História Dias Cinzas - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alguns Momentos Felizes, Depressão, Drama, Tristeza
Visualizações 6
Palavras 383
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Insônia


Fanfic / Fanfiction Dias Cinzas - Capítulo 4 - Insônia

Acordei pela terceira vez naquela noite, o suor escorria por meu rosto e minha respiração ofegante; sentei-me na cama e comecei a observar o quarto ao meu redor tentando enxergar algo escondido na escuridão. Eu sabia o que me mantinha acordada, mas o fato de não conseguir mais dormir adequadamente havia começado após os pesadelos, apesar de assustadores, ainda eram prazerosos graças á adrenalina causada pelo meu medo, o medo de morrer sozinha no escuro.

Sussurei para mim mesma : "Não há nada a temer, lembre-se, só há paz no escuro". 

Me deitei novamente encolhida abaixo de meus cobertores tremendo pelo frio que atravessava meu corpo, minha mente se perdia em pensamentos.

Senti algo pesado em cima de mim, era como se fosse um corpo, retirei as cobertas que cobriam minha cabeça e para minha surpresa a única coisa que vi foi um vulto se fundindo à imensidão escura, visível apenas por frestas iluminadas que davam um ar mais sombrio ao meu quarto, não é nada que eu não tivesse visto antes, não sei exatamente quando começou mas me lembro dele em meus sonhos, um ser escuro com olhos amarelos esverdeados que brilhavam no escuro, como os olhos de um gato, ele normalmente aparecia para tentar matar alguém que considerava importante para mim, mas no instante em que suas garras tocavam na pessoa o sonho acabava e eu sentia a presença dele, a forma como senti sua mão acima da minha após um desses pesadelos foi um sinal de que ele não iria embora tão cedo, mas isso não importava de qualquer maneira.

Eu podia ouvir os latidos de cães brigando na rua, as risadas de jovens saindo de uma balada e os gritos e brigas de um casal pouco satisfeito com o casamento...

Enfim, apenas sons de seres que eu considerava insuportáveis, menos os cachorros, eles não tinham culpa, os animais na maioria das vezes faziam você mais feliz do que quando estava com pessoas que diziam ser seus "amigos".

Aquilo me forçava a acreditar que era uma noite normal, mas eu sabia melhor, em minha vida não existem noites normais, e sim noites calmas, por mais raras que fossem, quando ocorriam eu conseguia dormir, e quando acordasse me lembraria que eu precisava de minhas noites em claro, noites em que eu me tornava parte do escuro. 



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