História Diário de uma pessoa ansiosa - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Ataques de pânico


Fanfic / Fanfiction Diário de uma pessoa ansiosa - Capítulo 6 - Ataques de pânico

Bom, durante meu dia faço poucas coisas, não tenho uma rotina pesada. Às 07:20 estou indo para a escola, e mais ou menos 12:30 voltando. Ao chegar em casa tenho que tomar banho, ir lavar a louça, almoçar e lavar os pratos mais uma vez. Nada demais, certo? Dias de sexta e sábado tenho que ir a um curso preparatório. Sexta de 14:00 até 17:00 e sábado de 08:00 até 12:00. E é isso, apenas isso. Fico em casa, não saio muito – quase nada. Mas se eu quiser posso ir ali na esquina, ir na casa de alguma amiga, enfim, posso sair se eu quiser. Mas e aí? O que eu faço durante o resto do dia? "Eu fico no meu quarto." É, exatamente. Não saio dali por nada, são poucas as vezes que sinto vontade de ficar fora. Eu fico achando que posso fazer mal a alguém, que posso machucar alguém. No entanto quem acaba machucada sou eu. 

Em um dia ou uma noite qualquer em que me encontro desocupada, ou até mesmo em ambiente escolar estudando, começo a sentir coisas em meu corpo, coisas que me sufocam e me deixam com um mal estar;

Taquicardia,  ondas de frio e calor, sudorese, falta de ar, pressão na cabeça, tontura, tremor, fraqueza, fadiga e sensação de tristeza ou muita raiva e de que vou desmaiar.

Além de tudo isso, há um sintoma que para mim é o pior, causador de tragédias se não controlado. O qual origina o tão dito "Ataque de Pânico" no título deste capítulo. E ele é o medo. Parece inofensivo, um nome pequeno, um dissílabo de quatro letras, mas que pode causar estragos. É inegável dizer que medo é o sinônimo de pânico, por isso faz o mesmo ser o principal sintoma dos determinados ataques.

Posso estar numa boa sem fazer absolutamente nada, posso estar até dormindo, mas em algum local do meu subconsciente  é despertado o medo de tudo e de coisas extremamente simples como se levantar da cama, ver muita gente e até mesmo medo de mim. As vezes chego a um ponto em que penso seriamente em me suicidar por ter medo do mundo e consequentemente quero sair dele. É algo imensamente difícil de se controlar, pois meu corpo implora por uma solução.  Disse no 1º§ que dificilmente desejo sair do quarto, justamente por medo do que há lá fora, mas ultimamente está sendo ao contrário. Agora eu tenho medo do que o habita. Esse medo está tomando conta de mim. Ao sair da escola evito chegar em casa cedo, tenho medo de lá. Porque sei que ao chegar, depois de cumprir meus afazeres, é para meu quarto que vou, é inevitável. De tanto que fico isolada naquele lugar, é lá que guardo tudo que está dentro de mim, ele é meu único amigo, mas está se tornando meu inimigo. É como se ele também estivesse cansado e agora está fazendo com que tudo que guardei nele volte para mim. Suas paredes a cada dia que passa, parece que me mantém sufocada, presa lá dentro. É tão bizarro que eu to aqui dizendo como se meu quarto fosse de fato uma pessoa. Não é, eu sei. Mas é pior do que uma. É nele que tudo acontece, meus surtos (como prefiro chamar os ataques), os piores aconteceram nesse lugar, onde chorei muito, onde me machuquei muito, onde muito sangue caiu no chão, onde muita coisa acontece, e é nele que estou escrevendo por sinal. 

Eu estou tentando me reerguer, tentando parar de temer, mas faz parte de mim. Eu não quero mais pensar em soluções como as que já pensei e penso todos os dias. Mas eu continuo tentando, acredite. 



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