História Diamantes - Capítulo 15


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Categorias Doctor Who
Personagens 10º Doctor, 11º Doctor, 12º Doctor, 9º Doctor, Amelia "Amy" Pond, Clara Oswald, Donna Noble, Jackie Tyler, Martha Jones, Mickey Smith, Personagens Originais, Rory Williams, Rose Tyler, The Master
Tags Clara Oswald, Danny Pink, Doctor Who, Twelve
Exibições 20
Palavras 1.660
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Juntos ou de Forma Alguma


Fanfic / Fanfiction Diamantes - Capítulo 15 - Juntos ou de Forma Alguma

 Amy Pond não estava nem um pouco disposta a desistir de sua ideia de dar uma despedida de solteira para Rose.

 

-Amy, eu não sou solteira.- disse a noiva que não poderia imaginar algo pior do que uma festa dessas.

 

-Ora, vamos, Rose. Faça isso pela Clara.

 

-Por mim?!- Clara espantou-se ao ser incluída na conversa. Até agora conseguira permanecer neutra.

 

As três mulheres reuniram-se na casa de Amy. Rory estava de plantão no hospital e Rose queria apenas uma noite tranquila com as suas Damas de Honra antes do grande dia. Amy tinha outros planos.

 

-Sim, Clara, você passou tanto tempo obcecada por aqueles dois que se esqueceu que este mundo está cheio de homens.- disse a amiga.- Uma noite numa boate de strip é tudo que você precisa.

 

-Amy!- reprovou Rose, corando violentamente.

 

-O quê? Estou tentando ajudar...

 

Clara não parava de rir. Não ria daquela forma há anos.

 

-Amy, nós não vamos a um lugar desses!- insistiu Rose.- Eu sou uma mãe e você está grávida! Tenha bom senso.

 

Amy fez careta.

 

-Você parece a minha mãe falando. Rose, eu estou grávida, não estou morrendo!

 

-Clara não quer ir. Certo, Clara?

 

-Bem...- ela olhou para as duas, ambas ansiosas por sua resposta.-... quero ficar com vocês, onde quer que seja.- disse com sinceridade.

 

-Eu sou a noiva e eu não quero ir. Então...- disse Rose, encerrando o assunto.

 

Amy mexeu-se incomodada.

 

-Tá bom... vamos ficar aqui tricotando, como três velhas.

 

-Não verdade, eu trouxe algo que pode realmente ajudar a Clara.

 

Rose tirou de seu bolso uma pequena agenda cor-de-rosa.

 

-Essa lista ainda existe?!- exclamou Amy.

 

-Quieta!

 

-O que é?

 

Clara apanhou o caderninho.

 

-É uma lista de todos os homens com quem já saí e seus telefones. Eu dei a Amy na primeira vez que me casei.

 

-E eu descobri que a Rose só namorou idiota.

 

-Billy era maravilhoso!

 

-Ele nunca me deixava em paz. “Amelia, senti tanto sua falta”. Meu Deus, eu só fui ao banheiro!

 

-Ele era sensível, só isso. No geral era perfeito.

 

-Então por que você terminou com ele?

 

Rose deu um muxoxo e ignorou-a.

 

-Obrigada, Rose. Mas acho que não preciso de mais um homem em minha vida.

 

Clara educadamente pos a agenda em cima da mesa de centro.

 

-Tem razão, Clara, talvez você só precise de um tempo para si mesma.- percebeu Rose.

 

-Bobagem, a única forma de esquecer um homem é arranjando um outro melhor.

 

-Mas Clara precisa esquecer dois.

 

-Dois homens melhores, então.

 

Clara não se importou com a discussão sobre sua vida amorosa. Ela estava contente por ter amigas de novo, perdera todas as suas depois que o Matt faleceu.

 

-Se bem que não é preciso muita coisa pra esquecer o Peter.- Amy comentou, ajeitando-se no sofá.- Porque... né?

 

Rose a olhou surpresa.

 

-O quê?! Obviamente o Danny é o mais fácil de se esquecer.

 

Clara pensou que Amy fosse bater nela.

 

-Ah, muito engraçado, Rose.

 

-Falo sério! Clara e Peter têm uma conexão muito mais forte. É perceptível.

 

-Danny foi o namorado dela! O verdadeiro. Além disso, o Peter é todo... enrugado e frio.- disse, fazendo careta de nojo.

 

Rose revirou os olhos.

 

-Nem todas nós gostamos de garotinhos, Amelia. Algumas mulheres preferem um homem maduro e experiente.

 

-Danny não era um garotinho!

 

Rose deu uma risada sarcástica.

 

-Ora, faça-me o favor! Danny é um adolescente. Devia ter visto o jeito como ele olhava pra mim...

 

-Danny é muito mais maduro que o Peter, apesar da idade. Ele libertou a Clara, o Peter vive correndo atrás dela.

 

-Peter está protegendo a Clara porque ele a ama. Danny fugiu quando as coisas ficaram complicadas.

 

Clara sentou-se confortavelmente em sua cadeira, apreciando aquela discussão. Gostaria de ter um pacote de pipoca nesse momento.

 

-Além do mais...- continuou Rose antes que Amy pudesse se pronunciar.- ...só porque Peter já atingiu os cinquenta anos não quer dizer que ele seja frio. Tenho certeza de que ainda é um homem muito passional. Não é, Clara?

 

Clara achou melhor não responder aquilo. Amy fez careta de novo e mexeu-se no sofá.

 

-Eca, Rose!- exclamou.

 

-Olha, eu entendo. Você o conhece desde criança então só o vê como uma figura paterna, mas a verdade é que Peter é um homem como qualquer outro.

 

-Pare de me analisar, Freud! É você que precisa de uma análise. Dias atrás estava indignada com esses dois juntos.

 

-Eram dias turbulentos... com o julgamento e tudo mais...- ela olhou para baixo, encabulada.- … mas agora eu vejo que Peter e Clara se amam.

 

-Ela não o ama! É só desejo. Seja lá por qual motivo for... eu pessoalmente não vejo nada de desejável ali...

 

-Ah, Peter é um romântico. Um homem de outra era...- Rose tinha os olhos sonhadores.-... o tipo de homem que cobre a poça d'água com o casaco para você passar, faz jantares à luz de velas, manda buquês de flores sem motivo algum... não se fazem mais homens assim.

 

-Isso é tudo encenação!- cortou Amy.- Danny é verdadeiro. Ele é respeitoso, gentil, fofo...

 

-Um bom amigo para se ter.

 

-Muito mais do que um amigo! Danny é o tipo de homem para se casar, ter filhos... Peter não pode mais fazer isso.

 

-Pode sim!

 

-Na verdade, ele disse que não quer ter mais filhos.- falou Clara de repente.

 

Rose a olhou como se ela tivesse dito que seu casamento fora cancelado.

 

-Viu só?!- exclamou Amy, alisando sua barriga.

 

-É claro que ele diria uma coisa dessas durante o julgamento. Mas tenho certeza de que quando tudo se acalmar ele vai pensar melhor, Clara. Peter é muito paternal, apesar de tudo.

 

-Mesmo que eles se casem e tenham filhos, como você espera que a Clara conte a história de como eles se conheceram? “Mamãe conheceu o papai quando mamãe namorava o titio e ele morreu...”

 

-Não importa, Amy! Quando é amor, toda história é romântica. Eu e David, por exemplo.

 

-Não, Rose. Casamento não é um romance açucarado. É preciso compromisso, realismo...

 

-Você faz parecer um trabalho! Relacionamentos são formados por paixão, aquela sensação de que você não pode viver sem o outro, borboletas no estômago...

 

-Mas o dia a dia não é assim, Rose!- argumentou Amy, fazendo careta mais uma vez.- Nem todos os dias há fogos de artifício.

 

-Com a pessoa certa sim.

 

Clara achou graça o fato de que uma discussão sobre ter uma despedida de solteira ou não virou uma discussão sobre qual seria o melhor tipo de namorado.

 

-Rose... ah!- Amy segurou sua barriga. Clara e Rose levantaram-se.

 

-Amy, está tudo bem?- Clara perguntou assustada.

 

-Sim, sim... são só umas dores pequenas que vêm e vão... devo ter comido alguma coisa...

 

Clara e Rose se entreolharam.

 

-Amy, são contrações. Você está entrando em trabalho de parto.- explicou Rose.

 

Amy arregalou os olhos.

 

-O quê?! Não! Ainda é muito cedo...

 

-Querida, precisamos levá-la para o hospital.- disse Rose, muito mais calma que Clara estava, segurando o braço de Amy.

 

-Rory!- ela gritou.- Alguém ligue para o Rory!

 

********

Havia mulheres que enfrentavam um parto com muita calma e havia Amy Pond.

 

-Eu não quero saber se ele está ocupado ou não!- gritava para a enfermeira.- Eu quero o meu marido!

 

-Amy, precisamos levá-la para a sala de...

 

-É “Sra. Williams” pra você!

 

Clara também não estava tranquila. Não entendia nada sobre partos, mas não precisava ter diploma em Medicina para saber que um parto prematuro era arriscado. Rose Tyler estava sendo a mais firme das três. Ela curvou-se sob a amiga deitada na maca e falou:

 

-O Rory cai chegar daqui a pouco, Amy, mas nós não temos tempo a perder.

 

Amy começou a chorar.

 

-Eu não posso fazer isso sem ele, Rose. Não sou forte o suficiente.

 

-Sim, você é, querida.

 

Neste momento a Dra. Martha Jones surgiu no corredor. Ela correu até sua paciente.

 

-Amelia, o que você está fazendo aqui? Precisa entrar.

 

-Ela não quer ir sem o Rory.- explicou Rose ao seu lado. Ela afastou-se para que Martha pudesse examiná-la.

 

-Você pode trazê-lo aqui, Dra. Jones? Sei que ele está aqui.- implorou Amy.

 

-Vocês já o chamaram?- perguntou Martha irritada.

 

-Sim, ele já está vindo.- disse Rose.

 

-Amy, precisamos começar agora. Você está com a pressão muito alta...

 

-Não sem o Rory!- gritou a outra.

 

Clara sentiu um alívio enorme quando virou a cabeça naquele instante e viu Rory Williams no corredor.

 

-Amy!

 

-Rory!

 

Amy levantou-se, contrariando as recomendações que recebera quando chegou ali.

 

-Meu Deus, Amy, pensei que você estava na sala de parto. O que ainda está fazendo aqui?

 

Ela agarrou-se ao marido como se sua vida dependesse daquilo.

 

-Rory, eu sinto muito por tudo o que eu fiz. Eu estava muito nervosa com a gravidez e minha vida tinha ficado muito diferente com a morte do Matt e tudo o mais e foi tão assustador...

 

-Querida, podemos conversar sobre isso depois.

 

-Eu queria tanto ser dona-de-casa, mas não sabia como fazer. Desculpe, eu devia ter te dito isso antes, Rory. Eu te amo.

 

-Eu também te amo, Amy, mas...

 

-Não, você não entende! Eu te amo de verdade, Rory Williams. Você não é um satélite. Você é minha estrela, meu céu, meu tudo.

 

-Isso ótimo, Amy, mas...

 

-Sabe como às vezes você conhece alguém e você pensa “Tudo bem, ele é ok”, mas então seu rosto se transforma e de repente ele fica tão lindo?

 

-Amy, você está drogada?

 

-Você é o homem mais lindo que eu já conheci, Rory Williams!

 

-Muito obrigado, meu amor, você também é muito bonita. Agora...

 

-Rory, você poderia me perdoar?

 

-Só se você voltar para a maca e deixar a Dra. Martha Jones fazer o trabalho dela.

 

Amy voltou a deitar-se na maca e ainda sem soltá-lo deixou que a levassem. Rose e Clara ficaram para trás. Ao seu redor, médicos e enfermeiros davam risadinhas.

 

-Viu só, Clara? Nunca acredite em uma mulher que diz não ser romântica.

 

Rose Tyler deu um sorriso de quem sabia das coisas.


Notas Finais


Essa Amy... gostei muito de escrever esse pequeno momento entre as três pois sempre imaginei como seria se elas se encontrassem de verdade na série rsrs. Então parece que a Amy é "Team Danny" e a Rose é "Team Peter". JURO que essa conversa não foi baseada nos comentários de vcs, ela já estava planejada desde o começo da fic. Até pq os comentários de vcs foram mais profundos do que isso rsrsrs.

No próximo capítulo o bebê Pond-Williams vai nascer (ia escrever aqui, mas é mais legal fazer um suspense, não é?). Acho bom ressaltar que sei tanto sobre partos quanto sei sobre julgamentos. Por sorte assisto muita série de médico tbm.

Então... menino ou menina?

=***


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