História Diário de um andarilho - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Andarilho, Caçadores, Caos, Drama, Facções, Filosofia, Mercenarios, Misterios, Morte, Pós-apocalíptico, Roubos, Tecnologia, Transtornos
Exibições 10
Palavras 1.630
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ta aí, demorei pois estava consertando algumas coisas no diálogo e na linha do tempo (de novo).

Capítulo 8 - Dia 13


Fanfic / Fanfiction Diário de um andarilho - Capítulo 8 - Dia 13

Você não vai acreditar nisso... NEM EU ESTOU ACREDITANDO NISSO! QUE DESGRAÇA! 

No final do Dia 10 eu fui sequestrado durante a noite pelos filhos da puta da Irmandade! Você deve estar se perguntando "Puta merda, X! O que diabos aconteceu lá?!?", então senta ai porque a história pode ser meio longa, e vou dizer logo que pelo que entendi, fiquei em cativeiro durante 3 dias e me resgataram no terceiro. O mais incrível dessa putaria toda, é que eu não lembro merda nenhuma do que aconteceu nos dois primeiros dias. Então vamos lá:

O dia começou "maravilhosamente" comigo amarrado em uma cadeira, tinham cordas nos meus pulsos, tórax, abdômen, coxas, pernas e pescoço. Eu estava sem camisa e morrendo de dor, quando olhei pra baixo percebi dezenas de cicatrizes (uma boa parte já eram antigas, inclusive uma cicatriz de quase 35 cm no abdômen que ganhei quando fui esfaqueado), hematomas e queimaduras por todo o meu corpo, admito que isso me assustou e muito. Tentei escapar, mas não conseguia colocar força em nenhum membro, por causa das cordas e também porque me sentia extremamente fraco. Notei também uma quantidade razoável de sangue na cadeira e no chão. Eu estava em uma sala completamente fechada, com a luz de uma lâmpada que falhava a cada minuto, só tinha uma porta de ferro, mas que não permitia passar nenhuma luminosidade (pelo menos eu acho).

Consegui manter calma depois de um tempo, até chegarem dois caras armados com M4A1s e logo atrás dele veio um cara mais ou menos da mesma altura que eu, vestia um longo sobretudo preto com o interior cinza, um capuz também preto e uma máscara estranha, parecia um crânio humano.... só que de metal.Por um segundo, eu consegui ver uma luz forte através da porta por onde eles entraram. O buraco dos olhos parecia ter uma lente, como um óculos escuro, mas não conseguia ver além dela, mas acredito que ele consegue enxergar de algum jeito. Os dois  homens pararam ao meu lado e apontaram suas armas para mim e o mascarado parou na minha frente, ele se abaixou e balançou a mão na frente do meu rosto e disse:
-Tudo bem ai? - A voz dele era modificada por alguma coisa, era meio... Rouca, robótica, possuía uma espécie de eco... O tom que ele usava era incrivelmente calmo para a situação que estávamos
-O que você acha? -Respondi com um sorriso no rosto- e quem é você?
-Eu já disse quem eu sou, não lembra? -Eu levantei uma sobrancelha  demonstrando confusão, e ele percebeu - Ei rapazes! Acho que batemos com muita força na cabeça dele! HAHAHA! Certo, vamos começar do zero: Onde estão as joias que você pegou?
-Não sei do que você está falando. -menti e ele me socou com muita força, me fazendo cuspir sangue. Sinceramente, não sei como ainda tenho dentes.
-Onde estão as joias? -Ele continuou me perguntando com uma calma impressionante, mas eu conseguia sentir uma fúria interminável na força dos seus socos.
-JÁ DISSE QUE NÃO TENHO A MÍNIMA IDEIA DE QUE PORRA VOCÊ ESTÁ FALANDO! 
-Escuta aqui -Ele agarrou meu cabelo e me forçou a olhar diretamente para ele- E já perguntei quinhentas vezes, durante dois MALDITOS dias, onde CARALHOS você escondeu essas joias e por causa disso minha paciência foi por inferno. Vou continuar fazendo isso, torturando e perguntando até você resolver dizer onde elas estão, e se eu enjoar de torturar você, eu vou fazer a mesma coisa que eu fiz com a puta da sua "mãe" com todo mundo que você entrou em contato, afinal, você só está vivo por SORTE -Eu juro, quando ele falou a palavra "mãe" eu gelei. Sabe aquele frio que sobe a espinha quando alguém descobre um segredo seu? Eu nunca senti isso até agora.
-P-pai?! -Quando disse isso, ele parou e começou a me olhar por mais ou menos 2 minutos.
-............Sim............. e não. -Aquela ira toda desapareceu de uma minuto pro outro, que porra foi aquela?
-O que você quer dizer com isso?
-Ele estava certo sobre você no final das contas... Parabéns, você conseguiu fisgar minha atenção! -Ele ergueu os braços e começou a bater palmas.
-Eu não entendo, do que você está falando?!
-Cavalheiros, quero que vocês se retirem dessa sala. -Ele disse para os caras que estavam do meu lado.
-Mas senhor! Nós não podemos deixar você sozinho com ele! -Disse um deles.
-Você confia nos nós que você deu?
-Sim, mas...
-Então não tem o que temer, até depois. -Eles obedeceram, saíram e fecharam a porta-  Como eu estava dizendo, minha paciência foi pro caralho, já estou ficando entediado de te bater e não vou poder te segurar aqui por muito tempo, então pra compensar, vou brincar com você um pouco. Pra começar, quem sou eu?
-Como eu vou saber?! Pra mim você é mais uma escória da Irmandade!
-Bem, na verdade eu sou o principal general da Irmandade. -Ele disse com um tom de decepção, como se ele esperasse que eu acertasse, mas como eu poderia?!
-Eu quero que se foda! Você é meu pai ou não?!
-Não sei...Por que você não descobre?
-Como você quer que eu faça isso? Amarrado em uma cadeira?!
-Essa é a parte onde começa a "brincadeira": primeiro, existe um refúgio a mais ou menos 30 km ao Sul daqui, o lugar ta na merda, todo destruído e tudo mais, mas ainda dá pra entrar. procure bem e você vai encontrar uma coisa interessante. Acredito que você já conhece o lugar.
-Não conheço nenhum lugar do tipo.
-Então você não lembra? -Ele perguntou com um tom de surpresa.
-Eu lembraria de um lugar assim!
-Não... Não lembraria não. -Ele coçou a mascara, pensativo, e em seguida começou a rir, MUITO alto, eu tenho certeza que senti insanidade naquele riso -  Deixando isso de lado, depois você deve vir pra cá daqui a exatas 2 semanas,sendo que hoje é quarta-feira, pois vai ocorrer a última rotação de sentinelas do ano, ou seja, a segurança vai estar bem fragilizada por mais ou menos 4 horas. E daí, você vai precisar ir até a torre principal, na sala de dados, e vai procurar pelo arquivo CNF-O-0102.
-E por que você está me contando isso? E porque eu deveria escutar você?
-Porque no final das contas o observador estava certo, não somos tão diferentes assim, e não, você não deve, mas vai -Ele puxou um relógio de bolso de dentro do sobretudo, olhou as horas rapidamente e o guardou- e antes que eu esqueça, recentemente você não está se sentindo.... como se alguém estivesse te vigiando?
-Não, eu deveria?
-Na verdade, não. É só observador, só tome cuidado com ele. Tenho coisas pra resolver, então, ADEUS. Ah! e propósito, meu nome é Van Dominic Vlad, não esqueça disso, viu? -Ele se despediu com um tom de excitação, rapidamente se retirou da sala e bateu a porta. Ouvi ele gritando, mas não consegui entender,o som estava muito abafado. 

Eu fiquei naquele quarto por mais um tempo até um cara de um sobretudo incrivelmente escuro (Pode exagerar nesse "escuro", se aquele cara estivesse em uma sombra, eu não veria ele, nem a um palmo de distância), também encapuzado e também mascarado invadir a sala e me libertar, vale ressaltar que a mascara parecia com as dos médicos da peste. Eu perguntei com um tom de ironia:
-Vocês são o que? Membros de um clube? 
-Clube? Do que você está falando? -O som da voz dele era abafado pela mascara. Mas que droga, como vou reconhecer Vlad e ele depois?
-Segundo cara que vejo usando uma mascara em menos de uma hora, impressionante. E o que você é afinal? Um mercenário?
-Eu? Sou um cara que conserta coisas, então vamos sair logo daqui. toma -Ele me deu meu cinto com todas as minhas armas e também me devolveu minha adaga. Notei que as armas estavam sem munição- eles retiraram a munição das armas, espero que não se importe com isso.
-Você pelo menos vai me ajudar sair daqui? Porque como você pode ver, eu não estou nas melhores condições.
-Claro, eu ainda não consertei tudo, consertei?
-E onde estão as minhas roupas?
-Foram queimadas, mas como não sou Deus, vamos ter que sair daqui assim mesmo.
-Que seja. Quem te contratou?
-Eu não sei o nome dos meus cliente, nunca pergunto, mas eram duas irmãs.
-Irmãs? Mas que merda -Você sabe quem foi, não preciso dizer nada. Não iria perder tempo perguntando o nome dele, pessoas com esse tipo de trabalho mentem demais- Vamos sair logo daqui!

E assim aconteceu, eu e esse maluco andamos silenciosamente pelo lugar durante a tarde, era como uma pequena cidade com algumas construções pequenas de concreto, o diferencial é que os "moradores" eram mercenários e membros da Irmandade, me pergunto como eu não sabia da existência daquele lugar até hoje. Esse cara demonstrava ser excelente no que ele fazia, ele matava os inimigos com uma precisão ridícula e de maneiras geniais, parece que ele possuía algum sistema que ejetava um gancho, escondido nas mangas do seu sobretudo, e a maneira como ele usava isso pra enforcar os alvos era impressionante, e assustadora, tenho que admitir. Quando conseguimos sair, ele desapareceu de uma vez, acho que ele usou o gancho pra se esconder ou alguma coisa parecida. Eu não vou descrever exatamente o que aconteceu, porque eu não posso parar de andar, ainda estou muito perto daquele lugar, e além do mais, preciso achar algum ponto de referência pra me localizar no mapa, mas estou basicamente no meio do nada. Parece que vou ter que continuar andando pela noite, só espero que eu não morra no caminho.

Vlad, aquele miserável... ele vai pagar por isso, e vai pagar com juros!



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