História Digimon Adventure: Chronicles of the New Era - Capítulo 2


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Categorias Digimon
Personagens Agumon, Armadillomon, Biyomon, Cody Hida, Davis Motomiya, Gabumon, Gatomon (Tailmon), Gomamon, Hawkmon, Joe Kido, Kari Kamiya, Ken Ichijouji, Koushiro "Izzy" Izumi, Mimi Tachikawa, Palmon, Patamon, Personagens Originais, Sora Takenouchi, Taichi "Tai" Kamiya, Takeru "T.K." Takaishi, Tentomon, Veemon (V-mon), Wormmon, Yamato "Matt" Ishida, Yolei Inoue
Exibições 3
Palavras 1.886
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gentes
Capitulinho pra vocês!
Espero que gostem!
Boa leitura!
Até lá embaixo!

Capítulo 2 - Problemas em Dobro! Um Novo Digiescolhido Aparece!


Brooklyn, 11 de setembro de 2016, 10h00

Lucas estava na escola, mais precisamente na biblioteca. Estava sentado em uma mesa ao fundo da sala, com seu notebook sobre ela e Terriermon em seu colo. Ao lado do computador, estava o aparelho verde e branco do garoto e o HD encontrado na noite anterior; dois cabos ligavam os dispositivos ao notebook. Na tela, uma mensagem pedindo uma senha de acesso bloqueava o acesso de Lucas ao conteúdo do disco rígido. O garoto teclava incessantemente, tentando descobrir a palavra que liberaria os dados contidos no aparelho.

— Lucas, você não vai descobrir essa senha... — disse o pequeno Digimon, esfregando um dos olhos com sua orelha. Provavelmente estava com sono por conta da noite anterior.

— Eu sei, Terriermon... — respondeu o garoto, cobrindo o rosto com suas mãos — Mas eu preciso saber o que há aqui! Se Digimon vieram atrás disso, deve ser importante!

Frustrado, Lucas continuou tentando descobrir a senha por um bom tempo. O garoto não tinha aula, ela havia sido substituída por uma palestra sobre o 11 de Setembro, mas ele estava mais preocupado com o HD; afinal, a palestra era sempre a mesma, algum agente federal da divisão Anti-Terrorismo falando sobre como os terroristas deveriam ser exterminados, e que se não houvesse os Estados Unidos no mundo, tudo estaria perdido. Um bando de baboseira, na opinião de Lucas.

De repente, uma frase surgiu na tela do computador, logo após o garoto digitar outra senha aleatória. Dez letras aleatórias formavam uma palavra completamente sem sentido. Seria uma criptografia? Quase 100% de certeza que sim. Mas qual seria? Existem tantas. Lucas abriu, então, um aplicativo em seu computador que resolvia o mais comum método de criptografia, a Cifra de César. Diversas palavras aparecem sob a original, cada uma mais confusa que a outra; com exceção de uma. A palavra original, "AxohKbqTxo", havia se transformado em "DarkNetWar". Rapidamente, Lucas digitou a senha no campo indicado e, finalmente, o HD foi acessado.

Dentro dele, diversas pastas ocupavam sua memória. Cerca de 64GB de informações, gastos com dados encriptados. O garoto, feliz em ter desbloqueado os arquivos do aparelho, se decepcionou ao ver aquelas informações todas incompreensíveis. Terriermon acabou dormindo, ignorando completamente a conquista do parceiro. Percebendo que teria que gastar muito tempo para decodificar aqueles arquivos, Lucas copiou os arquivos para um pendrive e para o aparelho branco e verde, desligou o notebook, arrumou sua mochila e decidiu dar uma volta pela escola. Saindo da biblioteca com Terriermon em seus braços, seguiu para o pátio da instituição.

Ao chegar lá, encontrou o local cheio. Provavelmente alunos que, assim como ele, achavam o discurso nacionalista do agente extremamente entendiante. Ninguém pareceu notar o garoto ali, então Lucas acordou Terriermon e o Digimon saltou, pousando no telhado da escola. Por mais que adorasse passar tempo com seu parceiro, ele não podia arriscar que muitos vissem o pequeno ser digital; pensou que a escola estaria toda no ginásio, por isso levou o Digimon. Sozinho, o moreno seguiu até um banco vazio (o único do pátio) e ali se sentou, retirando seu computador da mochila em seguida. Abriu um dos arquivos do HD e começou a tentar decifrar.

Minutos depois, havia chegado a nada. Frustrado, abriu seu Facebook e procurou um de seus contatos. Ao ver a foto de um garoto ruivo, alguns anos mais velho que ele, clicou em seu nome e abriu o chat da rede social.

"Koushirou, pode me ajudar com uma coisa?"

Esperou alguns minutos enquanto tentava decifrar o código, continuando sem informação alguma. Lucas não recebeu uma mensagem do rapaz, o que era estranho, já que o ruivo costumava responder em segundos.

"Koushirou? Está tudo bem? Não é normal você demorar mais que dois minutos para responder..."

Será que havia acontecido algo? Perdido em devaneios, Lucas foi surpreendido quando uma garota apareceu em sua frente. Ela tinha cabelos castanhos, levemente mais escuros que os seus, até seus ombros e ondulados; seus olhos eram verdes, mas mais claros que os do garoto. Estava vestindo um vestido branco curto simples, uma camisa de flanela xadrez rosa e um par de All Stars pretos. Em seu rosto, óculos cobriam seus olhos.

— Hm... Licença... Eu poderia sentar aqui? — perguntou docemente a garota — Os outros bancos estão ocupados e eu realmente preciso sentar, meus pés estão me matando...

— Claro! — respondeu alegre, tirando sua mochila do banco e colocando-a em seus pés.

A garota sentou ao seu lado, retirou sua mochila, feita de jeans, de suas costas e esticou suas pernas.  Depois de alguns segundos com os olhos fechados, ela olhou para o computador de Lucas e então para o garoto.

— Meu nome é Bianca, estou no terceiro ano! — disse sorrindo — E você?

— Eu sou o Lucas, também estou no terceiro ano! — respondeu, um pouco frustrado por ter que deixar o código de lado, mas um pouco feliz por parar de pensar nele por um segundo.

— Como nunca nos conhecemos? Estamos no mesmo ano!

— Eu nunca fui muito de conversar... Geralmente sento perto da porta, e assim que a aula acaba eu saio correndo da sala...

— Acho que eu sei quem você é! Você é da minha aula de química! Que sempre acaba os trabalhos antes que o resto da turma e que, geralmente, sai da aula depois de acabá-los!

— Eu mesmo... — riu suavemente, coçando a nuca.

— Bem, em que tá trabalhando? Parece algo complicado... — perguntou Bianca, apontando para o computador.

— Ah, isso? É um arquivo criptografado. Tô tentando descobrir o arquivo original, mas não tô tendo muita sorte...

Enquanto os dois conversavam, o dispositivo branco e verde de Lucas começou a apitar. Surpreso, o garoto apanha o aparelho e percebe um ponto vermelho piscando em um local bem próximo a escola. "Perfeito. Era exatamente isso que eu precisava nesse ótimo dia! Mais problemas...", pensou. Fechou seu notebook, guardou-o na mochila, se despediu de Bianca e correu para dentro do colégio, procurando a porta que levava ao telhado. Encontrou-a em pouco tempo e então subiu as escadas correndo, alcançando o telhado em poucos minutos. Viu Terriermon dormindo em um banco que ficava ali para os alunos quando quisessem passar tempo no telhado.

— Ei, Terriermon! Acorde!

— Hm? — abriu os olhos devagar, coçando-os logo em seguida com suas orelhas — O que foi?

— Uma brecha, próxima de onde estamos. Vamos, precisamos encontrar o Digimon e detê-lo antes que ocorra algum dano colateral! — quando Lucas terminou de falar, uma nova brecha surgiu no mapa, próxima a que já havia aparecido. Ambas estavam equidistantes da escola.

Do telhado, Lucas observou a rua onde haviam aparecido as brechas; nela, estavam dois exércitos de Digimon, um branco e um preto. Montando o mesmo setup da noite anterior, Lucas tirou uma foto de cada exército e, na tela do computador, janelas contendo imagens e textos surgiram. Apareceram quatro imagens, duas de Digimon brancos e duas de pretos; eles eram iguais, apenas com cores diferentes. Uma dupla parecia um pequeno cavaleiro com uma lança e um escudo. A outra parecia um centauro carregando uma lança enorme que lembrava uma seringa.

— Os menores se chamam Pawnchessmon e os maiores são Knightchessmon — disse o garoto, olhando para a tela do notebook — São Digimon no estado Child e Adult, respectivamente. Pelo que consta aqui, o Galgomon pode dar conta deles fácil. Mas tome cuidado mesmo assim, são muitos!

— Pode deixar! Agora é hora de Digievoluir! Pegue o Digivice e vamos à luta! — exclamou Terriermon.

Lucas retirou o aparelho branco e verde, que aparentemente era chamado Digivice, do computador e guardou seu setup. Descendo rapidamente para a rua, ergueu o dispositivo para o céu e uma luz verde muito clara emanou dele, indo em direção à Terriermon, que estava planando no céu.

Terriermon digivolve para... Galgomon!

O Digimon armado pousou entre os dois exércitos, que se aproximavam cada vez mais da escola e dos alunos, que a essa altura já estavam nas janelas observando o que acontecia. Lucas, então, se escondeu em um pequeno beco ao lado do colégio, evitando ser visto por seus colegas. Galgomon começou a disparar em direção aos exércitos, fazendo os Pawnchessmon recuarem um pouco. No entando, os dois Knightchessmon continuavam correndo, um em direção ao outro; uma colisão era eminente.

— Gantoretto! — ouviu-se um grito ecoando pela rua. Uma figura roxa muito veloz surgiu em frente ao Knightchessmon preto e o derrubou, o que deu tempo para Galgomon atacar o branco, derrubando-o também.

— O quê? — perguntou Lucas, incrédulo.

— Parecia que você precisava de uma ajudinha... — disse uma voz conhecida, fazendo o garoto olhar para trás e dar de cara com um rosto familiar rindo docemente.

— B-bianca?

— Isso mesmo! — sorriu — Eu também sou uma Digiescolhida!

— Mas... Eu pensei que, além dos antigos, eu fosse o único por aqui...

— Bem, eu meio que já sabia que você era um... Eu sabia que eu não era a única, afinal, algumas brechas apareciam e, algum tempo depois, sumiam; logo, alguém deveria ter cuidado delas. Quando eu ouvi seu Digivice apitando mais cedo, soube que era você.

Lucas permanecia perplexo, estava processando a informação devagar. Enquanto isso, Galgomon e o misterioso Digimon roxo acabavam com os exércitos; Galgomon com o branco e o Digimon roxo com o preto. Poucos minutos depois, os Digimon invasores estavam sendo empurrados pela brecha que, em seguida, foi fechada. Lucas e Bianca decidiram ir comer alguma coisa e discutir sua situação como Digiescolhidos e, quem sabe, descobrir o que está contido no HD que Lucas achou.

...

— Eu achei isso ontem à noite, quando uma brecha surgiu próxima ao Rio East. Ele está completamente encriptado, não sei como descobrir o que está contido nele... — disse Lucas, mostrando o HD para Bianca.

— Nossa... Deve ser algo importante, já que é quase indecifrável...

Lucas conectou o dispositivo de memória e seu Digivice ao seu computador e tentou acessar os arquivos. Quando abriu a pasta que continha o arquivo no qual estava trabalhando antes, o dispositivo verde e branco começou a piscar sua tela; nela aparecia a frase "ChessArmy". O que seria essa frase? Um tipo de senha? Quem sabe... Decidiu tentar usar a Cifra de Vigenère para decifrar, tendo a frase do Digivice como a chave. Com isso, conseguiu liberar o conteúdo do arquivo.

— Consegui! — exclamou ao decifrar o arquivo, assustando Terriermon e o Digimon de Bianca, Lopmon. Envergonhado, seu rosto enrubesceu e escondeu sua cabeça atrás da tela do notebook.

Lopmon era muito parecido com Terriermon, mas onde ele era cor de creme, Lopmon era marrom, e onde era verde, o outro era rosa; além de ter três chifres ao invés de apenas um. O Digivice de Bianca também não era tão diferente assim; era branco também, mas tinha suas laterais lilás e seu botão azul-claro. A garota, surpresa com a reação do novo amigo ao decifrar o código, se aproximou dele e observou o arquivo na tela do computador.

— Isso... Parece um daqueles relatos de algum caso da polícia... Mas parece algo mais secreto, como se fosse da...

— CIA? — perguntou o garoto, lembrando do homem da noite anterior — Um homem que apareceu ontem no local da brecha disse que os Digimon que atacaram o armazém estavam lá para recuperar esse HD, e que foram contratados pela CIA...

— Nossa...

— Podemos estar com algo muito perigoso em nossas mãos...

Na tela do computador, bem no topo do documento, estava escrito: "Digital Hazard: Heavy Weaponry - File I".


Notas Finais


E aí, o que acharam?
Comenta aí algo sobre o capítulo, alguma dúvida, alguma crítica, algum incentivo, o que quiser!
Se gostou da história, adiciona ela aos seus favoritos!
Se quiser conversar, trocar uma ideia, me adiciona aqui no Spirit!
Até mais, pessoal! Muito obrigado por terem lido e até o próximo capítulo!


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