História Diário de uma fã - Capítulo 82


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Categorias Luan Santana
Personagens Luan Santana
Tags Luan Santana, Romance
Exibições 74
Palavras 2.195
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Ficção, Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 82 - Capítulo oitenta e dois


Não demorou para que estivéssemos dentro da cidade e paramos umas duas vezes para perguntar o local do show, que não foi difícil de achar, pois havia uma quantidade assustadora de pessoas e carros circulando por ali. Estacionamos há vários quarteirões de distancia e tivemos que ir a pé. 

O local do show era um recinto de exposições, e quanto mais me aproximava, mais meu coração acelerava no peito e meu estômago revirava de ansiedade. Vi o ônibus do Luan parado em umas das ruas de acesso a avenida e senti as lágrimas pararem nas pálpebras. Respirei fundo e continuei andando, havia chegado até ali, não desistiria naquele momento. 

Na verdade, mal acreditava que estava realmente em Campo Grande no local do show de Luan, era como se uma parte de mim achasse que eu estava sonhando e que poderia acordar a qualquer momento. Eu olhava admirada para todos os lados e Guilherme me puxava em direção a bilheteria. 

Demorou algum tempo até conseguirmos comprar os ingressos que faltavam e podia-se ouvir as pessoas comentando que eram os últimos. Por sorte o show estava atrasado e a fila para a área vip ainda estava enorme, tínhamos chegado a tempo. 

Enquanto esperava na fila minha ansiedade parecia me devorar por dentro. Eu imaginava como estaria Luan naquele momento, se ele já havia chegado, se estava nervoso, e todas as coisas que deveriam estar passando pela sua cabeça. 

Aos poucos meu pé já começava a doer, mas eu sabia que aguentaria quantas horas fosse preciso naquela fila só para ver o meu menino. Mas amor de fã é exatamente assim, você não mede esforços para ver seu ídolo. Você enfrenta sol, chuva, fome, sede e milhares de outros fatores com um sorriso no rosto, pois sabe que mesmo com tudo aquilo, aquele ainda será o melhor dia da sua vida. 

Eu via outras garotas na fila tão ansiosas quanto eu, meninas usando camisetas com o rosto do Luan, carregando faixas, cartazes, presentes e muitas outras coisas. E eu tinha vontade de conversar com elas, perguntar sobre a sua história e dizer que eu também possuía aquele sentimento tão lindo que elas sentiam por aquele garoto anjo. E eu sabia que aquelas garotas não eram simples garotas, eram parte da minha família, família de alma, de coração e de sonhos. Milhares de pessoas dividindo o mesmo sentimento, a mesma felicidade e o mesmo amor. 

Quanto mais a fila diminuía, meu nervosismo aumentava ainda mais, aquele não era qualquer show, era a volta de Luan aos palcos, e poder participar daquele momento tão especial da vida do meu ídolo era maravilhoso. E então chegou a minha vez, um dos seguranças pegou o ingresso da minha mão e colocou uma pulseira azul no meu braço, fazendo o mesmo com Guilherme e Julia. 

O local do show era imenso e a estrutura do palco estava incrível, eu olhava para tudo maravilhada. Estava tão lotado quase a ponto de faltar o ar e conseguimos ficar a alguns metros da grade. É claro que para mim não estava bom, mas era melhor que fosse daquela forma, não queria que Luan me visse, queria estar ali apenas como fã e nada mais. 

O tempo passava e eu já não aguentava mais de aflição. Eu estava lá, eu estava no show do Luan! Eu mal podia acreditar, era como se meu cérebro ainda não tivesse conseguido processar aquela informação, mas meu coração sabia muito bem o que aquilo significava, batendo descompassado. E então, após um longo tempo de espera as luzes se apagaram, e uma voz – aquela voz dos meus sonhos – inundou os meus ouvidos. Meu coração deu um salto no peito e eu apertei a mão de Guilherme, segurando-a forte. 

Eu podia sentir as minhas pernas tremendo e meu estômago revirando de emoção. Então o som começou, as luzes se acenderam, as cortinas caíram e o meu anjo entrou no palco. Ele estava tão lindo como nunca em uma camisa xadrez azul e seu sorriso reluzia, iluminando toda a plateia. Como em todas as vezes, senti tudo ao meu redor desaparecer, só existiam eu e ele naquele local, e a única coisa que podia ouvir era a sua voz encantadora entorpecendo meus ouvidos, misturadas as batidas aceleradas do meu coração. 

Senti naquele momento como se tivesse criado asas e pudesse voar, voar de encontro a ele, ao meu sonho. Sem ao menos perceber, soltei da mãe de Guilherme e fui em sua direção. Senti as pessoas me empurrando, me arranhando, me apertando, mas eu não me importava. Me espremi entre elas, pisei em pés desconhecidos, estava quase sufocando. Mas eu só o via na minha frente, e precisava chegar até ele. E Luan cantava, tão lindamente quanto só ele sabia. 

A bota ortopédica ainda estava em seu pé, mas ainda assim isso não o atrapalhava. Ele se movia, ele cantava e encantava, e tinha todo o seu público nas mãos. Então vê-lo ali em cima daquele palco fazendo aquilo que ele tanto gostava e levando alegria para todas aquelas pessoas que estavam ali para aplaudi-lo de pé, fez com que eu não conseguisse segurar as lágrimas. E como há muito tempo não fazia, eu chorei de alegria, mas chorei também de orgulho. 

Luan era um vencedor, o meu vencedor, e um exemplo de luta, superação e vitória. Luan me ensinou a acreditar no impossível, me ensinou a ter fé até nas coisas mais improváveis, e o mais importante, ele me ensinou que meus sonhos podem sim se realizar. Assim como os dele, que por mais que muitos tivessem julgado impossível, ele os alcançou com força, fé e perseverança. Eu me lembrava de todas as vezes em que me julgavam por amá-lo, que me diziam que ele ao menos me conhecia e que eu não tinha a menor importância para ele. Mas eu sempre soube que por mais que nunca chegasse a conhecer realmente Luan, por mais que ele nunca soubesse o meu nome, eu sempre seria uma das pessoas mais importantes da vida dele, da qual ele amaria incondicionalmente. Pois antes de tê-lo como ídolo, antes de fazê-lo o meu sonho, eu era o seu sonho impossível. E vê-lo ali superando mais aquele obstáculo e vencendo mais uma vez era maravilhoso, uma emoção indescritível, que palavra nenhuma seria capaz de explicar. 

E então eu pude sentir a grade bater contra o meu estômago, eu tinha conseguido, eu estava ali, estava vendo-o de perto, tão perto que mal conseguia acreditar. Eu não sabia quanto tempo havia demorado para que eu conseguisse chegar até ali, pois eu estava entorpecida e hipnotizada por cada gesto e fala de Luan. Era um verdadeiro espetáculo e eu cantava com toda a força de meus pulmões. 

Naquele momento eu não me lembrava que estava indo embora do país e nem dos dias de sofrimento que havia passado. Eu estava feliz novamente, estava tão feliz como há muito tempo não me sentia, e a única coisa que eu conseguia pensar era no quanto amava aquele garoto em cima daquele palco. Peguei a minha câmera na bolsa e tirei várias fotos de Luan, que acabaram saindo tremidas, mas resolvi que começaria meu diário de bordo daquele momento, com a foto da principal razão de toda a minha vida. 

No meio de uma das músicas Luan chegou mais perto, vindo pela passarela na direção em que eu estava. Ele olhava para as pessoas na plateia enquanto cantava e no segundo seguinte seus olhos encontraram os meus, fazendo meu coração palpitar ainda mais. Pude ver o choque e a surpresa passar pelo seu rosto e fazê-lo vacilar em meio a canção. Eu fiquei olhando-o estática, sem saber o que fazer. Luan respirou fundo e continuou a música sem que quase ninguém pudesse perceber o que havia acontecido. 

Seus olhos se fixaram nos meus por um longo tempo sem que eu pudesse entender o que se passava por eles, até que ele voltou para o outro lado do palco, mas continuou me olhando por várias vezes durante o show. Então em um dos momentos ele voltou e se sentar no banquinho a onde havia se sentado por várias vezes. Um dos rapazes da produção colocou o microfone em um pedestal e o entregou um violão, do qual ele começou a dedilhar.

- Existem pessoas que passam pela vida da gente e deixam as suas digitais marcadas para sempre em nós. – Luan começou a falar, e seus olhos brilhantes encontraram novamente os meus na multidão, fazendo meu coração querer saltar pela boca e todo o meu corpo arrepiar. - Pessoas que muitas vezes chegam, bagunçam totalmente a nossa vida e quando vão embora levam com elas também o nosso coração. São essas pessoas que não saem da nossa cabeça por um só minuto, que mesmo sem perceber se tornam parte de nós, mas que mesmo com a dor, a única coisa que podemos fazer é deixar que elas se vão, com a esperança de que um dia ela possa voltar para nós. Então você chega para essa pessoa e canta assim pra ela. Não fiquei ai sofrendo, com o coração doendo, você se esqueceu que o seu amor sou eu. Não quero te ver chorando ai calada pelos cantos, você se esqueceu que seu amor sou eu. 

Ele começou a tocar e automaticamente as lágrimas rolaram pelo meu rosto, mal conseguia acreditar que aquelas palavras eram realmente para mim. 

– Nunca esqueça que estou aqui sempre a te esperar, pra te amar. Me enlouqueça com seus carinhos pra gente sonhar. Mesmo quando for embora a saudade vai fazer você voltar, sei que seu peito chora querendo me amar. 

A cada palavra, a cada nota musical meu coração batia ainda mais rápido e meu peito parecia transbordar de amor, tanto amor que mal cabia em mim. 

– Mas eu sei que nessa hora as estrelas vão brilhar enfim, pois deixei o meu nome escrito no céu pra você lembrar de mim. 

Ele continuava me olhando profundamente e as lágrimas tomavam conta de mim. Eu sabia que por mais que o tempo passasse, eu nunca o esqueceria, por mais que os nossos caminhos não se cruzassem mais, ele seria para sempre o grande amor da vida. O único que me arrancava os melhores sorrisos, que me fazia cometer as maiores loucuras e esquecer o resto do mundo por um único par de olhos, um único sorriso e um único abraço, mas que com toda a certeza, era o melhor de todos os abraços. 

Vê-lo ali, por mais que não pudesse tocá-lo, era maravilhoso. Era algo sobre-humano, algo sobrenatural, ultrapassando todas as barreiras físicas e psíquicas existentes no mundo.

Passei todo o restante do show extasiada, a emoção transbordava por todo o meu corpo, e meus sentimentos já haviam excedido todo e qualquer limite psicológico de um ser humano. O ouvi agradecer pela presença de todos e dizer o quanto aquele show havia sido importante para a sua carreira. E assim que ele deixou o palco, assim que as cortinas voltaram a se fechar, eu senti como se meu coração fosse novamente arrancado do meu peito, para o seguir a onde quer que ele fosse. 

Fiquei olhando algum tempo para o palco vazio, como se esperasse que ele retornasse com a sua áurea incandescente e me iluminasse novamente, mas logo fui engolfada e arrastada pela multidão para longe dali. Não sabia para onde estava indo, mas estava sendo empurrada para algum lugar em que não queria ir, até que senti uma mão me puxar. Então reparei ser Guilherme me levando para longe da multidão.

- Eu achei que fosse te perder aqui Luiza. – Guilherme disse preocupado assim que paramos há alguns metros do portão.

- Me desculpa. – Falei ainda sem raciocinar direito, ouvia a voz de Luan como um eco na minha cabeça e cada palavra que ele havia dito.

- Valeu a pena?

- Muito! – Eu disse quase não contendo a emoção e o abracei apertado. Então um barulho me surpreendeu, era baixo e distante, mas logo reconheci ser meu celular. 

Soltei Guilherme e o peguei rapidamente na bolsa, sentindo meu coração gelar ao olhar o nome que aparecera no visor, era Luan. 

– É ele. – Disse com a voz tremula.

- Atende. – Guilherme me encorajou, mas eu apenas fiquei encarando o celular estática. Então Gui apertou o botão impaciente e o colocou no meu ouvido.

- Oi. – Falei fracamente.

- Oi. – Luan disse na sua voz de seda me entorpecendo ainda mais. – Está tudo bem?

- Está. – Respondi ainda abobalhada, minhas reações a ele estavam cada vez mais vergonhosas.

- Posso te ver?

- Agora?

- É Luly. – Ele disse e pude ouvir sua risada pelo telefone. Balancei minha cabeça tentando reorganizar meus pensamentos, mas os efeitos do show ainda estavam sobre mim.

- Claro. – Disse.

- Atrás do palco, do lado esquerdo tem uma grade, vai até lá que o Wellington está indo te buscar.

- Tudo bem. – Desliguei o celular e olhei para Guilherme, que fez sinal para mim com a cabeça.

- Nós te esperaremos aqui. – Ele disse. Avistei Julia sentada na calçada que havia ali do lado, respirei fundo e caminhei devagar em direção ao palco.



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