História Diário de uma Vampira - Apenas se afaste... - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts Vhope Namjin Vampiro
Visualizações 250
Palavras 2.292
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Trolada.☆


Fanfic / Fanfiction Diário de uma Vampira - Apenas se afaste... - Capítulo 2 - Trolada.☆

Depois que Tae me deixou em casa, minha mãe me encheu de perguntas sobre ele. Fui obrigada a ouvir que ele combinava muito comigo mil vezes. 

As vezes minha mãe exagera um pouco.

Eu gostei do Tae, mais o fato de que eu ainda preciso esconder minha identidade me perturba ficar perto dele.

Entro no meu quarto e tomo um banho demorado, pensando em todas essas coisas.

Quando saio do banheiro vejo Jungkook com um rato - quase desfalecido - na boca.

Apenas desviei meus olhos bufando, continuando a secar meu cabelo. 

Jungkook adora caçar, ele prefere sangue animal fresco. 

E o pior ... Ele adora me presentear com esses "bichinhos" que carinhosamente, ele diz estar me alimentando.

-Noona... Kookie cachou plesente.  - diz orgulhoso estendendo o rato para mim.

-Você sabe que não gosto dessas coisas que você me traz, é nojento. - Disse e ele ainda continua me estendendo o rato. 

-Pu favô. - insiste.

Encaro seus pequenos olhinhos puxados, quase formando pequenas poças de lágrimas. 


-Ok, ok. - me dou por vencida. - Se eu pegar esse, você promete não me trazer mais? - Pergunto, me abaixando em sua frente. 

-Kookie só faz isso puique ama Noona, um tantão assim.  - diz abrindo seus bracinhos.


-Eu também amo você kookie. - abracei apertado. - Me de isso aqui. 

Peguei o rato, tentando disfarçar minha expressão de nojo.


-Ebahhh!!! - vejo o pequeno sair do meu quarto, pulando alegremente. 


Depois de vestir meu pijama, me jogo na cama e logo adormeci. 



                                    [...]




Sou acordada pela manhã, pelo doce som da voz minha mãe gritando dentro do meu quarto e abrindo as cortinas. 

Kookie estava pulando em cima de mim na cama.

Poderia ser pior? Sim, sinto o cheiro de Tae... E está muito próximo. 

Ouço a campainha tocar, e  lá está  ele...

-Mãe, não deixe ele subir agora, vou me arrumar primeiro. - Disse me levantando apressadamente. 

-Ta bom filha. - Diz saindo do quarto. -  vai se divertir com seu amigo, eu e Kookie vamos comprar materiais escolares, tem algum pedido especial? 

-Não... Só compre cores escuras e está ótimo... - Disse indo até o banheiro.

-Seu "café da manhã " está na geladeira embalado como suco de tomate, não se esqueça. - diz.

Pensando nisso agora, estou com fome, preciso comer antes de ver o Tae. 

Eu nunca provei sangue humano, mais ouvi falar que é a coisa mais viciante para um vampiro. 

Cada vez que você toma, quer mais. 

Ao longo do tempo eu pude perceber que cada ser humano tem seu cheiro único, consequência de sua alimentação. 

Uns cheiram forte, outros mais fracos.

Até agora nem um cheiro me deixou fora de mim, também nunca entrei em contato com algum humano, faminta.

Minha mãe biológica dizia que para cada vampiro, existe um humano com sangue perfeito.  

Se existe mesmo ainda não encontrei.

Termino de me arrumar e logo desço para tomar meu "café". Tae pula em minha frente, como se tivesse me assustando. 

  Isso é perigoso, pois estou com muita fome. 

Sinto minha visão embaçar, junto à uma leve tontura.

-Você está bem Mina? - Tae pergunta e segura em meus braços, por sorte estou de casaco, assim ele não sente a temperatura do meu corpo.


Ao contrário de mim, que sinto e ouço seu sangue correr em suas veias, eu não vejo mais nada. 

Somente escuto a batida de seu coração e aquele líquido quente correndo de um lado para outro, tão rápido. 

Lentamente me a próximo de seu pescoço, abrindo minha boca.

-Taeeee... - Minha mãe chama ele em voz alta para me tirar do transe.


Rapidamente ele olha pra ela, e eu corro para a cozinha. Abro a geladeira e quase devoro o pacote de sangue na embalagem de suco de tomate. Tomo dois de uma vez só. 

Respiro fundo recuperando meu fôlego, para que eu volte na frente de Tae. Ainda bem que minha mãe o chamou, se não, tudo estaria perdido agora.

-O que faz aqui logo cedo? - Falo entrando na sala, me sentando ao lado de Kook,  que brincava distraidamente com seu homem de ferro.

-Vim te buscar para irmos em um parque aqui perto, aproveitar o sol da manhã. - Ele diz e abre um grande sorriso quadrado, muito bonito por Sinal.

-Ah! Que legal, vai sim filha. Vou preparar lanche pra vocês. - Minha mãe diz e se levanta.

-É... Q... Que... - tendo arrumar uma desculpa de última hora.

-Não adianta negar, agora somos amigos e quando eu te chamar para sair, você tem que vir. - Tae insiste.

Apenas concordo com a cabeça, parece que não vou consiguir afastar ele assim tão de repente.
Meu pai desce as escadas apressado.

-Ya!!! Quem é esse daí? Seu namorado? - Ele pergunta sério fingindo estar bravo.

-Não... - Tento responder, mas Tae se apressa em responder.

-Se eu disser que sim? - Sugere rindo.


-Yah! - Dou um tapa fraco em seu ombro. 


-Eu teria que te expulsar daqui, minha princesa não namora. - Meu pai responde rindo assustadoramente. 

-Se eu disser que não! Posso continuar vindo aqui? - Tae faz uma expressão inocente.


-Claro... Mais eu estou de olho em vocês. - aponta o dedo indicador para Tae. 

Somente reviro meus olhos de forma tediosa.

-Aqui esta crianças, um lanchinho simples. E voltem para o almoço, Tae almoça conosco hoje. - Minha mãe diz e me encara, sugestiva.

Aff!!! Vou ter que comer comida humana de novo. - penso.

-Vamos Mina!!! - Tae diz animado pegando nosso lanche.


Pego um livro e meus fones de ouvido, indo atras de Tae em seguida. 

Pedalamos por algum tempo, até chegar em um gramado enorme com algumas árvores. 

Havia muitos grupos de pessoas, dispersas pelas sombras, era uma manhã de sábado calorosa, e as pessoas buscavam maneiras de se refrescar.

-Não está com calor? - Tae pergunta apontando para meu casaco moletom.

-Hum? Na... Na verdade um pouco, é que eu tenho fotodermatose então... Sou obrigada a usar. - Disse. 

Não chegou a ser uma  mentira, pois os vampiros são realmente sensíveis à luz do sol. Não é nada como nos filmes, que o vampiro chega a morrer queimado, é mais como um caso de reação alérgica mesmo.

-Nossa! Ouvi dizer que são muito rara as pessoas com esse tipo de alergia... Você é mesmo especial. - sorri.

-Quase isso...

-Vamos sentar ali. - corre em direção à algumas árvores. 


Deixamos as bicicletas próximos a nós, Tae forrou um lençol no chão, e nós deitamos no mesmo.

-O que você ouve? - Tae perguntou de repente, apontando para meu fone de ouvido.

-Você não vai gostar.

-Me diga primeiro... Ai, eu te direi se gosto ou não. - insiste.

-Tá. - Passo o outro lado do fone para ele.

-Hum... Ouvindo AC/DC Highway to hell... Eu também gosto disso. - Fecha os olhos, se acomodando melhor.


E assim continuamos, dividindo minhas músicas com Tae, e cada um lendo seu livro. 

Acho que já estou dividindo coisas demais com esse humano.

Após algum tempo, Tae fecha seu livro e começa a me encarar, com um sorriso malicioso... 


-O que foi? - Pergunto me sentindo incomodada.

-Você tem traços muito bonitos... Se eu gostasse de mulheres eu gostaria de ter você pra mim. -  diz mordendo seus lábios.

-Mas o que... - engulo seco. - Que bobeira está falando? 

-O que está lendo? - Tae diz, mudando de assunto. 

-Um livro que encontrei na rua.

-Qual nome?

-"Um amor vampiro"... - Respondo-lhe.

-Hum... Então você gosta de romance. - Seu tom de voz estava mais suave, seus olhos semi-cerrados, seu rosto se aproximava lentamente do meu, seu coração estava disparado. 

Algo está estranho...


-Não! Só estou matando tempo. - Respondo, me afastando.

-Eu já li esse livro, os vampiros do livro tem sentimentos, e os vampiros do mundo real, são insensíveis não tem coração. Você já viu algum? - Perguntou desviando seu olhar do meu, fazendo-me prender a respiração.

-Er... É... Acho que sim. - Respondo-lhe nervosa.

-Eu já vi um a muito tempo atrás, ele parecia um monstro, não sei como eles conseguem se disfarçar tão bem entre nós humanos. - Sua expressão era igual a todos os outros humanos, de nojo.


Eu contraio meu corpo tensa, ele também é um dos humanos preconceituosos. É por isso que eu não posso me envolver com ele.

Me levanto e saio correndo com minha bicicleta, acabei por deixar meu livro e meu celular para trás. 

Eu só queria sumir da frente daquele ser humano preconceituoso.

 Humanos como ele, mataram meus pais verdadeiros, com covardia.

"Eu não sou um monstro, eles são!




                                      [...]




Chego em casa e jogo a bicicleta com tanta força, que posso acreditar que pelo barulho ela deve ter quebrado. 

Subo correndo em direção ao meu quarto e afundo-me em meu travesseiro.

Que mundo cruel... Por que eu tive que nascer vampira? 


Tae não me procurou durante o dia todo, eu também não fazia a menor questão de ir atrás dele. 

Passei o dia todo trancada em meu quarto, sem falar com ninguém. 

Minha mãe é muito animada, mais quando eu estou chatiada ela sabe respeitar meu tempo e espaço. 

Por fim acabo por adormecer ali mesmo. 

Profundamente... 



                                   [...]




06:50 AM - Domingo.


-MINAAAAAA!!! - Ouço minha mãe gritar. - Acorde, rápido. - Abre a porta do meu quarto desesperada. - Você vai se atrasar. Vai perder sua primeira aula, o professor vai te envergonhar na frente de todos. LEVANTAAAA!!! 

-QUEEEEE???? -Grito saindo da cama em um pulo.

-Rápido filha! Sua bicicleta está quebrada, então vai ter que correr muito. - Disse entristecida. - Suas aulas começam as 7 horas, se apresse.

Concordo e rapidamente faço minhas higienes, penteio meu cabelo, enquanto visto meu uniforme apressadamente. 

Minha mãe estava na cozinha segurando meu "café da manhã". 

Devorei os dois pacotes de sangue, e sai correndo pela porta limpando minha boca desajeitadamente.

-SE CUIDAAA!!! - Ela grita da porta.

-Tá... Tchau! - Acenei em despedida rapidamente.


Paro pra pensar, que se não fosse minha pressa eu jamais teria respondido sua despedida na porta. 

Começo a correr, mais logo paro ao ver Tae na esquina em cima de sua bicicleta. 

Sem uniforme da escola... 

Ué...



-O que você ta fazendo? Pra onde vai vestida assim? - Perguntou apontando meu uniforme.

-Pra escola... Você... Não vai? - Respondo-lhe receosa, lembrando-me do ocorrido de ontem.

-Hoje é DO-MIN-GO... - Diz pausadamente, rindo da minha expressão. 

Como sou idiota...


-Queeeee??? Eu vou matá-la... - Resmungo rancorosa,  enquanto retorno à minha casa.

-Yah! Espere! - Tae diz.

-Me desculpe se disse algo ontem que te magoou, eu pensei por muito tempo e devo ter sido insensível em algum momento. Me perdoe! Não quero perder sua amizade. - Diz abrindo seus braços. 

Eu exito por um momento, mais logo abro mão desse sentimento e o abraço.

-Ahhh!!! Eu tive medo de você não querer mais ser minha amiga... Eu não me perdoaria. - Sinto sua mão acariciar meus cabelos.

"Será que você seria meu amigo ainda se soubesse quem eu sou?"

-Tudo bem, esquece isso... - soltando-me de seus braços.

-Ah! - disse estalando os dedos, como se tivesse lembrado dedos e algo. - Você saiu correndo e deixou isso pra trás ontem. - Me estende uma sacola.


Eu abro a sacola curiosa, e paraliso por um instante. Meu celular, o livro, meus fones de ouvido e os dois pacotes de sangue na embalagem de suco de tomate. Olhei lentamente pra ele para fitar sua expressão.

-Ah!!! Sorte sua que odeio tomates... - Faz cara de nojo. -  Já peguei seu número, mais tarde te ligo. - acena em despedida.

-Uffa! Essa foi por pouco... - suspiro aliviada. -  Agora tenho um assassinato pra fazer. 


Caminho em passos pesados, até o lugar onde um dia chamei de lar.




   
[...]




Abro a porta com tanta força, que não entendo ainda como ela não quebrou. 

E meus olhos queimavam, eu poderia sentir o calor emanar deles. 

-Mãeeeeeeeeeeee... - Gritei com raiva.

-Que foi garota, ficou louca? - Perguntou calmamente, como se nada tivesse acontecido.

-Que foi filha? - Meu pai pergunta preocupado, sentado no sofá. - Porque está de uniforme? 

-Pergunta pra essa louca ai. - Aponto minha mãe ou deveria dizer "a louça fugida do hospício", com indignação.

Ela nem ao menos conseguia respirar, de tanto que prendia sua gargalhada.


-Que foi querida? - meu Pai se virou para minha mãe, preocupado. 

-Ela estava muito tristonha ontem... - A louca morde seus lábios tentando se controlar para não rir. -  Eu só quiz animar ela hoje cedo, fazendo ela pensar que estava atrasada para a escola. Aí... - Começa a gargalhar desesperadamente. 

-Serio isso? - Meu pai pergunta sério. 

-S-Sim. - Diz já sem fôlego, devido suas gargalhadas, enquanto aponta pra mim.


Quando eu penso que meu pai daria uma boa bronca na mesma, ele começa a rir também, igual um maluco.

-Vocês são doidos... DOIDOS!!! - Gritei, indignada enquanto subia para meu quarto.

-Ela é tão idiota... - Ouço meu pai cair na risada novamente, junto a minha mãe. - Coitada.


Essa familia não é nada normal.

Troco de roupa rapidamente e volto para ver TV com eles. 

Ainda estou brava por minha mãe ter que acordado em pleno domingo para me trolar.

Mais... Vamos tentar esquecer isso. 

Jungkook estava brincando com seu homem de ferro no chão.

-Noona! Binca com kookie? - Chamou-me.

-Tá... Que seja. - Bufou irritada.


-Cuidado filha, estresse demais da rugas. - Ouço meu pai dizer, segurando o riso novamente. 


-Faz mal para o coração e você se torna uma pessoa amarga. - Minha mãe completa, gesticulando com as mãos. 


Encarei os dois ao meu lado, incrédula. Jungkook sem entender o que acontecia a sua volta, pareceu gostar da forma como minha mãe interpretou suas palavras.


-Pessoia amaiga... - Jungkook gritava batendo palmas.


Aff! Desconheço essas pessoas...

                                     


Continua...



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