História Dias de mudanças - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Romance
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Palavras 983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Sinopse

Leandro recebe uma ligação. Seu pai pede para que ele retorne a sua cidade. Sua mãe morre de um dia para o outro de um ataque do coração. Depois do velório, após ele retornar para faculdade e trabalho. Ele encontra uma garota esperando ele na porta de seu apartamento, ele tinha ficado com ela uma vez em uma festa, ela estava grávida dele. Assim começa a jornada de vida de Leandro em

Dias de Mudanças.

"Saudade é um sentimento que,quando não cabe no coração, escorre pelos olhos" ( Bob Marley )

Capítulo 1

Oi mar! Vejo o quanto você é imenso, forte e destemido por sua grandeza. Mamãe sempre me falava isso. Sei que não a nada que resista a sua força. Agora parado aqui, olhando suas ondas tocarem meus pé, o que posso sentir é uma paz. Mamãe sempre dizia que você trazia paz para ela, por isso nós sempre víamos aqui. Sentir essa paz. Obrigado por proporcionar esse sentimento e espero que ela esteja em paz agora. A muito tempo eu venho buscando essa paz em meu ser. Minha vida está triste desde ontem, minha mãe morreu ontem à tarde, no hospital do centro. E antes de ir em seu velório quis passar aqui e olhar para você. Quando criança mamãe e eu fazíamos muito isso. Era meus dias preferidos com ela. Já fazia mais de dois anos que eu não via minha mãe, desde que eu tinha me mudado para estudar. E ontem em meio a uma aula de direito na faculdade. Recebi a ligação de meu pai que tristemente me contou sobre a morte repentina dela. Ele falou em meio a soluços, imaginei o quanto aquelas palavras doeram ao sai da boca dele. Eu Já sabia que a vida era assim, que a morte vem sem aviso. De uma hora para outra um ser humano que sorria, que fazia historia, que amava e era amado. Se torna um corpo sem vida sem cor. Se torna apenas uma lembrança na vida de outros seres. E esse ser era minha mãe. Quem já me pós para dormir tantas vezes, que me levou para o colégio, que cantava para mim dormir. Meu coração chorou naquele momento dentro daquela sala de aula. Cheguei em casa onde minha mãe estava sendo velada. Era tarde e o céu estava nublado, não parecia que ia chover mas aquela cor cinza, sem vida e triste demostrava o que estávamos sentindo. Tinha muitos parentes meus aqui. Os dois irmãos de mamãe estavam sentados perto do caixão do lado direito com semblante triste. Do outro lado estava meu irmão e papai, seus rostos estavam arrasados, a tristeza tinha dominado todo local. Quando eu tinha 15 anos li um livro que falava sobre a morte, sobre pespequitiva religiosa. Como não tinha entendido muita coisa na época, questionei minha mãe sobre o tema. Ela começou a me falar sobre a visão cristã sobre o assunto. Sobre o ser humano poder ir para um paraíso desde que tenha uma vida correta e não faça o mal enquanto vivo. Ela disse que estávamos apenas peregrinando nessa terra, que a a segunda vida seria eterna. Olhei para papai que já estava com o rosto inchado de tanto chorar. Eu eu também estava muito triste, só não sabia o tamanho da tristeza dele. Cheguei onde estava e o abracei. Naquele instante suas lágrimas desceram com mais força, sua dor era evidênte. Fiquei ali com ele uns dez minutos naquela posição, até que ele se acalmou um pouco olhou para mim e disse: - O que eu vou fazer da minha vida agora filho ? Suas palavras carregada de dor e desespero me deixou sem resposta por um momento. O que eu poderia dizer para meu pai ? Nenhum respostas iria conforta-lo em sua dor. Eu também carregava a minha. Assim como todos que estavam ali, que poderão compartilhar um pouco da vida de mamãe, eles tinham sua carga de dor naquele momento também. - Eu não sei papai. Falei

Me virei e também dei um abraço em meu irmão mais velho. Levantei e fui em direção ao caixão, nunca foi tão pesado para mim dar alguns passos. Cheguei perto e olhei seu corpo ali dentro. Mamãe estava com um vestido branco, seu cabelo estava bem penteado. Seu rosto estava pálido. Mas ainda era o rosto de mamãe.

Passei a mão em seu rosto como sempre fazia desde criança, a baixei perto de seu rosto e falei. Desde que te conheço mamãe você é ser maravilhoso, que nunca fez mal a ninguém. Lembra daquela vez que você me disse que se um ser humano for bom e não fazer nada de mal nessa terra, terá um lugar no céu e viverá eternamente. Acredito que seu lugar no céu está reservado mamãe. Só não queria que você tivesse ido agora mamãe. Todos iremos sentir sua falta. Lembra das vezes que você me levava no mar? Eu passei la um pouco, no mesmo lugar que sempre fomos. Por um momento senti aquela paz, que você sempre sentiu mamãe. Foi bom por um momento eu sentir menos dor. Um dia você me disse que todos nós temos um tempo pré determinado nessa terra, e que a morte é algo normal para cada ser humano. Um dia irei me juntar a você mamãe. Até lá tentarei ser um ser humano melhor, como você sempre me ensinou mamãe. Assim quando chegar meu dia vou te encontrar mamãe, e se no céu tiver um mar iremos nos sentar juntos de novo para ouvir o som das ondas como sempre fazíamos. Dei um beijo no rosto de mamãe e voltei para perto de meu pai e meu irmão. Outros parentes e amigos foram prestar suas últimas homenagem para mamãe. Seu corpo seria cremado, assim era sua vontade declarada. Apos o fim do velório os funcionários da funerária veio e levou o caixão para ser cremado..


Notas Finais


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arei o capítulo 2


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