História Diamantes - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Doctor Who
Personagens 10º Doctor, 11º Doctor, 12º Doctor, 9º Doctor, Amelia "Amy" Pond, Clara Oswald, Donna Noble, Jackie Tyler, Martha Jones, Mickey Smith, Personagens Originais, Rory Williams, Rose Tyler, The Master
Tags Clara Oswald, Danny Pink, Doctor Who, Twelve
Exibições 21
Palavras 1.727
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não estranhem eu atualizar tão cedo, mas é que esse capítulo e o anterior eram para ser um capítulo só, porém as coisas ficaram muito loucas e eu tive que rever como fazia a separação e fiquei "aaaaahh". Enfim, interpretem como um capítulo dividido em duas partes e tenham paciência comigo (sempre!) rsrsrs.

Capítulo 16 - Esperança


Fanfic / Fanfiction Diamantes - Capítulo 16 - Esperança

 Rose e Clara sentaram-se na sala de espera. Clara nunca esteve tão ansiosa em toda sua vida. E se algo der errado? E se o bebê não sobreviver? Ela se mexia desconfortável na cadeira. Quando David estava em cirurgia pelo menos os seus acompanhantes também estavam preocupados, mas agora Rose era a tranquilidade em pessoa.

 

-O parto de Jenny também não foi calmo.- contou.- Nunca vi David tão ansioso.

 

-Hum...

 

Clara olhava pelo corredor desejando que Amy saísse de lá dizendo que fora tudo um alarme falso ou que pelo menos alguém tão agitado quanto ela chegasse para lhe fazer companhia. Rose suspirou.

 

-Mas ter um bebê é fácil. Criá-los é que é difícil, sabe?- comentou.- No começo você se estressa porque não consegue dormir de noite. Mas depois se preocupa com outras coisas. Será que estou fazendo a coisa certa? Será que ele vai ficar bem lá fora nesse mundo tão perigoso?

 

-Hum...

 

Clara franziu a testa, sem entender a motivação daquela conversa.

 

-Você não tem tempo pra muita coisa.- continuou.- Ficar com seu marido, com suas amigas... nada. De repente tudo é sobre o seu filho. É muito exaustiva essa coisa de ser responsável por outro ser humano. Não é pra qualquer um.

 

-Mas você gosta de ser mãe, não?

 

-É claro que sim! Só estou dizendo... não seria o fim do mundo não ter filhos...

 

Clara sorriu.

 

-Entendi.

 

-Só estou dizendo...- repetiu.

 

Naquele momento ter um filho parecia mesmo ser a coisa mais assustadora do mundo. Clara não conseguia se imaginar num hospital, em trabalho de parto. Provavelmente entraria em pânico como Amy. Era mesmo difícil ser mãe e ela nunca teve um exemplo a seguir. Sua mãe morrera quando era criança e seu pai só se casou novamente quando Clara já era adulta.

 

Mesmo assim Clara gostaria de deixar essa opção em aberto caso, algum dia, ela cedesse aos seus instintos maternos. Enquanto pensava nisso viu dois rostos conhecidos no corredor.

 

-David! Você não pode me ver antes do casamento!- protestou Rose, muito nervosa.

 

-Desculpe, querida, mas estava conversando com papai quando você ligou.- ele sorriu.- De qualquer forma, já tivemos todo o azar que um casal pode ter, não é?

 

Ela sorriu a contragosto.

 

-Suponho que sim...

 

-Como você está, Clara?- perguntou Peter.

 

-Estou bem. Hum... nervosa.

 

-Ah, o nascimento de Jenny também não foi fácil.- comentou David.- Mas deu tudo certo no final.

 

-Imagino que o dos trigêmeos também tenha sido bastante complicado não, Peter?- perguntou Rose.

 

-Acredito que sim. Não sei dizer, não estava presente.

 

-Que é isso, papai! Você não me segurou nos braços e chorou emocionado?

 

Ele sorriu.

 

-Lamento. Eram outros tempos. Os pais não tinham costume de verem seus filhos nascerem, infelizmente.

 

-Ah, que pena!- lamentou Rose.- Imagino que você faria tudo diferente se tivesse outro não, Peter?

 

Clara olhou para baixo, envergonhada com aquela tática tão óbvia. Se Peter percebeu o que Rose tentou fazer foi educado o suficiente para fingir que não.

 

-Não sei dizer.- foi sua resposta.

 

-Não sei você, Rose, mas estar aqui me traz muitas memórias.- disse David, entrando na brincadeira.- Quem sabe depois do casamento possamos conversar sobre dar a Jenny um irmãozinho ou uma irmãzinha.

 

Rose parece ter se esquecido daquela conversa do quão difícil era ser mãe, pois sorriu encantada.

 

-Eu estava pensando a mesma coisa, querido!- disse.- Sinto falta de ter um bebê. É uma benção!

 

-É sim. Quanto mais melhor!

 

-Peter, você quer ir lá fora comigo? Quero lhe mostrar uma coisa.- perguntou Clara levantando-se.

 

-Vamos.- ele aceitou de imediato.

 

Os dois saíram da presença de David e Rose mais do que depressa.

 

-Desculpe por isso.- disse Clara sem se dar ao trabalho de fingir.- Não sei o que deu neles.

 

-Estão noivos. Pessoas assim gostam de juntar os outros em pares.

 

Clara sentiu que ele estava irritado e não insistiu no assunto.

 

-Como... como está você? Não nos falamos direito ultimamente.- ela arriscou.

 

-Estou feliz. Tenho meu filho de volta e tudo ocorreu perfeitamente bem.- disse, não soando nem um pouco feliz.

 

Ela não soube o que dizer depois disso e caminharam pelo corredor em silêncio. De repente Peter segurou seu braço e abriu a porta que dava para a escada de emergência.

 

-É mais silencioso aqui.- disse, sua voz ecoando pelo ambiente.

 

Clara fechou a porta atrás de si e ficaram sozinhos.

 

-Se quer saber mesmo, Clara, eu não estou feliz.- confessou.

 

-Mas... por que? Tem seu filho de volta. Tudo está bem.

 

-Está?! Está mesmo?!- perguntou incisivo.

 

-Fale baixo.- ela pediu.

 

-Você está infeliz também, Clara.

 

-Bem... sim, eu perdi meu emprego... e um namorado. Mas você não tem motivos para ficar infeliz.

 

Ele lhe dispensou um olhar feroz.

 

-Não tenho motivos?!

 

-Não!

 

-Eu fui humilhado de todas as formas possíveis nesses últimos dias. Meu filho ainda me odeia e ainda está na prisão e vai continuar assim por um bom tempo. E a mulher que eu amo está em minha casa e eu não posso fazer nada a respeito!

 

-Você acha que isso é fácil pra mim?!- ela gritou, ofendida.- Pelo menos você já passou por isso antes, mas eu nunca fui tão explorada pelos outros assim! Todo mundo me julgando e dando suas opiniões sobre...

 

-Clara, você facilitaria tanto sua vida se...

 

-O quê?

 

-Se você ficasse comigo como sei que você quer.

 

Clara pensou ter visto lágrimas em seu olhos. Foi uma imagem chocante, pois ela não o viu chorar nem quando Matt morreu. Clara se aproximou dele.

 

-Peter, eu sinto muito...- começou.-... mas eu não sou assim. Eu não sei ficar com alguém que não quer as mesmas coisas que eu. Desculpe, eu não sou... aventureira como a River ou a Sarah Jane. Eu gosto de estabilidade e rotina. Eu não gosto de limusines e de passar noites em hotéis caros... certo, talvez eu goste um pouco. Mas não é isso que eu quero.

 

-Clara, quando você for embora eu ficarei mais solitário do que nunca. Christopher mal vai querer me ver, independente do que ele tenha concordado, e David vai para Londres.

 

-David vai para Londres?!

 

-Ele me contou hoje.- disse rapidamente.- A questão é que não importa quantas vezes eu me mude ou viaje, onde quer que esteja sempre estou sozinho com meus discos e lembranças que eu gostaria de esquecer.- ele deu um sorriso triste.- Mas quando estou com você... é como se eu ainda tivesse uma vida de verdade. Então... não me importo se nunca mais entrar em uma limusine. Clara, eu só quero ficar com você.

 

De repente Clara queria chorar também.

 

-Não é tão simples assim, Peter.

 

-Porque você não quer que seja!- explodiu.- Droga, Clara, meu filho também fez besteira com sua família e ainda assim teve um final feliz. Cadê o meu final feliz? Eu não mereço um também?

 

-Não fale assim. Não seja...

 

-Egoísta? Depois de aguentar calado todo tipo de xingamento será que eu não posso reclamar só um pouco? Sabe... eu tenho coração, por incrível que pareça.

 

-Você pode reclamar, mas...- ela encostou a cabeça em seu peito.- … não assim. Não com inveja e ressentimento.

 

-Não invejo meu filho.- disse, abraçando-a.- Invejo aquele seu namorado idiota que não sai da sua cabeça não importa o que eu faça.

 

-Ele não é idiota.

 

-Tem razão, ele é muito esperto. Foi embora e assim te deixou com saudade. Se tivesse ficado você já teria visto como ele não é o que você quer.

 

-Não é verdade. Danny é ótimo.

 

-É sim. Então o que você está fazendo aqui comigo? O velho demônio egoísta que era o pai do seu antigo namorado? Por que não está com Danny que é tão perfeito e melhor para você em todos os aspectos?

 

-Não podemos escolher as pessoas que amamos.

 

-Escolha a mim...- disse dando-lhe um beijo.-... fique comigo, por favor.- pediu, segurando seu rosto com as duas mãos.

 

Foi uma imagem difícil de suportar. Não só pelos olhos tristes que ela já não aguentava mais ver, como também porque era uma tristeza nova. Um desespero. Clara não soube o que dizer.

 

-Uma palavra.- ele falou.- Só uma palavra. Uma palavra para acabar com tudo isso. Clara, não estou pedindo sua mão nem nada disso, eu só quero uma chance. Só um vislumbre de esperança. Só quero algo mais do que ficar em casa esperando a morte chegar...

 

-Sim!- ela disse finalmente.- Sim, eu lhe dou uma chance.

 

Até Peter pareceu surpreso com aquilo. Ela viu seu largo sorriso antes de ser beijada novamente.

 

********

Voltaram para a sala de espera de mãos dadas. Clara teve dificuldade de lembrar o que estavam fazendo ali e quem era ela. Mas assim que viu David e Rose todo seu medo retornou.

 

-Alguma notícia da Amy?- perguntou.

 

-Nada ainda.- respondeu Rose, ela olhou para as mãos entrelaçadas deles intrigada.

 

Clara perguntou-se quanto tempo eles passaram fora pois David e Rose pareciam muito cansados. Peter deve ter pensado a mesma coisa pois tirou um relógio do bolso.

 

-Você tem um relógio de bolso?

 

-Era do meu pai.- ele respondeu sorrindo para ela. Um sorriso diferente dos que ele costumava dar, mais sincero.

 

-Rory!- exclamou David.

 

Todos se viraram. Rory era obviamente o homem mais feliz do local, embora chorasse e tremesse muito.

 

-É um menino!- gritou, em êxtase.- Matthew chegou!

 

********

Matthew Pond-Williams fora mantido em uma encubadora. Era muito pequeno e magro. Mesmo assim Clara o achou lindo.

 

-Que gracinha!- elogiou Rose, também apaixonada pelo pequeno.

 

Eles ainda não podiam ver Amy, mas a Dra. Martha Jones disse que ela passava bem.

 

-Ela tentou retardar o parto, mas não teve jeito.- explicou Rory, que ainda sorria muito.- Ele é apressado, igualzinho à mãe.

 

-Ele é perfeito, amigo. Parabéns.- disse David.

 

O grupo estava hipnotizado pelo bebê Matthew. Clara queria invadir o berçário e segurá-lo nos braços.

 

-Com licença.- disse a voz de Martha Jones.- Rory, a Amy quer ver você.

 

-Ah, sim. Eu volto já.

 

Ele saiu e Martha virou-se para sair também.

 

-Martha.- chamou David.- Como vai você?

 

Martha olhou espantada dele para Rose. A outra não pareceu se importar com a atitude do noivo.

 

-Estou bem, David.

 

-Você parece bem.- ele sorriu.- Se saiu muito bem, Martha.

 

Ela arqueou uma sobrancelha.

 

-Sei disso.

 

Martha voltou ao seu trabalho e os quatro voltaram a admirar Matthew. Peter alisava a mão de Clara com seus longos dedos.


Notas Finais


Então era um menino! Confesso que quando a Amy me contou que estava grávida eu pensei imediatamente que era uma menina, mas escrevendo essa fic eu descobri - e não poderia ser diferente - que era um menino. Na fic passada tirei um Matthew do mundo e agora trago um outro.

OK, então, outro capítulo polêmico, tenho certeza. Mas confiem em mim, é muito necessário que a Clara dê uma chance ao Peter. Essa fanart eu achei neste tumblr: http://mmmmmppppfffff.tumblr.com/post/134227358302

O próximo capítulo vai demorar bastante pois será o casamento de Rose e David e eu quero fazê-lo do jeito certo. 4.000 palavras no mínimo. Eles merecem, não? E ele não será o último capítulo da fic. Vão ter pelo menos dois ou três depois dele (ainda não tenho certeza). Meu plano original era fazer essa com a mesma quantidade de capítulos que "Luzes...", mas obviamente não consegui rsrsr

Espero que tenham gostado do capítulo e que estejam gostando desta fanfic na sua reta final.

=***


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