História Diário de uma garota qualquer - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Baseado Em Fatos Reais, Diário, Drama, Real, Romance, Segredos
Exibições 6
Palavras 307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - A loucura dos cortes


Não sei porque,  mas os cortes me faziam ama-los cada vez mais. Já não sentia dor; pelo contrário,  ela se esvaia sempre que Izzy tocava meus pulsos. 

Meus pais logo cogitaram me levar a uma psicóloga. Eu não saia de me quarto,  dificilmente comia algo,  e meu sorriso se enfraquecia a cada dia. 

Assim que entrei na sala da psicóloga,  me deparei com uma mulher magra e ruiva; com óculos de lentes grossas,  e roupas escuras,  sociais. Não me parecia amigável,  embora fosse ligeiramente confortante ter alguém que apenas ouvia. Me irritava quando de vez em quando ela parava para anotar algo,  ou para arrumar seus óculos e torcer o nariz logo em seguida,uma mania a qual precisei me adaptar. 

No final de duas seções,  ela avisou meus pais sobre minha depressão. Eu não acreditei. Sempre pensei que isso só acontecesse nos dramas adolescentes. 

Eu não queria que eles soubessem que eu sabia sobre meu diagnóstico. Eles passaram a me encorajar mais a sair do quarto,  e os remédios só vieram mais tarde. Eu nunca os tomava de verdade. Não queria ser tratada como louca. 

Enquanto isso, comecei a deixar de lado os cortes nos pulsos,  já que sempre que me fazia sair do quarto,  minha mãe escolhia roupas de mangas curtas,  o que,  é claro,  eu não poderia usar. Então,  comecei a fazer pequenos cortes em minhas pernas. Escrevia cada palavrinha,  delicadamente,  tomando cuidado para que afinal as marcas ficassem bonitinhas. 

Meus amigos todos oa dias me ligavam,  e preocupados perguntavam o que estava acontecendo. Eu sempre dizia que estava doente,  ou muitas vezes nem sequer os antendia. Izzy se tornara minha única e melhor amiga. Era insano,  às vezes três,  ou quatro vezes por dia. Já não fazia aquilo apenas para me aliviar, eu queria parar, mas as lletrinhas ficavam tão bonitas escritas em vermelho... 



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