História Diário de uma fã - Capítulo 78


Escrita por: ~

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Categorias Luan Santana
Personagens Luan Santana
Tags Luan Santana, Romance
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Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Ficção, Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 78 - Capítulo setenta e oito


Querido diário,

É véspera de Natal, e por mais que eu me esforce não consigo me sentir animada. Eu sempre gostei muito das festas de fim de ano, mas dessa vez parece que chegaram sem o meu conhecimento, como se os dias tivessem passado rápido demais ou eu tivesse parado no tempo. 

Parece que estou no lugar errado, na hora errada, vivendo num mundo que não é meu.  A única coisa realmente boa que aconteceu, é que minha vó e meus tios vieram para a minha casa ontem, e eu passei a maioria do tempo ajudando na decoração de natal e brincando com a pequena Clara, minha priminha de um ano e meio. Mas tem algo que está martelando na minha cabeça, essa semana fiz algo que não deveria fazer. 

Na quinta-feira fui com Frederico em Andradina comprar nossos presentes, e como eu iria ficar muito tempo longe, resolvi que compraria presentes para todos, nem que eu tivesse que gastar todas as minhas economias. Andar sozinha com meu irmão no shopping não era muito divertido, pois Fred nunca teve muita paciência para ficar entrando em várias lojas, mas dessa vez ele não reclamou tanto. 

Quando já havia comprado quase todos os presentes, entrei com ele em uma joalheria para ajudá-lo a escolher uma aliança para Cristina. Aquela cena era estranha e engraçada para mim, nunca imaginei ver meu irmão usando uma aliança. Fred nunca foi do tipo que se apega com facilidade, muito pelo contrario, sempre tinha alguma garota no seu pé, a quem ele dava um jeito de afastar educadamente. 

Mas então vê-lo na minha frente tão preocupado em encontrar um anel perfeito para agradar Cristina e selar aquela união tão bonita que eles tinham chegou a me emocionar e me fazer refletir o quanto a vida pode te surpreender. As pessoas mudam com o tempo, mas em geral mudam para melhor, e é isso que me tranqüiliza. Então uma dúvida paira na minha cabeça: como Luan pode se tornar melhor do que já é? Para mim isso é algo tecnicamente impossível. Mas quando você se torna fã de alguém você deixa as impossibilidades para trás, pois as coisas impossíveis se tornam possibilidades, e as possibilidades se tornam realizações quando se há fé e esperança. 

Luan… Ah Luan! Mesmo tão distante ele continua tão presente em mim, não há um segundo sequer que ele não me venha a cabeça, e não há nada que não me faça lembrar dele. E foi ali naquela joalheria, com ele nos pensamentos, que eu vi algo que me chamou a atenção. 

Fred já havia escolhido a aliança e estava tirando a medida do seu dedo, então resolvi olhar as vitrines.  E em um dos balcões, sob uma pequena caixa de veludo, eu vi um pingente prateado preso a um cordão. Fiquei olhando-o, e era como se mesmo que inconscientemente eu soubesse que ele só estava ali esperando ser encaminhado para o seu verdadeiro dono, pois me lembrava tanto o Luan que chegava a assustar. 

Perguntei a moça da loja que colar era aquele e ela me respondeu que era o colar do Pai Nosso e me entregou para olhar. Pude ver que em pequenas letras a mão, uma oração estava gravada em todo o pingente, e eu soube que eu precisava levá-lo. 

Confesso que eu já andava pensando em algum presente para Luan, uma parte de mim dizia que eu não devia, mas a outra insistia para que eu o fizesse. E eu não pensei duas vezes, e nem me preocupei em gastar todo o resto do meu dinheiro, eu comprei o colar. 

Luan sempre gostou muito de acessórios peculiares, que ficam absurdamente lindos somente nele. E eu o comprei na esperança de que ele pudesse protegê-lo de todo o mal, já que eu não posso. 

A minha sorte foi que Frederico estava tão concentrado nas alianças, que nem me perguntou para quem era o presente e mal o olhou. Não que eu tenha que esconder de Fred, mas ele ainda não concorda com a minha viagem e não quero dar a ele mais um motivo para tentar me fazer desistir. A minha maior dúvida em relação ao colar era como eu iria entregá-lo e a minha única alternativa era o correio. Eu não tenho o endereço da casa de Luan, e também não quero chamar a atenção. 

Uma parte de mim quer muito que o presente chegue até ele, mas a outra deseja esconder o remetendo. Me pergunto até quando ficarei dividida assim, sem saber se ouço minha cabeça ou meu coração. Me declaro culpada, imensamente culpada por desse vez ter deixado meu coração ganhar. 

Liguei para o escritório de Luan em Londrina para me certificar de que todos os presentes eram entregues a ele, e assim que obtive a certeza embrulhei a caixinha de veludo em um papel vermelho com uma fita dourada e um pequeno bilhete do qual eu escrevi uma frase que vi na internet. “Não quero que sinta mágoa ou rancor, só quero que se lembre de mim como aquela pessoa que possivelmente arrancaria o seu coração para te dar, caso o seu parasse de bater. Feliz natal Luan, a você e a toda a sua família. Lembre-se que não importa os rumos que nossas vidas tomaram, eu amo você, e isso não vai mudar.” E coloquei no correio ontem de manhã quando fui comprar o presente do Frederico. 

Eu acho que por toda a paciência que o Fred anda tendo comigo, ele merecia algo a mais, então meu pai me ajudou financeiramente a comprar a chuteira que ele tanto queria, acho que ele vai ficar feliz em ganhá-la. 

Mas não posso negar que a minha consciência está pesada, pesada por ter pedido a Luan que não me procurasse mais e então ficar retornando para a vida dele, mesmo que seja por um simples presente. Eu sei que não prometi que não o procuraria, mas não acho justo com ele, não é justo que eu continue atrapalhando a sua vida, na tentativa de seguir em frente. 

Ouvi dizer que ele está viajando para a praia esse final de ano, mas não sei exatamente onde. Talvez demore para ele receber o presente, talvez ele nem abra, mas ainda assim nada me tira da cabeça que eu não poderia ter feito isso com ele. 

Fiquei olhando as ultimas linhas que havia escrito sem saber como continuar, meus dias estavam sendo tão mecânicos que nem lágrimas para chorar eu tinha mais. Era como se estivesse presa a um pequeno barco, esperando que as ondas me levassem para algum lugar seguro. 

Ainda estava olhando as últimas linhas em branco do meu diário quando minha mãe bateu na porta entreaberta do meu quarto.

- Quer me ajudar a terminar as sobremesas? – Ela perguntou ao entrar.

- Claro. – Disse ao fechar o diário e colocá-lo no criado mudo ao lado da cama. – Ah, o seu presente mãe! – Levantei para pegá-lo no guarda-roupa. Ela já havia me dado um lindo vestido rosa de babados, e eu só estava esperando o momento certo para entregar o seu.

- Não precisa me dar presentes Luiza. – Ela repetiu a mesma frase de todos os anos.

- Eu acho que a senhora vai gostar. – Disse ao entregá-la um embrulho quadrado, voltando a me sentar.

- É um livro? – Perguntou analisando-o.

- Sim. – Ela se sentou aos pés da cama, colocando o presente no colo e abriu cuidadosamente o papel, e então pode ver um exemplar da biografia de Os Beatles em sua mão. Ela me olhou surpresa e eu sorri.

- Eu nem sei o que dizer.

- Sabia que iria gostar. – Ela abriu o livro, folheou algumas páginas e eu soube que um filme estava se passando pela sua cabeça.

- Acho que essa foi a melhor época da minha vida.

- Eu sei, eu li sem querer em um dos seus cadernos antigos. – Achei que ela ficaria brava por estar mexendo nas suas coisas, mas continuou submersa em pensamentos. Parecia que ali a minha frente eu não estava vendo a minha mãe, eu estava vendo uma garota cheia de sonhos e grandes lembranças.

- Sabe, quando eu era um pouco mais nova que você, eu me apaixonei por um cantor chamado John Lennon. Uns diziam que eu era muito nova para saber o que era amor, mais eu não me importava, mesmo ele já sendo casado, declarava para quem quer que seja que iria me casar com ele um dia, que teríamos dois filhos e muitos outros planos criados pela mente de uma adolescente. Um dia quando cheguei da escola meu pai estava com a televisão ligada no noticiário, e então o repórter deu a notícia de que John havia sido assassinado por um fã em frente a sua casa. Eu não tenho palavras para descrever a minha reação naquele momento, mas sei que levei muitos anos para superar a sua morte. – Vi os olhos da minha mãe se enxerem de lágrimas enquanto ela contava, e sem que pudesse perceber já estava chorando pela história, por imaginar a dor que ela havia sentido. – Eu sei que critiquei e não apoiei muitas vezes seu amor pelo Luan filha, mas no fundo eu tinha medo que você viesse a sofrer tanto quanto eu sofri. Tantos anos se passaram e isso ainda me dói. Sei que conheci seu pai, tive dois filhos maravilhosos com ele, mas amor de verdade eu só tive um. Hoje eu sei que John não morreu, ele apenas foi viver com as estrelas, a onde sempre foi o seu lugar. – Minha mãe enxugou as lágrimas em seu rosto e sorriu tristemente, e eu me perguntava por que ela nunca havia me falado tudo aquilo. 

Me aproximei dela também chorando e a abracei o mais forte que podia. Por mais que tentasse não conseguiria imaginar a sua dor, pois eu não me via sem Luan. Por mais que soubesse que um dia ele se juntaria com os outros anjos do céu, eu pedia constantemente a Deus para que me levasse primeiro, pois não suportaria a dor de vê-lo partir. 

Afastei os pensamentos ruins da cabeça afim de tentar parar de chorar. Dei um beijo em seu rosto e a soltei. 

– Desculpa o choro, eu adorei o presente. – Ela disse e eu sorri tentando confortá-la.

- Vamos terminar as sobremesas? – Sugeri ao levantar.

- Vamos, só vou levar para o meu quarto. – Ela concordou, pegando o livro e o papel de presente em cima da cama e saindo do quarto, ainda abalada. 

Caminhei até o banheiro, ligando a torneira da pia e me abaixando para lavar o rosto, sentindo a água fria entrar em contato com a minha pele e amenizar um pouquinho do que eu estava sentido. Eu não sabia como estava sendo tão forte, mas sabia que a parte mais difícil já havia passado, que era deixar Luan ir sabendo que havia sido eu a culpada. E se eu havia aguentado aquilo, aguentaria os próximos dias, por mais confusa que estivesse a minha cabeça.

Minha mãe já estava na cozinha quando eu entrei, e junto com Cristina ajudei a preparar as sobremesas, enquanto minha vó preparava a ceia de natal. Não demorou para que meu pai chegasse junto com Lílian e Roberta para passar o natal conosco como todos os anos conforme nosso acordo.

- O visco de natal! – Disse surpresa ao ver que ele segurava um ramo com várias folhas e flores e corri para abraçá-lo. Era tradição na nossa família perdurar um visco a porta na noite de natal, para trazer felicidade e amor à casa.

- Claro, eu não iria me esquecer. – Ele disse ao me soltar. Cumprimentei Lílian com um beijo no rosto e me esforcei para não ser indelicada com Roberta, que parecia emburrada. Mas era véspera de natal, eu não iria me importar com ela.

- Titio – Clarinha disse ao sair andando em direção ao meu pai, que a pegou no colo.

- Como você cresceu Clara, está quase uma moça! – Ele brincou e então pouco a pouco todos foram recebê-lo na sala, enquanto eu tentava pendurar o visco na porta com a ajuda de Frederico. 

Já estava quase anoitecendo quando meu pai e meu tio resolveram irem passear pela cidade para verem a decoração de natal, e todos o acompanharam, exceto eu, minha mãe e minha vó, que ficamos arrumando os últimos preparativos e Fred que foi levar Cristina para buscar suas coisas no apartamento. 

Estava terminando de lavar a louça que havia sujado para fazer o mousse de maracujá, minha única especialidade, quando a campainha tocou. Como minha mãe e minha vó estavam no andar de cima, resolvi enxugar as mãos e ir atender a porta. Assim que a abri, vi uma figura alta se esgueirando pelo portão e então Matheus apareceu na minha frente.

- Que susto Matheus! – Disse surpresa.

- Desculpa, o portão estava aberto.

- Tudo bem. Que entrar? – Perguntei tentando especular o motivo de ele ter aparecido de repente.

- Não, eu só vim te desejar feliz natal.

- Ah, feliz natal! – Disse sorrindo gentilmente, lhe dando um rápido abraço.

- É para você. – Ele falou, tirando um embrulho dourado debaixo da jaqueta e me entregando.

- Ah! Não precisava, eu não… – Comecei a dizer sem graça que não havia comprado nada para ele, mas antes que eu pudesse terminar a frase ele pareceu entender.

- Não tem problema, eu não me importo Luiza. – Olhei para ele atentamente, esse era o primeiro natal em três anos que passávamos separados, mas ao mesmo tempo parecia fazer parte de um passado tão distante. Abri cuidadosamente o papel de presente para não rasgar e então pude ver um livro cor-de-rosa, alguns papéis e canetas coloridas. – Um álbum de fotografia e papéis de carta, para você nos escrever sempre.

- Que lindo Matheus, não sei nem como agradecer. – Disse sorrindo.

- Não precisa agradecer, fico feliz por ter gostado.

- Eu adorei, mesmo. – Disse fazendo-o sorrir também.

- Eu espero que você faça uma boa viagem e te desejo toda a felicidade do mundo nessa nova vida Luiza.

- Obrigada. Mas eu não vou te ver mais?

- Não, eu vou viajar amanhã e só volto em fevereiro.

- Hum. Então, eu vou sentir saudades. – Disse sem saber como me despediria dele.

- Eu também vou. – E então ele olhou para cima. – Isso não é engraçado?

- O que? – Perguntei confusa.

- Nós estamos embaixo do visco.

- E o que tem?

- A lenda, lembra? Quando duas pessoas se encontram embaixo do visco de natal elas devem…

- Se beijar. – Eu completei mecanicamente, um pouco confusa.

– Acho que não devemos contrariar o visco. – Ele falou baixinho e foi se aproximando lentamente de mim, enquanto afastava meu cabelo. 

Eu me mantinha estática, com os olhos arregalados como se não soubesse o que fazer. Um milhão de coisas passavam pela minha cabeça, mas nenhuma me fazia tomar qualquer atitude. Eu iria beijar o Matheus debaixo daquele visco? É o visco… mas, e Luan? Eu preciso seguir a minha vida, o Luan não me pertence mais! Mas é dele que eu gosto… mas eu não posso gostar… É pelo visco… ah Luan! 

Senti meus olhos se fecharem enquanto Matheus se aproximava ainda mais, mas quando seus lábios roçaram nos meus, algo repuxou dentro do meu coração e eu virei o rosto, abraçando-o.

- Acho que o visco pode nos perdoar. – Eu disse no seu ouvido, soltando-o em seguida. 

Eu não conseguiria beijá-lo, nem que tentasse. Não era aqueles lábios que os meus desejavam e nem aquela pele que a minha ansiava tanto. Por mais que não tivesse mais nada com Luan, cada pequena parte minha sempre o pertenceria.

- Tudo bem. – Ele disse sorrindo sem graça. – Boa viagem.

- Obrigada, até daqui a um ano.

- Até. – Ele me abraçou apertado mais uma vez, depois me deu um beijo no rosto, antes de se virar e sair pelo portão. 

Terminei de lavar a louça e subi para o meu quarto para me arrumar. No caminho fui olhando os papéis de carta e o álbum de fotografia, era lindo, não podia negar que Matheus conhecia muito bem o meu gosto. 

Tomei banho rapidamente e coloquei o vestido vermelho rodado que minha vó havia me dado de presente, me lembrei de Luan me dizendo que ficava bem de vermelho, e me perguntava o que ele deveria estar fazendo naquele momento. Como o era possível que ele pudesse me causar uma saudade tão grande a ponto de me faltar o ar? Como poderia ele ter o poder de me fazer ter a certeza que minha vida não faria sentido se ele não estivesse nela? Nunca entendi os efeitos que Luan tinha sobre mim, mas sabia que eles eram fortes demais para que eu pudesse contrariar. 

Estava passando a maquiagem quando Cristina entrou no quarto, sorrindo abertamente e balançando a sua mão direita, que continha a aliança que Fred havia comprado no shopping.

- Eu já sabia, fui que eu ajudei a escolher! – Zombei.

- Não acredito que você não me falou nada! – Ela protestou.

- Não, era surpresa.

- Ah, mas é linda, não é?

- Muito, vocês merecem.

- Obrigada. – Ela disse sorrindo.

- Ah, seu presente Cris. – Disse pegando um grande embrulho encostado a parede.

- O que é isso? – Ela perguntou confusa.

- Abre para ver. – Ela colocou o embrulho em cima da cama e rasgou o papel de presente.

- Um painel de fotos! – Disse surpresa.

- Sim, verde para combinar com o seu quarto.

- É lindo, obrigada Luiza! – Ela disse me dando um rápido abraço. – Eu estava realmente precisando de um.

- Eu sei, você comentou.

- Mas eu não comentei para você…

- Relaxa Cris. – Disse rindo. – Eu quis te dar o painel.

- Obrigada. Ah, seu presente.

- Não precisa me dar presentes!

- Claro que precisa. Aqui. – Ela tirou um envelope branco da bolsa e me entregou.

- O que é isso? – Foi a minha vez de ficar confusa.

- Abre. – Abri o envelope e dele tirei um pequeno papel que fez meu coração querer sair pela boca. Era o ingresso do primeiro show do ano de Luan, que seria em Campo Grande dali há duas semanas. 

Eu estava acompanhando cada notícia desse show, pois seria também a volta de Luan aos palcos, e todos os dias eu imaginava a sua animação para que ele chegasse. Por mais que não fosse longe, eu não havia cogitado a possibilidade de ir, pois seria dois dias antes da minha viagem e eu ainda tinha muita coisa para resolver. Ou talvez fosse só o medo de ver Luan outra vez e não ter mais forças para continuar.

- Cris, como… – Comecei a falar catatônica.

- Um amigo meu da faculdade foi para Campo Grande essa semana e eu pedi para ele trazer para mim.

- Mas eu… não posso.

- Claro que pode.

- Eu… – Eu não sabia o que falar, estava estática, segurando o ingresso do show nas mãos.

- Luiza, eu tenho certeza que o Luan ficará feliz em te ver participando de um momento tão especial na vida dele.

- Esse é o grande problema. Eu não posso ficar reaparecendo na vida de Luan quando eu bem entender.

- Você não precisa ir se não quiser, mas guarda o ingresso e pensa bem. – Ela pediu.

- Tudo bem, obrigada. – Disse abraçando-lhe novamente. 

Guardei o envelope com o ingresso dentro do meu diário na primeira gaveta do guarda-roupa e voltei a me arrumar, um pouco balançada e confusa com o presente de Cristina, mas com a certeza de que por mais que quisesse ir a esse show, não era uma opção para mim.



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