História Diário de Uma Ex-Adolescente - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Drama, Ogriniais, Romance
Exibições 13
Palavras 1.943
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá bijus do meu kokoro!
Boa noite pra vocês

Aqui estou eu, como sempre, vindo postar um novo capítulo de DDUEA, mas hoje eu tenho mais que isso, e vocês verão nas notas finais o que é.
Sendo assim, podem ir ler

Nos vemos nas notas finais? Nos vemos nas notas finais!

Capítulo 9 - 08. Traição: Como matar o ex sem sujar as mãos


Dois meses haviam se passado e eu já estava farta. Todos os nossos momentos sempre caminhavam para mesma situação e todas as vezes brigávamos pelo mesmo motivo: Ele queria sexo, mas eu não. Eu me sentia cada vez mais como um objeto que ele desejava ter para o seu prazer, até parece que ele irá ganhar uma medalha por me tocar de maneira mais íntima.

Nesta noite de quinta feira, estou vivenciando mais uma dessas situações que já estão me fazendo perder a paciência e a vontade de continuar esse relacionamento, que na verdade nem deveria ter começado. Tudo começou quando abri a porta da frente da minha casa e ele disse que precisávamos conversar, depois disso o segui até o meu quarto, e já imagino como isso irá terminar.

 

- Antes de começarmos ‘a conversa’, me diga, porque ela precisa ser no meu quarto? - perguntei receosa enquanto o via fechar a porta sem trancá-la.

- Esta conversa necessita de privacidade, o que não teremos se seus pais chegarem. - Respondeu-me rapidamente como se realmente se importasse.

- Certo. Seja direto - Falei finalmente dando-lhe a deixa para iniciar tal conversa.

- Jess, porque aceitou namorar comigo?

- Por que gosto de você.

- Porque não tenta e nem me deixa tentar ter algo mais íntimo com você? Somos namorados, é normal que façamos isso.

- Victor, nós só namoramos há dois meses, não é tanto tempo assim. Ainda não confio totalmente em você. - Fui sincera - E sinceramente, me pergunto por que tanto quer isso. Sou algum troféu por acaso? Fez alguma aposta?

- Não fiz aposta nenhuma! Só penso que você sendo minha namorada seja o suficiente para que eu queira algo mais sério. Não entende isso? - Disse com uma lábia tão perfeita que quase acreditei.

- Vamos com calma, certo? Por favor. - Falei enquanto me encaminhava em direção a porta, e ao passar por si, selei brevemente seus lábios.

 

Eu não devia ter feito isso.

 

Já me preparava para sair do quarto quando senti meu braço ser puxado, logo me vi prensada a porta, que antes estava aberta e agora estava sendo trancada pelo meu “querido” namorado, que se afastou minimamente do meu corpo apenas para me deixar ver ele guardando a chave dentro de sua calça, mais especificamente dentro de sua boxer cinza.

Logo em seguida tomou meus lábios com luxúria, e deixou-me recostada a porta vendo-o se encaminhar para a minha cama e sentar-se nela, recostando-se na cabeceira e apontando para sua calça, que continha um volume crescente, num gesto bem nítido de “vem pegar”. Sorri internamente e externamente também ao imaginar a cara que ele faria quando eu fosse pegar a chave.

Fui em sua direção e inclinei meu rosto na direção do seu, iniciando um ósculo lento enquanto abria a gaveta do meu criado mudo e retirava dali uma chave extra. Apartei o ósculo balançando a chave extra na frente do seu rosto vendo-o olhar-me chocado e indignado. Sai rapidamente de perto de si, abrindo a porta e dizendo-o que estaria na cozinha a fazer um lanche para nós.

Disse também para ele se aliviar rapidamente, pois logo meus pais chegariam, rindo quando ouvi seu grunhido de reclamação. Devo seguir mais minha intuição. Pensei comigo mesma quando já estava na cozinha preparando torradas para nós dois. Sorri comigo mesma enquanto em minha mente várias formas de literalmente “dar o troco” nele surgiam como mágica.

 

- Estou indo. - Falou com cara de poucos amigos.

- Já? - Aposto que vai me trair, vou te chifrar também baby! Pra você ver como é ruim ser um alce!

- Sim, tenho umas coisas a resolver. Nos vemos na escola.

- Tá bom. - Já vai tarde~

 

O acompanhei até a porta e logo que foi embora voltei ao meu quarto para pegar meu telefone e busquei nos meus contatos o número de meu melhor amigo, mandei-lhe uma mensagem informando que o término de meu namoro já estava certo para o dia seguinte e não demorou muito para que eu recebesse sua resposta. Conversamos um pouco mais por mensagens e eu disse que iria atualizá-lo sobre tudo o mais breve possível.

 

No dia seguinte, descobri que eu era o alce com mais chifre que todos. Victor me traiu até mesmo com a professora substituta do professor de física, o Senhor Botelho, que sofreu uma torção no tornozelo e teve de ficar algumas semanas em repouso para se recuperar. Victor Kürlovech é um canalha mulherengo e merece sofrer do mesmo mal que eu estou sofrendo.

Estava pensando em quem poderia escolher para executar meu plano quando subia as escadas e não vi por onde ia, esbarrando em alguém, enquanto pedia desculpas e agradecia por ter me segurado olhei para meu salvador e perdi a fala. O rapaz que me impedira de cair tinha cabelos negros e olhos tão negros quanto, seus finos lábios rosados estavam retos e seu rosto liso e claro transpassava sua preocupação, que também estava bem marcada em seu olhar profundo.

Pela primeira vez estava vendo um asiático naquela escola, ainda mais um tão lindo. Ele com certeza é um novato. Ele ainda me segurava quando perguntou se eu estava bem e eu percebi seu sotaque. Esqueci tudo o que pensava e apenas o respondi afirmando que estava bem e ele disse que iria me acompanhar até a minha sala. Agradeci envergonhadamente e seguimos para a sala onde eu estudava.

 

- Obrigada… - Disse quando já estava sentada em minha banca, deixando no ar a deixa para que ele dissesse seu nome, já que estava envergonhada para perguntar.

- Masahiro Yamori, prazer. - Disse e logo após fez um gesto, tornando a falar - Eu me equivoquei, meu nome é-

- Yamori. - Falei interrompendo-o - No Japão o sobrenome vem antes do nome, eu sei... Hijou ni kireina namae, Yamori-kun (É um nome muito bonito, Yamori-kun)

- Anata wa nihon o shitte imasu ka? (Você sabe japonês?) - Perguntou chocado.

- Hai. Sukoshi… (Sim. Um pouco) - Disse com um sorriso.

- Shinjirarenai. (Incrível) - Disse impressionado.

- Podemos parar por aqui? - Perguntei um tanto envergonhada por não saber como ele naturalmente sabia.

- Doushite? (Por que) - Perguntou triste e me arrependi de ter pedido para pararmos.

- Gomen. (Desculpe) Disse que sei pouco. - Respondi e logo ele sentou-se na banca ao meu lado, me olhando com um pequeno sorriso no rosto.

- Eu te ensino. Me sinto melhor sabendo que alguém aqui sabe um pouco do meu idioma natal.

- Eu adoraria que seu idioma fosse o meu também, sou sansei, mas o pouco que aprendi foi com minha avó, já que minha mãe não quis aprender, e como ela morreu cedo…

- Fiz você lembrar de algo triste, me perdoe.

- Daijoubu. (Tudo bem) Adoraria aprender. - Falei com um sorriso e ele sorriu, me abraçando logo depois.

 

Eu já nem lembrava de meus planos, então nem imaginava que meu futuro ex estava irritadíssimo olhando para mim e Yamori naquele momento, mas amei ver sua cara quando me afastei dos braços confortáveis de Yamori. Logo o sinal tocou e Vitor veio pisando forte até a banca, sendo seguido por Sebastião que temia que uma briga acontecesse.

 

- O sinal tocou Masahiro, sugiro que vá para sua sala antes que o professor entre e não o deixe entrar. - Disse Tião calmo.

- Já estou indo. - Falou também calmo Yamori se levantando.

- Ah! Podemos conversar? Depois das aulas? - Perguntou Tião e eu fiquei curiosa.

- É o que estou pensando? Se for, já sabe a resposta. - Respondeu simplista.

- Não. Vai saber na hora certa. - Falou e o semblante de Yamori se tornou pensativo.

- Hai. Depois das aulas então, sarini. (Até mais) - Respondeu com um sorriso pequeno.

“Há?” Perguntou confuso.

 

Mas ele já havia saído.

 

Ri e logo as aulas seguiram, conversei com Tião descobri que Yamori era a quem eu chamava de Irie kun desde o início do ano, quando fiquei sabendo do garoto lindo que rejeitava todos que se declaravam para ele. Disse a Tião que faria uma festinha para comemorar o término com Victor em minha casa e ele disse que estava a pensar no mesmo e perguntou se podia levar o namorado, confirmei e logo que o intervalo passou junto com as últimas aulas daquele dia.

Fui para casa e liguei para Juh, convidando-o para a festinha e pedi que trouxesse álcool, logo que ele confirmou que vinha desliguei e arrumei a casa, quando estava indo me arrumar, recebi uma ligação de Tião dizendo que iria levar mais alguém e disse que não haveria problema. Tomei um banho e logo após pus um vestido longo de renda, fiz um rabo de cavalo no meu cabelo e coloquei ele pro lado, passando chapinha na franja apenas, invenção minha que deu certo, coloquei um batom claro e estava pronta.

Eram 18:54 quando a campainha tocou, eu já estava descendo as escadas e fui logo atender, vendo que se tratava de Tião com seu namorado. Cumprimentei-os e peguei as comidas que trouxeram, deixando-as na mesa. Quando ia fechar a porta, Juh me surpreende junto de Nando, e traziam várias sacolas cheias de bebidas, entraram e se encaminharam a cozinha para deixar tudo dentro da geladeira.

Logo todos estávamos na sala tendo uma conversa agradável quando a campainha tocou e eu lembrei que Tião havia dito que traria um convidado. Estranhei por ele não ter vindo junto com Tião, mas fui atender a porta. Me surpreendi ao ver que, tal convidado era ninguém menos que Masahiro Yamori que trazia em mãos uma garrafa de vinho suave.

 

- Konbanwa. (Boa noite)

- Konbanwa. - Corei apenas por vê-lo - Douzo. (Entre)

- Shitsureishimashita. (Com licença)

 

Iniciamos a festa que na verdade era só uma reunião de amigos para conversar e beber, depois de um bom tempo, todos estavam bêbados, sendo assim todos decidiram ir dormir e eu fiquei sozinha com Yamori, limpando todo o local e lavando os pratos que restavam. Com tudo limpo, abri a geladeira vendo que ainda haviam duas cervejas e decidimos abrí-las e bebê-las.

Após isso, subimos para ir dormir, mas ao virarmos e darmos boa noite um para o outro, Yamori veio até mim que já estava fechando a porta, entrou em meu quarto roubando-me um beijo que parecia querer a muito tempo. Separamo-nos para respirar e ele soltou um “Acho que gosto de você”. Não sabia o que dizer, mas ele me impediu de falar ao me abraçar e afagar meus cabelos, seguimos para a minha cama e após mais um beijo calmo adormecemos juntos.

No dia seguinte, tive a visita inapropriada de Victor e tratei de terminar com ele, que saiu de minha casa achando que eu havia dormido com Yamori, e não teve coisa melhor na minha humilde opinião.

 

- Essa risadinha esconde um desejo maligno... - Disse Yamori me abraçando por trás.

- Você está certo, penso que seria ótimo que ele morresse, para que eu nunca mais precisasse vê-lo.

- Não seja assim Jessica, pode amaldiçoá-lo, e tenho certeza que não quer isso. - Disse Yamori preocupado.

 

Eu até riria de sua preocupação, mas o barulho de freios seguido de uma batida me chamou a atenção à ponto de ir para fora ver o que acontecera, e ali na esquina da encruzilhada no fim da rua de minha casa, meu desejo se concretizou como uma maldição. Um carro havia batido na moto de Victor, que estava jogado bem mais a frente de sua moto, ensanguentado e com certeza já sem vida.

 

Continua...


Notas Finais


E quem está nas notas finais? Eu estou nas notas finais!

Eu fico me perguntando se vocês imaginam as roupas que eu descrevo, então eu achei uma maneira bem legal de mostrar a vocês como são as roupas, fiz conta no polyvore!
Espero que vocês curtam!

Bom, primeiro, lembram do look q eu usei pra sair com Juh e conhecer o Gui?
É mais ou menos assim: http://www.polyvore.com/to_have_fun/set?id=208447715

E o look que eu usei nessa festinha em casa mesmo.
É assim, igualzinho: http://www.polyvore.com/with_friends/set?id=208448076

A partir de agora, vou por esses looks assmi pra vocês entenderem melhor como eu estava...
E eu ainda tenho o vestido preto... (aquelas carinhas)

E eu também queria dar uma notícia triste...
Eu estou tendo um bloqueio.
Quando você conta uma história para alguém de modo falado, é bem mais fácil, mas escrever... É outro nível. Você tem que ter as palavras certas, tem que juntá-las de forma que fiquei coerente e confortável de ler, tem que chamar a atenção e acima de tudo, eu tenho que gostar do que estou escrevendo, se eu escrevo e não fica legal, eu excluo e tento de novo, e é isso que está acontecendo comigo.
Não consigo gostar do que estou colocando no papel, As idéias no papel não estão como eu quero que estejam, eu tenho um modo perfeito na mente, mas no papel não fica bom, espero que entendam, para que ela não entre em hiatus, por que não quero isso, vou passar a postá-la a cada 15 dias.

Espero que entendam.
Até dia 31 amores.

XOXO~ ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...