História Diário de um andarilho - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Andarilho, Caçadores, Caos, Drama, Facções, Filosofia, Mercenarios, Misterios, Morte, Pós-apocalíptico, Roubos, Tecnologia, Transtornos
Exibições 11
Palavras 1.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


8º tentativa pra postar esse capítulo. Por alguma razão, o Universo estava conspirando contra mim, mas agora está tudo resolvido e o Dia 7 está saindo do forno! Pelo menos consegui criar mais eventos e ajustar algumas coisas na linha do tempo.

Capítulo 5 - Dia 7


É impressionante como eu ainda não deixei de escrever esse diário, parece até que eu estou gostando disso, mas deixando isso para lá, você notou como a Sakura se silenciou quando o Richard e o Sawyer entraram no quarto? Se não percebeu, não te culpo, a conversa foi muito curta mesmo então não dá para ninguém criar conclusões. Amaterasu, a irmã dela havia me avisado que ela seria extremamente tímida, então avisou Sakura sobre minha existência pelo Walkie Talkie que elas tinham (e que Sakura conseguiu levar, parece até que os sequestradores não estavam se importando muito com isso), e é por isso que ela conseguia falar comigo "normalmente". Eu não conheço os detalhes da vida dela e acho que quem tem que me falar isso é ela mesma, então não vou questionar nada por enquanto.

O dia hoje começou normalmente, até que muito quente na verdade (parece que a cada verão, a temperatura sobe), logo depois daquele ritual básico de todas as manhãs, Sakura me pediu para leva-la de volta e eu concordei, não queria deixa-la muito longe da irmã, então pedi para O Sawyer arranjar umas novas roupas para ela. Esperamos alguns minutos e ele apareceu com uma caixa de madeira repleta de detalhes entalhados nela, e pediu para Sakura encontrar uma mulher no quarto, onde ela estava dormindo antes, e para eu segui-lo. Ele me levou para a sala dele, colocou a caixa de madeira em cima de uma mesa com muito cuidado e me chamou mais perto. O  velhote disse "o que está aqui dentro esteve comigo durante anos na minha época de ouro, era meu simbolo, e infelizmente não posso utiliza-lo mais. Eu quero um sucessor, para leva-la em novas aventuras e espalhar o seu legado, e você meu caro amigo, é o melhor que eu já vi até hoje" ou algo assim, ele abriu a caixa e lá estava, o revolver mais bonito que já vi na minha vida, cheio de detalhes, o som do barril girando era magnífico. Eu aceitei a arma do Sawyer, o agradeci e disse que vou levar o legado da arma adiante. Peguei mais um coldre e coloquei na cintura, agora estou com dois revolveres na frente, meu novo revolver e uma pistola nos lados, e minha última pistola atrás. 

Pedi para o Richard se abastecer com alguns recursos (munição, água...esses tipos de coisa) e me encontrar na saída sul de Shadovisk. Esperei uns 15 minutos e Sakura apareceu lá, vestida com um vestido branco cheio de detalhes parecidos com flores em sua base, eu a elogiei e ela agradeceu timidamente. Esperamos mais um pouco e Richard apareceu correndo, e quando nos viu, abriu um grande sorriso no rosto. Ele nos cumprimentou e elogiou Sakura, e ela reagiu ainda mais timidamente. Seguimos nosso rumo por uma das estradas de asfalto que sobraram, mas essa era ainda mais desgastada.

Mais ou menos na metade do caminho fomos obrigados a desviar de um enorme acampamento de bandidos e mercenários, mas quando estávamos dando a volta, encontramos um monte de terra imenso e desproporcional, parecia que toda aquele material foi arremessado e bateu em alguma coisa grande. Resolvemos dar a volta desse monte para ver o que era, e descobrimos uma grande construção de concreto, com um imenso portão de metal. Esse lugar parecia ter uns 4-5 andares de altura, me pergunto como ninguém havia percebido aquilo até agora. Chegamos perto do portão e achamos uma porta, também de ferro, mas de um tamanho mais "normal" e do lado dela, estava um painel com números de 0-9 com um monitor pequeno. Richard e Sakura ficaram confusos a princípio, mas depois de olhar um pouco, eu soltei um riso, peguei um pouco de terra e joguei no painel. Um pouco da terra ficou grudada em pontos específicos do painel, nos números 1-3-5-8, então agora restava descobrir a ordem. O fato da terra ter grudado no painel significa que, ou alguém muito suado entrou nesse lugar (suor possui gordura, e gordura deixa as coisas pegajosas), então teríamos que manter a calma. 

Eu só consegui colocar uma sequência de dígitos antes da porta abrir e sair de lá um cara bem gordo e um magrelo. O magrelo tentou passar por Richard, que reagiu saindo da frente rapidamente deixando apenas o pé, forçando o magro a cair. O gordão me empurrou, mas não com força para me derrubar, saquei um de meus revolveres e dei 3 tiros nas costas dele, matando-o. O magrelo estava segurando alguma coisa, eu o executei e tomei o objeto... Era um pingente com as mesmas características que o da minha mãe, mudava de cor e brilhava... Richard pensou que o dono do pingente provavelmente estaria morto, mas logo depois dele ter terminado a sua frase, um choro ecoou de dentro do lugar. Nos olhamos, confusos, e resolvemos entrar.

O lugar era como um corredor imenso, que parecia ir descendo como uma rampa, possuía dezenas de colunas altas e portas nas suas paredes. Era escuro como a noite e sentíamos um odor podre , conforme íamos entrando no lugar percebemos o quão ele estava desgastado, algumas partes da parede simplesmente quebraram e desabaram, mas não prejudicava a passagem. Diversos corpos de pessoas estavam jogados pelos cantos, havia sangue pelas paredes como se essas pessoas tivessem sido jogadas contra elas e sido esmagadas pela força.

Seguimos o choro e no final do corredor, ao lado de uma grande pilha de corpos, estava lá a fonte do som, era um homem muito magro e parecia ser alto, estava agachado e com suas grandes e magras mãos no rosto. Ele vestia um terno preto e uma cartola, e Chorava como uma criança, Richard perguntou com curiosidade:
-Olá? -O cara ouviu e olhou rapidamente para Richard. lembra daquelas máscaras "comédia e tragédia"? então, ele usava uma máscara cuja metade esquerda era a comédia e a direita era a tragédia.
-SAIAM DE PERTO DE MIM! SAIAM! -Ele gritou e se afastou de nós. Isso assustou Sakura um pouco.
-Ei! Nós não queremos fazer mal. -Richard tentava acalma-lo. 
-ELES JÁ PEGARAM TUDO DE MIM! O QUE VOCÊS MAIS QUEREM?!?!
-isso aqui é seu? - Peguei o pingente e mostrei para ele. Ele se acalmou quase que instantaneamente- Uns caras pegaram isso de você não foi? Nós recuperamos e pretendemos te devolver.
-V-v-você v-vai me devolver...? 
-Claro que sim, agora segura. - Joguei o pingente e ele pegou.
-Muito obrigado! Obrigado mesmo...
-Então nós já vamos. - Me virei e comecei a andar de volta para a porta, mas ele disse algo que me parou.
-Essa é a única memória boa que eu tenho...
-Memória? -Me aproximei de novo
-Quando eu nasci, todos aqui já estavam mortos com exceção da minha mãe -Os cadáveres lá atrás,  já estavam mortos antes dele- que morreu quando eu tinha 8 anos de idade. Vivi sozinho por muito tempo, e todos que encontravam esse lugar, me encontravam e se assustavam por causa do meu rosto que é deformado, tanto que muitos tentaram me matar, e no final, se tornaram esses cadáveres que estão do meu lado. - Cacete, foi ele que matou todo mundo que está nessa pilha?! Ainda é complicado de acreditar - Eu encontrei essa máscara para esconder meu rosto, mas um dia, eu não precisei dela. Uma mulher entrou e me viu, mas não tentou me agredir nem nada, ela cuidou de mim e tudo mais, me amou como eu nunca fui amado. Porém, um grupo de pessoas invadiram e tentaram me matar, mas ela tentou me proteger e acabou sendo morta. -Ele deu uma pequena pausa e olhou lentamente para a pilha de defuntos- E vocês já sabem o que aconteceu, não é?
-V-você passou por muita coisa... Não foi? -A Sakura parecia sentir empatia por esse homem
-Nós não somos como aqueles caras. - Richard disse - Me diga, qual é seu nome?
-Derslen, meu nome é Derslen - Ele disse.
-Levante-se Derslen, Você não precisa mais ficar aqui. Entre nós, você não vai sofrer. -Eu disse,  acho que por um mínimo momento, senti empatia.
-E-eu posso ir com vocês? -Ele parecia um pouco excitado.
-Claro que pode. Agora levanta, temos que levar Sakura de volta. Meu nome é Richard.
-Pode me chamar de X. 
-R-Richard já disse meu nome... 
-Muito obrigado... Por me dar mais uma chance para viver... -Derslen parecia um pouco deprimido, mas ao mesmo tempo, feliz por estarmos dando uma nova oportunidade para ele.
-Tudo bem, agora vamos. -Eu disse, não queria demorar muito lá dentro, o cheiro me deixava tonto.

Depois disso tudo, não deu tempo de chegar na casa da Sakura, então paramos por uma noite e estamos acampando agora, todos já estão dormindo e estou escrevendo isso com a ajuda de uma fogueira. Interessante, Derslen parece ter um corpo relativamente normal, mas como ele matou todas aquelas pessoas? Eu não vi nenhuma arma próxima e a personalidade dele parece tão inocente... Acho que vou descobrir isso amanhã.
 



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