História Diabolik Zombies - Capítulo 11


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Reiji Sakamaki, Ruki Mukami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Diabolik Lovers, Drama, Romance, Yaoi, Zombies
Exibições 129
Palavras 2.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não postei o dessa semana então estou postando agora
E o próximo sairá na quarta ou terça porque semana que vem não vou conseguir postar no dia combinado porque vai ter a semana de provas e eu estou quase repetindo de ano <3

Espero que gostem desse capítulo.

Capítulo 11 - Conflitos


Fanfic / Fanfiction Diabolik Zombies - Capítulo 11 - Conflitos

Ayato:

Pode ter certeza de uma coisa: Eu não planejo morrer tão cedo, tenho planos, ainda não posso morrer.

O que adianta estar com uma faca na cintura e não empunhá-la quando eu for limpar um local? Eu fui muito desligado agora; mesmo com dificuldade consegui segurá-lo com um braço, a boca dele estava chegando bem perto de mim quando eu consegui pegar a faca com a minha outra mão e esfaqueá-lo na cabeça, ele na hora parou de se mexer e grunhir caindo encima de mim, suspirei aliviado.

“Essa foi por pouco” penso ofegante “Por muito pouco”, empurrei-o de cima de mim e levantei cambaleando e tremendo, me apoio na parede olhando para a minha mão trêmula e dessa vez tenho certeza que não é por causa de adrenalina, medo? Pavor? Estou a um tempo considerável aqui para continuar sentindo essas coisas.

Não sei explicar ao certo, mas um velhinho deformado cheio de sangue e resto de carniça na boca bem perto de mim tentando me morder é perturbador, ao olhar minha mão percebo ela ficar molhada com algo, estou chorando ainda por cima? Ok, talvez meu cérebro esteja chegando ao limite.

Dou-me a liberdade de cair no chão encolhido, ofegante e suando frio, acho que não vou conseguir escapar do constante medo que é viver aqui, os soluços rasgam minha garganta enquanto as lágrimas caem pelo meu rosto, vim parar no inferno... Depois de alguns minutos assim ergui a cabeça e olhei para frente, limpei as lágrimas e me levantei, não posso me dar o luxo de chorar igual um bebê encolhido no chão, mas também não posso me livrar do medo, então o jeito é viver com o medo e aprender a lidar com ele.

Pelo Raito e Kanato que eu ainda tenho que encontrar, eu não posso morrer até ter certeza de que eles estão vivos ou mortos, se estiverem mortos eu quero achá-los se estiverem vivos eu também quero achá-los, eles estão em algum lugar por aí e eu irei achá-los nem que eles estejam na França.

Acho que é o que eu preciso, um motivo para viver aqui um motivo para suportar tudo isso e eu já achei, vou viver por isso.

Saio do quarto indo até o quarto ao lado abrindo a porta e achando um quarto de adolescente rebelde e provavelmente punk com pôsteres na parede, acho que nem mesmo as famílias mais religiosas escapam da adolescência punk que alguns adolescentes cismam em seguir, com certeza Subaru vai adorar esse quarto...

Shuu:

Estou num quarto de casal vasculhando tudo, dessa vez achei uma mulher aqui e a matei sem maiores dificuldades, olhei debaixo da cama e no guarda roupa para ver se tem alguma coisa dentro deles, felizmente tudo limpo só havia esta mulher mesmo, sento-me na cama respirando fundo.

Esse lugar parece agradável, eu gostaria de poder relaxar por aqui durante um tempo e colocar as ideias no lugar, sem contar que essa cama parece confortável, o único fator que me preocupa é que Reiji está estranho ainda, esses desmaios que ele tem estão me deixando preocupado e os ferimentos que eu não sei sequer a gravidade...

Espero que tudo fique bem, por mais difícil que seja acreditar nisso.

Yui aparece na porta do quarto sorrindo minimamente.

-Está tudo limpo, eu acho. – Ela avisa e sai.

Levanto da cama e vou atrás dela procurar Ayato, assim que saio do quarto vejo Ayato saindo do quarto que é no fundo do corredor com um olhar diferente do vazio de antes, dessa vez está mais determinado e ele está mais sujo de sangue que antes.

-Achou algum? – Pergunto.

-Sim, um velhinho.

-Pobre senhor Mistky... – Yui diz lamentando.

Descemos as escadas e fomos até a cozinha vendo Reiji encostado no balcão balançando a perna de maneira um pouco nervosa encarando o nada e Subaru olhando pela janela, os dois desviam o olhar para nós quando entramos.

-Algum problema? – Ayato pergunta para Subaru.

-Não, só estava vendo se tem algum lá fora...

Encaro Reiji que apenas me olhou encarando de volta com uma sobrancelha arqueada.

-Precisamos nos preparar para a noite. – Falo. – Talvez seja melhor alguém procurar um carro bom com gasolina para deixar na entrada da frente, o meu eu vou colocar na porta dos fundos, se ficarmos encurralados por um canto poderemos sair pelo outro.

-Concordo, pode deixar isso comigo eu entendo bastante de mecânica. – Yui diz fazendo like com o mão.

-Que tipo de freira era você? – Reiji pergunta com os olhos arregalados.

-Uma freira atualizada. – Yui responde estalando os dedos e fazendo arma com eles para Reiji, consegui perceber até a piscadela que ela deu para ele, Reiji deu uma pequena risada com isso.

-Não podemos perder tempo então freira atualizada vá lá.

-Ok, capitão! – Yui diz no maior bom humor e joga algo para mim que eu pego com apenas uma mão. – Achei isso em um dos quartos, é melhor do que gastar bateria do celular só para ver as horas. - Abro a mão e vejo um relógio de ouro, coloco-o no pulso.

Yui sai da casa me deixando sozinho com meus irmãos.

-Eai o que iremos fazer? – Ayato pergunta.

-Bom primeiro precisamos arrumar um jeito de enxergar aqui de noite, com certeza não vamos poder acender as luzes porque os zumbis irão nos ver, e quando acharmos alguma forma de ter luz aqui dentro precisamos reforçar as janelas para que não saia luz daqui. – Reiji comenta. - Aqui tem cortinas, mas precisamos reforçar de alguma forma.

-Tábuas? Precisamos de pregos também. – Ayato complementa.

-Eu e Subaru podemos cuidar disso. – Reiji conclui. – Vimos que tem várias tábuas lá nos fundos e tem pregos no depósito que tem ali debaixo da escada.

-Vocês foram lá fora nos fundos? – Pergunto. – E acharam um depósito debaixo da escada?

-Não é bem um depósito, é mais uma espécie de quartinho cheio de coisas. – Reiji conta parecendo feliz com a descoberta, mas eu não estou nem um pouco feliz com isso.

-Você tem noção do quanto isso é perigoso? E se tivessem vários nos fundos? E se estivessem trancados vários nesse ‘depósito’? – Falo num tom de voz estressado com Reiji que apenas me olha com a sobrancelha arqueada. – E pior: e se você desmaiasse quando aparecesse vários?

-Não temos tempo para falar em ‘e se’, Shuu, o tempo está passando. – Reiji diz e sai andando junto com Subaru.

Ficaram apenas eu e Ayato na cozinha, Ayato me olha com o cenho franzido.

-O que foi? – Pergunto ainda estressado.

-Nada... Como vamos bloquear as portas? Se muitos deles se juntarem nas portas talvez elas não aguentem.

-Talvez se colocarmos os sofás quando a Yui chegar, vai ser o suficiente.

Ayato apenas dá de ombro e fomos conferir se o sofá é pesado suficiente para conseguir bloquear a porta contra um peso maior, concluímos que sim, logo depois fomos no tal depósito ver o que tem lá e realmente tem bastante coisa como comida enlatada, velas, martelos, pregos, ferramentas, kit primeiro socorros...

As velas com certeza darão conta da iluminação de noite porque elas parecem aquelas velas de motel que não iluminam quase nada e se colocarmos poucas a iluminação vai ser menor, mas ainda assim iremos conseguir enxergar, após contar minha ideia para Ayato, ele concordou com isso.

A única coisa que ainda me incomoda é que ele me olha como se quisesse me dizer alguma coisa ou como se estranhasse alguma coisa.

Após terminarmos tudo –inclusive de espalhar as velas pelo local e arrastar os corpos dos zumbis para fora- resolvi perguntar a ele o porquê dos olhares:

-Por que está me olhando assim desde que saímos da cozinha?

-Assim como?

-Desembucha logo, Ayato.

-Nada demais... É só que eu nunca tinha te visto daquele jeito falando com o Reiji, vocês mal se falavam quando moravam no mesmo lugar, quando ele tentava falar contigo era só para te xingar e você nunca deu bola para ele, aliás nunca sequer se importou com a existência dele a não ser que ele tentasse encostar em você, aí vocês dois tentavam se matar, mas não era nada demais.

-E...?

-E dessa vez você está diferente, você pareceu preocupado com ele no carro, na cozinha o repreendeu e deu bronca como se ele fosse uma criança que aprontou.

-O que tem isso?

-Não sei, eu posso estar sendo melodramático, mas parece que isso tudo está te fazendo agir como um irmão.

Não consegui responder Ayato, ele realmente me pegou de surpresa, eu não percebi que estou agindo assim, mas parando para pensar eu realmente estou me importando mais com Reiji, antes nós brigávamos ou eu simplesmente fingia que ele não existia, admito que mesmo se ele morresse, eu não me importaria muito... naquela época, porque agora eu não sei bem porquê, mas quero que ele viva.

-Eu acho que até eu mudei o pensamento em relação aos meus outros irmãos. – Ayato conta. – Antes eu quase enlouqueci e depois eu não sabia ao certo o porquê de eu estar vivendo, eu acho que eu precisava de um objetivo para isso tudo que não fosse ‘Viver fugindo só para sobreviver’, eu precisava de algum motivo para sobreviver e acho que achei ele. Shuu, eu quero achar Raito e Kanato.

-...

-Que foi?

-Você sabe que não faz a mínima ideia de onde eles estejam, certo?

-Sim, eu sei, mas Reiji deve ter pistas e eu preciso achá-los vivos ou mortos.

Ouvimos a porta da frente abrindo logo depois disso, fomos ver quem é com nossas armas em mãos já apontando para seja lá que fosse, abaixamos assim que vimos que é apenas Yui com roupas novas, sacolas e um sorriso no rosto.

-A coisa boa de um apocalipse é que eu posso entrar nas lojas de roupas e pegar tudo de bonito sem ter que pagar. – Ela comenta com um sorriso de orelha a orelha.

-Você é uma sem noção. – Ayato responde revirando os olhos.

-Fala isso porque ainda não viu o guarda roupa dessa família, aposto que você não ia gostar nada da roupa de igreja deles.

Yui mostrou algumas roupas para Ayato e eu resolvi deixá-los sozinhos e ir ver como estão Reiji e Subaru, ouvi um pouco de barulho no andar de cima, um bom sinal, quer dizer que eles já conseguiram tampar todas as janelas do primeiro andar, ouço o barulho de um corpo caindo no chão no andar de cima então subo correndo para ver o que aconteceu.

Ouço um grunhido de dor, sigo a voz até chegar em um dos quarto onde Reiji está agachado no chão com a mão na coxa.

-Reiji? O que aconteceu? – Pergunto. – Cadê o Subaru?

-Resolvemos que ele colocaria as tábuas em um quarto e eu no outro assim iria mais rápido. – Ele responde levantando ao se apoiar na parede.

-Eu te ajudo.

-Não preciso da sua ajuda. – Ele retruca com raiva. – Consigo fazer sozinho. – Reviro os olhos com isso enxergando o Reiji criança ali.

-O tempo é curto daqui a pouco vai anoitecer.

-Eu consigo fazer isso sozinho. – Reiji repete empinando o nariz, reviro os olhos pela segunda vez. – Dá para parar de revirar os olhos igual um cínico toda vez que falo algo?

-Se você falar algo mais adulto talvez eu pare.

-O que você quer dizer com isso? Apesar de ser um ano mais novo eu sou mais maduro do que você, você é só o fracassado da família que fica repetindo de ano toda hora.

-Isso não importa mais, Reiji, cresça não existe mais essa hierarquia maluca que só existiu na sua cabeça esse tempo todo.

Reiji começa a ficar vermelho de raiva, quando ele começa a ficar vermelho só pode ter uma certeza: ele vai começar a ficar louco de raiva e a gritar.

-Não ouse gritar e entregar tudo agora que estamos conseguindo um lugar para passar a noite, pare de ser criança.

-Morra Shuu. – Ele diz rosnando.

Aquilo me afetou de alguma forma, ele sempre falava isso quando morávamos juntos, mas agora me afetou um pouco, mas óbvio que não vou demonstrar, apenas sorri de canto para ele fazendo minha melhor cara de cínico e revirando os olhos.

Ele com certeza esperava que eu fosse retrucar falando alguma coisa, mas eu apenas dei as costas e desci as escadas sem ver Ayato e Yui no lugar que estavam antes, fui para fora de casa e vi os dois vendo o carro que Yui tinha acabado de trazer.

-Esse carro está com o tanque pela metade. – Yui me conta assim que eu chego perto deles. – Só foi abandonado porque tinha acabado a bateria, mas eu dei um jeito nisso, peguei a bateria de outro carro e coloquei, esse aí vai rodar bastante ainda.

-Assim espero. – Falo olhando bem para o carro que parece novo em folha. – Vamos colocar algumas malas com suprimentos básicos nesse carro, seja lá para qual carro iremos correr ele terá alguns suprimentos para nos manter durante um tempo.

-Então podemos deixar um pouco em um carro, um pouco no outro e um pouco lá dentro, o que acha? – Ayato pergunta.

Apenas fiz que ‘sim’ com a cabeça e comecei a arrumar tudo, terminamos bem na hora certa, entramos e fizemos como eu e Ayato combinamos, trancamos as duas portas e colocamos um sofá em cada porta.

-Ok, mas quem fica em qual quarto? – Subaru pergunta quando todos já estávamos reunidos na sala nos preparando para acender as velas.

-Tem dois quartos de casal e dois de solteiro. – Yui fala.

-Eu não quero ficar no de casal, eu fico no de solteiro que antes era o quarto de hospedes. – Ayato decide e olha na cara de cada um para ver se estavam todos de acordo.

-Eu fico no de... – Reiji começa, mas é cortado por Subaru.

-O outro de solteiro é meu.

-Eu fico no de casal então. – Yui decide dando de ombros. – E por favor, não quero nenhum garoto dormindo no mesmo quarto que eu, sem querer ofender. – Yui fala corada.

-Ok, sem problemas. – Falo dando de ombros. – Eu fico no que sobrou.

-E eu durmo em um dos sofás então. – Reiji fala e todos nós olhamos para ele. – Ué por que estão me olhando assim? É até melhor, se eu sentir alguma movimentação estranha vou poder avisar todo mundo.

-Sem chance, é muito perigoso. – Falo.

-E desde quando isso é importante para você? – Reiji questiona.

-Reiji, pare de implicar, Shuu tem razão é perigoso mesmo, principalmente para você que está tendo desmaios e não está 100% bom. – Ayato defende minha ideia. – Assim Shuu vai poder ficar de olho em você durante a noite, aliás, o que tem? Vocês dois são irmãos então não corre o risco de nada acontecer, certo?


Notas Finais


Bom aqui percebemos que os Sakamaki estão perdendo o jeito frio uns com os outros, lidando com a constante pressão e medo, eles percebem que eles podem nunca mais ver uns aos outros fazendo com que se importem uns com os outros. Também é um método de sobrevivência.

E sim, Yui será a sem noção do grupo sauheauhseuas

Lembrando que a fic é de yaoi ¬u¬ Shuu e Reiji no mesmo quarto lalala


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