História Diário De Uma Espiã - Capítulo 4


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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Suspense, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Presa


Já era a segunda semana de treinamento e eu já não aguentava mais tantas obrigações, eu estava em Bora Bora, completamente grátis, precisava de um descanso. Aproveitei o almoço de domingo onde era o dia que ficaríamos livres, peguei minhas sandálias e fui para a praia.

            Uma coisa interessante sobre mim: Eu não gostava muito de praias, meu medo por tubarão era grande, mas se tem algo que eu amava era natureza. Decidi ir mata a dentro e vasculhar o que tinha. Nada além de árvores e mais árvores até que acabei ouvindo uma conversa interessante, mas não pude identificar quem era.

            - Podemos ser expulsos por isso!

            - A culpa não é nossa se achamos o esconderijo de Burke!

            - Se eles nos virem lá dentro podem nos matar, não posso me arriscar.

            - Ele grava todos nossos passos, menos aqui. Em nossos quartos temos escutas, não podemos conversar disso lá, porque descobrimos isso.

            - Talvez você devesse pensar melhor, não posso fazer isso.

            - Pensa comigo, se soubéssemos o que ele planeja não precisaríamos nos matar para sermos promovidos, poderíamos usar a chantagem.

            - Isso não é uma estratégia! É suicídio! Vamos esquecer essa história...

            - Tudo bem então, mas se formos mortos a culpa não é minha!

            Quando ouvi esconderijo do Burke, até estranhei, mas logo percebi que minha implicância pessoal tinha motivos. Decidi vasculhar mais a fundo para que eu achasse o esconderijo, até que uma armadilha me pegou pelo pé e fiquei pendurada de ponta-cabeça na mata. Totalmente sozinha, e sem celular ou localizador para pedir ajuda.

            Comecei a gritar, mas ninguém me ouvia, até que decidi olhar em volta para ver se tinha algo que poderia me ajudar. Logo vi árvores com seus galhos grandes, baixos e grossos. Decidi tentar me fazer balançar até eles. Sem sucesso.

Decidi pensar em uma estratégia para sair dali, comecei a ver que onde eu estava era favorável a ecos, então comecei a cantar. Porque quando eu cantava os passarinhos acompanhavam, e cada vez mais eles passavam de um lado para o outro, trazendo um pouco de vento me fazendo me mexer.

Comecei a me mexer e a balançar até que consegui chegar na árvore. Comecei a passar o fio de corda pelos galhos até desgastá-lo para que eu pudesse cair. Estava funcionando e comecei a ir mais rápido que pude porque comecei a ouvir passos. Até que consegui cortar, mas eu havia esquecido que eu ia cair de costas e de cabeça em um chão que não dava para saber se havia algo pontudo, até que cai nos braços de alguém, e não no chão. Olhei para cima e vi aqueles olhos castanhos e aquele cabelo loiro me segurando, logo soube que tudo ia ficar bem.

            - Meu Deus! Você está bem? – Disse ele me colocando no chão.

            - Bem, agora estou, eu nem sei o que dizer, muito obrigada! – Eu disse corada.

            - Olha, você podia ter morrido! Graças a Deus cheguei a tempo. Meu nome é Jay. – Ele disse estendendo a mão.

            - Acho que alguém pretendia testar alguma armadilha para coelhos mas acabou pegando eu mesma haha. Sou Grace, o prazer é meu.

            - O que eu não entendo é o que uma menina como você estava fazendo nessa floresta sozinha, ainda mais sabendo que existem pessoas praticando por aqui.

            - Agradeço a preocupação mas sei me cuidar sozinha. E também estamos sendo treinados para sermos agentes únicos, as vezes devemos sair em missões por si mesmos, não é?

            - Você está certa. Me perdoe se eu te fiz pensar que não achava você forte. É que é muito incomum alguém adentrar a mata assim. Ainda mais você que tem medo de aranhas.

            - Como sabe disso?

            - Você está na minha aula de Estratégia. Se te faz sentir melhor eu também odeio aranhas.

            - Nossa você prestou bem atenção no que eu disse em..., mas tudo certo. Eu nem prestei muita atenção nas pessoas das minhas aulas. Para ser honesta eu nem queria estar aqui.

            - Mas você se saiu muito bem em todas aulas. Acho que seu destino era estar aqui. – Ele disse com aquele sorriso que era de acabar com minhas estruturas.

            - Talvez para você, mas eu dou meu melhor aqui porque preciso de Yale. Por isso eu andei tão de cabeça cheia.

            - Eu achei que você estava com aquele soldado do ano passado. O tal de Josh, vocês parecem ter uma conexão.

ME ENTALEI NA HORA

            - Você está doido? A única conexão que temos é o desgosto, e a ironia em comum. Ele é no máximo, suportável. – Eu disse revirando os olhos.

            - Não se preocupe, eu também usaria o sarcasmo para esconder sentimentos assim.

            - Olha sem ofensa, mas é sério, antes eu prefiro ir embora para casa do que pensar em algo assim.

            - Então eu fico bem feliz.

            - Sério? Por quê?

            - Ah, porque não é todo dia que a gente encontra uma menina incrível, bonita e que não quer a gente morto nesses dias. – Ele disse me olhando nos olhos. Aqueles olhos castanhos não cooperavam comigo.

            - Nossa, muito obrigada. Fico lisonjeada hahaha.

            - Já que você queria passear por aqui, posso te mostrar alguns lugares que acho que você vai gostar.

            - Então vamos.

Enquanto andávamos ele ia mostrando e explicando o que ele achou. Na verdade, eu nem estava ouvindo o que ele dizia porque estava ocupada demais hipnotizada por aquele cabelo loiro.

            - Sabe Grace, na verdade existem boatos de uma base escondida aqui. Você já ouviu falar?

Eu sabia que tinha, mas eu não podia confiar nele de repente só porque ele foi legal comigo. Decidi manter em segredo

            - Não sabia. Sério mesmo?

            - Bem, dizem que é um QG secreto, mas nunca foi provado ser real.

            - Que pena, sempre quis conhecer um QG. Saber o que tem ali.

            - A verdade Grace, é que nesses QG’s tem muitos segredos, e eles não ficariam fáceis de encontrar. São bem escondidos, muitos nas profundezas.

            - Poxa, mas se tiver ou não, o importante é que pelo menos passamos um bom tempo aqui.

Olhei no relógio e era hora da minha aula de Trabalho em Campo. Decidi me despedir.

            - Jay, foi um prazer conhecê-lo, mas agora tenho aula, preciso ir.

            - Tudo bem Grace, espero reencontrá-la novamente.

Ele disse pegando em minha mão para se despedir. Devo dizer que foi mágico, mas eu não podia me envolver com ninguém, preciso focar no que quero.

            Era aula de Trabalho em Campo com o nosso professor, o agente Thomas Lewis, que por sinal era muito bonito e por ser assim, ele acabou conquistando o coração de algumas agentes. Eu não ligava para isso, afinal eu nunca namorei e nunca quis. Sempre acreditei que devo pensar em meus sonhos primeiro, que uma hora quem sabe eu me apaixone.

- Trabalho de Campo aula 2

            - Olá cadetes, sou Thomas Lewis para quem não me conhece. Hoje vamos nos dividir em dois times, Time A e B, e com isso vamos a uma caça as bandeiras.

            Todos estavam animados, até porque quem for bem no exercício de campo, ganha pontos com a organização.

Depois dos times divididos o agente Lewis nos deu nosso objetivo. Tive sorte porque Lucy e Sam caíram no meu time. Mas como sempre a vida não é boa o suficiente, Josh também caiu como co-ajudante.

            - Cadetes o objetivo é simples, colocamos 2 bandeiras, espalhadas em lugares improváveis, porém visuais, na ilha. A ilha é grande então por isso tenho aqui 2 cartões, com enigmas de onde estão as bandeiras do adversário. Boa sorte e não se percam. Vocês têm 3 horas no máximo para conseguirem achar, e se não conseguirem, bem, não vou falar ainda. Espero que não descubram da pior maneira.

            Nos reunimos. Meu time tinha 6 pessoas, o outro 6 também. Decidimos nos reunir e ver o que havia em nosso cartão.

            “O melhor esconderijo é o mais alto e visível”

            - Alguém pode me dizer que diabos de dica é essa?

            - Lucy, não se preocupe, eu vou ajudar vocês. Vamos nos dividir – Josh disse confiante.

            - Josh você fala como se fosse O EXPERT de missões. Só iremos vencer se fizermos isso juntos. – Eu disse.

            - Olha aqui Grace, eu não sei você, mas eu VENCI TODOS os trabalhos de campo por aqui. Então se fosse você seguiria minhas ordens.

            - Você fala como se mandasse em algo. Talvez ninguém tenha lhe dito isso, mas, nem tudo é sobre você. Obrigada.

            - Galera, vocês já podem parar. Estamos perdendo tempo. Vamos começar a nos arrumar e irmos para a floresta. – Disse Sam com autoridade.

Nos arrumamos, pegamos nosso equipamento e fomos direto para a floresta. O cartão não dizia muito, então estávamos nos adentrando em galhos e galhos atoa.

            - Gente, acho que antes de irmos ás cegas, devíamos pensar melhor, como por exemplo o que significa a dica do cartão. – Uma cadete disse.

            - Boa ideia Jenny! Eu acho que o cartão diz que devíamos ir pelas montanhas, já que é algo visível e alto. – Um cadete chamado Charles disse.

            - Não Charles, isso seria óbvio demais. Eu acho que seja algo que esteja tão óbvio que não iríamos procurar. Como nas árvores. – Eu disse

            - Grace têm razão. Vamos nos dividir de 3 em 3. Vocês procurem nos lugares possíveis na montanha, vamos vasculhar essa área. – Josh disse concordando comigo, o que foi uma grande surpresa.

Dois cadetes e Sam foram pela montanha. Josh, eu e Sam fomos procurar árvores propensas.

            - Você concordou comigo não esperava isso Josh. – Eu disse enquanto pulava galhos no chão.

            - E você não brigou comigo por nos separarmos. Seria esse o início de uma linda amizade? – Josh disse irônico.

            - Nem nos seus maiores sonhos, Batman.

            - É claro, você está muito ocupada com o cadete loiro nas selvas. Não é mesmo?

            - Espera. O quê?? Agora você me persegue? É isso mesmo?

            - Eu tenho mais o que fazer Grace, só vi vocês voltando enquanto eu ia para minha caminhada após o almoço.

            - Sabe Josh, por um minuto quase pensei que fosse ciúme seu, mas aí lembrei que você não tem sentimentos de verdade.

            - HAHAHA. Muito engraçado. Não sinto ciúme seu nem em seus sonhos cadete.

            - Não queria atrapalhar o momento DR do casalzinho, mas nossa bandeira está em cima de nós pessoal. – Lucy disse apontando para a árvore mais alta que eu tinha visto.

            - LUCY! Você achou nossa árvore, mas ela é muito alta. Não sei como chegar lá. – Eu disse preocupada.

            - É simples Grace, só jogar nossa corda com a âncora no galho. Você se prende e sobe.

            - Então você joga a corda já que é profissional, vou amarrar meu equipamento na cintura.

Josh jogou a corda que ficou bem presa no galho, coloquei o equipamento e minhas luvas e comecei a escalar a árvore. Ela tinha mais de 2 metros de altura e eu não iria admitir, mas estava com um pouco de medo, porém meu orgulho falou mais alto.

            - Consegui chegar aqui em cima, o que faço agora?

            - Grace segura firme, usa a faca que está amarrada no seu pé e use para cortar o fio que amarra a bandeira.

            - Comecei a cortar, fiquem de olho no meu equipamento.

Porém com meu peso o galho começou a se mexer, eu estava fazendo meu melhor para cortar a corda que estava amarrando a bandeira, mas ela era muito grossa e forte.

            - Ei! Cuidado Grace! – Lucy gritou e fez eu ficar quieta.

Ouvi um ‘CRACK’ na árvore e fui cortar mais forte. Mas quando eu tirei a bandeira o galho se quebrou e comecei a cair.

            - SOCORROO! - Eu gritava com toda minha força.

            - Segura ela Josh! – Lucy gritou apreensiva.

            Josh correu e abriu seus braços e conseguiu me segurar e me colocou no chão abaixada, e ficou em cima de mim me segurando abaixado para que os galhos da árvore não me machucassem. Eu estava de olhos fechados mas ficamos ali um minuto, até que tudo parou de cair. Lucy estava deitada inconsciente, um galho bateu em sua cabeça. Até que eu olhei para cima e vi que Josh estava bem.

Eu não iria admitir, mas eu tinha gostado de ter visto esse lado protetor do Josh. Mostra que ele não é um idiota 100%, talvez aquele 1% pode servir para algo um dia. Ele me olhou fixamente aqueles olhos azuis dele, ele parecia normal. Só levantou, não fez piadas nem nada, foi ver como Lucy estava e ficou tentando acordá-la, e me perguntou como eu estava.

            - Você está bem? – Ele disse com alguns cortes no rosto e o cabelo sujo de galhos, enquanto isso ele colocou Lucy encostada em uma árvore e ele se levantou com as costas doendo.

            - Estou sim, obrigada. Mas você não está. Senta aqui Josh. – Eu disse apontando para uma pedra. – Deve haver um kit de pronto socorro na minha bolsa aqui. Espera aí.

Enquanto eu vasculhava a mochila que levamos, eu olhei no relógio e faltava uma hora para voltarmos para a base, e estávamos muito longe, então apressei até que achei o kit.

Fui até Josh e abri o kit, sabia como cuidar dessas coisas porque aprendi em um curso na escola.

            - Fica quieto Josh, olha aqui porque isso vai doer. – Peguei o remédio que havia na bolsa e coloquei no algodão e passei nos machucados dele.

            - Ai! Aii! Isso é para melhorar ou piorar meu rosto? – Josh disse reclamando.

            - Fica quieto Josh! Isso é para esterilizar e coagular mais rápido. Fica quietinho que vou pegar o band-aid.

Peguei e fui em sua direção colocando no rosto dele. E ele ficou bem quieto, porém me encarando o que começou a me deixar incomodada.

            - O que foi?

            - O quê?

            - Você está me encarando há minutos e não começou a me xingar. – Eu disse irônica, enquanto Josh ria.

            - Você queria que eu brigasse você por me ajudar? Posso até ser um idiota para você, mas nem tanto.

            - Hum, sei.

            - Olha eu sei que não sou seu loirinho, mas eu sei ser legal ás vezes. AI!

            - Desculpe, enfim, Josh você está certo. Você me ajudou hoje, talvez salvou minha vida, obrigada mesmo. – Eu disse sorrindo.

            - Não há de quê, mas já que você virou enfermeira, me ajuda nas minhas costas porque parece que levei um tiro.

            - Tudo bem, então tira a camisa para eu ver.

            - Nossa Grace, se você queria que eu tirasse, me pagava um vinho antes. - Ele disse cínico.

            - Cala boca idiota, estou tentando te ajudar aqui. Anda logo porque falta 45 minutos para acabar o exercício. – Eu disse irritada.

Ele tirou e fiquei meio sem graça, até porque ele tinha um físico melhor do que eu imaginava. Ser um agente secreto faz uma grande diferença.

Quando ele virou de costas percebi que ele estava muito cortado e sangrando muito, um pedaço de galho tinha entrado nas costas dele. Decidi tirar de uma vez para não doer muito.

            - Como está aí Grace? – Ele disse preocupado.

            - Olha, vai dar tudo certo, você está sangrando muito, mas eu consigo fazer um curativo rápido. Mas você não grita.

            - Gritar? Porque eu... AI! – Eu tirei de uma vez o pedaço de madeira, que deixou um buraco bem feio.

            - Josh vou precisar rasgar sua blusa, porque acabei de tirar uma madeira de você.

            - Tudo bem, eu rasgo para você ganhar tempo.

Limpei seus machucados, e amarrei a blusa envolta do buraco na pele dele para estancar o ferimento. Ele iria ficar bem, mas as primeiras 24 horas iria doer muito.

            - Obrigado Grace. – Ele disse

            - Não precisa agradecer. – Eu disse rindo.

Ele ficou me encarando (o que foi bem constrangedor) até que Lucy acordou.

            - O que aconteceu? MEU DEUS JOSH VOCÊ ESTÁ MACHUCADO. – Lucy disse dando um pulo.

            - Está tudo bem Lucy, Grace me ajudou. Vamos ir para base porque falta 25 minutos e estamos atrasados.

            - Grace você está bem né? – Lucy se mostrou preocupada.

            - Estou ótima Lucy, vou levar as coisas, você ajuda o Josh.

            - Só machuquei o rosto e minhas costas Grace, minhas pernas continuam bem. Eu levo as coisas. Vocês levam a bandeira na frente. – Josh afirmou orgulhoso.

Fomos andando até que encontramos os outros e chegamos na base. O outro time aparentemente não havia chegado.

            - Josh acho que você deveria que levar a bandeira, você foi um herói hoje.

            - Grace eu venci todos os trabalhos de campo, um a mais ou menos não faz diferença para mim. Você precisa. Pode levar.

Até que levamos a bandeira para o Agente Thomas e ele nos parabenizou. Eu havia vencido meu primeiro trabalho em campo.


Notas Finais


Desculpem a demora, estou de recu em física mas depois da semana que vem eu irei postar com muito mais frequência. espero que gostem <3


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