História Direção das Estrelas - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avril Lavigne
Tags Harry Styles
Exibições 6
Palavras 1.936
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Fantasia, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!

Capítulo 4 - Recomeço


Garota pequena, o que você está fazendo parada na ponte? Não conheces as maldades deste mundo? Tome muito cuidado criança, pois você é o futuro e a verdadeira sociedade vos aguarda.

Anelise P.O.V.

Carol surtou ao me ver naquela situação. Contei a ela todo o pesadelo que passei ao lado do meu pai, não só os últimos fatos, mas toda insegurança sentida com as ameaças. Recebi um sermão pela minha falta de consciência. Meu pai havia se suicidado naquela mesma noite. Que ele siga seu caminho em paz, apesar de ter errado tanto. Nada conseguia me alegrar mais, perdi toda família que me restava e não sabia como seguir em frente. Mas é na dificuldade que se descobre a força de uma pessoa, tudo isso não passa de uma fase ruim.

Concentrei-me na viagem para Orlando. Sabia que o objetivo principal seria esquecer os problemas enfrentados. Antes de me tornar mundialmente conhecida, não passava de uma orfã nerd. Minhas metas se resumiam em alcançar a vaga de reitora de uma universidade de medicina, utopia para muitos. Depois que fui adotada, aos doze anos, passei a frequentar as melhores escolas dos EUA, isso porque minha mãe adotiva era uma empresária famosa e meu convívio se limitava com ela. Drac, meu pai adotivo, nunca foi a favor da minha adoção, o que se tornava mais um fator em meio as constantes discussões que o mesmo tinha com á mulher. Talvez a contenda não fosse clara o suficiente aos olhos da sociedade, mas eu estava por dentro de quase tudo naquela mansão. Ambos me deram um lar e me receberam de braços abertos depois, até mesmo Drac. Eu presenciei como eles evitavam as brigas por minha causa, mas houve dias em que nenhum tinha coragem de ver a cara do outro, esses eram os piores tormentos para a reconciliação.

Soube que minha mãe me adotou devido as notas escolares do sistema, ela gostaria de uma filha inteligente. Não abandonei os estudos depois da fama, até porque ás músicas criadas por mim em momentos de aflição se referem sempre ao que passei naquela escola do Canadá. Quando me mudei para aquele bairro de gente rica, confesso que senti bastante desconforto. Passava horas no quarto estudando e ás vezes compondo canções, foi a única forma encontrada para afastar à tristeza . Em uma bela noite de páscoa, saímos todos para comemorar na Estação 15, lugar conhecido pelos seus espetáculos maravilhosos. Lá havia muitas designações chamativas... e karaokê. Após meia hora sentada, apenas observando os números de danças disponíveis, pedi licença á Angelina para tentar a sorte cantando, ela assentiu normalmente. Lembro que minha vida mudou depois daquele momento. Angelina, minha mãe, disse que eu tinha potencial para conquistar o público com a voz e desde aí, nunca mais fui a mesma.

Antes, qualquer situação, por mais embaraçosa que fosse, não me abalava. Eu era forte, independente, quase adulta, pois sempre dizia a mim mesma que mulher não nasce mulher, mulher torna-se. Agora me deparo com qualquer coisa e me sinto perdida, como se nada do que fizesse poderia mudar tal problema. É como um renascimento ruim. Nem sei mais qual é importância de tanto sacrifício.

Eu poderia cancelar tudo e voltar a ser como antes, mas estou plenamente ciente de que isso é impossível. Já avancei demais para fraquejar do nada. Preciso de boas alternativas que me façam mudar de rumo quanto as decisões de desabamento. Espero do fundo do meu coração, que pelo menos algo salve aquela garotinha meiga do passado, que se encontra sem direção na encruzilhada, e que mostre à ela que á vida é muito mais, que todos podem encontrar seus caminhos de volta.

- Tem certeza disso? - perguntou minha empresária sentada na poltrona do salão de beleza.

- Sim.

O único motivo de estar ali era para pintar minhas madeixas da cor natural: castanho escuro. Anos atrás, numa brincadeira, Angelina propôs mudança de visual à mim. Resultou que platinei os fios do meu cabelo, sendo que nunca aprovei a cor, mas fiz somente com intuito de agradar minha mãe.

Sabia que voltar ao visual de antes não me ajudaria com toda a volta de personalidade. Só queria me sentir como alguém na luta contra todos desafios lançados. Talvez eu estivesse assistindo "Desventuras em Série" demais, não há como evitar esse sucesso.

Depois de três horas naquele local, Carol me levou numa sorveteria perto do shopping. Ultimamente, devido ao meu estado depressivo, ela tem me tratado como uma criança necessitada de cuidados, e declaro gostar desse seu lado materno. É como estar prestes a cair num vulcão, mas seu anjo está lá perguntando e atendendo suas principais necessidades.

- Tive um encontro com Sarah na semana passada, e eu meio que contei á ela sobre seus problemas - Carol confessou.

- Não me diga.

- É sério! Ela me aconselhou que se você talvez tivesse um amigo de verdade, poderia enfrentar melhor a atual situação. Sarah é psicóloga e ela também quer sua reviravolta.

- Tudo bem - a encarei com desdém - Suponhamos que eu aceite essa "solução", onde encontrarei um amigo verdadeiro, Carol? Todos me conhecem, com certeza de dez pessoas, nove encarariam isso como uma nova vida, ou seja, nove interesseiros.

- Por que vê desse modo?

- Só estou sendo realista.

- Ane, eu não faço a mínima ideia da sua dor neste momento, mas saiba que esses métodos podem ajudá-la superar essa fase ruim. E não estou dizendo isso como apenas sua empresária, mas também como uma terceira mãe e amiga. Eu gosto de você, amo suas músicas e sua raridade é algo inexplicável. Por favor, eu só quero ajudar.

Suspirei e me acomodei na cadeira.

- Exagerou - revirou os olhos - Mas qual é o plano?

- Infiltrar você numa escola normal - encarei-a indignada.

- Como é?

- Poderíamos arrumar um disfarce perfeito para a ocasião. Claro que terá...

- Isso não dá certo nem na ficção.

- Deixa eu terminar!

- Prossiga.

- Trabalharemos somente nos fins de cada mês. E aumentarei suas saídas noturnas, você terá que se enturmar - lançou-me um olhar suplicante - Estudará numa escola de talentos.

- Então chama isso de normal? Não estou interessada. E se eu não gostar dessa escola e seus alunos? Permita-me dizer: essa é sua pior proposta. E se...?

- E se nada! Você vai e pronto! Agora engula esse sorvete derretido antes que eu perca o resto da minha paciência - bravo! A verdadeira Carol voltou!

                                         ***

Havia uma peruca ruiva e vestimentas diversas, todas baseadas na cor preta, em cima da cama. 

Esse seria meu disfarce.

Estou perdida!

- Isso com todas as razões do mundo não dará certo!

- Deixa de frescura e vai tomar logo seu banho que eu mando Candy arrumar suas malas.

Desmanchei as tranças do cabelo.

- Carol?

- Hum?- resmungou digitando no notebook.

- Por quê quer se livrar de mim? - fiz biquinho.

- Você quis dizer "livramento de bipolaridade"? Oh, claro que sim! Você me causa histeria.

- Aff!

No banheiro, ria sem parar do que estava prestes a fazer. Sério que eu vou pra uma escola por causa de depressão? O que eu fiz para merecer esse castigo?!

Depois de cancelarmos todas as viagens, a majestade da responsabilidade e seus conselheiros coordenaram tudo para minha vida normal. Quase tive um ataque de pânico quando o avião começou a decolar. Observei os outros e eles me analisavam pacificamente, estranhos sortudos.

Ainda não podia declarar nada a justiça sobre os roubos do meu pai. Segundo Carol, eu devia me sentir mais segura para agir corretamente perante o juiz. Mas todo esse rolo continua sendo bagunça demais pro meu gosto. Quero julgar uma pessoa morta.

- Anelise? - virei e minha empresária mostrava a tela do computador com a foto da mansão Parrisels.

- Já tentou procurar se existe pelo menos um parente deles por aí?

- Sim. Não há mais ninguém.

- E agora?

- Sei lá. Resuma em três palavras se possível.

- Leilão. Doação. Câncer.

- Ok.

Uma aeromoça passou oferecendo travessuras para as crianças presentes. Meu medo piorou quando ela se virou e me encarou.

- Anelise - disse com aquela voz irritante.

- Phoebe - fui seca.

- Nunca pensei que te encontraria num avião de luxo, pequena - sussurrou já sentada ao meu lado.

- Com licença, mas eu estou precisando relaxar. Pode voltar ao seu trabalho.

- Claro. Ainda podemos nos encontrar, quatro olhos - e saiu como se estivesse numa passarela.

Phoebe foi meu pior pesadelo na época da Millian' s Kroeghen . Ela era a líder das populares, aquele grupo ridículo da escola. Ela e sua "gangue" me maltratavam dos pés à cabeça. Eu usei óculos durante um curto tempo, mas foi o suficiente para debocharem de mim todas as vezes que eu passava por elas. Argh, agora elas podem latir que eu não consigo escutar. Será que preciso lembrar todos da minha inexistente maturidade? É, sou mais louca que à loucura.

                           ***

O prédio tinha três andares e sua pintura se resumia num amarelo ouro. Carol faltava morrer de tanto rir do meu mais novo visual e confesso, aquela figura não era mesmo eu.

- Vamos logo entrar, Ashella - brincou.

Ashella foi o único nome capaz de trazer menos desgosto. Estava à ponto de desistir de tudo. Por quê ainda não desisti?

- Não. Vai você.

- Que é? Vai chorar? Eu sei! Ninguém vive sem mim!

- Menos Carol, menos. Por falar nisso, essas coisas incomodam demais! À qualquer hora pode sair do lugar - falei piscando sem parar por causa das lentes castanhas.

- Dramática!- falou

- Seu elogio me comove!

- Entra! - passou a mão no rosto.

- Só vou porque está perdendo á graça em te incomodar.

Alguns alunos me olhavam discretamente. No papel dizia que meu quarto era o 173, segundo andar. Passei por muitos sem ao menos abrir um sorriso. Teria sempre uma pessoa que me ajudaria com todo o processo da transformação, achei isso meio esnobe.

Antes de abrir a porta do devido quarto, uma garota morena parou bem do meu lado e me olhou desconfiada. Para quebrar o clima tenso, resolvi sorrir sem mostrar os dentes.

- Quem é você? - perguntou.

Ela carregava uma caixa azul com alguns mini livros dentro.

- Ashella Camlisis - levantou uma sobrancelha -, sou nova aqui.

A garota sorriu sem graça.

- Prazer - esticou uma mão, que apertei - Sou Zara Raider, meu campo é o mundo das histórias em quadrinhos.

- Uau.

- Ah, você é a nova ingressada neste quarto? Por que se for, está falando com a capitã dele.

Ri fraco.

- Sim.

Entramos e quando me deparei com as fotos na parede, assustei-me.

- Gosta muito de filmes de terror? - falei analisando cada detalhe daquelas imagens.

O quarto não era do tipo normal, quer dizer, a dona não parecia normal. Havia duas camas, uma bem longe da outra. A coloração não ia além do preto naquele lugar. Zara abriu seu armário e de lá saiu uma boneca andando sozinha.

- Ed está controlando ela da central - disse - Todos os quartos devem ter essa coisa. É mesmo assustador. E não, eu não gosto nem um pouco de filmes de terror - sentou na sua cama.

- E essas fotos? Parecem bem macabras.

- São de assassinatos reais.

- Você...

- Adoro bancar a detetive. Acredite ou não, isso me empolga bastante. Até porque tudo se pode ser atrás de  uma boa máscara, não é mesmo?

 

 

 

 


Notas Finais


Continua?


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