História Diário dos Mortos-Vivos - Capítulo 19


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Registro 16 - Menina


Postado às 21:53 de  12/08/2017

 – Você tem muita coragem pra me prender numa cela de cachorro, menina.

Espremi o rosto entre as grades e espiei o local de onde vinham as vozes. Minha bochecha doía, e imaginei que havia um belo de um hematoma.

Ao olhar para a esquerda, os vi. Era a garota morena que havia nocauteado Levi. Estava de pé, em frente à grade à qual este se agarrava, furioso.

– Não sei não – disse ela. – Pela maneira que reagiu lá na padaria, eu diria que é até um lugar adequado pra você.

Ele exibiu os dentes num sorriso cínico.

– Um bando de loucos surge do nada e tenta me atacar; esperava que eu me rendesse como um carneirinho? Tem sorte de eu não ter esmagado cabeça de um de vocês. Mas, não se preocupe, quando sair daqui, vão ter um pouco da minha "natureza animal". Ah, se vão.

– Acredite – disse ela, segurando as grades e dedicando um olhar ácido na direção de Levi. – Se tivesse feito isso, estaria num lugar muito pior que numa jaula. – Ela soltou as mãos e continuou encarando-o de cima. – Enfim, como se chama, ó besta assassina?

Ele devolveu o olhar, permanecendo em silêncio por alguns segundos. Então disse:

– Este se chama Levi, e a Vossa Excelência?

– Helena. O que veio fazer aqui?

– Direto ao ponto, hein? Vejamos, o que vim fazer aqui... Ora, comprar pãezinhos. Ah, e duzentas gramas de mortadela, por favor. – De repente ele saltou sobre as grades, fazendo a garota se afastar, assustada. – O que acha que vim fazer, menina?

Ela apertou os lábios com desprezo e deu as costas, seguindo para a porta do canil.

– Ei – gritou Levi, esticando os braços para fora. – E a minha mortadela? – E riu.

Quando ela desapareceu pela porta de madeira, arrisquei chamá-lo. Estávamos umas 5 jaulas de distância.

– Você tem o dom com as pessoas – falei.

Ele virou para mim.

– Oh, parceiro. Não tinha te visto aí. Viu que figura aquela? Não vou negar que é bonitinha, com aqueles olhos amendoados furiosos e os longos cabelos castanhos meio acobreados... Mas tem o temperamento de uma gata selvagem. E um belo gancho de direita. – Sorriu, acariciando a têmpora. – Acho que vamos nos dar bem.

– Se continuar assim, vamos ficar aqui até criarmos teias de aranha, isso sim.

– Não se preocupe com isso – disse, deitando no piso com os mãos trás da cabeça. – Eu dei uma boa olhada no grupo dela, durante o ataque. A maioria eram crianças e velhos. E pelo jeito, devem estar aqui há um bom tempo, provavelmente desde o começo dessa merda. Ou seja, não devem ter muita comida e água. Por isso, cedo ou tarde vão ter que nos libertar ou nos matar de fome. E pelo que pude extrair da personalidade dela, duvido que se decida pela segunda opção. Resumindo, vão nos deixar sair pra ajudarmos com o que quer que estejam fazendo. Nada com o que se preocupar, parceiro. Vamos apenas aproveitar o descanso. No momento que nos soltarem, vamos fingir ser bons meninos e então, na melhor oportunidade, caímos fora.

– Se você diz... Mas a tal Helena realmente não parecia disposta a te soltar.

– Verdade. Só que agora ela deve estar discutindo com os outros sobre o que fazer com a gente, entendeu? Essas pessoas não são um grupo de assassinos sangue-frio, são só gente normal. Apesar do temperamento da menina, ela também deve chegar à mesma conclusão. Vão nos libertar.

– É, pensando melhor, não é como se tivéssemos cometido algum crime.

– Isso aí, parceiro. Logo vamos voltar pra nossa missão de encontrar Raquel. Falta pouco agora.

– Sim... Só não sei por que continua chamando ela de menina. Ela parece mais velha do que eu. Uns 20, 21 anos, eu diria.

– Ah, é por que eu reparei que ela não gosta.

Sorri.

– Você é um bosta.

Também deitei e fiquei encarando a pintura desbotada do teto, por entre as grades, aguardando.

June, é bom falar com você de novo. Imaginei que estivesse ocupada com algo, mas jamais pensei que estava sendo resgatada! Apesar de tudo, me alegra saber que esse site tenha sido capaz de estabelecer essa comunicação entre vocês dois e que resultou no seu salvamento.

Sinceramente, uma cura, para algo assim, parece um sonho muito além de qualquer ciência. Bom, um sonho é melhor que nada. Tentarei não desistir, e espero que faça o mesmo, agora que está num novo ambiente, com muito mais esperança.

Gui, agradeço por ter salvo a June, de verdade. Espero encontrar logo Raquel para podermos estar todos juntos. Ana e Kitty parecem ser garotas muito amáveis e compreensíveis. Sei que nos daremos todos bem.

É isso por hoje, sobreviventes. Levi está me importunando por estar digitando aqui. Continuarei amanhã. Se cuidem.



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