História Diário de um Psicopata - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Niceforo

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Sehun, Suho
Tags Baekxing, Chanbaek, Chansoo, Drama, Lemon, Romance, Xiuchen, Yaoi
Visualizações 15
Palavras 1.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - 0.2


— Você finalmente me notou...

Aquelas foram minhas ultimas palavras antes que tudo ficasse escuro. 
  

Segunda, 11 de janeiro.
            Busan - South Korea

Acordei suado e febril. 

Minha cabeça latejava,  meus pés ardiam de dor, tanto que eu não podia mexer lo completamente. Deixei me suspirar pausadamente.  Eu podia ouvir vozes ao meu redor, vozes conhecidas, as quais eu não conseguia identificar.

 Sentei me na cama, mas a tontura me abraçou e tive que colocar a mão na testa com os olhos fechados para me recuperar, soltando um baixo resmungo.  O que piorou a enxaqueca, porque acho que tocar em um lugar que já me parecia inchado não foi bom negócio.

— Calma. Você ainda está muito fraco. —Minha visão ainda embaçada me impediu de ver quem havia me deitado novamente na cama. 

Eu sempre fui complicado, mas houve uma epoca em que era "normal" aos olhos da sociedade. A lembrança veio a minha mente junto a flashes de um possivel sonho, mas por mais que eu tentasse ver a realidade, eu apenas conseguia ver que naquele momento Chanyeol precisava de mim, uma maneira ilógica de pensar, já que foi graças a mim que ele perdeu as memórias da infância. 

Eu não podia ver nada do lado de fora, as janelas estavam cobertas por umas cortinas grossas, mas  eu desejava poder ver, ver Chanyeol, era sempre assim, como se o mundo parasse para que eu pudesse apreciar sua beleza. 

Pensar nele me fez sorrir. 

— Deus, eu aqui preocupado e você ai sorrindo...—Eu conhecia aquela voz. Mas a dor em minha cabeça me impedia de identifica-la.

— Deixa ele descansar, Yixing. —uma segunda voz riu.

— Tudo bem, muito obrigado por cuidar dele!

Quando a porta se fechou e meus olhos se acostumaram com a claridade, pude ver Yixing. Ele havia algo em suas mãos, que pela forma julguei ser uma uma bacia  e uma toalha ao redor do pescoço. Meus pés estava com uma especie de curativo, literalmente todo enrolado, mas com cuidado, porem  não parecia nada feito por um profissional. A dor de cabeça voltou, me forçando a fechar os olhos novamente.

— Como está sua cabeça? —Ele perguntou, a voz embargada em preocupação.

—  Doendo...igual todo o resto do meu corpo. —Respondi rispido, eu não me preocuparia em ser gentil quando a resposta era obvia. 

—  Isso porque você está com febre. — Ele respondeu sentando se na cama, após colocar a bacia no chão ao lado da mesma,  molhou a toalha  e torceu antes de repousa-la dobrada em minha testa. Por alguns segundos parei de tremer, e eu nem sabia que estava tremendo até aquele momento.

— Eu tive outra crise? —Dizia, olhando para aquela pessoa que sempre cuidava de mim. O que era um trabalho extremamente pesado.

— Uhum... —Respondeu ele, sem olhar para mim. 

— Você está estranho, o que foi? 

— Por que não me diz? — Me indagou Yixing, aparentemente irritado. 

— Não quero falar sobre isso, Xing. — O respondi cabisbaixo.

Embora Yixing soubesse que eu estava apenas nervoso. No fundo da minha mente estava um assunto sobre o qual eu não queria pensar naquele dia. Era apenas uma pequena história  sobre duas crianças que se gostavam e uma mulher que tratou o filho como um animal quando descobriu,  meu passado era como um cliché, uma espécie de história de amor infantil que deu errado, e que resultou em um deles esquecido e o outro com o coração partido. Eu não lamentava a morte da mamãe no acidente, eu só lamentava a verdadeira morte, de toda a minha infância e juventude. 

— Se é assim que você quer...— Me respondeu se levantando. —... Respeitarei sua decisão. 

 Sua expressão entregou que estava segurando para não ser grosso. Eu sabia que o chinês achava que eu não confiava em si. Não era isso, apenas não queria dizer mesmo o que eu havia delirado desta vez. 

— Agradeço. — Respondi olhando de soslaio quando Yixing saiu do quarto, batendo a porta atras de si.

Talvez, só talvez. Eu não queira me lembrar do que aconteceu. Talvez, creio eu, que o pressentimento que sinto atualmente, seja uma especie de aviso. Eu sabia que a vida outrora era incerta pra mim. Eu apenas queria previnir Chanyeol de outra desgraça futura. Mesmo que ele não soubesse de minha existência. 

 


Algumas horas depois...

 


Delirios sempre foram normais para mim. Mesmo assim, estar sem diagnostico, isso sim era um grande problema. Meus sentimentos são instaveis, posso estar feliz agora e segundos depois com raiva ou depressivo. 

E foi isso que aconteceu comigo. Apenas um deliro de que Chanyeol precisava de mim. 

Minha fantasia mais louca durante uma crise foi quando eu tinha oito anos, logo após o acidente.  Tudo ao meu redor começou a se desintegrar até deixar de existir, no final restou apenas a mim num branco vazio me desintegrando assim como tudo ao meu redor.  Desde então, eu tenho a mesma fantasia durante uma crise.  

"Loucos como você devem ficar trancados." 

Eu podia ouvir mamãe, repetindo aquelas palavas para mim diversas vezes antes de falecer. Seu rosto coberto por sangue, efeito da batida. Estavamos de cabeça pra baixo, e eu podia ver Chanyeol, do lado de fora do carro, deitado na pista, a batida causada por mim havia sido tão intensa ao ponto dele voar pra fora do carro. Naquele dia eu perdi minha mãe, meu melhor amigo e anos depois meu pai me abandonou por não aguentar a pressão.  Eu sabia que ele me culpava.


— Você teve sorte, o ferimento foi leve. —Só me dei conta de quem era o dono das mãos que tocaram minha testa, quando sua voz conhecida veio aos meus ouvidos . Meu médico Minseok,  estava me olhando com um sorriso gentil em sua face. 

Minseok era noivo de Jongdae,  meu psicologo, ou seja, uma coisa levou a outra. A verdade é que, além de Yixing, eu confiava minha saúde apenas aos dois.  Estava escuro do lado de fora, mas eu tinha quase certeza que não passava das 21h. Eu estava sentado no sofá de minha casa, vestia uma calça de moletom cinza e uma camisa branca do Ramones. 

— O que ele tem? —Perguntou Yixing,enfiando as mãos nos bolsos sem olhar para mim. Ele ainda parecia chateado.

— Apenas uma febre emocional e alguns ferimentos na cabeça. Logo estará melhor, ele só precisa descansar. —Ele levantou o rosto, prestando atenção em Yixing, que cruzou os braços olhando para baixo. 

"Xing, olhe para mim...Não fique zangado comigo "

— Isso é bom, obrigado por vir Minseok. Não sei se conseguiria cuidar dele sem você e o Ch....Chen! —O chinês tinha os olhos expressivamente tristes. Suas  pupilas dilataram ao notar meu olhar, dei um leve sorriso, que não foi retribuido quando Yixing desviou o olhar para Minseok e só então sorriu. 

Minseok riu, ficando vermelho.

"Esta escondendo algo de mim"

— Não fiz mais que o meu trabalho, sem contar que eu adoro esse menino Baek.— Ele estendeu a mão, um copo com um liquido brilhando na mesma. 

— O que é isso? —Perguntei desconfiado. 

— É só água, não precisa ter medo. —Minseok riu novamente— Deve estar com fome, vou ver se tem algo na geladeira. Ok?

Eu apenas assenti com a cabeça, assistindo meu médico sair do quarto. Por meio segundo, pensei que meu amigo iria  sair tambem, felizmente, não foi o que ele fez.  Yixing me abraçou. 

— Seu idiota, nunca mais me assuste assim. —Suponho que foi quando eu percebi que ele estava chorando que as lágrimas também subiram aos meus olhos. 


Quando sua voz conhecida veio aos meus ouvidos e seus braços ao meu redor me acalmaram. O abracei, durante um momento que parecia querer durar para sempre. Meio cego pelas lágrimas, aquela foi a primeira vez que me senti sortudo.

Eu tinha sorte, sorte em ter alguem como Yixing ao meu lado. 

 

 

 


Notas Finais


Desculpa qualquer error na ortografia, não cheguei a revisar.
O proximo capitulo está em andamento e pode demorar um pouquinho.
Até logo.


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