História Diário de Uma Semideusa em Crise - Capítulo 43


Escrita por: ~ e ~BielLightwood

Postado
Categorias Mitologia Grega, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Artemis, Atlas, Calipso, Connor Stoll, Dionísio, Frank Zhang, Grover Underwood, Hades, Hazel Levesque, Hera (Juno), Jason Grace, Júniper, Leo Valdez, Nico di Angelo, Percy Jackson, Personagens Originais, Piper McLean, Pollux, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sally Jackson, Thalia Grace, Travis Stoll, Will Solace
Tags Aventura, Frazel, Heróis Do Olimpo, Jasiper, Mitologia Grega, Percabeth, Percy Jackson, Personagens Originais, Solangelo, Wico
Exibições 128
Palavras 1.860
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


OIOI, GENTE!

Não, eu não sou a Kéfera.

Look who's back, bitchez! It's me!

A Criadotridente, não a Adele.

Enfim, voltei mais rápido que eu esperava, confesso.

Nem acredito que tô mesmo postando.

Enfim/2, vocês gostaram do especial 7K? Porque os comentários foram pouquíssimos :/

Acho que é só isso mesmo.

Enjoy!

Capítulo 43 - 33-A última pintura


- Hoje não, Calipso - disse a loira.

Então a dor finalmente me atingiu, eu desequilibrei de vez e, se não fosse por Leo, eu teria me estabanado no chão.

A ficha de eu ser esfaqueada só caiu mesmo quando eu caí junto.

Tinha uma faca no meu peito!

Minha respiração começou a falhar, já não sentia mais minhas pernas. Meu cérebro ardia em fogo no instante em que eu vi Calipso cambalear um pouco e tirar a flecha de seu pescoço. Daquela área, escorreu um líquido dourado: icor.

Sangue imortal, Calipso era imortal.

Aquela flechada só serviu para deixá-la mais irritada ainda, entretanto, no momento em que meu corpo tombou, o cristal que eu guardava rolou para fora.

Ninguém pareceu ligar muito para ele, mas, sincronizadamente ao seu rolamento, a feiticeira desmaiou.

Desmaiada, eu sabia quando alguém desmaiava.

O filho de Hefesto se inclinou de uma forma tão delicada que me pareceu impossível. Ele cruzou as pernas do jeito “indiozinho” e me acomodou ali, em seu colo, como se eu fosse uma criança de dois anos.

Leo parecia prestes a chorar. Eu o encarei e passei uma mão em sua face.

- Está tudo bem – garanti. Me assustei ao ouvir minha voz, estava embargada.

Ele negou, sem dizer nada. Seus dedos procuraram a adaga e quando ele a tocou, a dor piorou ainda mais, acabei soltando um gemido.

- Desculpe – sussurrou.

Me dei conta do que ele queria fazer.

- Tire-a – cochichei.

- Não posso – fez que não, ergueu a cabeça e piscou. Leo tentava afastar as lágrimas. – Não sozinho – tornou a me olhar.

- Certo – concluí, meio hesitante.

Sua mão esquerda se entrelaçou na minha. Já a outra foi comigo até o cabo da faca. A sua por baixo, a minha por cima.

Repreendi um segundo gemido de dor apertando mais meus dedos.

- Quando você estiver pronta.

- Eu estou - mudei minha atenção para outra atividade.

Vi Annabeth, Thalia e mais uma dezena de caçadoras rumarem até os monstros. Percy, Nico e Samuel estavam armados novamente. Nico e Percy com suas espadas e Samuel fazendo com que raízes crescessem e sugassem os monstros para o subterrâneo.

Thalia e as demais caçadoras estavam dando um jeito na falange de monstros e, quando esta foi quebrada, Annabeth se infiltrou no círculo e, sem se importar com a luta ali acontecendo, correu para os braços de Percy, e o beijou.

Sorri, se eu estava mesmo morrendo, pelo menos aqueles dois iriam ficar juntos.

E outra, depois que se vê um beijo Percabeth, você zera a vida.

Depois, a dor voltou na velocidade de um trem bala, pois tínhamos retirado a adaga.

Pude olhar a lâmina. Além de estar banhada em sangue, ela era verde néon, por algum motivo.

Tentei suspirar, mas o incômodo tinha piorado três vezes mais quando vi parte da ferida aberta, sangrando.

Comecei a suar de um jeito nunca previsto por mim, eu estava com uma provável febre.

Leo ofegava, como se tivesse que ter praticado um grande esforço para tirar a faca dali.

Após isso, ele largou-a em qualquer lugar da caverna. Nos abraçamos naquela mesma posição e eu soltei um berro estridente de puro sofrimento.

- Leo... Eu estou morrendo...

- Não... Não... - Me encarou. - Por que fez aquilo? Por que? Por que?

- Faria o mesmo por... - Tossi e localizei sua camiseta. Estava vermelha, manchada. - Sua blusa...

- Não interessa o que aconteceu com minha camisa. Temos que dar o fora daqui.

- Mas... Como...? - Minha boca se preenchia de um gosto metálico. Toda minha visão embaçava.

Minha vida estava acabando, podia sentir.

- O que... Ah, meus deuses - Joshua se abaixou ao meu lado. Ele ameaçou aproximar a mão do machucado, porém Leo deu um tapa na mesma.

- Não toque nela - fuzilou o filho de Apolo com o olhar.

- Mas...

- Mas nada. Você já causou mal demais.

- Deixe-me ajudar.

- Porquê eu faria isso? - Cerrou os olhos.

- Porquê eu sou a única pessoa que pode dar um jeito nisso.

O silêncio se estabeleceu até eu tossir mais uma vez.

- Muito bem - Leo concluiu. - Mas eu não irei soltá-la.

Joshua rasgou a manga da camiseta que usava e prensou contra minha caixa torácica.

Fechei os olhos com força diante da ardência.

- Você vai ficar bem - disse Leo, ao beijar minha testa.

De repente, o filho de Apolo emudeceu, com uma expressão ilegível na face.

- O que? - Leo também notou sua insegurança.

- A adaga... Ah, pelo Hades. É mais sério do que eu pensava - seu campo de visão caiu até à sua direita e este pegou o cristal com cuidado cirúrgico. - O-o que...

- É só um cristal - a voz do Elfo Latino soava apressada. - Volte a fazer o que tem de fazer!

- Leo! Isso não te parece familiar?

- É só uma pedra! Eu... Ogígia?!

Alguém poderia me explicar? Obrigada.

- Temos que destruir isso - Joshua aparentava segurar uma bomba nuclear. - Agora!

Com licença, eu estou morrendo aqui!

- Mas... Como?

- Fogo grego. Precisamos de fogo grego...

- Pra quê precisam de fogo grego? - O timbre da voz de uma loira conhecida perguntou.

Obriguei-me a escrever um relatório mental:

Caçadoras somadas à Percy, Samuel, Nico e Annabeth resultam em monstros mortinhos da Silva.

Um suspiro surpreso vindo de Percy seguiu a frase da namorada.

- Isa... O que houve? - Tocou minha testa. - Você está fervendo!

- Alguém tem fogo grego? - Joshua estava desesperado. - Por favor.

- Fogo grego? - Samuel juntou as sobrancelhas.

- Destruam isso - entregou à Nico a pedra colorida. - Já!

- Mas...

Isso está mais confuso do que o sonho em que eu era a Ariel.

- Não teremos muito tempo se Calipso acordar. Vamos sair dessa caverna!

- Porque? - Nico era o mais preocupado ali.

- Não vou conseguir fazer a operação - o loiro limpou o suor dos cabelos. - Precisamos ir para o acampamento. Precisamos do Will Solace.

Nico se remexeu, desconfortável. Por fim, pigarreou.

- Detalhe: estamos do outro lado dos Estados Unidos. Só tem um jeito de chegarmos até lá.

- Labirinto? - Percy sugeriu.

Tossi mais uma vez, e pus uma mão sobre a boca. Quando a tirei, estava suja de sangue.

Eca. Essa não é a melhor cena para o seu namorado assistir.

- Demoraria demais - Annabeth sacudiu a cabeça.

- Então o que? - Leo já tateava os bolsos.

Me perguntei se ele guardava Festus ali. Depois espantei o pensamento bobo.

- Viagem nas sombras. - Nico falou sombrio.

- Não - Percy proibiu. - A menos que você queira morrer.

- Não vou morrer - apertou os punhos. - Mas ela vai se você não colaborar - apontou para mim.

- Você pode levar todos nós, priminho? - Thalia chegou mais perto.

Eu já disse como eu amo essa garota?

- Ahn...

- Eu volto com as caçadoras - Annabeth estalou os dedos. - Os outros vão pelas sombras.

- Não vou deixar você sozinha, Annabeth - Percy segurou suas mãos. - Você é minha namorada.

- E ela é sua irmã - me dirigiu um sorriso cantonal. - Vá - o beijou e deu passos para trás. - Não se esqueça que eu amo você.

- Eu sei - ele disse, piscando.

Percy se voltou para nosso círculo, sabia o quando aquilo era doloroso para o mesmo.

- Vamos - segurou um olhar firme com Nico.

Leo apertou-me mais ao levantar e ficar de pé.

Deuses, eu nunca me senti tão inútil.

E os segundo seguintes foram de escuridão absoluta.

(...)

Se era possível, a dor duplicou de intensidade.

Quando a luz voltou, nos encontrávamos na enfermaria do acampamento.

Nico quase quebrou a cara, mas isso não aconteceu pois Percy e Samuel o seguraram.

Eu fiquei mais tonta ainda.

Aí percebi que alguém estava faltando.

- Jane... Onde estão Jane e Clark? -  Sussurrei, pois já não tinha mais forças para falar alto, portanto, apenas Leo ouviu.

- Eles vão vir com Thalia e as outras. Não se preocupe.

Então me toquei que tinha algo errado. E não eram meus órgãos expostos.

Todo o chão da enfermaria estava completamente ocupado por semideuses feridos.

Colchões e macas suportavam todos.

O que tinha acontecido ali, pelo maldito Cronos?

Joshua mal se importou. Ele cambaleou, tonto, até uma garota de cabelos coloridos que checava uma prancheta de um garoto de cabelos ruivos que estava com a perna engessada.

Reconheci o menino: Peter, o filho de Vulcano.

O loiro ofegou antes de dizer algo para a de cabelos pintados.

- JOSHUA?! - Ela o interrompeu. - O que... Como...

- Kayla, por favor, chame Will. Temos um caso urgente aqui - apontou.

Os olhos dela quase saltaram, nervosos.

- Eles voltaram...

E saiu correndo, atravessando uma porta da enfermaria.

- Coloquem ela aqui - Joshua puxou uma maca que parecia vinda do além.

Leo caminhou até o locou e depositou meu corpo na cama, onde eu comecei a tremer, febril. O filho de Hefesto não largou minha mão um momento sequer.

- Vamos, por aqui, todos - o loiro puxou o móvel cujo eu me achava.

Eu nunca soubera como a enfermaria era extensa.

Todos marcharam por um labirinto de corredores, e estacionaram a maca numa sala toda branca.

O de olhos azuis vestiu um jaleco com rapidez e colocou luvas e um estetoscópio ao redor do pescoço.

Um dia serei eu usando esse jaleco.

O que? Eu tenho meus sonhos.

Will adentrou a sala, a porta quase foi arrancada das dobradiças.

Veloz, ele beijou a testa de Nico e ordenou que o levassem para outro lugar.

O garoto mal me olhou e instalou uma agulha com soro em minhas veias e me estendeu um tipo de botãozinho.

Graças à minha formação profissional em doze temporadas de Grey's Anatomy, soube para que aquilo servia.

Ele aumentava o nível de morfina no sangue.

- O que... - foi o que eu consegui dizer.

- Vamos levá-la para a sala de cirurgia - Solace esclareceu. - Se despidam.

Abri a boca sem saber o que falar.

Mas eu estava ciente que eu iria morrer. Aquilo era necessário.

O ruim era que nem Percy, Samuka ou Nico estavam ali. Eu teria que partir sem falar com eles.

- Isa, eu...

- Não. Deixe que eu falo. Isso não pode ser mais difícil do que está sendo - puxei o ar com força. - Não sei o que dizer. Mas... Eu tenho um diário. Em meu baú no chalé. Leia-o. E o mostre aos outros.

- Eu...

- Calma. Lá dentro... - tomei mais fôlego. - A última pintura que a Rachel fez. Não mostre para ninguém.

- Certo. Então... Acho que é isso.

- É. Mas antes... - puxei-o pelos suspensórios e uni nossos lábios no beijo mais longo que tínhamos dado.

Quando abri os olhos novamente, Will já estava me levando para a sala de cirurgia.

E assim, a última pintura se cumpriu.


Notas Finais


O capítulo ficou curto?
Sorry
Eu não queria deixar vocês sem capítulo esse fim de semana
Comentem! Vamos bater o nosso recorde!
Beijos azuis!💙


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