História Diamantes - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Doctor Who
Personagens 10º Doctor, 11º Doctor, 12º Doctor, 9º Doctor, Amelia "Amy" Pond, Clara Oswald, Donna Noble, Jackie Tyler, Martha Jones, Mickey Smith, Personagens Originais, Rory Williams, Rose Tyler, The Master
Tags Clara Oswald, Danny Pink, Doctor Who, Twelve
Exibições 26
Palavras 2.147
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Minha Vida em Suas Mãos


Fanfic / Fanfiction Diamantes - Capítulo 14 - Minha Vida em Suas Mãos

 Clara revirava-se na cama enquanto enfrentava outra noite mal dormida. Pensava na história que Sarah Jane contou sobre River Song, em todos os segredos que ela descobriu durante esse julgamento, pensou em Matt e no que ele acharia daquilo tudo e principalmente pensou em Danny Pink. Onde ele estava? Sentia sua falta tanto quanto ela sentia a dele?

 

Agora que não o tinha Clara percebeu o quanto sua presença era importante. Peter era um homem misterioso, a vida com Danny era muito mais calma. Sem dramas familiares e segredos. Só eles dois, sentados em um sofá assistindo a um filme. Sentia falta disso. De seu namorado. Será que ele a perdoaria algum dia?

 

O pior de tudo é que não tinha com quem conversar sobre isso. Estava sozinha. Não havia uma única pessoa no mundo inteiro que pudesse ouvir toda aquela história e ajudá-la. Sentiu que estava chorando, chorara desde o primeiro dia.

 

Ouviu a campainha tocar. Ela passou alguns segundos decidindo se levantaria ou não. Sua curiosidade venceu, por fim. Ela se levantou e saiu do quarto.

 

-Amy? Amy Pond?- disse ao ver uma mulher ruiva parada em frente da porta de entrada. Clara sorriu e de repente uma onda de alívio tomou conta de si.- Amy!

 

Ela correu até a outra sem olhar para Peter e lhe deu um abraço. Amy pareceu muito confusa com aquilo tudo.

 

-Como está você? Como está o bebê?- Clara perguntou como se fossem duas amigas que há tempos não se veem e não duas mulheres que brigaram recentemente.

 

-Estou... bem.- Amy respondeu. No entanto, parecia abatida.- Posso entrar?

 

-Claro!- disse ainda sem olhar para Peter que estava parado bem ao seu lado.

 

Amy Pond lentamente entrou na casa.

 

-Onde está Rory?- perguntou Peter.

 

-Sou só eu.- disse.- Hum... Clara, posso falar com você? À sós?

 

-Sim!- ela respondeu ansiosa, como se tudo que precissasse ouvir fosse aquela pergunta.

 

Amy olhou impaciente para Peter. Clara sorriu pois percebeu que também sentira falta daquele jeito grosseiro de Amy Pond.

 

-Estarei em meu quarto.- disse Peter e olhou para Clara como se dissesse “se precisar de ajuda”.

 

Quando ele fechou a porta e saiu um clima estranho se instalou. As duas se entreolharam, ambas esperando que a outra falasse primeiro.

 

-Eu soube dos jornalistas e não quis ir para o julgamento nesses dias.- explicou Amy.- Não queria atrair mais atenção, sabe?

 

-Entendo.

 

Ficaram em silêncio novamente.

 

-Clara, quando eu te conheci pensei que você era uma dessas idiotas que o Matt namorava.- disse sem rodeios.- Mas então passamos mais tempo juntas e você me ajudou... com aquele problema... e eu pensei que... bem, você era melhor que as outras. Que talvez... pudéssemos ser amigas.

 

-Eu também pensei isso. Que poderíamos ser amigas, quero dizer.

 

-Eu era muito próxima do Matt.- continuou.- Eu pensava nele todos os dias. Nada muito profundo, pensava algo do tipo “Matt odiaria esse livro, ele nunca gostou de ficção-científica” ou “Olha só aquele cara usando gravata borboleta, achei que Matt fosse o único”. Ele era meu melhor amigo, sempre contava tudo pra ele. Bom... eu não contei sobre o Rory até ficarmos noivos... ele teve muita raiva de mim.

 

Ela sorriu, perdida em lembranças.

 

-Enfim, era ele quem sempre ouvia minhas confissões. Quem me entendia. Então ele foi pra Londres e nunca mais nos falamos, mas ficava tranquila pois sabia onde ele estava. Agora ele...

 

Amy engasgou-se. Clara não sabia se ela gostaria de um abraço seu ou não, optou por deixá-la se recuperar sozinha.

 

-Agora eu não sei onde ele está. Como está se sentindo. Se está solitário ou não. É nisso que eu penso todos os dias agora, Clara. O Matt precisa de ajuda? Eu o abandonei? Mas eu nunca contei isso pra ninguém porque a única pessoa a quem eu contaria isso... era ele. Porque só ele entenderia.

 

Ela passou a mão pelo rosto, limpando as lágrimas que caiam.

 

-Eu pensei que... talvez você, Clara, poderia... quem sabe... quer dizer, ele passou os últimos dias da vida dele com você... mas então, descobri que...

 

Amy olhou rapidamente para o lugar onde Peter estava momentos atrás.

 

-Fiquei decepcionada com você, Clara. E ainda estou. Mas achei que... bom, todos merecem uma chance de se defenderem.- ela ergueu a cabeça.- Então é por isso que estou aqui. Quero ouvir você.

 

Clara respirou profundamente.

 

-Amy, ninguém foi tão próximo de Matt quanto você.- começou.- Eu percebi isso assim que te conheci. E fiquei com raiva, não de você, mas dele. Matt escondeu uma vida inteira de mim e quando descobri me senti como uma partícula de poeira. Eu era uma nada perto de vocês. Não sabia o que pensar. Será que Matt me amava mesmo ou esteve me enganando esse tempo todo? Até onde ele mentiu? Mesmo hoje em dia não sei o que Matt planejava. Ele queria se casar comigo, mas iria me contar sobre a família? Matt é um eterno mistério para mim. Naquela época... acho que eu só queria alguém que precisasse de mim.- ela olhou para baixo.- Peter era igual a mim. Solitário, triste e abandonado por Matt. Além disso ele é atencioso e... sabe... gosta de mim.

 

As duas se entreolharam.

 

-Eu sei como é. Eu também não aguentava a vida sem o Matt. Acordava todo dia e ele não estava lá, era uma ausência insuportavelmente presente. Tudo me lembrava dele. Até hoje é estranho viver sem vê-lo todos os dias. Sempre espero que ele apareça do nada e revele que foi tudo um truque ou que eu acorde e descubra que foi tudo um sonho maluco. Mas por mais que o ame, isso não quer dizer que ele tratou a todos com o mesmo carinho e atenção que dispensou a você, Amy. Acho que eu... e talvez o Rory também... nos sentimos como satélites. Flutuando ao redor de vocês dois.

 

Ela se calou esperando a reação explosiva de Amy. A ruiva encarou-a, assentiu e de repente lhe deu um abraço.

 

-Eu senti sua falta, Clara.

 

-Eu também.

 

Nenhuma das duas quis interromper o abraço.

 

-Ele te amava, Clara. Talvez ele só estivesse com medo.

 

-Você não o abandonou, Amy. Você continua lutando por ele, é a melhor amiga que o Matt já teve.

 

-Não, essa é a mãe dele.

 

Clara e Amy olharam uma para a outra, ainda segurando seus braços.

 

-Sarah Jane me contou tudo. Desculpe, não sabia que você e ela...

 

-Tudo bem, ela não é tão ruim assim.

 

-Não, eu entendo. Rory tem uma “ex” ridícula que fala feito criança. Odeio aquela mulher.

 

As duas riram.

 

-Você tinha razão no seu depoimento.- disse Amy.- Você nos ajudou muito, mas nós nunca fizemos nada por você.

 

Clara ia dizer “tudo bem”, mas não conseguiu. As luzes se acenderam e as duas agarraram-se assustadas. Por um momento delirante Clara pensou que fosse o Matt e a julgar pelo rosto de Amy, ela pensou a mesma coisa. No entanto, era Peter que havia saído do quarto.

 

-Desculpem interromper.- disse.- Mas recebi uma ligação de Donna Noble sobre o Christopher.

 

O coração dela parou.

 

-O que aconteceu?!- perguntou alarmada.

 

-Parece que ele quer fazer um acordo.

 

********

O presídio já era assustador de dia e à noite era ainda pior. Dessa vez Clara segurava a mão de Amy que parecia tão nervosa quanto ela. Donna Noble recebeu-os muito agitada.

 

-Venha rápido, Peter. Ele disse que quer todos presentes.

 

Os quatro entraram em uma salinha pequena e apertada. Uma mesa separava Rose e David de Christopher e Mickey.

 

-Talvez seja melhor que vocês esperem do lado de fora.- sugeriu Peter a Clara e Amy, num tom de quem dava uma ordem.

 

-Não!- disseram as duas em uníssono.

 

-Bom, não há muito tempo para discutir.- disse Mickey.- Seremos breves.

 

Ele colocou alguns papéis e uma caneta na mesa.

 

-Meu cliente deseja fazer um acordo que acreditamos ser mutuamente provei...

 

-Meu Deus, Mickey, não estamos mais no tribunal! Fale feito gente!- reclamou Donna.

 

Christopher levantou-se.

 

-Tudo bem, Mickey, eu posso falar.

 

Todos olharam para ele. Mickey calou-se.

 

-Não sei quanto a vocês mas eu já cansei dessa porcaria.- disse.- Se tiver que por os pés naquele tribunal e olhar pra cara enjoada daquele juiz mais uma vez vou acabar me matando. Vamos resolver isso agora mesmo.

 

-Chris, o quê...?- começou David.

 

-Cala a boca, irmão. Então... eu aceito receber as visitas de vocês e com o tempo... talvez... consiga pedir licença para visitá-los no natal ou algo assim. Mas não quero ter minha pena diminuída.

 

David fez menção de que ia falar novamente, mas Christopher o interrompeu.

 

-Eu farei reabilitação... uma de verdade, e não aquelas evangélicas que me obrigam a engolir a Bíblia. Mas repito, minha pena não será diminuída. Nunca terminei nada na vida, me deixem terminar pelo menos isso!

 

Todos o encararam espantados.

 

-Bem...- disse David. Ele olhou para Donna.-... por mim tudo bem.

 

-Ótimo. Pai?

 

Peter ergueu as sobrancelhas.

 

-Tem certeza disso, filho?

 

-Sim. Cometi um crime e vou pagar por ele. Quer dizer, eu sei que isso é inusitado nessa família porque vocês nunca se responsabilizam por nada, mas...

 

Clara sorriu. Nunca vira Christopher assim. Grosseiro sim, mas nunca determinado e cheio de vida.

 

-Espero que vocês saibam que não estou fazendo isso por vocês.- continuou Christopher.- Estou fazendo isso pela mamãe.

 

-Pela mamãe?

 

-Sim. Ela era a voz da razão nessa família e quando se foi olha só no que deu. Alguém precisa ser sensato aqui, Clara não vai ficar cuidando da gente pra sempre! Papai é louco, você não anda, Matt muito menos... só sobrou eu e a Rose. E ela não vai aguentar vocês dois mais a criança.

 

-Concordo!- disse David sorrindo.- Então, onde eu assino?

 

Mickey indicou o local. David e Donna assinaram, depois ele e Christopher. Clara não acreditou. Acabou? Era isso? Rose segurou o braço de David.

 

-Querido...

 

-Ah, sim... irmão, agora que isso está resolvido, eu queria saber se você aceita ser meu padrinho no casamento.

 

-O quê?!

 

-Bem, eu ia deixar pra perguntar depois do julgamento, mas...

 

-Nós podemos pedir uma licença especial.- disse Rose.- Sério, é só você se comportar na prisão e eles deixam você sair por um dia.

 

-E você esteve tão ruim até agora que qualquer comportamento vai parecer bom comportamento, nem precisa se esforçar.

 

Foi a vez de Christopher ficar surpreso.

 

-Vocês vão me querer no seu casamento?

 

-Irmão, nós não vamos nos casar sem sua permissão.

 

-Na última vez foi um desastre.- disse Rose.

 

Chris olhou para ela e ficou sério.

 

-E você concordou com isso?

 

-Foi ideia minha.- ela sorriu para ele.

 

Clara pensou que Christopher fosse dar um sorriso também, mas ele conseguiu se conter.

 

-Hum... está bem. Mas eu não vou vestir nenhuma porcaria de terno.

 

-Ah, eu também não.- disse David.

 

-Você vai sim!- disse Rose para o noivo.

 

-Mas, Rose...

 

-Será que vocês poderiam discutir isso lá fora?- perguntou Donna, incomodada.

 

Clara abriu a porta e foi a primeira a sair da sala. De repente o presídio não estava mais tão assustador assim, exceto pelos guardas esperando-os do lado de fora.

 

-Vejo vocês lá então.- disse Christopher juntando-se à companhia dos guardas.

 

-A não ser que eu o visite antes.- respondeu David, piscando o olho.- Preciso falar com meu padrinho, sabe... caso eu fique nervoso.

 

-Boa noite, filho.- desejou Peter.

 

Christopher não o respondeu, mas assentiu para ele. Clara o observou partir, sentindo-se mais leve.

 

-Bem, Mickey, foi uma luta justa.- disse Donna.- Mas acho que o melhor venceu, não foi?

 

-Donna...- ele começou.-.. você é uma mulher muito barulhenta, sabia disso?

 

-Sim.

 

-Mickey, você também pode ir ao casamento se quiser.- convidou Rose educadamente.

 

Clara sentiu o mesmo nervosismo que ele.

 

-Ah, obrigado, mas acho melhor não.- olhou para o relógio de pulso.- É melhor eu ir agora. Foi um prazer conhecer todos vocês.- ele parou.- Hum... espero que haja ressentimentos...

 

-Mickey, se eu fosse ficar com raiva de todo mundo que já me chamou de egoísta manipulador eu ficaria preso em casa sem falar com ninguém.- disse Peter, dando um sorrisinho.- Você defendeu meu filho e o fez melhor do que eu, devo acrescentar.

 

Clara alisou o braço dele. Mickey se despediu de todos mais uma vez, ela teve vontade de mandar algum recado para Martha através dele, mas não havia como fazer isso sem os outros suspeitarem. Esperava que pelo menos aquele segredo permanecesse onde estava.

 

-Amy, quanto tempo!- saudou Rose correndo para abraçá-la.

 

-Eu sei! Ai, meu Deus, Rose, agora que tudo acabou eu e a Clara podemos organizar sua despedida de solteira.

 

-O quê?!- exclamaram Clara, Rose e David ao mesmo tempo.

 

Amy pareceu confusa.

 

-Ué, você não quer uma?

 

-Não!- respondeu Rose, horrorizada só com a ideia.

 

-Certo... mas nós devíamos sair juntas antes do casamento. Só nós três. Sem os meninos.

 

Rose sorriu para elas.

 

-Sim, eu gostaria disso.

 

Clara pensou que ela também gostaria.


Notas Finais


Olha só quem não conseguiu parar de escrever agora!

Este era o capítulo que eu estava mais ansiosa para escrever. Não por causa do final, mas por causa do começo. Se teve uma coisa que não pensei que fosse gostar tanto, mas acabei gostando foi a amizade entre Amy e Clara. Espero que tenham gostado tbm.

Viram só?Não sou tão sádica assim... a fanfic ainda não acabou, mas agora começa a reta final. Pelo menos a parte do julgamento acabou, então agora eu posso finalmente parar de fingir que sei como essas coisas funcionam. Desculpem os fãs da área, mas odeio Direito. Fica aqui meu agradecimento ao Dick Wolf, produtor de "Law & Order: SVU" (ótima série), nela às vezes o juiz não dá a palavra final, o pessoal faz um acordo antes que as coisas fiquem piores, então tentei copiar isso aqui.

Essa parte da licença é um deus ex-machina que inventei pra conseguir levar o Chris ao casamento do irmão. Desculpa, gente, mas não posso escrever esse casamento sem ele.

No próximo capítulo as garotas vão sair. Então vai ser tudo bem calmo, né? O que poderia dar errado?

=***


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