História Diário de bordo (hiatus) - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~reboot

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Personagens Originais, V
Tags Amizade, Bts, Bts Hetero, Drama, Hope, Romance, Taehyung
Exibições 290
Palavras 3.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Tinha umas coisas pra falar, mas deixa para as notas finais ♥

Capítulo 10 - Semelhanças


Fanfic / Fanfiction Diário de bordo (hiatus) - Capítulo 10 - Semelhanças

HOSEOK POV ON

Já se sentiu um nada na vida? Ou pior que isso, menos que nada? Eu já e, infelizmente, mais de uma vez ao longo de minha existência monótona de interior.

Ainda na minha cidade natal, eu tinha 14 anos quando me senti um inútil completo pela primeira vez, vendo meu pai se afundar por inteiro em bebidas ao ponto de seu corpo não suportar mais ser deteriorado e sucumbir, nada do que eu disse a ele foi o suficiente para mudar isso e vi meu herói sumir, uma semana de sofrimento na ala de espera do hospital esperando por uma notícia que já sabia que seria ruim.

Pedi tanto que ele parasse, garanti na minha inocência que a fase ruim que estávamos passaria, mesmo sem certeza eu prometi que ficaríamos bem, mas para isso tínhamos que estar juntos, ele apenas me encarou por segundos e deu um sorriso enquanto afagava meus cabelos.

Fui dormir achando que tinha feito minha parte, contudo, mal sabia que ele já havia entregue os pontos e desistido.

A cada dia que passava, eu o via se destruir pouco a pouco, por que ele tratou sua vida como se fosse nada? Ele era importante para mim, não pensou nisso ao ingerir tanto álcool de uma vez só que perdeu os sentidos do corpo e desmaiou no meio da rua, nos deixando ali, sem estruturas e tendo que lidar com o amargo de sua partida.

Mudamos de cidade para ter uma nova perspectiva, um novo folego para ir em frente, recomeçar.

Minha mãe e eu nos reerguemos, em um processo que fora doloroso para ambos, deixar tudo para trás me fez sentir como se o tivesse abandonado, apesar dele ter nos largado primeiro, mas a promessa que fiz de que tudo ficaria bem ainda estava ali, em mim, nas entrelinhas do que disse para ele e queria por tudo que se concretizasse.

— Hoseok, filho... Você tem que se perdoar, porque fez tudo o que podia, meu anjo. — minha mãe falou doce ao me encontrar chorando em meu quarto.

Aceitar era difícil, me fechei para o mundo e o menino sem malícia desaparecia aos poucos de mim, em um ritmo não natural que machucava.

— Eu deixei meu pai morrer...

— Não, ele quis partir e não havia nada que eu ou você pudéssemos fazer.

Fui entender as palavras de minha mãe meses depois e consegui ver que o que eu fiz era o que estava ao meu alcance naquele momento, mesmo não sendo o suficiente, era o que eu tinha a oferecer e devia suportar o peso de não poder ter ido mais além.

Isso foi o princípio para eu me perdoar e começar a me abrir, acatando minha realidade e o que poderia extrair de bom dela, eu não seria igual a ele e entregaria minha vida ao acaso, eu lutaria para conseguir superar tudo isso, não me desestabilizaria ao ponto de me destruir.

Comecei a fazer amigos, namorei, me formei no colegial, fui para uma boa faculdade com as minhas notas, passei por alguns momentos difíceis que me fizeram mais forte, fui capaz de lidar com as barreiras da vida de uma forma minha, sem nunca entregar como meu pai e me afogar na minha própria angustia.

Eu estava bem, então ela apareceu.

O olhar firme e raivoso me lembrava a mim mesmo anos atrás, a observei juntar seu material espalhado na rua tendo minha mente sendo levada para meu próprio passado, voltei a mim segundos depois criando teorias insanas sobre quem ela poderia ter perdido para estar com aqueles olhos.

Peguei apenas seu caderno e estojo que estavam próximos a mim, devolvendo a ela e querendo que seu olhar se fixasse no meu e eu pudesse descobrir seus segredos.

Sabia, institivamente, que ela estava passando por algo delicado.

Nunca tinha antes sentido a necessidade de falar com alguém, meus amigos atuais eram quem haviam se aproximado de mim, nunca fiz muita questão de ser simpático com eles ou manter um assunto qualquer para socializar, mas com ela eu quis trocar mais do que meia dúzia de palavras, achar alguma brecha na armadura que ela vestiu segundos depois que comecei a falar.

Talvez ela fosse a minha segunda chance, o que não pude fazer por meu próprio pai, quem sabe não conseguiria fazer por ela, queria tirar aquela amargura de semblante e nunca uma vontade incendiou tanto minha alma, enquanto não julgasse por mim mesmo que ela estava bem, eu não ia descansar. Estava disposto até a seguir por aí como um obcecado.

Ah, Kim Taehyung... Por que ele tinha que me dar tantos problemas? Seu jeito explosivo fora o que fizera todos nos termos a fama de "garotos maus" e quando se está na escola, é um bom título, te garante uma paz inexistente, mas quando vê que o mundo é maior que isso, não importa mais o que foi e sim o que pode se tornar, mas ele ainda não tinha essa perspectiva e o restante comprou mais uma de suas ideias malucas, talvez para sair da rotina ou apenas para não deixar o idiota sozinho, eu fui porque queria uma desculpa para a ver.

Tinha em mente voltar para o lugar que a deixaríamos 20 minutos depois e a soltar, quem sabe ela não confiasse me mim assim.

Infelizmente os seus demônios internos eram bem piores do que eu pensei.

Foi ai a segunda vez que me senti um nada, porém, era a confirmação que eu tinha ganho realmente a chance de fazer algo por alguém, mesmo que ela não tivesse relação nenhuma comigo, era o que eu queria e deveria fazer, eu estava diferente, não era mais um menino de 14 anos que viu o pai definhar na sua frente e apenas assistiu, inútil.

Me abalei por segundos ao ver o quanto ela estava vulnerável naquele acostamento, exposta a todos os ataques de sua mente que vieram sem piedade.

O que tínhamos feito?

Queria me transformar em um escudo e a proteger, foi um sentimento novo para mim, porque antes eu queria apenas ajudar e agora queria tomar sua dor para mim, talvez a ver se segurar em mim e confessar seu medo despertara esse lado defensor em minha mente, tinha dó do infeliz que tocasse em um fio de cabelo dela enquanto eu estivesse por perto e tão alerta.

O primeiro passo é sempre o mais complicado, requer mais energia que os demais que vem na sequência, na sala de minha casa, enquanto ouvia sua mãe falar sobre os problemas que ela estava fugindo, eu sentia meu corpo sendo tragado, como se imergisse em cimento, eu tinha que ter uma atitude antes que ele endurecesse, senão eu ficaria preso de vez e não era o que eu queria.

Ainda assim, demorou algumas horas para eu ter algum tipo de iniciativa.

— Ela vai ficar bem logo, vai fazer o tratamento e melhorar, vai voltar para escola e ser a menina folgada de sempre. — Taehyung falou — Esquece isso e já era.

Respirei fundo e não foi o bastante para me acalmar, no limite da minha paciência, levantei de onde estava e ao me aproximar do mais novo distraído com um mangá em mão, meu punho foi de encontro ao seu rosto.

— Levanta e vamos na droga do hospital agora. — disse autoritário.

O susto do meu surto o fez me obedecer mais do que depressa e em menos de meia hora estávamos procurando a ala psiquiátrica do centro médico da cidade.

— Senhor e senhora Kim? — chamei.

Ambos viraram o rosto para onde vínhamos, o olhar cansado de quem sabia que a estadia ali não seria fácil, esperei por alguma reação deles para me aproximar com Taehyung, este olhando para o chão com um interesse desnecessário.

— Oi, meninos. — o homem falou — O que fazem aqui?

Engoli a seco, reunindo um pouco de coragem e cara de pau antes de responder:

— Sei que não tenho direito sobre perguntar sobre a Minhwa, mas queria saber como ela está...

— E você? — ele indagou para Taehyung.

— Ele veio comigo... — respondi pelo outro que assentiu com veemência.

— Não parece muito confortável.

— Também não é muito inteligente. — completei e o mais velho riu discretamente.

Nosso momento de constrangimento cessou quando gritos invadiram o corredor e pelo timbre de voz, soube imediatamente de quem se tratava, a senhora Kim que até então permaneceu sentada onde estava antes, levantou em um pulo e entrou no quarto ao nosso lado como um furacão, logo uma equipe médica fez o mesmo.

Os gritos de Minhwa eram cortantes, tanto quando as lagrimas que vi no dia anterior, em minha casa.

NÃO ME MACHUQUEM, POR FAVOR, PAREM COM ISSO! — escutei a menina berrar.

Minhwa, filha, calma que já vai passar...

ELES ESTÃO ME MACHUCANDO, MÃE.

O homem a minha frente se limitou a um suspiro cansado.

— Ela está delirando, vamos lá em baixo tomar um café e conversamos melhor. — falou passando por nós.

— Tae? — chamei o outro.

— Hyung, eu acho que já vou embora...

Observei o mais novo por alguns segundos antes de assentir, nossa ida ao hospital surtiu o efeito que eu quis, pelo menos para ele.

Encontrei com o senhor Kim na lanchonete instantes depois e ele me ofereceu algo para comer, peguei apenas uma água, mas ele pediu ais um lanche e só então percebi o quanto estava com fome já que havia saído cedo de casa e até então não havia comido nada.

— Quantos anos você tem? — ele questionou, bebericando seu café.

— Dezenove, senhor.

— Bem, o que faz aqui? Além claro, de querer dar um choque de realidade em seu amigo.

— Ele estava precisando...

— Conheceu alguém que estava na mesma situação que minha filha?

— Mais ou menos.

Ele permaneceu em silencio, esperava mais e de alguma forma, eu queria lhe dizer mais, só precisava organizar meus pensamentos primeiro e então comecei a falar sobre meu pai e o exemplo a não se seguir que ele me deixou.

— Entendo como se sente. — ele falou depois que conclui.

— Queria ter feito mais do que realmente fiz.

— Hoseok, certo? — ele indagou e eu confirmei — Sabe, Hoseok, existe uma grande diferença entre seu pai e a minha filha, mas também há muitas coisas parecidas...

— Diferenças?

— Sim. Seu pai desistiu de viver, mas a Minhwa não, o caso dela é que ela acha que não merece mais a vida que tem. — ele explicou ao ver minha cara confusa — Entendeu? Ver a melhor amiga quase morrer foi demais, ela se culpa disso profundamente, apesar de que depois de um tempo de consultas ela fale que foi um acaso, um acidente, mas eu sei que isso é apenas da boca para fora.

Assenti.

O vi terminar seu café em silencio, eu perdido em meus próprios pensamentos, ela querias viver e achava que não merecia, eram casos diferentes que tinham suas similaridades, eu conseguiria lidar com isso?

— Eu tenho que te agradecer. — meu raciocino foi cortado pela voz do homem.

— Pelo o que?

— A Min me falou que de alguma forma você a ajudou, acho que ela não está pior por isso.

— Mas...

— Na primeira vez que ela foi parar no hospital, logo depois do acidente, tiveram quase que induzir ela ao coma. — ele relevou e eu me assustei, nunca imaginei o que um acidente poderia causar, não só a vítima mais grave, mas quem estava junto — Ela não falava, sequer nos olhava, ela ficou 10 dias nisso, quase um mês internada.

— Ela vai ficar bem?

— Ouvir os gritos dela é mais reconfortante que o silêncio.

— Senhor, eu quero ajudar ela a melhorar, uma parte por ser culpa minha. — falei convicto — Eu não concordei com tudo que fizeram, mas ainda assim estava lá e ajudei.

— Não foi você que os parou?

— Sim, mas...

— Vai ser um prazer se puder ajudar a Min se recuperar, é o que eu mais quero. — o senhor disse me interrompendo mais uma vez — Mas eu não posso fazer nada quanto à vontade dela, se ela te aceitar, por mim está tudo bem, vejo que você é um rapaz bom, contudo, se ela não quiser sua ajuda e o que tem a oferecer, eu não vou a forçar.

— Nem é isso que eu quero, mas sim acompanhar o progresso dela e o que puder fazer, eu vou, de alguma forma eu fazer...

O vi sorrir.

— Sabe onde moramos?

— Não...

— Quando ela tiver alta, você pode tentar a visitar, não acho que ela gostaria de ver você, não sei como ela vai reagir, mas não custa ir.

— Eu vou. — falei entusiasmado.

— Minha esposa está um pouco receosa com você e seu amigo ainda, não é fácil para ela e acho que você deve entender isso também.

— Sim.

— Minhwa vai ser mais difícil, ela é geniosa e duvido muito que queria qualquer coisa de você.

— Eu suporto o que ela ne falar, eu juro que eu aguento... Só quero ver ela melhorar, logo se possível.

— Minha esposa vai precisar de ajuda algumas vezes, quem sabe você não acabe sendo útil. — ele falou puxando uma caneta do bolso e um guardanapo do cesto, escreveu por alguns instantes e depois em entregou, ali tinha seu endereço e telefone — Vou subir agora, ver como estão as coisas... Me ande seu número por mensagem e quando a Min tiver alta, eu te aviso.

— Obrigado, senhor Kim.

— Por nada, Hoseok.

- x -

Havia saído da faculdade um pouco mais tarde, colocando os trabalhos em dia e resolvendo o que tinha para ser acertado no grupo de estudos para a próxima prova na semana seguinte. Céus, eu estava exausto!

Caminhava um pouco apressado até a casa dos Kim, depois de ter conversado mesmo que um mínimo com Minhwa, eu estava ansioso para a rever e saber se estaria mais receptiva a mim.

Toquei a campainha como sempre e esperei, a senhora Kim veio me receber e estava com um sorriso em seu rosto, muito parecido com o de Minhwa.

— Boa tarde, senhora. — falei me curvando.

— Tudo bem, Hoseok? Demorou hoje...

— Está sim, só resolvendo umas cosias na faculdade.

— Não te atrapalha vir aqui todos os dias? 

— Nem um pouco, minhas notas continuam boas. — sorri e era a verdade, quase todas, mas ela não precisava saber que estava indo dormir mais tarde todos os dias para estudar.

— Isso é bom, mas se precisar, Jaesook tem quase que uma biblioteca no escritório dele, pode usar se quiser. — a senhora disse simpática.

— Obrigado.

— Bem, antes de ver a Minhwa, eu posso te pedir um favor, Hoseok? — a senhora Kim me perguntou, me puxando para a cozinha — Hm? 

— Claro. 

No cômodo, encontrei com mais uma mulher e me curvei, a reconheci segundos depois, era a psicóloga da escola.

— A Min parece bem melhor depois daquele dia, é a primeira vez que ela melhora tanto em tão pouco tempo dado o histórico dela. — a doutora falou — Acha que isso se deve ao fato dela ter falado, explodido na verdade, com você. 

— Não estou entendendo. — disse com o olhar passeando entre as duas mulheres.

— Minha filha é muito na dela com o que sente, raramente ela se abre ou fala como está se sentindo, mas com você, ela simplesmente soltou o que pensava sem se conter. — a senhora Kim explicou.

— Então... 

— Provoque ela, sei que não é nada legal ficar levando patada, mas, por favor... Se você não quiser, tudo bem, mas conversando com a doutora... — ela indicou a mulher ao seu lado — Ela disse que vale a pena tentar. 

Era um pedido um tanto quanto absurdo, encarei a médica E a mulher de jaleco assentiu, confirmando o que a outra havia dito.

— Se puder a tirar de casa também, seria ótimo. 

Certo, isso me confirmou que as duas estavam loucas.

— Como? — indaguei, mas era uma questão por eu não ter entendido completamente o que quis dizer e não para saber o que eu tinha que fazer. 

Ela entendeu meu estado ainda mais confuso do que antes, graças aos céus. 

— A irrite, para que ela fale, se abra, não sei porque, mas nunca antes ela foi grossa ou mal educada com alguém. — a senhora Kim explicou — Seu amigo e você tiraram a sorte grande de serem os únicos que ela demostra como realmente se sente. 

— E se ela passar mal? Sério, a última coisa que quero ver é ela ficando outra vez internada. 

— Você vai irritar ela e não assustar. — falou com firmeza. 

— Tem certeza? 

— Quando ela vai passar mal, o primeiro alerta que o corpo dela dá são os lábios secos e sem cor, isso quer dizer que a pressão dela caiu. — a doutora disse erguendo um dedo — Então as mãos dela ficam geladas e os olhos desfocam, se isso acontecer, você tem que a chamar até que ela te encare. 

— Certo...

— Hoseok, ela confia em você, acredite ou não. — a doutora prosseguiu — Ela geralmente só deixa os pais a verem enquanto tem que se medicar...

— Até o outro lado da rua está bem? — questionei cedendo.

— Tente até a esquina, por favor, eu não estaria te pedindo se eu conseguisse fazer isso por mim mesma. — senhora Kim falou me encarando com suplica.

— Certo.

[...]

Chegamos até a esquina, Minhwa me seguindo com os olhos focados na agenda e eu em suas atitudes, qualquer alteração em seu comportamento eu apegaria no colo e a levaria de volta correndo e pediria desculpas de joelhos.

Onde estava com a cabeça quando concordei com isso?

Quando parei e lhe devolvi a agenda, Minhwa se agarrou ao objeto e suspirou, aliviada.

— O que é que está anotado ai? — não aguentei a curiosidade.

— Não é da sua conta. — ela respondeu, típico.

Ela estava bem.

— Não importa mais, você perdeu a aposta, quando vai sair comigo?

— O que?

— Te fiz vir até a esquina. — expliquei e fiquei a encarando.

Ela era muito bonita e eu me sentia péssimo por estar me sentindo atraído por ela, ela jamais gostaria de ter algo comigo e um amor unilateral estava fora dos meus planos atuais.

Ela olhou em volta, analisando o nosso entorno. Seus cabelos estavam soltos e balançavam um pouco com a brisa da tarde, era uma imagem gostosa de ser apreciada se eu não estivesse tão apreensivo como seria de agora em diante.

— Vamos voltar? — questionei.

Seus lábios eram levemente avermelhados por uma mania que ela tinha de os morder, os encarei e vi que passavam a um tom rosa bem claro, a pressão dela caiu.

— Minhwa?

Ela fez um gesto positivo e sei dois passos esperando que me acompanhasse, mas ela não saiu do lugar.

— Minhwa. — a chamei mais alto.

Ela me encarou, seus olhos brilhando pelo temor.

— Está tudo bem. — falei com uma certeza que não era minha — Vamos voltar juntos.

Seguindo as instruções que foram me passadas a pouco, quis lhe passar segurança e esperava de verdade que tivesse conseguido.

Estendi uma das mãos para a menina a minha frente e esperei que ela segurasse.

Ela a segurou com receio, apertando levemente, seus dedos gelados contrastando com a minha temperatura normal, respirei fundo e a trouxe até ficar próxima a mim, o impulso do lado emocional foi muito mais intenso e me peguei acariciando seu rosto, seus olhos me encaravam voltando ao foco lentamente e se ficando nos meus.

— Confie em mim. — disse e ela assentiu.

— Eu confio. — ela falou instantes depois.

Sorri e deixei um selar em sua testa, seus braços finos rodearam minha cintura e depois de tantos sentimentos ruins que tive ao longo de minha vida, pela primeira vez me senti completo.

HOSEOK POV OFF


Notas Finais


vcs n comentaram, por isso demorei KKKKKKKKKKKKKK MENTIRA
GENTEEEEEE CAPÍTULO PASSADO FOI O QUE MAIS TEVE COMENTÁRIOS, fiquei até deprimida por demorar para atualizar, vcs todas são tão amorzinhos e eu uma autora má q demora quase 2 meses pra atualizar, ai q tristeza :( /medesculpem
gente, gostaram do capítulo? pfvr, comentem e me façam feliz, pq autora feliz = capítulo fluindo mais rápido :v

ah, uma fic linda q minha amiga escreve, vão lá ver o quanto é maravilhosa e deem amor a fic dela tbm https://spiritfanfics.com/historia/sweet-dream-5300625



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