História Diamantes - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Doctor Who
Personagens 10º Doctor, 11º Doctor, 12º Doctor, 9º Doctor, Amelia "Amy" Pond, Clara Oswald, Donna Noble, Jackie Tyler, Martha Jones, Mickey Smith, Personagens Originais, Rory Williams, Rose Tyler, The Master
Tags Clara Oswald, Danny Pink, Doctor Who, Twelve
Exibições 27
Palavras 2.181
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Últimas Palavras


Fanfic / Fanfiction Diamantes - Capítulo 13 - Últimas Palavras

 Clara ficou o mais distante possível de Peter na limusine e não olhou para ele. Não se falavam desde a última discussão, sabia que ele estava magoado com aquele tratamento frio, mas não aguentaria mais conversar com ele como antes. Agora que sabia que o amava e que, ao mesmo tempo, não poderia construir uma vida com ele tudo lhe doía.

 

-Olá, filho.- ele falou de repente. Clara o olhou pela primeira vez naquele dia. Falava ao telefone.- Ah, que boa notícia! Sim... sim, ela está aqui. Certo, direi a ela. Estou feliz por você, filho, sabia que ia dar tudo certo.- ele riu.- Tudo bem, eu também faria isso no seu lugar. Certo. Até daqui à pouco.

 

Peter desligou o telefone e deu um sorriso para ela.

 

-David e Rose reataram.

 

-Ah, que bom!- Clara sentiu-se contente pela primeira vez em muito tempo.- Então o casamento ainda vai acontecer?

 

-Sim. Ele disse que só conseguiu com sua ajuda, mas não deu detalhes.

 

Clara enrubesceu.

 

-Ele também disse que não aguentava nos esperar, queria dar a notícia para todos agora.

 

-Ah, David... sempre romântico.

 

Os dois trocaram olhares.

 

-Você está triste.- ele disse.- Contente e triste ao mesmo tempo.

 

-Fui demitida ontem.- falou de repente.

 

Peter pareceu extremamente preocupado ao ouvir aquilo.

 

-Meu Deus, Clara...- ele ia lhe abraçar, mas se conteve.- você vai achar outra escola, tenho certeza disso.

 

-Não quero falar no assunto.- disse e virou-se para a janela.

 

Peter demorou alguns segundos para se pronunciar novamente.

 

-Eu sinto muito, Clara.

 

Ela notou que ele não se referia somente a sua demissão. Não respondeu. Não queria dizer “tudo bem”, pois não estava nada bem.

 

********

-Clara! Papai!- saudou David no corredor, mais feliz que nunca.

 

Rose não disse nada, olhou-os um pouco desconfortável.

 

-Bom dia.- desejou Clara, sua voz soou fraca e deprimida.

 

David então educadamente diminuiu seu entusiasmo.

 

-Dia nublado, não é? Espero que não chova agora.

 

Ninguém lhe deu uma resposta. Rose saiu de trás da cadeira de rodas dele e foi até Clara.

 

-Tudo bem, Rose, eu vou voltar pra casa amanhã mesmo ou o mais cedo possível.- ela disse com lágrimas nos olhos.- Não quero estragar seu casamento.

 

-Estragar? Clara, se não fosse por você, ele não estaria acontecendo.- disse e olhou para baixo.-Eu pensei no assunto e... bem, eu amava o Matt, mas não é da minha conta o relacionamento de vocês. E... sabe... ele não está mais aqui, então... não vai adiantar nada sentir raiva de você.

 

-Rose, eu entendo..

 

-Deixe-me terminar.- ela suspirou.- David me contou o que você disse. Que eu não sou fraca, nem uma criança. Você me entende, Clara... e... acho que eu deveria me esforçar um pouco para entendê-la também.

 

Clara sorriu.

 

-Rose, nem eu me entendo.

 

As duas riram. Rose hesitou um pouco, mas então a abraçou. David deu um sorriso brilhante.

 

-Tudo bem quando acaba bem!- citou.

 

Rose então voltou-se ao Peter.

 

-Peter, minha mãe não quer me levar ao altar porque acha que isso é “trabalho de homem”.- ela revirou os olhos.- Você aceitaria me levar?

 

Ele deu um sorriso mais contido que o de David, porém muito emocionado.

 

-Eu adoraria.- respondeu.

 

O clima ficou mais leve depois disso.

 

-Clara.- alguém chamou.

 

Ela olhou para trás e viu Christopher sendo levado por guardas.

 

-Esperem!- mandou tentando se livrar deles.- Clara, me desculpe...

 

-Tudo bem, Christopher, não estou com raiva de você.

 

Christopher parou.

 

-Como assim? Clara, eu...

 

-Tudo bem, Christopher, sério.- ela sorriu.- Você não fez nada errado.

 

Christopher a olhou em choque. Como se nunca tivesse visto uma coisa dessas antes.

 

-Você não está... com raiva de mim?

 

Ela balançou a cabeça. Rose Tyler foi até ele.

 

-Chris, não sei se vou vê-lo novamente depois de hoje.- disse.- Mas eu quero que saiba que te desejo toda a felicidade desse mundo. Você sempre estará em meu coração.

 

Clara pensou que ele fosse cair no chão de tão surpreso.

 

-Sem ressentimentos, irmão.- disse David.- Você me ajudou a recuperar muita coisa. Obrigado.

 

Christopher então olhou para o pai. Todos ficaram em silêncio. Pai e filho não trocaram uma única palavra durante todo o julgamento.

 

-Independente do que aconteça... por favor, não me faça enterrar outro filho.- pediu Peter, quase implorando.

 

Clara teve a impressão de ver lágrimas surgirem nos olhos de Christopher.

 

-Mas mamãe vai estar lá.- disse, soando como uma criança.

 

-Sua mãe foi infinitamente melhor do que eu.- reconheceu.- Mas ela se foi, nós só temos uns aos outros agora. Devemos ficar juntos.

 

Christopher não disse nada, era impossível saber o que estava pensando. Então Mickey Smith e Donna Noble surgiram no corredor.

 

-Bom dia, pessoal!- desejou Mickey com a mesma alegria de sempre.

 

-Meu Deus, Mickey, você nunca cala a boca.- reclamou Donna.- Vamos entrar agora.

 

Clara então percebeu que aquele era o último dia, depois teriam apenas o resultado do julgamento. Podia ser que nunca mais visse Christopher. Mesmo que continuasse falando com Peter e sua família, talvez ele voltasse para a prissão e morresse lá mesmo. Ela surpreendeu a todos quando ficou de ponta de pé e lhe deu um beijo na bochecha.

 

-Você é incrivelmente inteligente e engraçado. O homem mais fantástico que eu já conheci.- disse baixinho, sentindo que iria chorar a qualquer momento.

 

-Aquela... torta de banana estava ótima.

 

Ela riu e deixou-o seguir em frente. Peter segurou sua mão, foi muito grata por isso. Clara desejou com toda a força que tinha que aquela não fosse a última conversa que teria com Christopher. Seriam últimas palavras horríveis.

 

********

Jamais iria se acostumar com toda aquela imprensa. O juiz também não estava muito paciente.

 

-Silêncio no meu tribunal!- ordenou, batendo o martelo.- Dr. Smith, por favor, chame sua última testemunha.

 

-Certamente...- ele disse, ficando de pé.- A defesa chama a Srta. Sarah Jane Smith para depor.

 

Clara pensou que nada mais a chocaria depois de tudo que passou naquela sala, mas aquilo foi demais. Evitou olhar para o rosto de Peter. Os jornalistas levantaram-se e começaram a tirar fotos de Sarah Jane andando até a bancada. Ela não olhou para Clara ou para ninguém.

 

-Srta. Smith, entendo que a senhorita seja uma jornalista renomada, correto?- Mickey perguntou.

 

-Sou algo do tipo, sim.- respondeu com um sorriso.

 

-A senhorita conheceu o Sr. Peter Capaldi através de River Song?

 

-Peter conheceu River através de mim!- corrigiu.- Queria escrever uma biografia sobre a carreira dela então ficamos amigas. Eu ainda era uma jovem jornalista, completamente ingênua... e apaixonada.

 

-Pelo ofício?

 

-Não, por meu namorado idiota! Eu não sei porque, honestamente, Peter era muito esquisito. Nunca conversava direito comigo, viajava sem avisar, guardava segredos...ele tinha uma banda na época e River precisava de alguém para abrir seus concertos. Então eu o indiquei.

 

-Ele a traiu com a River Song? É por isso que a biografia nunca foi escrita?

 

-Sempre soube que ele me traia. Mas era difícil me livrar dele... até a gravidez da River.

 

-O que aconteceu?

 

-Ah, aquele dia foi um inferno...- ela fechou os olhos como se a lembrança lhe trouxesse muitas dores.- River apareceu em nosso apartamento aos prantos. Lembro que a odiei nesse momento. Foi tão falsa, dissimulada... pensei...

 

-Sim?

 

-Pensei que a gravidez não era real.- confessou, parecendo envergonhada.- Enfim, ele foi muito rude comigo depois. Disse que eu era uma pessoa horrível, controladora e por isso me traiu. Um mentiroso!

 

-Depois disso vocês dois pararam de se verem?

 

Ela olhou para baixo.

 

-Não exatamente.

 

-Como foi, então?

 

-O casamento dele não estava dando certo.- mexeu-se desconfortável.- Nos encontrávamos de vez em quando. Ele dizia que sentia minha falta, não aguentava ser pai, tinha jogado a vida dele fora ao se casar com River.

 

Houve um silêncio sepulcral depois dessas palavras. Clara não sabia o que pensar.

 

-Entendo. E vocês ainda se veem?- perguntou Mickey.

 

-Não. Não depois que eu publiquei meu primeiro livro de poemas. “Diamantes”.- ela deu um sorriso triste.- Ele nunca gostava quando eu falava a verdade na cara dele e gostou ainda menos quando falei para todos. Fui um tanto... indelicada...- Sarah Jane olhou brevemente para Clara.-... mas precisava ser feito. Por mim e por todas nessa situação.

 

-Que situação?

 

-Um relacionamento tóxico que não chega em lugar algum.

 

Mickey assentiu.

 

-Obrigado por esse relato, Srta. Smith. Sem mais perguntas.

 

Ele voltou ao seu assento. Donna Noble levantou-se imediatamente.

 

-A senhorita poderia repetir o que Peter lhe falou sobre ser pai?

 

-Ele disse que era muito difícil, que não estava aguentando.

 

-Ele lhe disse porque não largou a família? Porque não desistiu de tudo para ficar com a senhorita?

 

Sarah Jane sorriu para Donna.

 

-Sim... ele me disse que era seu dever ficar ao lado dos filhos. Haja o que houver.

 

Donna sorriu de volta.

 

-Uma última coisa: a senhorita o chamou de mentiroso, por que?

 

-Ah... bem, sim, eu sou um pouco controladora. Mas não era por isso que Peter me traia. Ele só queria alguém para se divertir!- disse simplesmente.- Ele mentiu porque precisava de um motivo para me deixar, precisava se convencer que gostava mais de River do que de mim.

 

-Por que?

 

-Porque tinha que fazer o que achava que precisava ser feito. Ser pai.

 

-Protesto, Meritíssimo!- exclamou Mickey.- Ela não tem prova de nada disso!

 

-Mesmo se ele gostasse mais de River do que de mim...- rebateu Sarah Jane irritada.- Por que não a deixou quando as coisas ficaram difíceis, como disse Donna Noble?

 

-Talvez ele tenha mentido para a senhorita.- disse Mickey desesperado.- Talvez ele só queria levá-la para cama como fez com Clara Oswald. Como fazem os egoístas.

 

-Escute aqui, garoto...- Sarah Jane apontou o dedo indicador para ele.- Peter Capaldi é um egoísta, mas ele também é um teimoso cheio de convicções. Eu sei disso, passei metade da minha vida atrás dele. Quando o Peter tem um dever ele o cumpre. Ele não é do tipo que se divorcia ou desiste. Queria ser um pai e o foi. Ele nunca abandonou os filhos por ninguém. Você acha mesmo que ele iria aturar toda essa gente discutindo os detalhes de sua vida amorosa e particular neste circo que chamam de jornalismo...- disse apontando para os repórteres.-... se não amasse os filhos? Pode argumentar que ele tenha sido um pai ruim apesar das intenções, mas não venha me dizer que Peter Capaldi me enganaria assim tão facilmente, querido. E tenho certeza que nem à Clara Oswald.

 

Mickey ia dizer alguma coisa, mas o juiz bateu o martelo novamente. Clara olhou para Peter, ele parecia surpreendentemente calmo, enquanto que ela ficou nervosa só por terem mencionado seu nome duas vezes.

 

-Doutores, Srta. Smith, acalmem-se.

 

Donna não falou mais nada, sentou-se em sua cadeira com um sorrisinho orgulhoso no rosto. Mickey Smith parecia irritado, mas não insistiu no assunto.

 

-Retiro meu protesto, Meritíssimo.- disse.

 

-Muito bem então. Se não há mais perguntas, o júri irá se reunir e o resultado do julgamento será anunciado nesta segunda-feira.

 

Clara inspirou profundamente, tentando fazer seu coração bater menos depressa. Percebeu que Peter ainda segurava sua mão.

 

-Bem, a pior parte acabou.- disse Rose, parecia um pouco tonta com aquilo tudo.

 

-A pior parte vem agora.- disse Clara.

 

Não podia imaginar qual seria a decisão do júri. Veriam Peter como um egoísta ou um pai dedicado? Um homem mudado ou um mentiroso? Será que pelo menos David poderia ter contato com o irmão? Christopher ficaria na prisão sozinho, sem a ajuda de ninguém?

 

Peter estava muito quieto ao seu lado. Encarava sério a mulher que andava em direção a eles.

 

-Dá pra acreditar nessa bagunça?- Sarah Jane comentou, referindo-se aos fotógrafos.- Às vezes tenho vergonha de me considerar uma jornalista.

 

-Como vai, Sarah?- perguntou Peter. Era impossível para Clara saber se ele estava calmo mesmo ou apenas fingindo.

 

-Vou muito bem, na verdade. Quanto tempo não nos vemos, “Mr. Glasgow”! Espero que ainda não esteja zangado pelo meu pequeno bestseller.

 

-Apenas ofendido pela qualidade da escrita, mas quem sou eu para julgar?

 

Ela riu.

 

-Olhe para nós, papai. O tempo passou voando, não foi?

 

-Não para mim.

 

Donna chegou neste momento empurrando a cadeira de David.

 

-É melhor sairmos daqui, muito lotado.- sugeriu Donna, que ainda sorria muito.

 

-Vou me despedir de vocês agora.- disse Sarah.

 

-Acho bom.- falou David curto e grosso.

 

Clara notou sua raiva, mas qualquer um ficaria com raiva de uma mulher que declarou publicamente ter um caso com seu pai e disse que ele só ficou com sua mãe “por diversão” e não a amava tanto assim. Pensou que ela fosse dar um abraço em Peter, mas surpreendeu-se com os braços de Sarah Jane ao seu redor.

 

-Eu sinto muito pelo jantar.- sussurrou em seu ouvido.- Amy Pond sente sua falta.

 

Dito isso ela a soltou.

 

-Tente não trocar essa daqui por um modelo mais novo dessa vez, “Mr. Glasgow”.- disse piscando o olho.- Ela te deixou menos irritante, já é um começo.

 

Enquanto Clara via Sarah Jane Smith desbravar o mar de jornalistas percebeu que apesar de tudo não poderia odiá-la, era um sentimento muito forte para se ter por alguém de quem não gostava.


Notas Finais


Olá!

Não me batam! Desculpem a demora, mas nesses dias não parava de pensar em Harry Potter então não consegui escrever. Peço a compreensão de vcs.

Não posso dizer se essas serão as últimas palavras do Chris (spoilers, sweetie), mas posso dizer que são as últimas de Sarah Jane Smith. Nesta fic, pelo menos. Tenho certeza de que ela ainda está por ai, escrevendo e trabalhando pelo que acredita.

Embora não tão boa quanto a original, espero que tenham gostado da minha Sarah Jane. Parece que ainda conversa com Amy Pond, não é? A ruiva tem saudades de Clara e nós temos saudades dela. Mas nada temam, ela estará entre nós no próximo capítulo. E tbm David e Rose vão fazer uma coisa... surpreendente.

=***


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...