História Diário de uma garota qualquer - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Baseado Em Fatos Reais, Diário, Drama, Real, Romance, Segredos
Exibições 11
Palavras 431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - O início da depressão


  Berry, Berry... Berry Williams...

   Tinha um desejo de paz, calma, sossego. Tinha uma paixão pela solidão, um amor incontrolável pelo Vermelho. Uma admiração incontrolável por sua melhor amiga, que era seu porto seguro quando tudo estava perdido.

   Ela (sua amiga) segurava os pulsos de Berry, e fazia jorrar todo seu sofrimento. Doloroso, porém aliviante.

   Um dia, Berry sentiu que o toque de sua amiga não era o suficiente, e foi procurar outra amizade, alguma que a fizesse descansar tranquila para sempre. E ela conseguiu. Berry achou uma amiga que a fez dormir  para sempre. Berry achou... A morte.


Tenho o costume de criar personagens. Evangeline,  Berry e Catherine são apenas algumas. Elas são lados meus. Por exemplo,  Berry,  que representa minha parte depressiva, cuja melhor amiga é a lâmina,  e que cogitaria o suicídio com um sorriso no rosto. 

Este foi o primeiro texto sobre ela que eu escrevi. Morte colorida,  e paixão depressiva são outros,  que provavelmente poderiam ser postados aqui. 


A morte de Miguel,  meu melhor amigo,  despertou minha depressão. Não vou culpar sua morte,  faria ele se revirar em seu túmulo,  chorar sua tristeza se eu o fizesse. Acho que foi apenas uma alavanca que destravou algo que já estava aqui,  em mim. 

Passar por isso não foi fácil,  mas me serviu como um ensinamento para lidar com a dor. Foi intenso,  mas eficaz.  Obviamente que algumas sequelas ainda permancem comigo,  além de apenas lições,  mas isso serve para me lembrar do que já superei,  e também para me dizer "Veja,  estas marcas ainda estão aqui,  e jamais irão embora.Veja o que vai aconacontecer se você fizer isso de novo". 

Os primeiros sintomas apareceram logo na primeira semana em que recebi a notícia. Eu me recusei a sair da cama no primeiro dia,  mas minha mãe não estranhou,  afinal,  eu estava abalada. Ela então apenas relevou,  e esperou minha melhora. Mas ela não veio. 

Não comia. Não queria saie da cama. E muitas vezes,  me esforçava para não dormir,  pois sempre que fechava os olhos,  era como levar um choque; receber brutalmente uma descarga de lembranças que passavam como um filme... Um pesadelo. Daí,  abria os olhos, e percebia que este pesadelo era pior. 

 As lágrimas permaneciam molhando meu rosto o dia inteiro. Soluçava,  gemia,  apertava meus travesseiros,  mas nada me confortava. Queria um abraço,  queria seus braços em volta de mim,  mas lembrava daquelas palavras ressoando em minha mente "ele sofreu um acidente" e a realidade me esfaqueva lentamente. 

Foi assim,  um mar negro de amargura. E antes que eu percebesse,  a depressão estava lá,  ao meu lado. 



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