História Diana And Her Flower Demons - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 4
Palavras 824
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Hit - The Second Petal


Fanfic / Fanfiction Diana And Her Flower Demons - Capítulo 2 - Hit - The Second Petal

- ◈ ━━━━━━━━ ⸙ ━━━━━━━━ ◈

Os feixes de luz do Sol adentravam a janela do quarto de Pixy, não dormia assim fazia um bom tempo. Em um pulo com toda a energia do mundo, se levantou, se espreguiçou e saiu do quarto atrás de Diana. O lugar estava silencioso até demais... Até que ele chegou na cozinha, onde Diana estava super fofa cozinhando panquecas e dando seu máximo para que elas ficassem bem quentinhas e gostosas, para deixar a visita feliz e acolhida, ela amava fazer as pessoas se sentirem assim, é o ponto principal de sua personalidade, amar.

Pixy disse oi e ela respondeu em um olá com um sorriso tão aberto que era capaz de aquecer o mais congelado coração que fosse. Diana pediu para que o menino se sentasse na extensa mesa e esperasse até que sua comida ficasse pronta. 

- Você tem certeza de que eu não estou incomodando? - O menino sempre tentava lançar essa pergunta, tinha tanto medo de incomodar alguém, já achava que incomodava o bastante com sua existência e o mundo se contentava com a dose já em excesso de Pixy que recebia; pra quê mais?

- Absoluta, Pixy! Eu espero que tenha tido uma boa noite falando nisso. Torno a dizer que você pode ficar aqui o tempo que quiser. A casa agora é sua e quem sabe não nos tornamos mais amigos? - Diana dizia esbanjando simpatia, era tão fofa e dócil, qualquer um se derreteria por ela.

- Ah, então tudo bem, caso eu incomode em algo, por favor, me diga.

- Para de falar asneiras e vamos comer! - A menina disse enquanto colocava na mesa um grande prato com quatro panquecas, duas para cada um. 

Pixy estava maravilhado, não via comida boa e bonita assim havia tanto tempo. Viveu um inferno e sabia que os poucos momentos onde tinha uma demonstração do céu deveriam ser muito bem aproveitados. Comeu as quatro panquecas muito rapidamente, o que fez Diana rir e brincar com ele dizendo que se quisesse mais era só pedir.

O menino ficou envergonhado e pediu desculpas mil vezes, Diana já havia aceitado o pedido na primeira, mas ele insistia. 

Ela fez outras duas panquecas pra ela e logo após as comer, resolveu observar Pixy e perguntar se ter companhia não era na verdade, um sonho.

Porém olhou muito e percebeu um grande arranhão no olho do garoto e assustada e por impulso perguntou o que acontecera com os olhos do menino, que escondeu o rosto, com vergonha, pedindo desculpas. 

- Você não precisa se desculpar por isso, Pixy, não foi culpa sua.

- Foi culpa minha sim, Diana. Eu nasci deste jeito, pagarei por ser assim, certo?

- Como assim, Pixy? 

- Tudo isso, todos os machucados, tudo que eu sofro é fruto do que sou. Papai e mamãe me expulsaram de casa por ter uma flor cor-de-rosa e gostar de coisas femininas. Eles diziam que eu deveria focar em gostar sempre de algo mais masculino e procurar algo que me faça ser homem de verdade. 

- Mas Pixy isso é um absurdo, eles não estão certos disso, como alguém pode expulsar o próprio filho por seus gostos?

- Só que não termina por aí. Papai e mamãe também pediram para que alguns homens me perseguissem, me espancando, para que eu reagisse e lutasse como um verdadeiro homem. O que resultou em uma caminhada há mais de um mês pra mim, e agora cá estou, refugiado em sua casa e com medo de que me achem. 

- Foi a primeira vez que você foi agredido?

- Eu queria que tivesse sido, Diana. Da primeira vez, uma criança me abrigou dois dias dentro de sua cabana para bonecas, e me deu uma flor roxa, dizendo que estaríamos sempre olhando para o mesmo céu sentindo a mesma cor roxa.

Diana ficou estática. 

Tudo se encaixava naquele momento.

Diana lembrou-se quem foi que ela ajudou no dia do grande problema.

A família da menina sempre foi e ainda é, absurdamente conservadora, e quando descobriram que Diana abrigou um ''menino-mulher'', como seus pais diziam, eles tiveram uma grande discussão, da qual Diana disse que não queria viver em uma família onde borboletas são cegas devido ao flash que sai da câmera para agradar aos outros. Ela queria ser livre, lutou muito para conseguir sair sem nenhuma posse da família para não ser reconhecida por ter este nome em sua história. Mas seus pais a obrigaram a ficar com a casa do campo afastado, e a obrigaram a cuidar dela, caso contrário, morreria. Sem mais nem menos, sem família, sem amor que justifique, morreria, sem ser antes questionada.

- Pixy, fui eu. Eu fui quem te abrigou quando criança, eu não posso acreditar.

Os olhos do menino se encheram de lágrimas e ele se pôs a chorar. 

''- E embaixo do mesmo céu, nós ainda sentiremos a mesma cor roxa, certo?'

- Certo.''

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...