História Diamond's Revenge - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Matthew Espinosa
Personagens Drake, Justin Bieber, Matthew Espinosa, Personagens Originais
Tags Bad, Drama, Gangue, Jessica Green, Justin Bieber, Máfia, Matthew Espinosa, Old Magcon, Revelaçoes, Romance, Triste, Tristeza
Exibições 222
Palavras 3.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, minhas diamantas <3 nada a declarar. Coisas que aceleram a saída de cada capítulo: compartilhe a fanfic, mostre para as amigas, pfvr me diga sua critica e sua opinião, quero sempre melhorar, e comente sempre. Seja legal comigo, e eu serei com você, quem decide quando o capítulo sai é você mesma

Capítulo 6 - Hang Out


Fanfic / Fanfiction Diamond's Revenge - Capítulo 6 - Hang Out

Capítulo VI – Hang Out

Diamond Motherwell POV.

 

O carro estava estacionado da forma mais torta possível, o vento tinha passe livre pela janela fumê aberta e consequentemente meus cabelos esvoaçavam-se acima do limite considerado bom, mas mesmo com a ventania horrorosa lá fora, o cheiro de gordura não abandonava o carro vermelho. Eram mil motivos para eu estar irritada, confesso. Mas eu não mudaria nada naquele momento, tudo estava... certo.

Matthew era engraçado e extremamente tagarela, não me dava muita oportunidade de falar e parecia ter um tipo de prazer em responder perguntas, algo bastante normal, alguém falante como ele não deveria receber incentivos para continuar falando pelos cotovelos, então um ouvinte que fizesse perguntas era absolutamente perfeito. De qualquer forma, isso era algo que eu gostei de encontrar nele, afinal, eu estava extasiada com sua semelhança anormal com o Oliver, e saber tudo sobre o loiro a minha direita era tudo que eu queria, então sua adoração por perguntas foi mais que bem-vinda.

Nós saímos para dar uma volta pela cidade – o que foi bastante anormal –, mas uma preguiça descomunal fez com que Matthew estacionasse o carro num estacionamento de shopping, logo depois de termos passado num drive thru e comprado algo com o nível de gordura muito elevado. E agora comíamos devagar, tentando ignorar o cheiro de oleosidade que emanava dos lanches e contaminava o carro de luxo, enquanto eu listava o que havia descoberto sobre o pequeno Matthew Espinosa nessa tarde.

1° Ele tem um senso de humor inabalável,

2° Ele não gosta de Chili (um absurdo). Oliver gostava de chili com peru (outro absurdo)

3° Ele tem serias dificuldades em pronunciar Bechtel, mas eu o perdoo

4° Ele é responsável, mesmo sendo um tagarela incurável. Oliver era tímido, mas tão responsável quanto.

5° Matthew é holandês, e odeia a Holanda. Oliver nunca foi para a Holanda.

6° Ele gosta de festa, Oliver era muito caseiro.

7° Ele me faz feliz de uma maneira estranha, me faz me sentir confortável e calma, totalmente relaxada, Oliver me fazia eu me sentir assim, intocável e segura, como se finalmente estivesse seguindo o caminho certo. Mas eles são tão, tão diferentes, eu simplesmente não entendo por que de me sentir assim com os dois. Provavelmente ele apenas me faça lembrar mais nitidamente de Oliver, me faça lembrar que alguém já me amou mais que a própria vida, que alguém tão puro já foi capaz de engolir minha escuridão, apenas para ficar comigo. Eu... eu não. Não sei.

Oliver foi a luz capaz de me levantar, foi a única certeza que eu tinha naquele mundo, foi no que eu me segurei em cada milésimo de segundo que me senti caindo. Oliver era o único que eu saberia que choraria sob meu tumulo ao invés de cuspir nele, Oliver foi a única coisa certa entre os erros que eu vivi. Sim, a certeza, o certo, afinal, quem não precisa ter certeza de alguma coisa na vida? E num mundo em que você não pode confiar em seu próprio irmão, e que uma bala na sua testa é o mais próximo da certeza que você tem, não se pode dispensar qualquer indicio de luz. E Oliver, oh, se juntar todas as luzes de Las Vegas, você não teria a fração de quanto ele brilha, sinceramente, a junção das luzes de Vegas combinam mais comigo, afinal, são as luzes que brilham a podridão de cassinos e boates, do dinheiro sujo e fácil, da criminalidade e vulgaridades. Agora Oliver, teria o brilho do Sol, enquanto eu, uma estrela perdida na escuridão, esperava, particularmente ansiosa para que em um vulto de luz, a claridade de Oliver me contagiasse e eu brilhasse um pouco.

Afinal, a estrela não tem brilho próprio, refletem os raios de luz roubados do Sol.

Por que me sinto ainda mais podre?

– Diamyn? Deusa? – Matthew estalou os dedos na minha frente, reestabelecendo minha concentração para ele.

– Oi? – Sorri, fazendo minha melhor cara de “eu estava ouvindo o tempo todo” ah, detalhe, quando mencionei meu apelido, Matthew grudou nele, repetindo que era o melhor nome que ele já havia escutado, e que colocaria em sua futura filha se eu não me importasse. E o mais estranho, eu não achei patético. Eu achei bom. E o “Deusa”? Bem, só de olhar para mim dá para ver que é um apelido mais que merecido.

– Deusa, você tem roupas? – Ele sibilou calmamente, como se já fosse a oitava vez que repetia a pergunta, o que provavelmente é verdade.

– Ah, não deu para trazer tudo que eu tinha, mas o que eu trouxe dá pro gasto. – Dei de ombros, atirando minha embalagem vazia de batatas fritas pela janela do carro, me livrando de um pouco do cheiro de gordura

– Jura? Chris me contou que você chegou lá sem blusa! – Matthew citou o amigo dele que eu ainda não sabia diferenciar dos outros seguidores de Bieber, mas pelo que me contou, Chris era unha e carne com ele, eram como irmãos.

Falando em família... eu usei do bônus de Matthew amar perguntas, para entrevista-lo sobre toda sua arvore genealógica, procurei qualquer parente, qualquer indicio que ele e Oliver fossem da mesma família, com qualquer grau longínquo de parentesco, mas tudo que descobri foi que a família materna de Matthew nunca saiu da Holanda, ele apenas foi embora para o litoral quando tinha 13 anos, morar com o pai, e foi quando se envolveu com a criminalidade. Oliver tinha nascido em London, e viveu precariamente lá com sua mãe e pai, a única fonte de renda da família era o trabalho de artista do pai, que vendia quadros nas vielas londrinas, mas um dia, o pai de Oliver simplesmente não voltou para casa. Pela história que Oliver me contou, sua mãe parecia já saber que aconteceria, em duas semanas arrumaram as malas e partiram para os Estados Unidos, empregadas londrinas são sempre bem vistas por serem pontuais, rígidas, e nada intrometidas, logo meu pai a contratou. E aos cinco anos de idade, Oliver me conheceu. E aos meus quatro anos de idade, eu experimentei a luz.

Mas eles não têm qualquer mínima ligação sanguínea. Isso era de alguma forma decepcionante.

– O que? Pensei que te agradasse a ideia de me ver de sutiã. – Fiz uma voz dramática, e ergui uma sobrancelha para o loiro

– Hm... – Matthew fingiu pensar, enquanto inclinava o rosto alegre para os lados, olhando de vários ângulos para meus seios escondidos pela blusa. Ri, o acertando uma pedalada, que fez meu amigo rir também. – Sim, sim, agrada, mas Deusa, você vai precisar de roupas se for morar lá por muito tempo, e eu realmente espero que more.

Suspirei, rolando os olhos e tirando minhas pernas que estavam jogas sobre o porta luvas do carro, tentando vagamente me ajeitar no banco do carona.

– Você não vai me levar para comprar roupas no shopping, Matthew. É ridiculamente gay, eu tenho uma reputação a zelar.

 {...}

– Matthew, olha só para isso. Eu pareço uma freira vestida assim! – rosnei para o loiro a minha frente, há algumas horas rodávamos pelo shopping frio da parte norte da cidade, Matthew carregava mais que oito sacolas das mais variadas grifes, e já havíamos ido até o carro para guardar múltiplas sacolas lá, porque Matthew já não tinha mão para carrega-las e se negava a parar de comprar roupas agora.

– Como assim, Diamyn? Você está muito gostosa para ser uma filha de deus. – Ele reafirmou, me analisando com a única roupa que ele havia escolhido que eu levei para o provador, uma saia que ia até os joelhos.

– Inferno, Matthew! Eu não vou vestir uma coisa dessas, olha como minha bunda ficou achatada nisso! Minha bunda é enorme, você sabe disso! – Reclamei, me controlando para não falar alto demais. Uma mulher saiu do provador que ficava ao lado do que eu havia saído minutos atrás, e me lançou um olhar de repreensão, ergui a sobrancelha para ela que virou as costas e saiu carregando uma pilha de roupas – Vá tomar na broca do seu cu, minha senhora. – Murmurei, olhando a coroa andar para longe de mim. Matthew ria descontroladamente, enquanto eu lhe mandava meu glorioso dedo do meio, e marchava de volta ao cubículo provador.

Minutos depois já estávamos no caixa, Matthew pagou a conta, assim como havia feito nas outras lojas, e a atendente o olhava com uma faísca de admiração. Imediatamente reconheci o romantismo no rosto negro da mulher que estava no caixa, com toda certeza ela era do tipo que se acabava em suspiros intermináveis por qualquer filmezinho de romance meia-boca, e agora, na sua frente, estava a idealização de tudo que sempre sonhará: um homem de beleza notável carregando sacolas para a “namorada” e comprando milhares de roupas de marca para ela. É claro que uma romântica não deixaria essa bobagem escapar, e ficaria ali, equivocada, sonhando em ter o que ela acreditava ser meu namorado.

Abandonamos a loja e o shopping, sob os olhares encantados da atendente, e com meus ouvidos sendo massacrados com tantas palavras que saiam da boca de Matthew. Mas eu ainda estava bem.

– Se divertiu, Matthew? – Perguntei, Matthew e eu havíamos cansado depois de boas horas de caminhada entre as boutiques e agora estávamos sentados numa mesa afastada na praça de alimentação.

– Talvez... – Brincou, mexendo distraidamente no canudo do seu milk-shake

– Então já que já nos divertimos à sua maneira, topa se divertir um pouco do meu jeito? – Desafiei, meu sorriso sapeca no rosto e mil e uma ideias na minha cabeça

– E qual é o seu jeito?

– O jeito que você nunca vai esquecer. O jeito mais legal. – Pisquei.

{...}

Entramos por mais alguns becos imundos até que eu pudesse avistar o meu destino. Finalmente! Já estava cansada de andar entre essas ruelas sujas e que emanavam pobreza, mas pelo menos os bandidinhos de quinta que faziam seus assaltos à mão armada não ficavam olhando para mim, graças a mim mesma, é claro, já que tempos atrás, quando minhas visitas ao “Renegados” se tornaram frequentes, fiz com que qualquer criminosinho local soubesse quem sou eu, e a porra do poder que eu tenho em mãos.

Então, basicamente, a maioria das pessoas abaixavam a cabeça quando eu passava, e não ousavam me desafiar, enquanto eu continuava a desfilar por aí com meu revólver bem a mostra. Divertido.

“Renegados” não era simplesmente uma boate ou um bar qualquer, era uma colônia. Se você fosse para o Queens, e entrasse em becos e vielas o suficiente, provavelmente se depararia com lá. Um complexo de venda de drogas, bebidas, putaria e música. Perfeito.

Tudo era guardado por um grande portão de pesadas grades de ferro, que estava acoplado à um muro de concreto, velho como a minha bisavó, e não tão forte quanto o recomendado. Encima desse muro, alguns drogados e pivetes ficavam sentados, a maioria como vigia de quem chega e quem sai, mais outra grande parte ficava lá só de bobeira, curtindo a brisa e arriscando cair do muro para o chão, partir a cabeça com o impacto e livrar o mundo de sua existência ordinária. Mas o que interessa mesmo, é o que se esconde por trás do muro, lá está uma antiguíssima mansão, precisando urgentemente de reforma, uma mansão tão antiga que era do tempo que o brooklyn era um bairro nobre cheio de casarões e luxo. Dentro dessa mansão, havia o paraíso: drogas, prostituição, crimes dos quais a polícia nunca saberá, um pequeno cassino onde você pode perder alguns milhões, bebidas e todo o tipo de ilegalidade, com uma pitada de exclusividade, pois apenas autorizados podem entrar naquele lugar.

Eu apenas estava no topo da lista VIP.

Quando cheguei perto do portão de grandes barras de ferros, o dono do “Renegados” surgiu quase inexplicavelmente do outro lado da barreira de ferro, sorriu o típico sorriso de vendedor para cliente, e me acenou. Jensen Hopkins, grande perdedor.

– Diamond! Deusa! – A alegria forçada na voz de Jensen me enjoou, afinal ele não estava nem um pouco feliz em me ver, eu costumava trazer enormes prejuízos para o cassino dele toda vez que resolvia jogar, mas ele não tinha peito para reclamar alguma coisa.

– Hopkins. – Ao contrário dele, demonstrei toda a minha insatisfação em vê-lo, afinal, eu sempre disse (principalmente na frente dele), para que os “Renegados” fosse o lugar perfeito, só era necessário trocarem o dono.

– Quanto tempo! Pensei que não veria você por aqui tão cedo. – Seu sorriso não se abalou, e eu podia jurar que ele havia ficado levemente irônico, mas ele era medroso demais para isso.

– Pois é, acabei com suas expectativas de não me ver....

– É sempre um prazer recebe-la, Deusa – talvez o apelido Deusa não seja tão incomum, afinal, é como todo mundo que não tem intimidade para Diamyn me chama

– É claro que é. – rolei os olhos, cansada de gastar minha beleza com aquele projeto de estrume a minha frente, e simplesmente o empurrei pelo ombro, querendo alcançar a mansão à alguns metros de mim.

Mas, é claro, que aquele filho da puta não podia facilitar as coisas.

A mão de Jensen segurou meu braço, cercando o mesmo com sua mão áspera e dedos finos. Olhei para seu rosto, meu olhar tão furioso e confiante que poderia reduzir qualquer um a pó, e eu pude jurar ver algumas antecipações de lagrimas nos olhos de Jensen, enquanto ele mantinha qualquer músculo facial incrivelmente imóvel, numa tentativa falha de não demonstrar seu medo.

– E ele? – A voz tremula saiu dos lábios do Hopkins, enquanto ele indicava Matthew que estava calado e nervoso ao meu soslaio.

– Tire essa porra que você usa para bater punheta de mim, não me faça vomitar. – Rosnei, e no segundo seguinte a mão de Jensen estava em qualquer lugar menos no meu braço – Qual a porra do problema? – Rolei os olhos

– Como vou saber se ele é confiável? – Jensen perguntou acanhado, indeciso entre tentar encarar minha face severa ou arriscar olhares para Matthew que permanecia calado.

– Ele não é confiável, na verdade, é um tira, eu me juntei a polícia e agora vou ferrar todo mundo, vamos explodir os Renegados numa missão suicida. – Falei com ironia, o desafiando a me desafiar, Jensen apenas foi um bom bundão ficando calado. – Não estou com muito tempo para gastar com sua insignificância, Hopkins faça o favor de não aparecer no meu campo de visão enquanto eu estiver lá dentro. – Deixei aquele monte de esterco para trás, enquanto adentrava os portões de ferro, acompanhada de Matthew que estava muito quieto.

– Sabe o que eu duvido? Você falar assim com o Justin. – Matthew riu e eu não pude não sorrir demonstrando alguma satisfação com a volta da tagarelice do loiro.

– Diferente do Jensen Hopkins, que é um inútil, eu preciso do Justin. E eu falo assim com todo mundo. – Dei de ombros, cruzando o grande jardim da mansão. A grama era muito mais alta que o recomendado, as latinhas de bebida amassadas jaziam no jardim, além de qualquer outra sujeira que jogassem lá, ainda assim haviam corajosos que se sentavam na grama, para fumar ou se agarrar com uma puta, ou as vezes eram bêbados que não conseguiram andar até o carro, tropeçaram e caíram pelo chão mesmo, dormindo lá. Matthew sempre tinha a desventura de ter que desviar de um corpo chapado qualquer que estivesse jogado ao chão, fazia uma careta de nojo extremamente engraçada, que me fazia sorrir.

– Precisa do... – pulou um bêbado, ou um cadáver, não importa, fediam do mesmo jeito – ... Justin para que?

– Ah, negócios. – Tentei uma fala evasiva e já ia pensar em algo para dizer que desviasse do assunto, quando Matthew voltou a falar.

– Você não vai matar o Justin, não é? Tipo, você chegou lá tão cheia de marra, pelo que me contaram, e você disse algo sobre o Damon. Eu realmente não entendo quem é você.

– Digamos que o Bizzle está mais seguro comigo do que sem mim, ninguém vai ousar tocá-lo enquanto eu estiver por perto. – Respondi verdadeiramente, afinal, eu realmente tinha grande respeito na máfia, pois os grandões sabiam quem eu era, e por respeito, ou por medo, eles não ousavam nada contra mim, e machucar pessoas próximas a mim era compreendido como uma forma de atingir. E, sejamos sinceros, quem iria querer a fúria de Damon e toda DT o perseguindo? Além, é claro de todos os grandes mafiosos que mantinham um enorme amor platônico por mim, aqueles que eu ajudei a crescer para que me ajudassem na minha vingança por Damon, todos eles, sem exceções são loucos por mim, talvez mais que o saudável. Mas ninguém recebe a visita da Joker e não se apaixona.

– Por quê? – Foi tudo que Matthew pareceu capaz de dizer, depois de absorver a frase e tentar achar uma explicação. Para minha sorte, a porta que dava acesso a mansão estava a alguns passos de nós, e rapidamente, eu e Matthew subimos as pequenas escadas do hall de entrada da mansão, comigo tentando desviar dos olhares curiosos dele.

Assim que alcançamos a enorme porta de madeira, dois homens a abriram para nós, e a multidão lá dentro parou para me encarar, surpresos, admirados, invejosos, servos.

A noite é uma criança. E eu trouxe Matthew para brincar comigo.

‘–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––,

As pessoas dentro da mansão se divertiam como podiam, o cardápio era extenso e se divida entre putas e as mais variadas drogas. Alguns mafiosos se reuniam lá, mas era proibido qualquer tipo de confusão e briga de gangue, então tudo que os perigosos chefões de facções criminosas podiam fazer lá dentro, era alfinetar seus inimigos como pudessem, enquanto carregavam suas prostitutas no tiracolo, como se fossem troféus, imaginando que ninguém saberia o quanto usadas aquelas mulheres vulgares eram.

Suspirei pesadamente, Matthew tinha ido buscar mais bebida no enorme bar da mansão, acho que ele se encantou com o bar dos “renegados”, sinceramente, o barman fazia acrobacias com uma garrafa pegando fogo, algum outro encarregado tirava o folego de quem parava para assistir, jogando as garrafas de bebidas caríssimas para o alto com maestria, jogando o liquido numa taça e entregando para quem pudesse pagar mais.

Suspirei, encarando o conhaque escuro no meu copo, completamente entediante e monótono. Vi a multidão ser empurrada, enquanto alguém tentava claramente abrir caminho sobre a mesma, fazendo que as pessoas se afastassem como o mar aberto em minha direção, até me alcançar, olhei para as pessoas que abriam caminho, erguendo a sobrancelha para a cena, mergulhada em minha expressão de deboche e tédio.

O homem surgiu diante dos meus olhos, e parou assim que me viu, o olhar perdido e encantado em qualquer traço que ele poderia ver em meu rosto. Seu rosto eu já conhecia, sutilmente carrancudo, mas também muito convidativo, as bochechas eram até a metade cobertas por uma barba muito bem delineada, e eu duvidava que ele não tivesse passado lápis de sobrancelha para deixar a barba naquele tom.

– Drake. – Sorri, erguendo meu copo em cumprimento, sem abandonar meu olhar superior.

– Eu pensei que nunca mais te veria, Diamond. – Ele estendeu sua taça em cumprimento também, sem tirar seus olhos analisadores de mim, secando minha pele, conferindo se nada havia mudado.

– Eu voltei de Atlanta ainda ontem, antes de ontem, não sei. – Dei de ombros, eu realmente não sabia as horas, e não tinha calculado a madrugada que eu passei inteira dirigindo depois de sair daquela espelunca, até a casa de Bieber. – Conveniente você estar aqui. – Sorri.

Drake, como era vulgar mente conhecido, era o responsável pelas rachas mais importantes do estado. Em suas organizações, corriam os pilotos de grandes mafiosos do país, era um ponto de encontro, onde podiam fechar seus acordos ou apenas desfilar por aí, mostrando o quanto ostentavam, e o quanto poderiam te matar caso desse na teia. Pilotos independentes, sem patrocínio de uma gangue, tinham que ser escolhidos diretamente por Drake, se não, não tinham permissão de competir, e eu sabia o que Drake tinha uma quilométrica fila de baba-ovos implorando por competirem, já que era uma grande oportunidade para pilotos, se eles se dessem bem, poderiam ganhar algum patrocinador ilegal.

– Ser útil para você é o mais próximo que alguém pode chegar de sua amizade – Ele sorriu, falando uma verdade sem importância –, e é uma honra na verdade, quando parar de lhe ser útil, serei descartado.

– Até que você seja útil para mim novamente. – Afirmei, deixando claro que não considerava um insulto ele escancarar meu modo de agir, e simplesmente dei de ombros, engolindo mais uma boa quantidade do conhaque ao meu copo que já estava por fim. E Matthew ainda não havia voltado com outra dose.

– Então, tenho que aproveitar meu período útil para você, Deusa. – Drake sorriu, me entregando uma deixa para falar o que queria.

– Estou querendo grana, alta e viva. Quero que arranje uma corrida, depois de amanhã está ótimo para mim, não conte a ninguém que eu vou competir – ele fez uma cara frustrada, obviamente que qualquer um pagaria para ver Diamond no volante –, eu realmente preciso desse sigilo, entendeu? – Ele assentiu a contragosto – Muito bem, posso acabar recompensando você depois, se me der vontade, é claro, diga a todos que é um competidor surpresa, e eu quero seu melhor piloto.

– Vai competir contra Christian? – Dei de ombros, desviando o olhar para ver se estava na mira de alguém, apenas por costume, goleei minha bebida, que acabou, me fazendo suspirar – Você não sabe o que está fazendo. – Riu, como seu eu fosse ingênua.

Uma boa quantia de raiva subiu para meu cérebro, uma gota de suor insistente molhou minha nuca. Não é como se eu não gostasse de ser inocentada, eu não permitia que me vissem como ingênua.

– Escute, projeto de criminoso, você que achava que seu irmão era o rei das pistas, que ninguém podia alcança-lo. – Ri, como se ele fosse inocente. – Não lembra o que eu fiz com seu irmão, quando competimos? Jura, Drake, jura que não recorda como o carro do seu irmãozinho capotou? E o que diziam sobre Damon? O campeão inalcançável, o merdinha invencível? – Meu sorriso de convencimento se alargou – Eu sou a melhor piloto que você já viu – me aproximei, depositando minha mão em seu peito, fazendo dela a única coisa que separava nossos corpos –, Drake – minha boca alcanço seu ouvido, e eu ri no mesmo quando vi seus pelos da nuca se arrepiarem –, e se não calar a boca, – alarguei meu sorriso, assim que eu o fiz, Drake agarrou sua mão na minha cintura, e eu segurei sua outra mão com a taça de chardonay – eu dou um tiro na sua testa. – Me afastei, levando a taça de suas mãos, e o ouvi falando, enquanto eu virava-lhe as costas e marchava até o bar.

– Depois de amanhã, você sabe onde, você sabe quando. O show é seu.

O show sempre é meu, baby.


Notas Finais


Coisas que aceleram a saída de cada capítulo: compartilhe a fanfic, mostre para as amigas, pfvr me diga sua critica e sua opinião, quero sempre melhorar, e comente sempre. Seja legal comigo, e eu serei com você, quem decide quando o capítulo sai é você mesma. Tchau minhas diamantas, até mais! https://youtu.be/5KY41qapECM


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...