História Diário de uma road trip fracassada - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Chanbaek, Chanyeol!centric, Roadtrip!au
Exibições 18
Palavras 1.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Er, ok, alguém me explica pq q eu to aqui
Esse plot existe há muito tempo. Tipo, muito tempo mesmo; cês num têm noção de como eu procrastinei pra começar a escrever isso.Há mais ou menos um ano tive a ideia e até agora só tenho uns três capítulos prontos k
A real é que eu não tenho a mínima ideia do que vou fazer porque essa é a estória da minha vida. Meu sonho de infância sempre foi viajar o mundo de carro com alguns amigos, um violão e umas garrafa de pinga (juro que tive esse plano com dez anos quando vi um filme que nem lembro o nome - cachaceira desde novinha). E como provavelmente isso nunca vai acontecer, resolvi escrever. Mas não sei o que vai sair disso, to só digitando em primeira pessoa no word como se o Chanyeol fosse eu e por isso peço que não esperem muito de mim.
Enfim nossa isso ficou enorme vão logo ler.
ps: perdão pelos erros eu sou a preguiça em pessoa pra revisar

Capítulo 1 - Tudo sempre começa com aquele cara e os seus problemas.


Aquele casaco verde-musgo era a coisa mais horrenda que eu já havia visto na vida. Os bolsos tinham um forro marrom-terra que saltava pra fora e a gola berrava um azul-água vivo que não parava no lugar, estava sempre de pé – era como vestir o planeta Terra numa versão enviada diretamente do brechó da esquina. Mas o frio estava tenso naquela última semana de inverno e não é como se no meu armário houvesse outras opções melhores à minha disposição, então só o que podia fazer era desfilar com aquela floresta pelas ruas cinzentas de Seul. Era até meio engraçado; o preto estava em alta naquela estação e o meu casaco parecia gritar no meio de todos aqueles tons monocromáticos.

Claro, não que eu gostasse de chamar a atenção; muito pelo contrário.

Em contrapartida, meu cigarro queimava numa fumaça tão densa quanto aquelas cores tristes. O vento carregava-a para longe e espalhava o cheiro de poluição por onde eu passava, as pessoas na calçada vez ou outra me encarando com estranheza; o que esse moleque fedendo a leite acha que ‘tá fazendo com um cigarro? Me perguntaria a mesma coisa se o moleque não fosse eu. Não era muito comum esbarrar num garoto, que visivelmente mal terminara o ensino médio, se matando aos poucos com o tabaco.

Sim, um recém-formado no ensino médio, dezenove anos. Aos poucos? O caralho, a morte vinha tão rápida até mim que era como se fôssemos amigos que não se viam há décadas. Ela corria em minha direção com os braços abertos e um sorrisão, todos diziam isso. Afinal, não é todo mundo que a recebe com tanta cortesia.

Eu queria morrer desde o segundo ano. Não tinha um motivo específico, só, sei lá, parecia uma boa ideia. Não estava fazendo nada de bom no mundo – e o mundo também não estava fazendo nada de bom por mim. Odiava a forma como todos pareciam saber o que queriam da vida, com o que queriam trabalhar e tudo o mais, enquanto eu permanecia sentado no fundo da sala respondendo aos questionários sobre o futuro sempre com a mesma frase.

“O meu presente é igual ao meu passado e o meu futuro será igual ao meu presente: uma merda”.

Com o fim das minhas aulas, senti que também era o fim da minha vida. O maior esforço que fiz desde então foi trabalhar durante um ano inteiro em um bar noturno com a intenção de ganhar dinheiro suficiente pra alugar o primeiro apartamento barato que aparecesse em minha frente. Apartamento alugado, pronto; cheguei ao fundo do poço. Mesmo que tenha dito no meu último dia na casa dos meus pais que todo mundo ali podia ir pro inferno, minha mãe insistia em me enviar uma quantia pequena, porém suficiente, todo mês, depois de saber por um amigo que eu estava passando fome no centro da cidade.

Me arrependia apenas por ela. Meu pai era um filho da puta.

Com o dinheiro dela, pagava o aluguel e comprava uns maços de cigarro e umas vodcas, o que sobrava era usado para os pacotes de miojo.

Bem, de certa forma, eu já estava morto.

Nos meus fones-de-ouvido tocavam Do I Wanna Know?, uma boa trilha sonora para alguém fracassado – pelo menos, acho. O elevador do meu prédio estava quebrado desde antes de me mudar e eu morava no último andar, então sempre subia todos os onze lances de escada com aquela música de fundo. Decorei a letra mesmo que não entendesse uma única palavra e pelo menos um morador de cada andar disse que já me ouviu berrando-a durante a madrugada, quando voltava de mais uma volta sem rumo pela cidade silenciosa e escura. Não tinha dinheiro para frequentar boates, apenas caminhava pelas calçadas, praças e até no meio da rua; era divertido, não sei explicar. Uma sensação de liberdade que, mesmo depois de ir morar sozinho, nunca tive.

O meu sofá não era nem um pouco confortável. O estofado estava velho e a madeira meio que saltava pra fora, parecia um pouco com aqueles cachorros de rua que ficam dias sem comer; magro e triste. Era um pouco parecido comigo também. Usava-o como uma espécie de castigo todas as noites, obrigava meu corpo a se encolher naquele espacinho duro e dormir. Chorava quase sempre, não pelas dores no pescoço e nas costas ou pelo frio. Mas sim por... não sei. Não faço a mínima ideia, eu só chorava. Os soluços saíam desesperados e as lágrimas escorregavam pelo meu rosto e pingavam direto no meu ouvido; incomodavam menos do que aquele aperto no peito.

Talvez estivesse finalmente sentindo a solidão pela qual pedi por tanto tempo, entretanto ela machucava mais do que imaginei. Era terrível se olhar tão sozinho em um apartamento minúsculo e saber que, não importando o quanto eu gritasse, ninguém chegaria para perguntar o que estava errado. E mesmo que houvesse alguém; o que havia de errado comigo? Me fazia essa mesma pergunta há anos.

O celular largado no chão vibrou e eu demorei a perceber, só quando a música acabou e as lágrimas secaram me levantei do sofá e encarei a tela brilhante. Era uma mensagem de Jongin, um amigo de anos que fora um dos poucos que não desistira de mim.

nini: ei chan, pode dar uma descida? preciso da sua ajuda com uma parada.

Pisquei algumas vezes, tentando acostumar meus olhos com a claridade. Respondi meio grogue.

chan: que parada? tem que ser agora? to malzão

nini: é urgente, minha mãe mandou eu me livrar da amélia e não sei que porra faço com ela.

Amélia era uma Kombi vermelha antiga que Jongin herdara do avô, ela provavelmente era bem mais velha que eu e tinha esse nome por causa da avó do meu amigo, uma brasileira de pele morena por quem o velho Kim se apaixonou à primeira vista.

A última coisa que o meu humor precisava era ter de lidar com as velharias dos outros. Mas Jongin sempre me ajudava quando eu estava na pior, então o mínimo que poderia fazer era dá-lo uma mão com aquilo.

chan: to descendo. só não se assusta com a minha cara. sério, eu to uma bosta.


Notas Finais


tem essa playlist no youtube onde eu taco todas as músicas badzinhas que gosto e algumas delas têm muito a ver com essa fic, então https://www.youtube.com/playlist?list=PLa-YLyIY07znL3wTDroKKiP8bQDbCMvYS (recomendo que leiam ouvindo da Destroyer em diante, lá no finzinho. ou não também, sei lá)

sobre prazos de postagem: desconheço.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...