História Dias Cinzas - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alguns Momentos Felizes, Depressão, Drama, Tristeza
Visualizações 6
Palavras 772
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Lembranças: Infância Part. 3/Final


Ouço uma discução entre dois meninos, provavelmente por algum motivo estúpido, antes mesmo de conseguir entender o que estavam falando, eles começaram a brigar, só consegui ver os punhos do garoto mais velho baterem contra o outro menino, ao ver essa cena comecei a relembrar uma série de acontecimentos ocorridos quando ainda estudava em outro colégio...

————————————————

POV Ana (6 anos/1° ano)

Era um dia claro de verão, algumas nuvens eram vistas no céu, sorri ligeiramente tentando pensar no que pareciam, estava tudo bem até ouvir alguns sons de gemidos atrás de mim, virei-me assustada para ver uma cena que libertou uma raiva crescente em meu peito, vi uma menininha encolhida em um canto da sala, ela estava chorando, haviam dois meninos rindo dela enquanto diziam:

— O que houve chorona? Não aguenta ouvir a verdade? Ninguém gosta de você! — diziam os garotos enquanto a chutavam

Me movi para longe da janela e fui em direção deles, apertando meus punhos o máximo que podia. Comecei a bater neles até que estivessem pedindo desculpas; sai de cima deles enquanto lhes atirava um olhar perigoso, e antes mesmo de poder dizer uma única palavra eles saíram correndo porta a fora.

Caminhei em direção a menina e lhe ofereci ajuda, ainda fungando ela apertou minha mão e a puxei para cima, a observei para ver se não estava machucada e a abracei, viramos amigas depois disso, ela minha companheira e eu sua protetora.

————————————————

POV Ana (8 anos/3° ano)

Sentei-me no banco do pátio, tentando me acalmar, as provocações eram dolorosas, mas eu sabia como me defender, de forma violenta é claro... Por mais que eu pedisse que parassem as palavras continuavam, uma mais dolorosa que a outra.

Vi as outras crianças se aproximando de mim, mas eu não  sabia se poderia aguentar mais uma palavra, saí correndo sem me importar com nada mais, apenas desejando uma paz momentânea, me escondi em um local que eu considerava seguro, e lá usufruí de pelo menos dez minutos de silêncio com meus pensamentos; ao me encontrarem, as palavras começaram a atingir minha alma, rachar meu coração, e antes de sequer me dar conta do que estava fazendo, eu já havia começado uma briga... Era tarde demais para implorar pelo fim daquilo, mas eu lutei sem piedade; quando me dei conta do que havia feito, senti meu mundo desabar, eu sabia que ele estava bem, mas mesmo assim não conseguia me perdoar pelo "acidente". Apenas conseguia ouvir meus amigos perguntarem se eu estava bem, e então respondi com um sorriso falso: 

—Sim.

————————————————

POV Ana (10 anos/5° ano)

Era um dia nublado e escuro, era possível ouvir gritos de crianças e adultos conversando, as vozes me enlouqueciam. 

Massegeei suavemente meus pulsos, com o pensamento de que eu poderia ter morrido, não só naquela vez, mas em outras 5 vezes, mas eu não ligava mais para minha vida, eu só queria acabar com tudo aquilo, não foi minha escolha passar por isso, mas mesmo assim eu tinha de aguentar até o fim. 

Eu estava tão perdida em meus pensamentos que nem percebi quando fui empurrada contra a parede; quando voltei a realidade, senti uma mão apertando meu pescoço e outra me prendendo contra a parede, minha visão estava ficando turva enquanto eu era estrangulada; por um breve momento misericordioso, eu percebi que a pressão havia diminuído um pouco, provavelmente pelo cansaço de tentar me conter presa. A raiva que despertou em minha mente era tão grande que me deu força suficiente para aremessa-lá no chão, as imagens do que ela já havia feito para mim tomaram conta da minha mente, e fiz o necessário para me certificar que ela nunca mais ousasse tentar tocar um dedo sequer em mim novamente.

A última coisa que me lembro era de ve-lá fugindo o mais rápido que conseguia; me levantei lentamente do chão, limpando minhas mãos sujas de areia, areia que havia sido espalhada durante a briga. 

Permiti uma única lágrima escorrer pelo meu rosto, e repeti para mim mesma uma frase a qual já estava acostumada:

"Apenas faça silêncio"

————————————————

Fui retirada de meus pensamentos ao ouvir uma professora dando uma palestra a eles por brigarem, isso era interessante de se observar, pois como a aluna que sou, sei que obviamente estavam mais preocupados com seus pais do que com a professora, mas eu gostaria de saber por que ela ainda se dava o trabalho de dizer isso mesmo sabendo que não iriam ouvir. 

Subi correndo até o portão e saí para esperar alguém vir me buscar, e durante o tempo de espera fiquei pensando em como eu gostaria que nada disso tivesse acontecido, nem a briga e muito menos as lembranças que foram trazidas por ela.


Notas Finais


Agradeço aos que estão lendo essa história! É realmente muito difícil para mim conseguir compartilhar minhas memórias, pelo simples motivo de trazerem a dor daqueles momentos de volta, mas é ao mesmo tempo reconfortante saber que alguém se importa... De qualquer forma obrigada!
Obs: A parte do primeiro ano teve que ser modificada um pouco, pelo fato da lembrança real ser meio forte, mas a garota passa bem hoje em dia! :|)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...