História Diário de uma garota qualquer - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Baseado Em Fatos Reais, Diário, Drama, Real, Romance, Segredos
Exibições 17
Palavras 517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Perca de meu melhor amigo


Ja haviam se passado alguns meses desde que me mudara para São Paulo. Minha vida toda estava no Rio de Janeiro ainda,  inclusive um pedaço de mim:Miguel. 

Desde sempre fomos amigos. Me lembro dos meusprimeiros dias de escola,  e ele já estava lá. Era mais velho,  dois anos a mais que eu. Loiro,  simpático e com uma aura daquelas de gente antiga. De fato,  era sim. Só nos comunicávamos por cartas,  acho que era porque ele gostava da "emoção" de eesperar uma resposta. Apesar de que,  com o passar do tempo,  ele se adequou a realidade,  e pouco a pouco,  começamos a nos falar por mensagens. 

Então,  foi como se o tempo tivesse aberto uma fenda,  e engolido todas as cartas que ele tentou me mandar. Foi quando começamos a ver os pilares racharem: Ele pensava que eu não respondia as cartas,  e eu pensava que ele havia me esquecido. Nessa linha de desentendimento,  os dois se machucaram. 

Passados três meses sem cartas, um envelope chega do correio. Logo reconheço a letra: Era de Miguel. A felicidade é tanta que logo sinto transbordar. Corro para o quarto e eufórica abro o envelope.  Há uma pequena carta,  quase um bilhete. 

Minha Mia, 

Não tenho mais recebido cartas suas, então suponho que tenha me esquecido. Mesmo assim,  estou te mandando esta carta para que se lembre que eu ainda existo,  ainda estou aqui. Tem um presente para você dentro do envelope. Use sempre. 

Mais tarde,  estas se tornariam as palavras mais doloridas que já havia lido em toda a minha vida. Peguei o prsente nas mãos: Um amuleto,  com uma foto dele dentro. Assim que cheguei da escola,  mandei uma mensagem para o número de Miguel.  Algum tempo depois,  levei uma facada. 

"Maria,  este número não é mais do Miguel. Me dói te dizer isso,  mas ele sofreu um acidente faz um mês.  Aqui é a irmã dele. Queríamos te avisar,  mas como ja não trocavam cartas ha um tempo,  pensamos que estivessem brigados. Eu sinto muito. Sei como se sente. "

Foi como levar uma pancada na cabeça. Tão forte,  que fui levantada pelos ares,  e senti a pressão dentro de minha mente. Olhei para o amuleto.  Entrei em choque. Descontroladamente,  gritei,  até que minha mãe entrou no quarto. Estava prestes a jogar o amuleto na parede,  quando ela me segurou e agarrou minha mão,  forte. Sentia o gosto amargo das lágrimas,  tentava retomar o fôlego,  mas nada além de palavras picotadas saiam de minha boca. Uma a uma,  as lágrimas seguiam seu curso,  e só me deixavam mais desesperada,  aflita. Meu coração parecia se contorcer.

Subitamente, saio dos braços de minha mãe,  e me levanto. Solto outro grito estremecedor,  e sem pensar duas vezes,  jogo o amuleto no espelho da penteadeira. Ele logo racha,  e o presente então se abre no chão,  quebrado. 

Sinto-me culpada. Poderia ter mandado as mensagens para ele antes,mostrado que não recebia as cartas,  mostrado que me importava. Ao iinvés disso,  preferi acreditar que ele havia me esquecido. Meu melhor amigo. No final,  os dois se machucaram. Tudo por culpa das cartas que nunca chegaram. 



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