História Diário de um Psicopata - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Niceforo

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Sehun, Suho
Tags Baekxing, Chanbaek, Chansoo, Drama, Lemon, Romance, Xiuchen, Yaoi
Visualizações 27
Palavras 1.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - 0.1


Fanfic / Fanfiction Diário de um Psicopata - Capítulo 1 - 0.1

Domingo, 10 de janeiro.

Busan - South Korea

No início, ignorei a campainha que tocava, ecoando pelo corredor, explodindo em meu quarto, ressoando e quicando dentro de meu crânio. Minha barriga dói, e tem um gosto metálico na minha boca, aquele que aparece logo antes de você vomitar.

Pela janela do quarto, vejo Chanyeol sentado em sua escrivaninha na casa ao lado, seus cabelos ruivos em contraste com a calça de moletom que usava, suas costas despidas mostrando seus musculos contraidos ao que ele apoia as mãos na cama, um pouco atrás de si. Tudo nele era bonito, até mesmo as orelhas, aquelas enormes e lindas orelhas.

Uma camada de neve cobria o telhado e o chão, os galhos congelados das árvores mais ao longe. Parecia Nárnia, como se Aslan pudesse sair da floresta a qualquer momento.

A campainha tocou novamente. Mais longa, mais alta e mais insistente.

Me sentia exposto diante das janelas altas que se extendia por toda aquela parede, mesmo as cortinas não evitavam essa sensação irritante. Puxei a gola de camiseta. Estava tão apertado que meu pescoço coçava. Minha boca estava seca; as palmas das mãos, úmidas de suor. Eram três horas e a escuridão logo viria.

A campainha tocou novamente. Uma pessoa normal iria até a porta da frente para ver quem estava ali. Só que eu não sou normal.

Andei pelo quarto, até notar que estava rodando pela sala de estar com as orelhas cobertas com as mãos. Respirei, seis vezes contadas. Como meu psicologo Jongdae indicará.

Não entraria em pânico dessa vez. Quem normalmente pretende fazer o mal não se anuncia, nem espera ser convidado a entrar. Mas não conseguia pensar num motivo para que alguém tocasse a campainha no meio de uma nevasca.

Eu tremi ao abrir a porta. Um sopro de ar frio pressionou contra minha pele surpreendendo-me e me fazendo calar por um milésimo de segundo. Eu deveria ter ficado assustado, mas ao invez disso, apenas sorri.

— Por que demorou? Estou congelando. —Disse entrando sem ser convidado, a pessoa que me ensinou que "Ser discreto e comprar um binóculos" era a maneira ideal de se espiar alguem.

— Desculpe, eu fiquei nervoso... — disse fechando a porta, com uma raiva crescente competindo com meu nervosismo.

— Por que está nervoso? — perguntou Yixing, ele tinha cristais de gelo alojado em toda parte, no cabelo e nos ombros, e grudavam-se em sua calça e nos sapatos.

Yixing, usava um jeans preto e uma camisa de mesma cor, sem mangas, por baixo do casaco cinza que agora se via sobre meu sofá. Não respondi, apenas revirei os olhos ao que o chinês bagunça meus fios de cabelo. Porque eu estava nervoso? Ao invez de responder lo, caminhei até meu quarto, voltando para a janela e me sentando numa poltrona em frente a mesma.

Meu quarto não era grande, mas tambem não era pequeno. Para um cara como eu, que viveu a vida quase toda trancado nele, estava de bom tamanho. Yixing havia insistido em decorar-lo faz alguns anos. O que me deixou com um quarto de paredes azul escuro e um carpete preto que cobria todo o chão. Minha cama não era de casal, mas era maior que uma cama de solteiro. Uma coberta vermelha a cobria, sendo a unica coisa que dava mais destaque no quarto sem vida. Nem mesmo a poltrona de couro onde me via sentado, ou os violões que enfeitavam as paredes, o teclado ou a estante de discos chamavam tanta atenção como minha cama chamava. Era a parte mais convidativa.

— Eu não posso acreditar que você está fazendo isso de novo. — Disse Yixing, atras de mim, encostado no batente da porta.

— Não começa, caralho! — Eu assobiei.

— Quando você olha dentro de um buraco, o buraco olha dentro de você. É a mesma coisa com você neste momento. — Ele atrás de mim, com as mãos pesadas em meus ombros.

Olhei para os lados, olhei para qualquer coisa que não fosse Chanyeol em seu quarto, mas era impossível. De onde eu estava conseguia ver perfeitamente seu quarto, alem da janela, aquelas incomodas cortinas me deixavam ver lo, mas será que ele poderia me ver através do vidro fumê da janela?. O pior é que, pensar naquilo me fazia lembrar do passado. Por alguns segundos me perdi entre as memórias, e Yixing percebeu. Então continuou:

— Já parou pra pensar que tem coisas muito mais interessantes que aquela janela? O amor, quando em excesso, não traz ao homem nem honra nem mérito. Acorde Baekhyun!

Sua voz me trouxe de volta à Terra. Revirei os olhos com um sorriso lateral nos lábios.

— Observar lo, é a unica coisa melhor que qualquer programa de televisão.... e tambem me trás esperança, e essa esperança é a unica coisa mais forte que o meu medo.

— Não falo de televisão, você poderia muito bem sair um pouco de casa.

— Você sabe que eu não posso, Xing! — Meu sorriso morreu.

— Do que você tem tanto medo, cara? — Ele perguntou abrindo as cortinas e janelas do meu quarto. Chanyeol já não podia ser visto.

— Da minha mente...

— Lamentar uma dor passada no presente, é criar outra dor e sofrer novamente. Você sabe que a forma como está vivendo agora, é a maneira maIs facil de atrair outras dores.— Ele bagunçou meus cabelos. Fiz cara de nojo. Ele tinha razão, mas era inevital. Meu passado ainda me perturbava. Eramos duas crianças, mas, se tivesse sido diferente...

— Quando eramos crianças pensávamos que quando crescêssemos não seriamos tão vulneráveis, protegeriamos um ao outro e tudo ficaria bem. Mas, depois do acidente, ele esqueceu tudo. Eu tive que crescer e aceitar a vulnerabilidade.

— O passado é um prólogo. Guarde as lembranças para criar o desenvolver de sua historia.

— Shakespeare na área? — perguntei, pois os pensamentos que estavam em minha cabeça tinham feito meu estômago revirar.

— Argh! Cala a boca!

Yixing deve ter achado que eu estava ficando doido com as recentes mudanças de humor, -não que isso não tenha acontecido antes- pois me olhou de um jeito estranho ao dizer tais palavras, o que eu pude ver pelo breve vislumbre de seu reflexo na janela, mas logo percebi que se ficasse argumentando sobre aquilo. Acabaríamos discutindo. Parece ser errado um homem viver sem um proposito de vida, viver apenas por viver. Ser apenas mais um acumulo de espaço enquanto muitas outras pessoas lutam diariamente por seus ideais. Eu achava ter melhorado.

Percebendo que eu novamente me via perdido em pensamentos, e em meio ao breve silencio que se instalou pelo quarto, o maior me abraçou pelos ombros. Não segurei o riso.

— Você parece um carrapato, que saco!

— Cara, seu humor ta pior que mulher na tpm. Eu só estou dizendo que você não pode ficar nessa janela o tempo inteiro.

— Eu deveria te denunciar por invadir minha casa, mas estou ocupado pensando em qualquer coisa que não seja William Shakespeare aqui me dando sermão

— Primeiramente, você abriu a porta pra mim. Segundamente, eu li muito livro de autoajuda pra poder te ajudar.

— Você lendo? Isso explica muita coisa.—O tom de deboche em minha voz fez Yixing revirar os olhos.

— Byun Baekhyun, sai logo dessa janela ou não vai ter jantar hoje.

Repreendeu-me com puxão de orelha a e tentei sorrir enquanto era tirado de frente da janela.


Segunda, 11 de janeiro.

Busan - South Korea

Eu observo Chanyeol, o tempo inteiro.

Sei tudo sobre ele, o conheço de todas as maneiras possíveis, menos de uma: de verdade.

Ele desfila sua beleza – sim, como o firmamento sem nuvens numa noite estrelada –, sempre com os fones de ouvido do iPod, ligado o tempo todo. Ele pratica dança escondido em seu quarto, é filho único, mora sozinho, gosta de milk-shake de banana feito com xarope de banana. Ele tem um amigo, Kyungsoo, ao qual estão sempre juntos. Mais de um amigo na verdade, diferente de mim que só tenho Yixing. Ele não ri muito e mora aqui na rua. Ao lado da minha casa. Como posso saber tudo isso sobre alguém com quem não sabe da minha existência? Bom, na verdade eramos muito próximos, ele somente me esqueceu.

Gosto de pensar que isso é apenas um sonho ruim, e que quando eu acordar será tudo como antes, mas, ainda preciso encarar a realidade.

Eu sei que tem algo estranho acontecendo, ainda mais com a forma que Chanyeol gesticula dentro do carro. Não posso ver quem está com ele, está escuro demais e a neve me impede de ver sua face. Nunca vi o ruivo com uma expressão tão alterada, quase perturbado.

Por um momento eu me senti em uma montanha-russa. Meu corpo era jogado de um lado para outro, mesmo que eu estivesse sentado e aquilo fosse coisa da minha cabeça, parecia tão real, pois tudo girava.

E eu fiz...

Pela primeira vez em cinco anos, eu realmente sai pela porta da frente. Não sei como fiz aquilo, nem mesmo sabia que meus pés poderiam se mover naquela velocidade. Descalço, tenho certeza de que bolhas estavam se formando nos meus pés, mas a dor era algo bom, ajudava a por minha mente em claro. Dois socos foram suficiente para fazer Chanyeol sair do carro e me olhar. Ele estava me olhando, e poderia ser um sonho. Se na verdade, ele não estivesse com um pouco de medo. Como se eu fosse um estranho e pudesse sequestra-lo.

Bem, era uma hipótese tentadora.

Ele me deu um sorriso torto, me olhou de cima a baixo , impedindo uma análise mais detalhada quando ele arregalou os olhos ao ver meus pés descalços, que agora era algo repleto de sangue congelado. Eu poderia ter ficado com os olhos abertos, eu poderia ter ficado para ouvir o que ele disse, mas eu estava tão cansado que não tinha forças para tentar descobrir o que era.

— Você finalmente me notou...

Aquelas foram minhas ultimas palavras antes que tudo ficasse escuro. 


Notas Finais


Olá meus bolinhos, não teve muitas alterações porque preferi manter a base original, para os que não sabem. Estou reescrevendo está história. Desde que anteriormente ela era do History.

Procurarei ser mais ativa nas atualizações e responderei todos os coments. Obrigado pelo apoio.


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