História Diário de um Des-relacionamento - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Diário, Lesbicas, Relacionamentos
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Palavras 682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - O dia em que não quis seu beijo


O dia em que não quis o beijo dela foi triste. Ela chegou, nos abraçamos, como sempre fazemos, andamos de mãos dadas até a praça de alimentação do tal shopping que testemunhou o início da nossa história (e também os milhares de términos, traições, brigas…).

Comemos, rimos muito, apresentei pra ela as minhas músicas favoritas do momento. Descemos, fui fumar um cigarro no fumódromo. Ela continuou falando.

Ela tem mesmo esse defeito de falar descontroladamente milhares de merdas que eu não quero ouvir, que eu sinceramente não dou a mínima.

Não, eu não estou sendo uma má namorada. Veja bem, não é fácil ouvi-la falando 40 minutos ininterruptamente sobre a mudança da chefe. Ou sobre o clima tenso no escritório. Ou sobre o serviço que ainda não foi concluído. Ou sobre como foi ruim a palestra sobre equipamentos de segurança.

“Sério? Que complicado né, ter uma chefe que ouve funk na sala de trabalho” - Eu digo depois de pensar “foda-se, cala a porra dessa boca que a meses não me faz um oral que preste”

Semana passada tivemos uma discussão depois do sexo, sexo no qual apenas ela gozou. Quando resolvemos parar de brigar deixei bem claro que todos os assuntos estavam resolvidos pra mim exceto o sexo. Eu poderia mentir, fingir orgasmos, forçar uma satisfação que a muito tempo não sinto. Poderia enganá-la, ou enganar a mim. Mas não quero. Minha vontade é gritar aos quatro ventos o quanto ela fode mal, e faz tudo mal e o quão eu estou insatisfeita.

Desde a discussão não a beijo na boca. Tenho me masturbado todos os dias. Nenhum deles é pensando nela. E enquanto meus dedos dão prazer à minha boceta minha mente imagina 1001 pessoas. Não ela.

Ela não me atrai mais, Não a vejo mais como alguém com quem transar. A vejo como alguém pra jogar conversa fora (literalmente fora, uma vez que 80% das coisas que saem da boca dela são completamente inúteis e/ou sem nexo).

As vezes penso que minha capacidade de ser indulgente atingiu 100% da franquia. Não consigo mais relevar pequenas e grandes coisas que antes suportava. Como a maneira ridícula como ela insinua querer iniciar uma transa. Chego a sentir vontade de rir. Logo em seguida essa vontade de rir é substituída por um misto de raiva, mágoa, frustração, repulsa e tristeza. Sinto muito por me sentir assim. Queria foder 2 garotas em uma cama King Size. Queria chupar uma boceta e sentir as pernas tremerem em volta da minha cabeça. Queria chupar seios e olhar para olhos ensandecidos de prazer.

Quando olho pra ela durante o sexo vejo um borrão sem graça, sem fogo. Vejo olhos fechados se concentrando no próprio orgasmo. Em seguida vejo ela se enrolar e se preparar para dormir aquele sono exausto após o ápice do prazer.

Fuck her. No mal sentido.

A conversa fica cada vez mais entediante. Começo a querer fugir da presença dela.

Ela chupa uma bala de canela.

Ela não é um gênio da sedução. Ela mostra a esfera vermelha que guarda na boca e pergunta:“Quer uma bala?”

“Sim, de um calibre 38, por quê não?”

- Quero sim, inclusive tenho aqui na bolsa.

A expressão dela foi de frustração e posso afirmar que foi o maior prazer que ela conseguiu me proporcionar nesses últimos dias. Achei não nojenta e infantil a forma como ela quis me pedir um beijo. Quase mando ela crescer. Quase digo que a oitava série já passou faz anos. Ela ficou frustrada e calada. Eu ignorei. Ela se aproximou e tentou me beijar.

NOJO

Virei o rosto.

Uma felicidade sem tamanho me invade quando penso em não beijá-la nunca mais.

O beijo dela me lembra mau hálito. Deve ser porque ela se acomoda e nunca confere o hálito quando vamos nos beijar. Eu a mandaria me fazer um oral para que depois eu pudesse beijar sua boca ainda com meu gosto mas o oral dela é péssimo.

Não me arrependo de não tê-la beijado. Me arrependo por todas as bocas que deixei de beijar durante esses dois anos de “monogamia”.



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