História Dialeto de Separação - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Suga, V
Tags Abo, Alpha, Gravidez Masculina, Hoseok, Hoseok!alfa, Jeon Jeongguk, Jeongguk!alfa, Jikook, Jimin!ômega, Kookmin, Mpreg, Ômega, Park Jimin, Supremexx, Yoongi, Yoongi!omega, Yoonseok
Exibições 608
Palavras 2.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


TA BOM TA BOM
eu sei que demorei éons com esse capitulo mas eu juro que tenho boas explicações, entre elas eu tive anemia, um periodo de provas finais enorme, um bloqueio de criatividade entre outras

Mas eu quero mt mt agradecer a Zai e a Mari que me ajudaram a escrever, me deram as ideias e animo pra postar ♥
Não sejam cruéis comigo, sejam cruéis com Jeon Jeongguk

FALANDO EM JEONGGUK AAAAAAAAA EU ADMITO QUE TERMINEI O CAP MT FELIZ POR ELES TERAM CONSEGUIDO O PREMIO QUE TANTO QUERIAM AAAAAAAAAAAAAAAA perdi a ponta dos dedos votando naquilo sim

enfim boa leitura

Capítulo 2 - Frágil


Fanfic / Fanfiction Dialeto de Separação - Capítulo 2 - Frágil

“Você disse que vamos pensar sobre nossa relação ye

Você me deixou esperando

Você olhou nos meus olhos e me fez confiar

E agora fez isso comigo Como se nada tivesse acontecido

Você quebrou meu coração

Seu rosto sorridente mostra que você não se importa

E parece feliz”

- Congratulations, Day6

 

 – Nós vamos ter um bebê, Jeongguk. – O moreno demorou alguns segundos para assimilar o que o loiro havia dito, abrindo a boca apenas quando já ouvia o choro ecoando baixinho e sufocado através do celular. – Desculpe...

 – Como é? Nós vamos ter o que? – Não era de fato para responder a pergunta e obviamente não foi. Jimin ainda derramava algumas lágrimas enquanto o outro apenas continuava na mesma posição, sem mover um único músculo do corpo tencionado. – Você é um irresponsável, Jimin! Isso é tudo culpa sua!

   Aquelas palavras carregadas de ódio fizeram apenas a situação emocional do mais velho desabar. Todas as pontas que segurava para não desmanchar-se em uma poça de agua haviam sido soltas.

 – Foi você, desde o começo sempre foi você que nos arrastou pra cama! Essa traição é culpa sua, essa fraqueza é culpa sua, esse amor é culpa sua, essa coisa é culpa sua! – A noite estava acabada para ambos, em um clima desagradável e cinzento.

 – Essa coisa é uma criança, é um bebê Jeongguk, o nosso bebê.

   E depois daquela fala tudo aquietou-se. O moreno estava nervoso, não sabia exatamente como agir ou o que falar. Aquilo seria o fim de sua vida, esta que nem havia começado direito. Sentou-se em um dos bancos dispostos em frente ao restaurante, passando a mão nos cabelos e suspirando.

 – Jeongguk, eu... – Mais alguns segundos passaram-se depois daquilo, faltava coragem e palavras para dizer coisas coerentes. – Eu tenho vinte e seis anos, estou com medo também-

 – Posso falar? – O loiro arrepiou-se com o tom frio que correu pela linha, possuía medo do que o mais novo falaria no entanto apenas soltou um murmúrio assentindo. – Vamos parar de nos encontrar, quero que você esqueça que um dia tivemos algo. Nunca vamos falar disso para alguém. E quanto a essa... – Parou por alguns segundos, procurando palavras certas para definir aquela coisa dentro do ômega. – Essa criança... Você vai tirar.

 – Só pode estar brincando-

 – Parece que eu tô brincando? – Alterou a voz durante a ligação nem se dando conta da atenção que começava a chamar. – Isso é sua responsabilidade! Eu não quero saber dessa coisa, dá um fim nisso Jimin!

   E apenas talvez o loiro tinha esperanças de que no mínimo Jeongguk gostaria de conversar pessoalmente com ele, discutir sobre o que seria dali pra frente. Esperava que ele teria medo e possivelmente um surto nas primeiras semanas, mas aquele não era quem conhecia. Não que fossem muito íntimos, afinal trocavam apenas poucas palavras quando se encontravam na faculdade e nas noites que se viam nos pubs da cidade. Nunca tiveram tempo, oportunidade ou vontade de se conhecerem melhor, os gostos que tinham, as preferências ou até as opiniões sobre assuntos banais. O contato mais direto e normal que tiveram foi quando o moreno entrou na faculdade e ambos se esbarraram em um dos campus, começando conversas simples e sem muita importância no presente dos dois.

 – Eu não posso fazer isso. – Jimin juntou os cacos que jurou que haviam sobrado de si e com a máxima coragem que teve continuou. – Você está me pedindo para tirar uma vida, uma vida que nós geramos! Eu nem o vi, ouvi ou senti mas o que eu tenho por esse feto é a coisa mais pura que já existiu.

   Jeongguk permaneceu calado por alguns instantes, antes de rir e balançar a cabeça negativamente.

 – Jimin, você é um babaca, sabia? – O Park continuou calado não entendendo absolutamente nada aquilo que havia ouvido. – Olha, por alguns segundos deu até certo, eu admito.

 – Mas do que você está falando, seu tapado?

 – Inventar uma gravidez pra ficar comigo? Eu sabia que você era persistente mas não burro. Eu já falei milhões de vezes que eu amo o Taehyung, cai na real! É sério, essa foi a brincadeira mais sem graça que você já fez. Já tinha imaginado que você ia tentar estragar minha comemoração, mas por essa baixaria eu não esperava. – O Jeon começava a rir baixo entre as palavras, achando tudo aquilo ridículo. – Não dá mais pra lidar com isso, você é muito infantil Jimin.

   Ainda conseguiu ouvir as fungadas antes de desligar e adentrar o restaurante, concentrou-se em não deixar transpassar todo seu desconforto em frente ao namorado, este que nem importou-se com tamanha demora para uma simples ligação. Aquela brincadeira foi muito séria e imatura para si. O Kim era do tipo tagarela e aquilo começava a irritar o moreno, já que o mesmo era mais silencioso em momentos de aflição. Encerrou aquele encontro o mais rápido que pôde e levou o acastanhado para casa mais rápido ainda. Só queria chegar em sua residência e dormir, talvez até que estivesse formado em direito e com uma ótima vida.

   Do outro lado da cidade Jimin encontrava-se em sua cama, buscando algum tipo de consolo nos braços de Sayuri. Já fazia alguns minutos que o ômega parara de chorar, pois segundo a garota faria mal ao bebê. Fechou os olhos quando sentiu as mãos pequenas da menor acariciar seus cabelos e agarrou-se fortemente ao corpo alheio, ainda deixando sua cabeça repousando no colo.

 – Eu sou tão ruim assim, Sayu? – A voz embargada quase vacilava mas mesmo sem olhar Jimin soube que fez a amiga sorrir com o apelido de infância.

 – Você é ótimo, ele que é um idiota. – A relação que os dois tinham era forte, o que fazia uma raiva enorme apossar-se da mais baixa por saber que Jimin chorava pelo bastardo, como ela mesma apelidou.

 – E se eu cruzar com ele na rua? Ele vai me olhar com desprezo. Jeongguk não acredita que eu realmente estou grávido. – Antes que pudesse segurar, mais lágrimas rolavam pelo canto dos olhos já inchados. – Eu estou com medo Sayu. Me sentiria bem melhor se minha mãe estivesse aqui.

 – Jimin, eu... Eu estivesse pensando e se realmente não quer vê-lo, sabe o que deve fazer. Eu vou sentir sua falta mas sabe que se for desse jeito, será bem melhor pra você.

   O maior entendeu bem do que ela falara. Alguns dias antes de seu cio chegar recebeu uma ligação agradável. Sua mãe havia conseguido uma vaga na Universidade do Sul da Califórnia e se o garoto realmente quisesse poderia transferir-se para realizar seu estágio em uma agência de algum conhecido de sua genitora. Era tudo mais fácil quando se tinha dinheiro e uma mãe que se dava bem na sociedade.

   Jimin permaneceu calado por alguns instantes, até erguer o rosto quando Sayuri levou o celular para perto de si, já deixando no contato da Sra Park. O loiro iniciou a chamada e em poucos minutos teve a voz sonolenta da mãe atravessando sua audição.

 – Jimin? Aconteceu alguma coisa, querido?

 – Mãe, ainda tenho uma vaga no estágio?

   Jimin não revelou de fato o motivo de sua mudança tão repentina de ideia aceitando mudar-se, dizendo que contaria tudo quando chegasse na Califórnia. Treinou o máximo para que sua mãe não notasse seu tom de voz cansado e baixinho, desligando o mais rápido que conseguiu. Soltou o aparelho sobre o acolchoado e fechou os olhos aos carinhos que recebia nos cabelos, fungando e suspirando o tempo todo.

 – O que você está fazendo? – Questionou quando percebeu que Sayuri tinha seu celular em uma das mãos, movimentando os dedos com precisão na tela.

 – Bloqueando ele do seu Kakao, Twitter, Facebook, Instagram e apagando o contato também.

 – Mas eu não quero bloquear ele, Sayu. – Emburrou-se com o olhar feroz que a garota lhe direcionou, sussurrando um “desculpe” segundos depois.

                                                                        *・°☆

   Já fazia algumas semanas que Jeongguk e Jimin não se viam, talvez duas ou três. Não que de fato fizesse muita diferença pois era raro as vezes que se viam na faculdade por cursarem em prédios distantes. E consequente se o mais velho ligasse, o Jeon o ignoraria e acabaria o que só existia na cabeça do Park. Aquela brincadeira foi a gota d’agua, ultrapassando seus limites de paciência.

   Contudo não podia negar que sentia falta das fodas sem compromisso, mesmo que fosse apenas uma ou duas vezes por semana. Taehyung não era tão bom na cama, Jeongguk não se sentia totalmente satisfeito com o mesmo e com isso sua irritação era constante, levando a várias discussões com o namorado.

 – Jeon, tá me ouvindo?

 – Tô, porra! O que você quer? – Ditou caminhando até a cozinha, encontrando o ômega de braços cruzados em frente ao balcão.

 – É difícil lavar as louças que você suja? Sabe que eu odeio isso, amor.

 – Meu deus Taehyung, você me chamou por isso? Eu estava prestes a bater meu record no vídeo game e tive que parar por uma xícara?! – Deu as costas ao acastanhado e estava prestes a voltar para a sala.

 – Vinte e quatro anos na cara e ainda joga vídeo game, que tipo de namorado eu fui arrumar. – Apesar do tom baixo e enrolado, Jeongguk pôde ouvir com clareza devido a sua audição apurada e aquilo para si foi o estopim.

 – Tem algo para falar diga olhando pra mim.

 – Acho que você ouviu bem o suficiente. – O Kim cruzou os braços pela segunda vez, encostando-se de lado no balcão e preparando-se para a discussão que viria. – Você só vive nessa televisão e na droga desse celular. Eu sou seu namorado e caso não saiba um namoro envolve muito mais do que só sexo. Preciso de alguém que goste de mim, não alguém que finja gostar, Jeongguk.

   O Kim franziu a testa quando o mesmo agarrou seu pulso, guiando-o através da cozinha, passando pela sala e parando em frente a porta, abriu-a e empurrou Taehyung para fora sem dizer uma única palavra.

 – O que você está fazendo?

 – Olha, eu não quero discutir agora. Acho que está na hora de darmos um tempo, vamos esperar minhas provas acabarem e iremos conversar, tá?  – Taehyung não havia mudado sua feição enquanto ouvia as palavras proferidas pelo maior.

 – Ô meu amor, é pelas suas provas que você está desse jeito? Me desculpe. Eu sei que exagero as vezes mas é que eu quero ficar com você o tempo todo, contudo concentre-se nas suas provas agora, eu vou esperar o tempo que for. – O Kim se despediu depois de um beijo molhado com o Jeon e abanou quando estava dentro do elevador, dizendo que ligaria mais tarde.

   Jungkook fechou a porta e deitou-se no sofá, voltando a seu game. Irritou-se depois de alguns segundos quando não conseguia ultrapassar uma fase complicada do jogo, desligando o aparelho e indo até seu quarto, deitando de bruços na cama e desbloqueando o celular.

   Franziu a sobrancelha quando percebeu já não ter mais Jimin em quase nenhuma rede social e aquele fato apenas serviu para lhe entorpecer mais os sentidos.

                                                                        *・°☆

   Mudar-se para o outro lado do mundo não estava nos planos do loiro, nem quando seus pais passaram pela separação, o que acabou dividindo as empresas alimentícias de seu pai. O casal fora forçado a um casamento por negócios, tendo apenas coisas físicas. Quando sua mãe, Hana, engravidou por um impulso do marido o casamento piorou. Acabando definitivamente quando Jimin completou seus 15 anos após uma briga pelo mais velho não aceitar um filho ômega.

   A mulher mudou-se para o ocidente com o objetivo de administrar a empresa que o ex-marido tinha na Califórnia, enquanto o mesmo ficava com as duas localizadas no Japão. Jimin sentia-se um pouco chateado pela mudança repentina, no entanto fora convencido que seria melhor para si e para o próprio filho. Conseguiu respirar de verdade quando seus pés pousaram em solo americano, caminhando para dentro do aeroporto e ajeitando os óculos de sol, olhando rapidamente de cima para a camisa xadreza que usava e na calça jeans escura, assim como também para seu par de tênis pretos.

   Sentia os olhares sobre si, alguns maliciosos, alguns maldosos e alguns desinteressados. Procurou pelas duas malas grandes que havia trazido e sentou-se em uma das cadeiras dispostas no local.

 – Jimin? – Sentiu uma mão pousar em seu ombro e quase que de imediato aquela voz ser reconhecida. – Olha só pra você, como cresceu! – O loiro levantou, abraçando às pressas o homem a sua frente.

 – Oi Charlie! Estava com saudades também. – Não demorou muito tempo para Jimin se afastar e passar a observar atrás do homem, ansioso. – Onde está a mamãe? Você a trouxe? – As perguntas atropeladas não prejudicavam a boa audição do alfa a sua frente, o que apenas tornava as coisas mais fáceis.

 – Na verdade, não. Ela está em casa, disse que faria seus cupcakes favoritos. – Jimin quase pulou em animação, agarrando as malas e pedindo se já podiam ir embora do aeroporto.

   Charlie era bom para os dois ômegas, gostava realmente de Hana e dava-se bem com Jimin. Fora por conta dele que o garoto conseguira sua vaga para concluir sua faculdade em Los Angeles. A conversa entre os dois no carro era confortável, cantavam algumas músicas juntos que passavam no rádio e o alfa apontava lugares ao decorrer do caminho que achava importante.

 – Como foi a sua viagem?

 – Ah foi.... Foi normal. – Ditou rápido, não queria contar como era enjoativo para si viajar em aviões, odiava na verdade.

 – Jimin, eu posso perguntar algo? – O Park assentiu depois e alguns segundos, fazendo-o prosseguir. – Você tem um alfa? – Estaqueou o carro quando avistou a sinaleira vermelha e encarou o mesmo esperando sua resposta que foi demonstrada negativa com um simples balanço de cabeça. O outro suspirou, balançando os cabelos prateados e olhando-o interrogativo. – Mas, você sabe que está... Bem, você entendeu.

 – Por favor, não conte nada a mamãe! Foi por isso que eu vim, preciso dela. Eu vou contar tudo, só... Só por favor não diga nada. – O loiro cruzou os dedos o encarando suplicante. – Eu estou assustado e com medo de não ser alguém suficiente para encarar isso, esse bebe é tudo que mais me importa agora e só esse sentimento de apavoramento me destrói todo dia.

 – Ei, relaxe. – O mais velho colocou uma mão sobre o ombro de Jimin, o encorajando. – Vai ficar tudo bem, você é muito forte e corajoso Jimin, a maioria dos ômegas grávidos sem alfa decidem abortar e isso em minha sincera opinião é o pior crime já feito pelos homens. Você vai ser maravilhoso para esta criança, eu tenho certeza disso.

   Charlie lhe ofereceu um sorriso doce e sincero, exibindo seus dentes bem alinhados e bochechas infladas. Jimin retribuiu o mesmo e durante o resto do percurso a conversa fora normal, descontraída e leve. Enquanto paravam novamente em uma sinaleira e o prateado balbuciava sobre um jogo de futebol, Jimin observou as vitrines na rua, achando uma para bebes. Havia algumas roupas perto do vidro que fez seus olhos brilharem.

 – Você acha que vai ser menina ou menino? – Soltou, enquanto olhava para as roupinhas e escutava o silencio dentro do carro. O mais velho ainda não havia respondido, talvez não sabendo o que dizer. – Sobre o bebe.

   Charlie sorriu novamente, fechando os olhos dessa vez. – Não tenho certeza, mas espero que seja como você. Não se preocupe, vai ser um lindo bebe.

   Jimin assentiu feliz com a resposta, iria se prender naquilo até o dia que pudesse pegar a criança em seus braços e a sentir. Daria todo o amor que havia em seu coração doce. Sabia que apesar do pouco tempo sua barriga não demoraria muitos dias para dar sinais de gravidez e consequentemente seria impossível esconder de qualquer pessoa, seja alfa, beta ou ômega. Aquilo ainda o apavorava.


Notas Finais


eu vou ser massacrada eu vou ser massacrada eu vou ser massacrada


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