História Diário de uma fã - Capítulo 75


Escrita por: ~

Postado
Categorias Luan Santana
Personagens Luan Santana
Tags Luan Santana, Romance
Exibições 77
Palavras 3.177
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Ficção, Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 75 - Capítulo setenta e cinco


Os dias foram passando lentamente e junto com eles vieram as semanas. Parecia que quanto mais tempo passava, mais a minha decisão se tornava sufocante e difícil de manter. Frederico e Julia também haviam se inscrito no vestibular. Ele decidira fazer odontologia e ela iria para onde ele fosse. 

Todo fim de tarde Guilherme ia até a minha casa ajudá-lo a estudar, e apesar de eu ter desistido de fazer a prova eu me sentava com eles à mesa para tentar me distrair. Eu me esforçava ao máximo para tentar ocupar minha cabeça e impedir que meus pensamentos vagassem até Luan, mas era em vão, ele não saía da minha mente um só minuto, e eu podia ver seu rosto até mesmo nas equações de matemática. 

Ele me ligou assim que saiu do hospital, e voltou a ligar algumas outras vezes. Dizia que há muito tempo não ficava tanto em casa e já estava começando a ficar entediado, pois como era acostumado a dormir tarde, estava passando as noites em claro sem fazer nada. Mas o que eu mais admirava em Luan, era que apesar de tudo, ele estava sempre otimista, dizia que estava se recuperando, que logo voltaria aos palcos e estava aproveitando aquele tempo para compor novas músicas. 

Eu não havia dito nada para ele sobre o intercambio, estava tentando achar o momento certo. Ele dizia que eu estava estranha, mas acho que você fica estranha quando está tentando deixar o amor da sua vida. A cada dia que passava era uma batalha diferente contra a dor que meu coração sentia em deixá-lo, e eu achava que nunca me acostumaria com ela. 

Minha mãe estava me ajudando com os preparativos para viagem, que seria logo no começo do ano. Como os estudos na França eram diferentes, eu teria um longo ano letivo pela frente. Estava pensando em prorrogar a minha estadia por lá e terminar a faculdade. É claro que não havia cogitado essa possibilidade com a minha mãe ou ela enlouqueceria, mas uma vez fora do país, tudo seria mais fácil. O mais difícil era saber que quando voltasse, dali há cinco ou seis anos, tudo estaria diferente, e provavelmente eu seria apenas uma vaga lembrança na memória de Luan. 

Eu já sabia o nome e o endereço da família que me receberia em Provença, e estava tentando entrar em contato para ir conhecendo-os, e até havia entrado num curso rápido de Francês. 

Algumas semanas após ter saído do hospital, Luan deu sua primeira entrevista. Ele me ligou pedindo desculpas, pois não conseguiu evitar as perguntas sobre mim. Eu disse para ele não se preocupar comigo, e ele me garantiu que logo eles iriam esquecer e nos deixar em paz. 

O programa foi ao ar num sábado a tarde e eu resolvi assistir. A entrevista foi rápida, a apresentadora foi até a casa de Luan, fez várias perguntas sobre como ele estava e o que havia acontecido. Ele disse que estava bem, que andava lendo e compondo bastante, e que sobre o acidente não lembrava de quase nada. E quando ela perguntou sobre mim, pude ver ele ficar tenso. 

Ele apenas respondeu que éramos grandes amigos e estávamos nos conhecendo melhor, mas que não estava namorando. Desmentiu a história da gravidez e quando ela perguntou se ele pretendia namorar, ele respondeu que o futuro só a Deus pertencia e deu risada. Aquilo me deixou confusa e perturbada. 

A entrevista terminou com ele tocando uma das suas músicas, e apesar de tudo, vê-lo havia sido maravilhoso, e eu percebi que não importava a distância que eu ficasse dele, a cada segundo que passasse eu estaria cada vez mais apaixonada. 

No domingo de manhã Frederico me acordou aos gritos.

- O que foi? – Perguntei assustada, me sentando na cama enquanto ele abria a janela.

- Você já está atrasada.

- Atrasada para que?

- Esqueceu que dia é hoje?

- Hoje é domingo Fred, não tem aula.

- Não, mas hoje é a prova do vestibular.

- Esqueceu que eu não vou mais fazer?

- Luiza, você fez a inscrição, pagou a taxa e não vai fazer a prova?

- Fred não adianta fazer se eu vou embora.

- O que você tem a perder?

- Nada. – Disse pensativa.

- Então levanta dessa cama, antes que você atrase todo mundo. – Ele disse me puxando e me empurrando para dentro do banheiro. 

Tomei banho e troquei de roupa ainda contrariada, mas Frederico estava certo, não havia nada a perder. E eu poderia usar de experiência para quando eu o fizesse na França. Como Frederico e a Julia iria prestar o vestibular para a FAI em Adamantina ou Presidente Prudente, e eu e Guilherme para Londrina, faríamos a prova em locais separados. 

Fred nos deixou na porta da faculdade, e seguiu com Julia para o outro campus após nos desejar boa sorte. Foram longas seis horas de prova, e eu usei cada segundo disponível do meu tempo. O tema da minha redação foi violência urbana, e como nunca tive problemas em escrever em grande quantidade, achava que havia me saído bem.

- E aí como foi? – Guilherme perguntou assim que me encontrou na frente da faculdade na saída.

- Não sei, acho que mais ou menos. Ainda me sinto confusa com todos aqueles números.

- Eu acho que fui bem. Até que estava fácil.

- Qualquer coisa é fácil para você Gui. – Zombei.

- Nem tudo, entender as mulheres anda bem difícil.

- A Daniela de novo? – Perguntei apesar de já saber a resposta.

- Sempre ela. – Ele deu com os ombros.

- Não estamos longe. Não quer ir andando enquanto você me conta? - Sugeri.

- Por mim tudo bem. – No caminho liguei para Frederico para avisar, ele já havia terminado a prova e estava esperando Júlia. Ele sugeriu que fossemos comer alguma coisa, mas a única coisa que eu queria naquele momento era o refúgio da minha cama. 

Guilherme foi me contando sobre seus problemas com Daniela, eles não estavam oficialmente juntos, mas já estavam com problemas por serem muito diferentes. Enquanto ouvia me peguei pensando em Luan, apesar das diferenças notáveis que existia entre nós, nunca havíamos tido problemas de incompatibilidade. Era como se nele houvesse tudo aquilo que faltava em mim, assim tornando-me completa. 

Tentei afastar os pensamentos, pois pensar em tudo aquilo me machucava. Eu sabia que sem Luan eu não seria nada, mas eu iria tentar viver com aquilo que restaria dele. O pouco dele que sempre morou em mim, mas era esse pouco que me fazia acordar e sorrir a cada novo dia. 

Fiquei conversando com Guilherme em frente a minha casa até Frederico chegar acompanhado de Cristina, pois já havia deixado Julia em casa. Apesar de desejar imensamente poder subir para o meu quarto, me forcei a participar da conversa. Mas assim que eles foram embora, tomei banho rapidamente e me joguei na cama sem ao menos comer nada. E deixei que meus pensamentos vagassem até Luan como de costume, sabendo que logo as lágrimas viriam para me sufocar, e por mais que tentasse esconder, eu era a única causadora delas.

A segunda-feira amanheceu ensolarada, um ótimo dia para qualquer pessoa, mas eu não via nenhum ânimo nela. Tudo parecia normal na escola, desde o dia da suspensão Marion nem sequer olhava em minha direção e as pessoas estavam se afastando dela cada vez mais. No fundo eu sentia pena, mas eu sabia que para se colher o bem era preciso semeá-lo, e torcia para que ela um dia entendesse e mudasse. 

Julia e Guilherme passaram a manhã toda falando do vestibular, mas como ambos não se conversavam muito, eu era o alvo e tinha que me esforçar para prestar atenção em tudo, mas o tempo todo meus pensamentos abandonavam a escola e vagava ao encontro do seu verdadeiro dono. 

Assim que entrei em casa, já na hora do almoço, ouvi meu celular tocando na bolsa e corri para pegá-lo, sentindo minhas pernas tremerem ao olhar o nome que aparecia no visor. Era ele. Respirei fundo e sentei no sofá, tomando coragem para atender.

- Oi. – Tentei soar despreocupada, para que minha voz não denunciasse o nervosismo que sentia.

- Oi, tudo bem? – Ele disse animado.

- Bem, e você como está?

- Bem melhor.

- Que bom!

- O médico disse que eu já posso voltar a fazer shows. – Ele disse, e mesmo pelo telefone eu podia perceber que ele estava radiante.

- Sério? – Perguntei sentindo meu peito inflar de felicidade. Como era maravilhoso saber que Luan finalmente voltaria a fazer aquilo que tanto amava.

- Sim. Eu ainda não vou poder me mexer muito, vou ter que fazer quase todo o show sentado, mas ainda assim já é incrível poder pegar um microfone novamente e subir em cima de um palco.

- Isso é ótimo Luan. – Não tinha palavras para descrever a alegria que sentia naquele momento.

- Não sabe como estou ansioso.

- Eu imagino. E quando você ficou sabendo disso?

- Agora mesmo. Acabei de sair do consultório e queria que você fosse a primeira pessoa a saber. – Ele disse, me deixando triste e feliz ao mesmo tempo. Feliz por saber que ele ainda pensava em mim e dividia comigo as suas conquistas, e triste, pois eu não merecia aquela atenção, por mais que quisesse merecer. Mas antes que eu pudesse responder qualquer coisa, uma voz no fundo do telefone tomou a sua atenção. – Além da minha mãe, é claro. Que a propósito está aqui te mandando um beijo. – Ele disse rindo.

- Manda outro para ela. – Disse sorrindo involuntariamente enquanto o ouvia passar o recado.

- Não mãe, depois. – O ouvi dizer, mas não conseguia entender o que ela falava. – Essas mulheres da minha vida me deixam doido! – Ele zombou, e eu sorri um pouco envergonhada, mas sentindo meu coração bater mais forte. – Então, eu queria te perguntar o que vai fazer hoje.

- Nada, por quê?

- Então eu posso ir ai te ver?

- Claro, mas não tem nenhum…

- Não, eu estou liberado.

- Ah sim, e você vem de madrugada?

- Não, pode ser a tarde. – Ele disse rindo. – Eu vou à sua casa se não tiver nenhum problema.

- Não, nenhum. Eu estou sozinha.

- Então está bem, eu te vejo mais tarde.

- Até mais tarde. – Desliguei o telefone sentindo que havia algo errado, essa era a conversa mais estranha que havia tido com Luan. Mas talvez fosse só impressão minha, por passar tanto tempo sem falar com ele. 

Subi as escadas pensando em como era maravilhoso poder ouvir a sua voz, mas quando cheguei ao hall lembrei que tinha algo a fazer, eu havia tomado uma decisão e devia comunicá-la a Luan, por mais que me doesse só de pensar. 

Não consegui comer direito, então apenas tomei banho e fiquei vagando pela casa, nervosa e ansiosa pela chegada dele. Eu estava tentando ensaiar o que falaria, para que talvez ficasse um pouco mais fácil, mas nada parecia bom o suficiente, e as palavras pareciam não se encaixarem. 

Estava andando de um lado para o outro no corredor quando a campainha tocou e saí correndo pela escada para atender a porta. Mas assim que a abri, senti meu coração quase sair pela boca, ele estava parado no portão. Tão lindo quanto meu cérebro nunca seria capaz de gravar e sorrindo o meu sorriso preferido. A imagem de um verdadeiro anjo, que sem dúvidas, era a figura mais linda que já havia parado naquele lugar. 

Wellington estava logo atrás dele, e falou algo no ouvido de Luan assim que eu corri para abrir o portão. Então ele sorriu ainda mais e eu não resisti ao impulso de me jogar em seus braços. Nada poderia ser comparada ao seu abraço, era sem dúvida a melhor coisa do mundo, aquela da qual eu nunca me cansaria e seria sempre o melhor remédio para tudo.

- Eu senti tanto a sua falta. – Eu disse com a cabeça encosta no seu peito enquanto ele me apertava em seus braços.

- Eu também senti muito a sua, você não faz idéia do quanto.

- O que é isso? – Perguntei soltando-o e notando que ele segurava um saco de papel.

- É algo para você.

- Luan você…

- Não é presente. – Ele interrompeu sorrindo e eu corei de vergonha por ele prever o meu pensamento.

- Entra. – Eu disse pegando o saco e dando espaço para ele passar. – Cadê o Wellington?

- No carro. – Ele disse ao entrar mancando por causa da bota ortopédica que usava na perna quebrada. 

Fechei o portão sem tirar os olhos dele, percebi que ele estava vestindo short jeans azul, camiseta e boné preto, e calçava apenas um tênis no pé direito. Ele me seguiu até a sala, e ao entrar, abri o saco de papel que ele havia me entregado. Nele havia várias jujubas, todas cor-de-rosa e eu mal podia acreditar no que estava vendo.

- Jujubas cor-de-rosa! – Disse surpresa.

- Eu separei uma por uma.

- Nossa, nem sei o que te dizer, obrigada! – Eu disse ficando na ponta dos pés e dando um rápido beijo seu rosto macio. Pensar que ele havia feito algo por mim, que havia tido o trabalho de separar uma por para mim me causava um enorme frio na barriga e fazia meu coração inflar no peito de felicidade. Então ele me olhou confuso e balançou a cabeça. – O que foi?

- É engraçado conseguir te surpreender com um saquinho de jujuba. – Ele disse rindo.

- Luan, o que importa não é o valor do presente, e sim o significado por trás dele.

- Eu aprendi isso com você. – Ele disse olhando dentro dos meus olhos, me fazendo corar e desviar o olhar. 

Andei até a cozinha ainda um pouco atordoada e ele me seguiu, era incrível o poder que seus olhos tinham sobre mim, chegava a ser vergonhoso.

- Quer alguma coisa? Água… refrigerante… suco? – Disse tentando imitar a hospitalidade da minha mãe enquanto colocava o saquinho em cima da mesa, mas era estranho toda essa formalidade com Luan.

- Não. Eu comi todas as outras cores de jujubas. – Ele disse um pouco sem graça e eu ri.

- E você não estava proibido de comer esses doces?

- Ainda estou. – Ele deu com os ombros, me fazendo sorrir ainda mais. Como havia sentido saudades dele. A minha vontade era correr para os seus braços e apertá-lo o quanto eu podia, para nunca mais soltá-lo, mas eu a reprimia, eu precisava me controlar, eu precisava ser forte por ele.

- Quer conhecer a casa? – Sugeri tentando me distrair para não pular nos seus braços tão quentes e confortáveis.

- Claro. – Ele disse, e enquanto mostrei para ele todos os cômodos, me perguntei até que horas nós iríamos ficar naquele diálogo estranho. 

Nós dois sabíamos que havia coisas a ser dita, coisas que queríamos dizer e que estávamos reprimindo a espera do momento certo, ocasionando assim aquele clima desconhecido entre nós.

- E então, quando vai ser o show? – Eu perguntei assim que saímos do quarto de Frederico, do qual ele havia adorado e estávamos subindo as escadas para o andar de cima, devagar para acompanhar o ritmo dele.

- No começo do ano. Eu antecipei as minhas férias, por isso vou voltar mais cedo.

- Não sabe como é bom saber que você finalmente está bem. – Disse sinceramente e ele balançou a cabeça em um gesto de gratidão. Mostrei para ele rapidamente o quarto da minha mãe e por último o meu. – Bem vindo ao meu quarto. – Eu disse um pouco sem graça. Ele ficou observando da porta por alguns segundos e então entrou, analisando cada pequeno canto, enquanto eu ficava imaginando no que ele estava pensando.

- É tão… você! – Ele disse ao encontrar meus olhos intrigados encarando-o, e eu senti minhas bochechas queimarem de vergonha. Então ele viu o seu adesivo em tamanho real pregado na parede e se aproximou, analisando-o como uma criança que acabara de encontrar algo novo. – Quem é esse cara feio? – Ele zombou.

- Não sei. Passou um homem na rua perguntando quem queria, ai eu peguei. Porque, afinal, ele até que é bonitinho. – Eu disse, fazendo-o rir.

- Mas sabe o que é uma injustiça?

- O que?

- Ele poder te ver todos os dias. – Ele falou olhando dentro dos meus olhos, e senti como se ele pudesse ler dentro da minha alma. Senti minhas pernas tremerem e meu coração bater mais forte no peito.

- Pena que ele não seja tão maravilhoso quanto o original. – Eu disse sem pensar. Droga de olhar que me entorpecia e me fazia perder completamente os sentidos. Isso sim não era justo, nenhum pouco justo! 

Luan balançou a cabeça e sorriu aquele sorriso lindo enquanto olhava a minha prateleira de livros. Ele passou o dedo por cada um deles, analisando as ondas displicentes que eles formavam e lendo o título de cada um, até pegar o exemplar de “Porque os homens mentem e as mulheres choram” que minha mãe havia me dado, mas que eu não havia lido nem duas folhas.

- Está precisando de livros de auto-ajuda para entender os homens? – Luan zombou.

- Na verdade eu estou precisando de um outro livro, o nome é “Como entender o seu ídolo”, conhece?

- Não, não conheço não. Mas vou te dar de presente um outro que é ótimo. O nome é “Como amar o seu ídolo acima de qualquer coisa”. Dizem que é muito bom mesmo. - Não resisti ao impulso de chegar perto dele, e segurei na sua cintura, inclinando a cabeça para trás.

- Esse livro eu já conheço de cor. – Eu disse sorrindo enquanto ele me olhava profundamente. 

Fiquei na ponta dos pés e beijei delicadamente o seu rosto, e quando eu ia soltá-lo, ele me puxou pela cintura, me beijando de surpresa. Um beijo intenso e urgente, tirando meus pés alguns centímetros do chão. Após algum tempo, não sei dizer exatamente quanto, eu retomei a consciência e percebi o que estava fazendo, e então me desvencilhei dos braços dele.

- Me desculpa. – Disse sem graça.

- Pelo que? – Ele perguntou confuso.

- Precisamos conversar, Luan. – Respirei fundo tomando coragem.

- Eu já imaginava isso. – Ele disse fazendo uma careta.

- Senta. – Indiquei a cama com a mão e ele se sentou próximo a cabeceira, mas levantou logo em seguida.

- Você tem um violão? – Ele perguntou surpreso enquanto pegava meu velho violão encostado no canto do quarto.

- Tenho, mas é velho.

- Por que nunca me contou?

- Eu devo ter esquecido. – Eu dei com os ombros.

- Você tem um violão e mesmo assim nunca aprendeu a tocar? – Ele perguntou ao se sentar novamente na cama.

- Não. – Admiti, sentindo minhas bochechas queimarem.

- E então, o que precisamos conversar? – Ele perguntou ao abaixar a cabeça alguns centímetros e me olhar franzindo levemente a testa como sempre fazia quando estava prestando atenção em algo, enquanto começava a dedilhar automaticamente o violão.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...