiva —  Você está me entendendo?

 

Ela com as últimas forças que tinha assentiu positivamente já sentindo a visão escurecer e o cérebro implorar por oxigênio, ele retirou as mãos do pescoço dela e se levantou do chão a fitando sério, a menina se ajoelhou no chão e começou a tossir com a mão no pescoço, enquanto lágrimas rolavam de seus olhos.  

 

-SAIA DAQUI AGORA! —  Ele ordenou pegando a adaga de seu bolso e começando a cortar algumas rosas com raiva, as rosas decapitadas caiam por cima de Rosemary que o olhava com medo, ela se levantou e tratou de correr o mais rápido o possível para a saída daquele local.

 

Flashback off:

 

-“Nunca mais pude ir até o jardim, tirando a vez que fui agradecer ele por ter salvo a minha vida.” —  Rosemary pensou olhando fixamente para o vaso de rosas vermelhas no centro da mesa e suspirou. —  “Será que agora que nos beijamos ele vai me deixar ir no jardim dele? será que com isso tudo que aconteceu eu peguei alguma confiança com ele?” —  Ela olhou para o Albino que mantinha os olhos concentrados na sopa a sua frente, mas não que estivesse com fome ou algo do tipo, apenas queria desviar a concentração da conversa.

 

-Então o Subaru ainda cuida das flores de Christa? que interessante, quando ela era viva ela amava demais aquele jardim mais que tudo. —  Akiyoshi comentou pensativo sem nem notar o tipo de seu comentário.

 

Subaru rosnou baixo e se levantou da mesa jogando o guardanapo de pano que repousava em seu colo na mesa e saiu de lá em passos pesados.

 

-Ai meu Deus, Akiyoshi! —  Luciana o repreendeu colocando a taça de vinho em cima da mesa.

 

Rosemary fez questão de se levantar para ir atrás dele, mas Reiji segurou seu pulso  e a olhou seriamente.

 

-Deixe ele, se você se meter pode ser pior.

 

-M-Mas…

 

-Ouça Reiji, Rosemary. —  Akiyoshi disse sério —  Ele apenas está nervoso, logo passará, não é de hoje que ele tem esses ‘ataques’.

 

-Apenas deixe ele se acalmar. —  Lucy aconselhou.

 

(...)

 

-Quem quer sobremesa? —  Luciana perguntou um hora depois do acontecido. —  Eu fiz um suflê de chuchu que é de dar água na..

 

-Ah, eu to bem cheio —  Laito disse nervoso.

 

-Eu não to com fome mais. —  Ayato também negou.

 

-Passo. - Shu apenas disse com os olhos fechados e o semblante calmo, parecia prestes a dormir.

 

-Recuso. —  Reiji disse educadamente com um ar sério.

 

-Érrh, passamos também. —  Aimée respondeu por todas e a Mulher deu os ombros.

 

-Sobra mais para nós no resto da semana, né Yoshi-Kun? —  A Mulher disse dando um sorriso para o Noivo.

 

-É… —  Ele lançou um olhar mortal para eles. —  Bem, que tal irmos todos para a sala de jogos?

 

-Eu irei lavar a louça. —  Lucy disse se levantando e começando a pegar os pratos da mesa.

 

-Ajudaremos —  Zoey disse pegando os pratos e as outras meninas começaram a tirar os pratos.

 

(...)

 

Os Rapazes jogavam uma partida de sinuca enquanto conversavam sobre assuntos aleatórios e as Meninas estavam na cozinha lavando os pratos e conversando.

 

-E então, não tem nenhuma notícia sobre o paradeiro do Pai de vocês? —  O Loiro perguntou se inclinado sobre a mesa e batendo na bola branca com o taco, acabou por fazer uma boca cair no buraco, fazendo um ponto.

 

-Não, o último que teve contato com ele foi Shu, e isso a um mês atrás. —  Reiji disse ajeitando o óculos no rosto.

 

Akiyoshi apenas murmurou um “Uhum” e voltou a fitar o jogo.

 

-E essas novas noivas?

 

-São apenas Bolsas de Sangue. —  Shu disse sem ânimo, o mesmo estava deitado de barriga para cima no sofá azul da sala de jogos, tentava se concentrar na música que tocavam em seus fones de ouvidos ligados no MP3 e ignorar o som das bolas de bilhar batendo umas nas outras e fazendo um som alto que ecoava pela sala.

 

-Não dou mais um mês. —  Reiji disse sério.

 

-Oras, sabemos que isso não é verdade. —  Akiyoshi rebateu, mas em seguida suspirou desistindo, sabia o quão cabeças duras eram os Sobrinhos.

 

(***)

 

-E então meninas? —  Luciana puxou conversa com um sorriso animado no rosto. - O que acharam dos meus Sobrinhos? eles tratam vocês bem?


 

As meninas se entreolharam corados e envergonhadas, todas sabiam o que sentiam dentro de si mesmas, mas não sabiam ao certo se o mesmo acontecia com as demais também.

 

Luciana vendo que a conversa renderia boas revelações e desabafos foi até a porta da copa e a fechou, logo depois pegou uma garrafa de vinho e algumas taças.


 

-Podem ir abrindo o jogo, sei que tá rolando algo. —  A Mulher disse com um sorriso estampado nos lábios vermelhos, ela abriu a garrafa e começou a encher as taças.

 

-Rolando? desculpe, mas não está rolando nada. - Zoey disse desviando o olhar e dando uma risada nervosa.

 

Mas é claro que isso não convenceu a Ruiva mais Velha, ela percebeu os olhares que os Jovens trocaram no jantar, e eram olhares que ela conhecia bem, olhares que ela trocava com Akiyoshi antes de se entregar por completo ao amor.


 

-Ah sim. - Ela bebericou um pouco de vinho e estendeu as taças para as meninas. - Então vocês são só amigos?

 

-Amigos?...acho que não… - Marry comentou contragosto - Amigos não maltratam amigos.

 

-Maltratam? eles...batem em vocês. - Ela perguntou incrédula, se fosse verdade, ela sairia dali rapidamente e gritaria umas poucas e boas com os Sobrinhos.

 

-Não, longe disso, eles não nos batem...nunca nos agrediram assim tão seriamente. - Rosamary disse observando sua taça com um líquido roxo dentro - Mas que eles são meio brutos sim… - Ela concluiu mordendo o lábio - “Principalmente Subaru, às vezes dá medo…”

 

-Às vezes Reiji é tão...cuidadoso comigo… —  Ayame começou a falar totalmente corada - Mas as vezes é rude e...bruto.

 

-Entendo...continuem a beber, vão se sentir mais relaxadas. —  Luciana disse séria e pensativa olhando para as Meninas, sabia que com um pouco de álcool elas logo desabafariam tudo, elas estavam escondendo algo, não de Luciana, mas sim de si mesmas, e essa noite teria revelações.


 

(...)


 

-Ele me trata bem, mas daí é só aparecer uma...uma… —  Ayame falava enquanto procurava algum sinônimo leve para se referir a uma certa Loira.

 

-Piranha, Vadia, Puta, Galinha, solta o verbo Aya-Chan! —  Luciana disse rindo e a Morena concordou com a cabeça.

 

-Daí é só aparecer uma...Vadia, que ele foge por horas e fica todo estranho, mas quando eu percebo que não devo TANTAS satisfações pra ele, ele vem e acha ruim! —  Ela reclamava bebendo o resto que tinha em sua taça.


 

Havia se passado quase uma hora, e agora todas estavam sentadas em volta de uma mesa e bebiam o vinho, não estavam completamente bêbadas, mas algumas estavam quase chegando lá.


 

-Hunf —  Rosamary bufou —  Não sei do que estão reclamando, o pior é você ter um envolvimento com a pessoa e ela parece que não aceita aquilo, como se fosse errado.

 

-Entendo… —  Luciana concordou com a cabeça de modo leve. —  Quero falar com você em particular depois, Rosemary.

 

-Ahn...okay. —  A Loira concordou se sentindo um pouco nervosa —  “Será que disse algo de errado?”


 

(...)


 

Logo a hora de ir embora chegou, os Rapazes foram buscar as Meninas na copa logo sentindo o cheiro do vinho que elas exalavam, todos —  Menos Laito, que sorriu pervertidamente ao ver que do jeito que Aimée estava “soltinha” essa noite eles teriam uma noite de prazer de certeza. E Subaru que ainda estava sumido. — brigaram com Luciana por dar álcool para as Noivas. Todos já se retiravam da mansão de Akiyoshi, haviam descoberto que ocorreu um acidente com a limusine que eles haviam alugado, então cada um resolveu pedir um táxi, como Subaru não havia aparecido para levar Rosemary para casa ela iria com Shu e Zoey, mas antes de passar pela porta Luciana a chamou, a Loira disse para os outros irem na frente que ela ia depois e seguiu a Ruiva pela casa até onde parecia ser uma biblioteca.


 

-Fiz algo de errado? —  Perguntou receosa ao entrar no local e se deparar com Luciana olhando um quadro enorme pendurado em uma das paredes perto da grande estante de livros, era um quadro antigo, um retrato feito a pintura com uma grossa moldura prateada com desenhos de rosas.

 

-Você sabe quem ela é? —  A Ruiva perguntou sem tirar os olhos da pintura.


 

Rosmary fechou a porta em silêncio atrás de si e se aproximou em passos receosos e tímidos, tinha os ombros encolhidos e a cabeça baixa, ao chegar perto de Luciana olhou para o quadro vendo a imagem de uma Bela mulher de cabelos muito claros e olhos avermelhados, ela vestia trajes brancos com detalhes que lembravam uma carta de copas e um enfeite avermelhado nos cabelos em volta de um pequeno coque.


 

-Não… —  A Loira respondeu encantada com a beleza da Mulher.

 

-Essa é Christa Sakamaki, a Mãe de Subaru.


 

Rosemary olhou surpresa para a Mulher ao seu lado, sua boca havia se aberto em um perfeito “o”, seus olhos azuis estavam arregalados pelo choque e uma de suas finas e delicadas mãos estava perto da boca como se tentasse esconder a surpresa, assim que ouviu a palavra “Mãe de Subaru” o ar lhe faltou, mas logo ela soltou o fôlego e relaxou os ombros.


 

-Ela é...Linda… —  Comentou ainda maravilhada —  “Tão parecida com ele...até os mesmos olhos tristes…” - Analisou os olhos vermelhos da Mulher da pintura, pareciam tão...sem vida…

 

-Me surpreenderia muito se Subaru tivesse lhe contado algo, ele não contou não é mesmo? —  Luciana falou e deu um leve riso triste com os olhos perdidos. —  Me lembro bem dela, Christa era tão alegre, doce e otimista, Você me lembra ela antes de conhecer Karl.

 

-Karl?

 

-Sim, Karlheinz, o Maldito Primo que destruiu a vida da minha Antiga Senhora. —  A Ruiva franziu as sobrancelhas se lembrando de uma época muito distante.

 

-Sua ‘Senhora’? —  Rosemary levantou uma sobrancelha confusa, a Ruiva deu um pequeno sorriso se divertindo com a confusão da Loirinha.

 

-Bem, sente-se Rosemary, pois a história é longa e complicada.


 

Rose assentiu e seguiu Luciana até uma mesa redonda com três cadeiras estilo vitoriano, elas se sentaram e a Ruiva suspirou profundamente ao notar o par de olhos azuis e curiosos da Loira a sua frente.


 

-Bem, eu comecei a trabalhar como Dama de Companhia da Christa quando éramos apenas Adolescentes, eu tinha 14 anos e ela aparentava ter seus 15 ou 16, nos demos bem logo de cara. —  Ela deu um pequeno sorriso —  Christa era uma mistura de uma pessoa bem humorada e falante, com uma tímida e reservada, e isso era muito adorável e combinava com sua aparência e jeitos meigos, Ela era uma Lady Renomada entre os Vampiros da corte, por sua beleza pálida e seu amor por rosas brancas ela foi apelidada de ‘White Rose’.

 

-R-Rosas Brancas? —  Rosemary balbuciou se lembrando das rosas do jardim de Subaru.

 

-Sim, agora deixe-me contar o resto da história Pequena Criança. —  Ela disse em tom gentil.

 

(***)


 

-Que estranho..o que será que a Senhora Luciana queria com a Rose? —  Zoey perguntou curiosa e pensativa olhando para o caminho que ela e o Loiro percorriam até o táxi que lhes esperava.

 

-Hm, nada de importante eu opino. —  Shu lhe respondeu sem ânimo em um tom sonolento.

 

-O que você achou do jantar? eu achei que estava ótimo. —  A Ruiva não parava de falar pelo nervoso, a cena que havia passado com o Ruivo na praia não saia da sua mente e a deixava nervosa e constrangida com a situação de estar a sós com ele de novo.

 

-É, Luciana faz uma boa sopa de mariscos. —  Ele respondeu ainda sem ânimo algum enquanto abria a porta do táxi e dava passagem para Zoey se sentar primeiro.

 

-Eu acho que devíamos ter esperado a Rose… —  A Garota disse olhando para Shu que falava o endereço do hotel para o Taxista.

 

-Ela vai ficar bem, já é quase uma adulta e sabe bem se cuidar. —  Ele a respondeu enquanto se encostava no banco traseiro do carro e fechava os olhos.

 

-Você não entende...ela é um imã de problemas. —  Tentou explicar a situação mas ficou calada ao ver o Loiro a olhar e dar um leve sorriso com um olhar sereno.

 

-Você também é. —  Shu disse antes de ligar seu Mp3 preso a sua gargantilha e voltar ao “Mundinho do Shu”.

 

-Eu não sou… —  Ela murmurou bem baixinho enquanto cruzava os braços e olhava para a janela a seu lado.


 

(***)


 

-Are, me espere. —  Katherine resmungou tentando acompanhar os passos do Ruivo.

 

-Hunf, não consegue ser mais rápida que isso? —  Ayato perguntou sorrindo travessamente enquanto aumentava o ritmo dos passos de propósito.

 

-Conseguiria se você mantivesse uma velocidade apenas! —  Ela reclamou bufando e começando a dar uma leve corrida, mas logo parou e suspirou começando a caminhar normalmente.


 

Não iria a lugar nenhum com aquela briga idiota e “competição” que o Ruivo Infantil de olhos verdes criou apenas para se vangloriar de sua vitória depois, na verdade apenas ficaria cansada e suada, então resolveu ir em seus próprios passos e seu próprio ritmo.


 

Ayato percebeu o ato da Menina e logo virou a cabeça confuso parando de andar rápido também, ficou parado com uma expressão de curiosidade no rosto até Katherine passar séria por ele.


 

-Não quis me alcançar porque? desistiu vendo que perderia?

 

-Perder o que? não me lembro de ter entrado em nenhuma competição ao jogo idiota seu. —  Kath revirou os olhos.

 

-Não precisa ser tão chata, está na TPM? —  Perguntou o Ruivo a Morena de curtos cabelos, ela olhou friamente para ele e virou o rosto para frente, Ayato bufou e colocou as mãos dentro dos bolsos da calça, não demorou nem um segundo mais e o táxi deles chegou.


 

(***)


 

-Gostou do jantar? —  Reiji perguntou sério olhando para Ayame que observava entretida o show de jatos de água que uma grande fonte de uma praça próxima, a Menina olhou para ele um tanto encabulada e sem saber o que dizer.

 

-É-Érh, sim, foi ótimo. — Ela respondeu em tom rápido e baixo, Reiji arqueou uma sobrancelha percebendo que algo não estava certo com a Menina.

 

-Não comeste muito. —  O Moreno disse olhando para frente e ajeitando os óculos no rosto.

 

-Are, eu nunca como o suficiente pra você. —  Ayame deu uma risada baixa descontraindo-se sem nem perceber —  Parece que quer me ver obesa, haha —  Ela pôs a mão por cima dos lábios tapando o riso.

 

-Hunf. - Ele apenas bufou e desviou o olhar. - Apenas não quero que fique doente ou fraca, você chegou a minhas mãos em um estado deplorável, sem contar que você nem sabe se cuidar sozinha. —  Seu tom era superioridade puro.

 

-É que agora eu tenho você para cuidar de mim, né? —  A Baixinha olhou sorrindo docemente para o Maior ao seu lado.


 

Reiji deu um sorriso de canto que quase não deu para notar, enquanto olhava nos olhos violetas de Ayame, logo o táxi chegou e ele logo tratou de abrir a porta da Ayame, assim como todo Cavalheiro deve fazer com uma Dama.


 

(***)


 

Laito carregava Aimée em seus braços, a Morena estava ainda consciente e dizia palavras desconexas, Laito apenas ria e se divertia com o estado atual da Garota.


 

-Não acredito que terei que cuidar da Bitch-Chan novamente. —  Laito riu enquanto a levava até o taxi.

 

-Hmm, Laito-Kun, eu posso andar… —  Aimée disse com a voz sonolenta, manhosa e arrastada. —  Eu não tô bêbada...não completamente.

 

-Uhum, sei.

 

-Ainda vamos transar né Lailai? —  Ela perguntou de forma sexy dando um apelido improvisado para ele enquanto passava uma das mãos pelos cabelos alaranjados e lisos dele.

 

-Mas é claro, ou você acha que estou te carregando e ajudando e não irei querer nada em troca?

 

-Huhuhu, você é mesmo um Pervertido. —  Ela sorriu em uma mistura que apenas ela sabia fazer, doce e sedutor, e Laito amava esse sorriso, poderia dizer que a coisa que ele mais amava nela era o sorriso, não os peitos, bunda ou coxa.


 

(***) - (...) - Narrador Pov’s Off - Zoey Pov’s.


 

O clima dentro do táxi estava muito chato e parado, ainda mais pelo trânsito engarrafado, pode me chamar de hiperativa, mas eu ODEIO ficar parada por muito tempo, olhei para o lado e vi Shu tirar uma soneca com a cabeça encostada no vidro do carro, a música em seu mp3 tá tão alta que dava para ouvir de fora, pelo que consegui indentificar era algo parecido com piano e violoncelo, uma sonata.

 

Suspirei alto e pûs meu cotovelo em cima do joelho e minha mão servindo de apoio para meu queixo, olhei com o canto dos olhos vendo um brilho colorido bater na janela do carro, assim que olhei pela segunda vez com mais atenção pude notar um parque de diversões funcionando praticamente do outro lado da rua.


 

-S-Shu! —  Cutuquei animada o Loiro ao meu lado e recebi como resposta apenas um gemido e um leve abrir de olhos sonolentos. —  Tem um parque de diversão bem ali! —  Apontei com um dedo em direção ao parque, enquanto com o outro cutucava seu braço.


 

-Ahn… —  Ele bocejou sonolento —  E o que eu tenho haver com isso?


 

Fechei a cara ao ouvir as palavras dele, franzi as sobrancelhas e forcei um sorriso, tentaria convencê-lo a me levar lá!.


 

-Será que...podemos ir lá? por favor… - Pedi o olhando sugestivamente enquanto brincava com meus próprios dedos em uma maneira de tentar aliviar o constrangimento e a tensão que aqueles olhos azuis estavam me proporcionando ao me fitar daquela maneira tão profunda.


 

Ele pareceu pensar por uns instantes, mas sem retirar o semblante sério do rosto, logo suspirou e negou com a cabeça.


 

-Não invente coisas Zoey, estou cansado e quero ir para casa dormir, se quiser ir vá sozinha. —  A última frase saiu de seus lábios com um certo tom de sarcasmo, ele colocou o fone no ouvido e voltou a encostar a cabeça na janela e a fechar os olhos.


 

Ótimo, se ele não quer me levar...eu irei sozinha mesmo, pensei retirando meu cinto e abrindo a porta do táxi, corri entre os carros parados na estrada por conta do mau-trânsito e fui em direção ao parque, mas ao pôr meus pés na calçada alguém pegou em meu braço e me virou bruscamente, era Shu com uma expressão séria. ele veio até aqui? tipo, saiu do carro e veio até mim? se mexeu? é sério?


 

-Nunca mais saia desse jeito. —  Ele disse em tom frio, mas logo suspirou - Você quer tanto ir? então vamos. —  O Loiro falava enquanto me puxava até o Parque, não conseguia dizer nada, estou tão..surpresa com a atitude dele, certamente não é o Shu que conheço!

 

(...)

 

Assim que entramos no parque Shu sumiu da minha vista por alguns segundos, olhei em volta procurando o Loiro pela multidão, o encontrei sentado em um banco, ele tinha os braços cruzados e os olhos fechados, repousando novamente, mereço…, andei até ele em passos rápidos e o cutuquei seu ombro.


 

-Pensei que iria comigo. —  Falei um tanto decepcionada enquanto cruzava os braços e desviava o olhar.

 

-Ah, eu já lhe trouxe aqui, não espere mais de mim Zoey. —  Ele disse em um tom baixo e cansado. - Vá brincar e me deixe. descansar.

 

-Vai mesmo me deixar sozinha nessa?


 

Ele arqueou uma sobrancelha e riu de canto.


 

-O que vai acontecer? a montanha-russa vai te devorar você? não sou sua Babá e você é bem grandinha para se cuidar sozinha.


               

Ahh como eu queria dizer isso na cara dele em todas as vezes que, mesmo irritada, tive que força-lo e ajudá-lo a fazer algumas coisas por si mesmo.

 

Shu-Kun, coloque o uniforme direito!

 

Shu-Kun, abra a boca para comer!

 

Shu-Kun, mantenha os olhos abertos nas aulas!

 

Shu-Kun, não durma na escadaria, alguém pode tropeçar em você!

 

Shu-Kun, levante-se para ir a escola!

 

Shu-Kun, abaixe um pouco a música, isso pode danificar seus ouvidos!

 

Shu-Kun, coloque uma blusa, está frio!

 

Shu-Kun, a equação dessa conta não é 8!

 

Shu-Kun, preste atenção!
 

 

Argh, eu sou a Mãe dele ou o'que? cuido dele desde que cheguei nessa mansão, mesmo brava com ela não o deixei para trás, estou sempre ajudando e cuidando dele, mas por que? a troco de que? ser uma Trouxa?


 

Quando dei por mim já não estava mais com Shu, e sim entrando no carrinho da montanha-russa, como cheguei aqui? fiquei tão imersa nos pensamentos que nem notei que estava vindo até um brinquedo?

 

Assim que colocaram o cinto em mim suspirei tentando relaxar e esquecer, esquecer algo que está na minha mente em quase um mês inteiro, algo não, alguém, alguém de cabelos Loiros ondulados, alguém que possui os olhos azuis mais lindos que eu já vi em toda minha vida, alguém que possui os melhores lábios que já provei…

 

(***)

 

-Não vai me dizer que estas brava com algo que fiz? afinal, eu me lembro de não ter feito nada. —  Ayato dizia sarcástico, mas no fundo estava mesmo curioso para saber o que havia de errado com a Garota ao seu lado no táxi, ela havia passado a viagem inteira calada, com um bico nos lábios os deixando mais carnudos e os braços cruzados.

 

-Você não fez nada Ayato, você nunca faz nada. —  Ela rolou os olhos entediada e ele se ajeitou no banco a olhando com as sobrancelhas franzidas.

 

-Isso é pelo lance do “Castigo”? —  Ele perguntou sem compreender, as bochechas dela coraram e seus olhos se desviaram dos olhos verdes do Ruivo, dando a ele a resposta da tal pergunta. —  Ahhh não brinca, você queria mesmo fazer sexo comigo.

 

-AYATO! - Katherine gritou ao ver o Motorista olhar para o casal pelo retrovisor, Ayato começou a rir e ela escondeu o rosto com apenas uma mão. —  Não seu IDIOTA! eu não quero transar com você, é só que eu...eu… —  Ela gesticulou tentando achar algo para dizer, mas não sabia ao certo, nem sabia do porque ter ficado tão brava com ele do nada.

 

-Sou tão irresistível assim? —  Ayato mordeu o lábio fazendo uma expressão sexy.

 

-Cale a boca. —  Ela murmurou se afastando dele indo mais para o lado, mas o Ruivo puxou seu pulso com certa violência, e antes que ela pudesse pronunciar qualquer coisa teve seus lábios tomados por Ayato em um beijo quente.


 

Ele levou uma das mãos até as costas da Morena e a deitou no banco lentamente, com a mão livre fechou a “janela” que separava o Taxista do banco de trás.


 

-A-Ayato, pare, hmm… - Ela gemeu arqueando um pouco as costas enquanto o Ruivo se posicionava ficando por cima dela. —  A-As pessoas vão n-nos ver… — Ela se repreendeu mentalmente, estava mesmo se preocupando apenas no fato se as pessoas veriam, e não que sua virgindade seria arrancada dela ali no banco traseiro de um táxi?

 

-São vidros fûme, e temos um tempinho até chegar no hotel. —  Ayato disse com a voz rouca e abafada enquanto mordiscava o pescoço da Menina que arfava a cada toque.

 

-A-Ayato, para… —  Ela jogou a cabeça para o lado e esfregava uma perna na outra para afastar a excitação. - N-Não quero isso. —  Ela falou baixo para si mesma, como se tentasse convencer a si mesma de que se algo acontecesse, ela não esteve a favor em nenhum momento.

 

Ayato dedilhou os dedos na coxa da Garota Vulnerável até  o cós do shorts dela, se preparou para força-lo para baixo, mas pequenas e finas mãos o impediram, ele olhou para a Morena, seu rosto estava corado e sua respiração ofegante.

 

-Não… —  Ela sussurrou com os olhos marejados —  Eu não quero isso, não aqui… —  Ayato olhou para baixo pensativo por poucos segundos, até que voltou o olhar para ela e assentiu sereno, como se entendesse o lado dela, algo que surpreendeu tanto a ela quanto a ele mesmo, Ayato nunca parava para se pôr no lugar do outro.

 

-Entendi… —  Ele suspirou pesadamente —  Se você não quer fazer isso, quem sou eu para lhe obrigar? —  Ele começou a se levantar de cima dela, quando foi surpreendido por uma mão lhe puxar de volta para baixo pela nuca e seus lábios serem tomados em um beijo fechado delicado e calmo, ele segurou a cintura da Menina e a puxou para cima se sentando no banco e a colocando por cima de seu colo, antes que ela pudesse falar algo ele a interrompeu —  Iremos com calma, mas já lhe aviso que não irei me segurar por muito tempo. —  Ele disse com um sorriso safado.


 

Katherine assentiu corada, sem dizer uma única palavra apenas deixou-se levar,  sentiu as mãos frias do Ruivo passarem por suas costas e viu ele se inclinar para frente tomando os lábios dela com calma, logo pediu permissão com a língua e ela cedeu, aos poucos o beijo foi se intensificando, as mãos de Katherine se encontravam nos ombros do rapaz e as dele haviam descido entre a coxa e a bunda dela, onde ela dava alguns tapas de vez em quando fazendo ela gemer alto de dor e prazer, Ayato mordeu o lábio da menina e o puxou parando o beijo por um tempo, ambos se encararam olho no olho um tanto ofegantes, Ayato não conseguia conter um pequeno sorrisinho que havia crescido no canto dos lábios do mesmo, sem dar aviso algum, foi a vez de Katherine avançar sobre os lábios do Ruivo, invadiu a boca dele e com a língua explorou cada canto, cada gesto da Morena fazia Ayato delirar, o Rapaz desceu os beijos da boca até o colo dela, passando beijos quentes e molhados pelo queixo e pescoço dela, fazendo uma trilha até um pouco abaixo da clavícula, deu uma lambida no local escutando as arfadas da Morena e a mordeu cravando suas presas ali.


 

Katherine soltou um pequeno gritou de dor, jogou a cabeça para trás e agarrou aos cabelos avermelhados de Ayato enquanto sentia seu sangue ser sugado por ele.


 

-A-Ayatoo! —  Ela gemeu surpresa ao sentir uma das mãos dele entrar por baixo da curta blusa dela e apertar um de seus seios ainda coberto pelo sutiã. —  Você disse que ia com calma! —  Ela o repreendeu.

 

-E você quer mais calma do que isso? se sinta privilegiada de eu ter lhe dado tempo e estar sendo tão gentil com você Panqueca —  Ayato disse com um sorriso sarcástico e um olhar desafiador, mas pareceu ter se lembrado de algo e arregalou os olhos surpreso e em choque com algo, com algo que começou a preocupar Katherine.

 

-Ayato…? —  Ela o chamou começando a ficar preocupada com a estranha mudança de humor do Ruivo. —  Ayato, o que houve? —  Perguntou aflita colocando uma mão no ombro dele, Ayato balançou a cabeça como se quisesse afastar algum pensamento e jogou a Menina que estava em seu colo para o banco ao lado fazendo ela dar um mini grito pelo susto repentino. —  O-O que deu em você? - Ela perguntou indignada.

 

-Cale a boca. —  Ele respondeu frio enquanto virava o rosto para a janela do carro.


 

Ela ia retrucar e gritar com ele, mas ao ver os olhos distantes do Ruivo percebeu que algo de ruim havia acontecido a ele, ele havia se lembrado de algo, ela tinha certeza disso, mas ele provavelmente não falaria agora, então resolveu se calar e deixar-lo quieto.

 

(***)


 

Ayame e Reiji foram os primeiros a chegar no resort e foram direto para seus quartos, Reiji retirava sua gravata enquanto Ayame tirava seus sapatos de salto alto dando um suspiro de alívio, já estava sentindo dores nos pés.


 

-Você não devia usar um salto tão grande —  Reiji lhe aconselhou sério —  Esse salto não é adepto ao seu tamanho pequeno, você fica andando torto e torce o pé diversas vezes.

 

-Hm, a Aimée-Chan disse que as Mulheres ficam mais bonitas e “poderosas” de salto alto —  Ayame se explicou fazendo aspas com os dedos quando disse a palavra “poderosas”, ato que quase fez Reiji rir, certamente ele tinha que admitir, Ayame era adorável em qualquer circunstância. —  E ela é muito bonita e vive de salto, então eu achei que...sei lá, eu poderia ficar mais atraente também. —  Ela encolheu os ombros, abaixando a cabeça e sorrindo tristemente —  Mas se você está falando que eu fico estranha com eles, é porque comigo eles não funcionam…


 

Reiji suspirou pesadamente e foi até a menina, colocou uma mão sobre o ombro dela e se inclinou depositando um leve beijo em sua boca entreaberta, Ayame não retribuiu o beijo por conta do choque, estava surpresa demais e não acreditava que ele havia feito aquilo, o mesmo se pôs em sua posição habitual de sempre com um semblante sério e frio, como se o que acabara de acontecer não tivesse o afetado ou significado nada para ele.  


 

-Você não precisa de um par de sapatos sofisticados para ficar bonita Ayame, agora vá se banhar e depois durma, partiremos cedo amanhã. —  Ele falou sério dando as costas a ela e saindo do quarto, sinceramente, ele precisava de um tempo para si mesmo, afinal, ele também não entendeu o porquê de seu ato, e agora o gosto de morangos que os lábios de Ayame possuíam estavam nos seus, o que fazia-o querer mais e mais dela.

 

-R-Reiji… —  Ela sussurrou assustada e logo levou o indicador e o anelar para tocar seus lábios. —  Ai meu deus...ele me beijou...o Reiji-Kun me beijou! —  Ayame olhou em volta tentando se recuperar da surpresa com um sorriso bobo nos lábios que ia de orelha a orelha —  E foi o meu primeiro beijo, ai meu deus! —  Ela sacudiu as mãos afobada e logo respirou fundo se acalmando —  Okay Ayame, não se desespere, se Reiji-Kun lhe beijou foi apenas porque...porque… —  A Menina franziu os lábios ao não encontrar uma explicação para o ato do Moreno. —  “Por que ele ‘me ama’? não, isso seria ridículo...ele não seria tonto de me amar, apenas pessoas idiotas como eu começam a gostar de pessoas superiores como o Reiji…”

 

Ayame se jogou na cama perdida em pensamentos, não tinha mais certeza de nada, não sabia porque Reiji havia lhe beijado, sabia que achava ele muito Bonito, Charmoso, Inteligente, Sofisticado e Maduro, e também que tinha um certo interesse por ele que nunca sentiu com mais ninguém, o que chegava a ser confuso para ela, mas não sabia se poderia ser correspondida caso estivesse sentindo o que tinha em mente.

 

 

(***)


 

Zoey havia ido em todos os brinquedos que tinha vontade...digo, na real ela havia ido em apenas três, e nem se concentrou em se divertir, estava um tanto deprimida e pensativa, e claramente se odiava por isso.

 

A Ruiva andou até o banco onde o Loiro continuava dormindo sentado, seus passos eram lentos e arrastados, ao chegar na frente do Loiro o chutou de leve sem expressão alguma no rosto, Shu abriu apenas um olho e retirou um fone de ouvido da orelha enquanto encarava a Menina cansado.


 

-Se divertiu? —  Perguntou com um leve bocejo, mas teve apenas como resposta um revirar de olhos e um “Vamos logo” em forma de murmúrio, confuso ele se levantou e seguiu Zoey que já estava mais a frente, ele certamente não faria esforço algum para alcançá-la e ela sabia disso, essa moleza e preguiça do Loiro já estava enchendo ela.

 

(***) - (...)
 

Reiji andava calmamente pelo saguão do resort, ele estava pouco movimentado pelo fato de já ser quase meia-noite e meia, mas ainda havia umas dezenas de pessoas ali naquele local, precisava de um tempo para pensar no porquê de ter sido tão impulsivo com Ayame, ela era uma Humana...pior, ela era a Bolsa-de-sangue dele, a Noiva de Sacrifício, ser uma Noiva de Sacrifício já é sinônimo de morte certeira, e Reiji sabia que não estava em seus planos se relacionar com uma Humana, precisava de uma Vampira Nobre para ter mais poder e status assim que assumisse o posto de Líder da Família, e quem sabe até mesmo Rei dos Vampiros, e não conseguiria ser bem visto pela Sociedade com uma reles humana ou meia vampira andando com ele para cima e para baixo, e ainda mais ter filhos com ela e estragar o DNA perfeito que a Família carregava.

 

Era óbvio que sentia algo por Ayame, Reiji nunca daria suma importância a qualquer ser e muito menos cuidaria dele como se fosse a coisa mais frágil do mundo, se bem que às vezes pensava que Ayame poderia mesmo ser a coisa mais frágil do mundo, tanto fisicamente quanto emocionalmente, sua facilidade para adoecer ou chorar são surpreendentes, porém Ayame é um ser adorável e encantador, impossível não se apegar a Garota de marias-chiquinhas azuladas, e Reiji sabia disso.

 

Continuou andando pelo saguão até notar uma presença estranho no meio de tantas outras presenças consideradas “normais”, era como se ele pudesse sentir a atmosfera do lugar mais pesada e uma aura maligna rondando como se fosse parte do ar, Reiji olhou em volta tentando ao máximo continuar com uma expressão séria no rosto, por mais que estivesse surpreso ao extremo, e ao se virar viu mais ao longe, perto do balcão de recepção, nove homens com ternos sociais pretos combinando, sentiu um frio na espinha ao notar os colares com pedras roxas-escuras que todos possuíam no pescoço, ele sabia o que aqueles homens eram e o que queriam, e a primeira coisa que se passou pela cabeça dele foi ‘achar Ayame e seus Irmãos’, afinal, precisavam sair desse lugar o mais rápido o possível.


 

-Merda… —  Ele grunhiu dando meia volta e andando em passos rápidos até o elevador, não podia chamar a atenção deles, se soubessem que ele e seus Irmãos estavam realmente ali, seria o fim.

 

(***)


 

Rosemary acabará de chegar ao resort mas resolveu não entrar direto no quarto, precisava de um tempo para processar a história que havia escutado de Luciana, não conseguia esconder o choque, a vida de Subaru poderia ser até mais triste que a dela, a Loira riu de canto pensando o quão boba estava sendo ao comparar dores alheias com as suas e vice-versa, ela continuou a andar até as piscinas que ficavam na parte de trás do resort.

 

O local era iluminado apenas pela luz da lua e alguns poucos abajures altos espalhados pelo local, o reflexo da luz batia na água da piscina grande que a Loira estava a observar, ela tinha as mãos dentro dos bolsos da jaqueta de couro preta, uma expressão pensativa no rosto e os olhos azuis distantes.

 

Mil coisas se passavam em sua mente, a principal delas é o mistério de “como que Christa morreu?”, Luciana não lhe quis contar essa parte da história e lhe disse que ela saberia apenas do resto, Christa era prima e esposa de Karlheinz, Subaru era amado e odiado por sua sua mãe que havia ficado louca com o passar dos anos ao descobrir os planos de Karl com ela, Subaru se odiava e se considerava a pior coisa do universo por conta do tratamento que tinha de sua mãe, o Albino odiava mais ainda seu Pai por tudo que ele fez ele e sua mãe passar.

 

A Loira suspirou profundamente e levantou o queixo observando as poucas estrelas que haviam no céu, estava tão perturbada que nem notou um Homem de terno preto e cabelos castanhos curtos se aproximar dela com um pano com álcool, foi surpreendida pelo homem que a abraçou por trás prendendo seus braços e a levantou, Rosemary gritou e balançou freneticamente as pernas no ar em total desespero, o Homem andou para trás indo para longe da piscina e a jogou no chão, o Homem se pôs de joelhos e pegou uma pequena faca em seu bolso, ela arregalou os olhos e no desespero acabou por chutar o homem bem no queixo fazendo ele cair para trás.

 

Aproveitando a situação ela se levantou e tentou correr daquele lugar, mas alguém segurou seu braço com força e a virou, Rose mal pode acreditar quando viu o Homem ali com ela, era impossível ele ter se levantado tão rápido e consegui correr até onde ela estava, diria que era até sobre-humano.


 

-Me largue! —  Ela pediu tentando empurrar o Homem —  O que quer de mim?


 

Estremeceu ao ver ele apenas sorrir, um sorriso cheio de dentes afiados, não era como os dentes de um Vampiro cujo apenas as presas são afiadas, todos os dentes daquele homem eram afiados, como os de um tubarão, ele definitivamente não era humano, ele pegou o pano com álcool que ainda permanecia em sua mão e aproximou do rosto da Loira que tinha os olhos arregalados e vidrados, estava em completo choque, quando o pano estava a centímetros de seu nariz e ela podia já sentir um forte cheiro estranho que a fazia perder os sentidos de pouco em pouco, o Homem foi puxado para trás dela e erguido no ar por um Albino de furiosos olhos vermelhos.

 

Subaru tinha sua adaga na mão livre, ele a girou entre os dedos e apunhalou o Homem bem no meio do peito, Rosemary ao ver a cena gritou e tapou a boca assustada, lágrimas já se formavam em seus olhos azuis, Subaru jogou o homem na piscina e se surpreendeu ao ver ele se dissolver e virar espuma, apenas o que sobrou dele fora uma espuma negra que boiava nas águas e um colar com uma pedra arroxeada que agora afundava até o chão da piscina, ao ver o colar Subaru arregalou os olhos surpreso, sabia do que se tratava aquele Homem, e sabia que tinha que sair do Resort com Rosemary o mais rápido possível.


Notas Finais


Desculpem pela demora.
Estou enfrentando uma das piores fases da minha depressão - sim eu tenho depressão - Mas ireis postar mais caps - se possível.

^^


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