História Direction Mansion - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Aventura, Mansion, One Direction
Visualizações 35
Palavras 6.583
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heey Angels !

MAIS capítulo uh uh ! kkk

Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 30 - Halloween


Ashley tirou a roupa da sacola e ficou encarando por alguns instantes. Seu coração batia forte e ela não conseguia controlar a ansiedade que sentia. Desde criança, ela sempre quis que isso acontecesse de verdade, como nos filmes. E naquela noite, tudo ia se tornar realidade.
- Credo, Ashley. – Camille entrou no quarto com a toalha de banho enrolada no seu corpo e um coque no alto da cabeça prendendo seu cabelo. – Quem te olha assim com o olho cheio de água pensa que você vai casar. 
Ashley rolou os olhos e guardou a fantasia dentro da sacola. 
- É só uma festa de Halloween. – Camille andou até o armário e abriu as portas, procurando por sua roupa íntima. 
- Uma festa de Halloween que eu sempre quis, ok? – Ash pegou a sacola da cama da amiga e andou até a porta, parando no batente – Finalmente eu vou poder sair fantasiada nas ruas e não parecer uma idiota. 
- Isso é verdade. – Cami encarou a amiga – Esse ano não vou precisar implorar de joelhos pra que você fique em casa como um ser humano normal. – Ashley mostrou o dedo do meio e saiu do quarto da amiga, deixando Camille rindo sozinha. 
Ela deixou a sacola num canto qualquer do seu quarto e saiu no instante seguinte, descendo as escadas e indo em direção à sala. Seu estômago adivinhou que ela estava perto da cozinha e roncou, fazendo com que ela mudasse de caminho obrigatoriamente. 
Acendeu a luz da cozinha e aquilo a deixou mais segura. Mesmo morando na casa há alguns meses, a escuridão da noite ainda lhe causava alguns arrepios, ainda mais quando estava sozinha na mansão. Seus pensamentos foram dispersos quando seu celular começou a vibrar em cima do balcão da cozinha. E ela nem se lembrava de ter o deixado lá. 
- Oi, lindo. – ela sorriu imediatamente quando ouviu a resposta de Harry do outro lado da linha. – Eu não tô te entendendo direito. – tirou o aparelho da orelha e viu que estava sem sinal. Correu para a sala a fim de tentar escutar o que Harry falava. Ainda ouvindo somente ruídos, Ash abriu a porta da sala e saiu da mansão, andando pelo gramado em frente à casa. 
- Tá me ouvindo agora? – Harry repetiu pela décima vez e finalmente obteve resposta. 
- Agora sim! E aí, como você tá? – Ash caminhou tranquilamente até a calçada e sentou-se na guia, esticando as pernas. Tinha sorte de morar numa rua tranquila, onde os únicos carros que passavam por ali eram os dos próprios moradores. 
- Tô bem, um pouco cansado... Mas, animado com a festa hoje! – Ash sabia que ele estava mentindo e que o que ele mais queria era ficar em casa assistindo Sherlock.
- Você não precisa ir, Harry... – disse com a voz manhosa, meio que involuntariamente, meio querendo que aquilo o convencesse a ir à festa. 
- Claro que preciso! Acha que vou deixar minha namorada linda sair por aí sozinha? Ainda mais fantasiada de... Do que você disse que vai fantasiada mesmo?
- Eu não disse! – os dois riram ao mesmo tempo – É surpresa, ok? – Ash escutou alguma coisa caindo no jardim e olhou para trás, pronta para repreender Camille por ter jogado, novamente, os seus tênis sujos da janela do quarto. Mas, para sua surpresa, encontrou um Jack o’ Lantern aceso no meio do jardim. 
- Ash? Tá me ouvindo? – Harry falava sozinho na linha enquanto Ash olhava boquiaberta para a abóbora. 
- Harry, eu preciso desligar... – e, sem esperar por uma resposta, encerrou a ligação e guardou o celular no bolso da calça jeans, caminhando até o Jack. Seu coração já estava em disparada e ela sabia que aquilo só poderia ter vindo de um lugar. 
Ashley olhou para cima e a luz do sótão estava acesa. A janela estava aberta e o vento fazia com que a veneziana balançasse um pouco. E, assim que chegou em casa naquela noite, Ash certificou-se de que aquela mesma janela estava bem fechada. 

Camille terminou de fechar seu vestido preto colado no corpo com a maior dificuldade do mundo. Ela já estava cogitando a possibilidade de amarrar uma linha no zíper e tentar puxar pra cima. Com sorte e com muita câimbra no braço, o vestido estava fechado. Agora só faltava a maquiagem, que era o principal, e o sapato. 
Antes que ela pudesse se sentar na penteadeira que tinha comprado naquela semana, ouviu Ashley gritando por seu nome. Ela saiu do quarto rapidamente, quase escorregando nas suas meias finas. Ashley passou por ela como um furacão, correndo como se precisasse muito fazer xixi e o único banheiro disponível no mundo fechasse daqui a trinta segundos. E ela se contorcia como um filhote faminto. 
Camille tirou aquelas comparações da cabeça e foi correndo atrás dela, tentando não cair. Numa situação dessas, nunca passa pela cabeça de ninguém que calçar um sapato pode fazer uma tremenda diferença. 
- Ash? Tá tudo bem? – ela sabia que a resposta era “não, porque nós moramos numa casa mal assombrada”, mas não custava perguntar. 
- Cami... – Ash murmurou o nome da amiga e olhou para trás minimamente – Olha. – indicou a cama que Louis dormiu durante um tempo com a cabeça. Em cima do colchão, uma fantasia de cigana. 
- Que cachorra! Comprou a fantasia que queria e ficou me enganando com aquela outra. – Cami andou até a fantasia e tocou no tecido, percebendo como ele era rico em detalhes. 
- Cami... Eu não comprei essa fantasia. – Ash ainda estava imóvel. 
- Você roubou? – Camille sussurrou, como se estivessem em algum lugar público e a confissão de roubo de Ashley fizesse com que o S.W.A.T. descesse em cordas amarradas no teto para capturá-la. 
- Não, Camille, você não entendeu. - Ash respirou fundo, aproximando-se um pouco da amiga – Quando eu entrei aqui no sótão o vestido já estava aí.
- Ah... – Camille deu alguns passos, ficando um pouco mais longe do vestido – Entendi.
- Entendeu? - Ash olhou um tanto confusa para a amiga, tentando entender o "entendi" um tanto pronunciado de Cami. Ela estendeu tanto o "i" no final, que por alguns segundos, achou que Cami acabaria cantando uma ópera no fim. - Entendeu o quê, Camille?
- A vovó poeira gosta de Halloween! - Cami ergueu ambos os braços, sorrindo abertamente para Ash. - Aposto que essa fantasia é dela!
- O seu humor me assusta. - Ash arregalou os olhos, meneando levemente a cabeça. - Sério.
Mentalmente, Cami fez uma extensa lista de argumentos que pudesse fazer Ash aceitar sua teoria, mas não teve tempo de mencionar nenhum. As luzes da mansão se apagaram num estouro e ambas as garotas deram um grito uníssono, procurando por seus celulares em seus bolsos.
- Cami, acende o abajur! 
- Eu não sei se você percebeu, Ash, mas estamos sem luz!
- Ah, é... – Ash respondeu realmente num tom de surpresa, como se ainda não tivesse caído sua ficha. – Achei meu celular! 
Assim que conseguiu desbloquear a tela de seu celular, Ash ativou a lanterna, iluminando primeiramente os pés de Cami, percebendo que a amiga acabara furando a meia calça que usava. Riu um pouco, mas logo lembrou que estava no sótão, sem luz, com uma fantasia do além e uma amiga que pedia incessantemente para não ver o Gasparzinho de verdade naquela noite. Para incrementar ainda mais aquele momento, Ash jurou, por todo chocolate que existia no mundo, que sentiu alguma coisa tocar seu ombro. E não podia ser Cami, já que ela estava bem na sua frente.
- Eu não sei o que é tudo isso, mas não gosto nem um pouco. – Cami sussurrou quando estendeu a mão para segurar na de Ash, que tremia feito gelatina em meio a um terremoto. Cami e suas comparações únicas. 
- Cami... 
- Não, não, por favor, não! – Cami soltou Ash, tampando os ouvidos e cantarolando infantilmente, porque sabia que não ia gostar de ouvir o que a amiga tinha para dizer. Ela conhecia muito bem aquele tom de voz. Era o tipo não morra de medo, mas tem algo bem assustador acontecendo agora. – Não estou ouvindo você, não estou! 
Ash bufou e rolou os olhos, suspirando de alívio assim que as luzes voltaram a se acender. Pensou que teria de bancar a corajosa e propor a Cami que saíssem do sótão para irem até o gerador de energia, que ficava na casinha ao lado da piscina. Inconscientemente, suspirou de alívio mais uma vez. Depois do sótão, aquele era o segundo lugar que ela menos gostaria de estar no meio de um black out.
- Estamos vivas! – Cami comemorou, passando as mãos pelo rosto, como se quisesse se certificar de que não perdera nenhuma parte dele no meio do apagão momentâneo. 
- Pena que sua meia calça não pode dizer o mesmo. – Ash riu, lembrando-se do fato que registrara em sua mente para o momento em que tudo estivesse menos sombrio. - Se você quiser, pode ir com a... 
Naquele momento, Ash se deu conta de que a fantasia não estava mais no lugar que deveria estar. Trocou um breve olhar com a amiga, e ambas concordaram silenciosamente que estava na hora de sair do sótão. 
Assim que desceram a escada que sempre ficava pendurada no final do corredor, sentiram um aroma agradável de bolo de abóbora invadir o ambiente. Ash preferiu não comentar quando Cami questionou de onde poderia estar vindo aquele cheiro, mas aquele era exatamente o cheiro do bolo que sua avó fazia quando era viva. Desconversou, dizendo que poderia ser da tiazinha que morava ao lado. Sabia que a noite estava apenas começando, mas quanto menos informação do além ela pudesse passar para Cami, melhor. 

Cada uma foi para seu respectivo quarto, e Cami teve que procurar outra meia calça para usar. Seu celular começou a vibrar sobre o criado-mudo, e um sorriso bobo surgiu em seus lábios quando viu o nome de seu namorado piscar no visor. 
- Oi! – Cami praticamente pulava como um filhotinho de beagle prestes a receber um biscoitinho. 
- Oi, minha linda. Que saudades de você!
Cami parou de pular no mesmo instante. A voz do outro lado não era a de Liam. Nem de Niall, que frequentemente lhe passava trotes. Também não era de nenhum dos meninos, e isso provocou calafrios em sua espinha. Aquela voz era tremendamente assustadora. Como a daquele carinha daquele filme de terror... 
Meneou a cabeça, rindo fraco, achando aquilo tudo muito surreal para ser verdade. Se bem que, quem era ela para julgar o que era surreal ou não, sendo que morava numa mansão mal assombrada? Mesmo assim, preferiu pensar que talvez fosse uma brincadeira sem graça de Halloween de algum deles. Tinha de ser.
- Quem é que está falando? – Cami tentou não tremer enquanto falava. Em vão. 
- Não se lembra de mim? – A pessoa do outro lado riu. Cami tremeu. – Tente se lembrar...
Tudo bem, naquele momento ela se lembrou de todos os pesadelos que teve em sua vida, mas não conseguiu associá-los com o suposto dono daquela voz. Se tinha uma coisa que Cami detestava, era ficar curiosa. E, se tinha uma coisa que ela detestava ainda mais, era ficar curiosa e assustada ao mesmo tempo. 
- Olha aqui, eu não sei quem você pensa que você quer ser, mas não vem com esse papinho pra cima de mim não, meu filho. Não é porque hoje é Halloween que você pode ficar passando trote, não! Tá pensando que eu sou o quê?! – Cami disse tudo num fôlego só, sentindo suas orelhas esquentarem. – Vou ligar pro FBI, seu filho de uma... 
- Ei, ei... Tudo bem, eu estava brincando! – O homem riu, e ao fundo, Cami detectou várias outras risadas masculinas. – Sou eu, Paul. Tudo bem, Cami?
Novamente, Cami sentiu suas orelhas esquentarem, mas dessa vez todo o restante de seu rosto também estava fervendo. Mas ao invés de raiva, Cami sentiu-se imensamente envergonhada. 
- Ai meu Deus, por favor, não jogue meu corpo nas profundezas do rio Tâmisa. – Ela suplicou, e as risadas aumentaram. – Ou melhor, joga sim. 
- Que isso, princesa, quer me deixar viúvo antes de nos casarmos? – Dessa vez Liam que falava, e Cami quis beijar seu namorado. E bater nele também. 
- Isso não se faz, Liam Payne! – Cami o repreendeu, mas depois não conseguiu segurar o riso. – Eu deveria te bater até você ficar com essa cara bonitinha toda inchada! 
- Que violenta... Deixa eu adivinhar a sua fantasia... Você está de Vicking? Ou de mulher gato? Não... Deixa eu pensar em algo mais violento...
- Fica quieto. – Ela sorriu, desistindo de procurar alguma meia calça decente no seu guarda-roupa, seguindo para o quarto de Ash. Percebeu que a amiga estava falando com alguém no celular, e esse alguém só podia ser Harry Styles. Rolou os olhos, começando a abrir as gavetas do guarda-roupa dela. – Vocês estão vindo? 
- Na verdade, eu e Harry estamos saindo daqui... As garotinhas ainda não decidiram o que vão vestir.
Cami riu e, sabendo que estava no viva-voz, zombou dos outros garotos, dizendo que estaria esperando pelo namorado no quintal, pois segundo ela, Ash morreria do coração se eles não chegassem logo.

Já no outro quarto, Ash terminava de vestir sua fantasia. Arrancou a etiqueta onde estava escrito “Sexy Evil Queen” e a jogou em um canto qualquer do quarto. Essas lojas de fantasia tinham essa mania de transformar todas as fantasias em sexy. Sexy Vampira. Sexy Branca de Neve. Sexy Mulher Gato. Sexy Faxineira. Sexy Sexy. Ash suspirou e colocou finalmente seus sapatos, se olhando no espelho. Descobriu porque a fantasia vinha com o sexy no começo e achou que seu plano do vestido não ser tão curto não deu muito certo. 
- CAMILLE! – gritou pelo nome da amiga, que entrou no quarto no instante seguinte. – Você é muito rápida. – Camille fechou a porta atrás de si e só então Ash olhou para a amiga e arregalou os olhos. 
- O que foi? – Cami se aproximou e sentou-se na cama da amiga, cruzando as pernas. 
- Como você fez essa maquiagem? – Ash se referia a maquiagem de Caveira Mexicana que Camille havia feito. 
- Dons, meu bem. – piscou e mandou um beijo para a amiga – Enfim, por que o grito? 
- Tô muito puta? – Ash olhou para seu vestido, fazendo careta. Camille analisou por um momento, coçando seu queixo lentamente. 
- Tudo o que sua mãe não se orgulharia e tudo o que o Harry queria. – deu de ombros, vendo que Ash a encarava estática. 
- Não me ajudou em nada, Camille. – respirou fundo, olhando-se uma última vez no espelho. 
- Você tem alternativa. – Cami deixou a frase no ar e Ash entendeu somente pela expressão do rosto da amiga. 
- Nem pensar que eu vou tocar naquele vestido. – Ash apontou o dedo em direção ao sótão – Prefiro ficar banguela e ir fantasiada de, sei lá, de minhoca, do que colocar aquela roupa. 
Camille e Ashley ficaram quietas por um minuto, até que as duas começaram a gargalhar juntas. 
- Você também tá imaginando como seria a fantasia de minhoca? – Cami abanou o rosto para nenhuma lágrima escorrer na sua maquiagem. 
- Pior, eu fico imaginando como eu andaria por aí. – voltaram a rir, precisando deitar na cama de tão fracas que ficaram. 

As duas estavam na sala assistindo The X Factor enquanto esperavam pelos meninos. Camille estava imóvel no sofá porque, segundo sua teoria, ela tinha que poupar qualquer resquício de suor que pudesse sair do seu corpo. Ash sugeriu que ela ficasse dentro da geladeira, mas acabou sendo ignorada. 
Ash não estava muito diferente ao lado dela no sofá. Sua fantasia era um tanto quanto cheia de coisas (ou como Camille havia mencionado: um trio elétrico do Chiclete Com Banana em forma de roupa), e ela encontrou uma exata posição que não amassava o tecido. Vendo de longe, as duas pareciam estátuas de cera. 
- Gente, esse Sam Callahan é muito gostosinho, hein? – Camille comentou, mexendo a cabeça lentamente para olhar Ash. 
- Prefiro aquele outro menininho, o Nicholas. 
- Mas você é uma papa anjo mesmo, hein? – Ash esticou o braço e deu um soco no ombro de Cami, que no momento em que ia revidar, fora interrompida pela campainha. 
E então as duas entraram numa espécie de corrida de lesmas. Como se fossem obesas mórbidas, elas se levantaram quase que em câmera lenta. Quando conseguiram ficar em pé e viram que estavam inteiras, caminharam rapidamente, porém com todo o cuidado do mundo, até a porta. 
E então Miley Cyrus estava parada na varanda mostrando a língua e fazendo twerk em Robin Thicke. 
- Que porra é essa? - Ash foi a primeira a demonstrar alguma reação. Camille ainda estava de boca aberta processando tudo aquilo. 
Louis Tomlinson estava fantasiado de Miley Cyrus, com direito a collant de ursinho e tudo mais. Em pé atrás dele, Zayn estava de Robin Thicke no VMA. 
- Definitivamente vocês ganharam de melhor fantasia do Halloween de todos os tempos. – Camille começou a rir, sendo acompanhada de todos os outros. Os meninos entraram na casa, acompanhados de Niall, Harry e Liam. 
- Sua maquiagem tá muito legal, Cami! – Niall comentou, arrumando seu chapéu. Ele estava fantasiado de Capitão Gancho. Na opinião de Camille, ele nunca chegaria aos pés de Colin O’Donoghue, mas valeu a tentativa.
- Obrigada por reconhecer meu trabalho, capitão. – Camille fez uma reverência, seguida de uma risada. 
- E você está de... Bruxa? – Niall perguntou para Ash, que revirou os olhos e fez sua melhor pose de bruxa má.
- Não uma bruxa qualquer. – Ash pigarreou – Evil Queen, ou se preferir, Madrasta da Branca de Neve – dessa vez, Niall e todos os outros fizeram uma reverência diante dela. – Gostei disso, continuem.
- Ah, por favor! – Camille gritou, estalando o dedo na frente do rosto de Ash, fazendo os outros rirem. Harry aproximou-se de Ash, dizendo alguma coisa para defendê-la que Camille não conseguiu escutar direito. Seus olhos só tinham atenção para o Aladdin na sua frente. 
- Sua maquiagem realmente está linda, mas... – Liam aproximou-se da namorada, segurando seu queixo delicadamente. – É uma pena que eu vou desmanchar ela inteirinha mais tarde. – Cami deu um sorriso envergonhado, olhando para baixo, enquanto Liam dava um beijo delicado no seu pescoço. – E a propósito, você ficou linda. 
- Muito obrigada. – ela passou os braços pelo pescoço dele, aproximando seus corpos – E é covardia você se fantasiar do meu príncipe favorito da Disney. 
- Na verdade, eu tinha tudo planejado... Mas você me aparece com essa maquiagem toda e eu vou ter que adiar meu plano um pouquinho. – Cami franziu as sobrancelhas e Liam murmurou que ela ia entender mais tarde.
Logo ao lado deles, Harry estava fazendo inúmeras reverências diante de Ashley, que não conseguia mais parar de rir. 
- - Por favor, Harry, pode parar já! – ela enxugou uma lágrima no canto do olho e Harry endireitou-se, sorrindo para ela – Que heroica sua fantasia. – Harry colocou o capacete de bombeiro, que completava sua roupa.
- Seu herói. – Harry puxou Ashley pela cintura, girando seu corpo no ar. – Pronto pra apagar seu fogo. – sussurrou no ouvido de Ash, fazendo a garota gargalhar. 
- Ok, isso foi um tanto quanto ruim. – Ash deu um selinho no namorado – Mas valeu a intenção – piscou logo em seguida, dando mais um beijo nele. 
- E então, animada pra ir pedir doces pelas ruas? – Harry segurou em sua mão, indicando a porta com a cabeça. 
- Sim! – Ash saltitou no lugar e nem parecia que a paranoia de não amassar sua roupa existia há alguns minutos. – GENTE, HORA DO DOCE! – ela saiu arrastando Harry pela mão porta afora, não antes de pegar uma cestinha em formato de maçã em cima do bar da mansão. Os cinco restantes na sala ficaram olhando pela porta aberta, onde Ash saía saltitando e cantarolando pela calçada como se fosse uma criança de cinco anos. E Harry ia logo atrás, praticamente entrando no capacete de bombeiro de tanta vergonha. 
- Dá pra desistir? – Louis perguntou ao lado de Camille, que começou a rir. – Que foi? 
- Cara, não dá pra te levar a sério vestido desse jeito! – Liam respondeu por ela, já que ela não conseguia parar de rir, ainda mais que Zayn estava logo atrás dele. 
- Enfim, é melhor nós irmos antes que a Ash fique com todos os doces pra ela ou jogue ovos na casa de alguém. – Niall arrumou seu chapéu com seu “gancho” e saiu na frente, sendo acompanhado pelos outros três. 

-x-

A dois quarteirões da mansão, Ash tocava a campainha da décima segunda casa. Seu baldinho em forma de maçã já estava transbordando de tanto doce e Camille já não aguentava mais andar de salto alto. 
- Liam, me carrega? – ela pediu manhosa, pulando no colo do namorado, que acabou se desequilibrando um pouco, mas conseguiu segurar o peso de Camille. 
- Shiu! Alguém acendeu a luz. – Ash pediu silêncio e só então Niall reparou no local em que estavam parados. Era um casarão velho, um pouco maior do que a mansão e muito, mas muito mais mal cuidado. Raízes de plantas subiam por toda a extensão das paredes da fachada, as janelas do andar de cima estavam com o vidro quebrado e Niall podia jurar que um vulto de uma mulher de cabelos negros apareceu quando ele olhou fixamente para uma das janelas. 
- Er... Louis? – Niall aproximou-se do amigo, cochichando para que só ele escutasse. – Você... 
- Se eu reparei que essa casa é bem mais sinistra que a mansão assombrada da vovó poeira das meninas? – Louis engoliu em seco, passando a mão por seu pescoço – Sim, eu reparei. – os dois se encararam rapidamente, ambos com um semblante assustado. 
- Gente, não é por nada não, mas vocês não acham melhor a gente ir naquela casa toda colorida e bonita logo ali do outro lado da rua? – Cami disse sorrindo amarelo. Ela já tinha descido do colo do Liam e no momento encontrava-se atrás do mesmo, protegendo-se do que quer que pudesse aparecer por ali. 
- Eu acho uma ótima ideia. – Harry e Liam disseram ao mesmo tempo. Como se alguém tivesse escutado o plano de Camille, a porta do casarão abriu-se lentamente, revelando uma luz fraca vinda do lado de dentro. 
- Ash? – Harry chamou pela namorada, que olhava estática para dentro da casa. – Você não ouviu a... 
- Cami! Cami! Olha aquilo ali! – Ash desesperou-se do nada, chamando pela amiga – que estava praticamente pendurada nas costas do Liam – como se sua vida dependesse daquilo. 
- O que foi, Ashley? – Camille esticou o pescoço e olhou de relance para onde Ash não tirava os olhos. E foi então que ela sentiu um arrepio passar por todo seu corpo quando jurou ver a fantasia de cigana que estava no sótão passar rapidamente pela sala daquele casarão. – Meu. Deus. 
- Eu não sei por que, mas tenho a sensação de que não vou querer saber o motivo desse espanto todo. – Harry sussurrou somente para que Zayn ouvisse, segurando firmemente a mão de Ash, que permanecia estática. 
- Mas eu vou! – Zayn respondeu animado, ignorando o pavor nos olhos de Harry e pulando para ficar na frente de Ash, tirando brevemente sua atenção da casa. – O que você viu ali dentro, Emyzinha do meu coração? 
- Eu vi... 
- Ela não sabe o que diz, Zayn, ignore ela! – Niall interveio, afastando Zayn de Ash. – Já comeu muitos doces hoje! 
- É, Zayn, você não sabe como a Ash fica quando ingere glicose demais? – Louis entrou na discussão, recebendo apoio de Liam. – Que nem aquele dia que ela falou que havia formigas de tênis no pão de mel dela! 
- Mas Louis, ela disse isso só pra você não comer o último pão de mel do pacote. – Niall a defendeu, e quando se virou para sorrir para a amiga, percebeu que nem ela, nem Harry estavam mais onde deveriam estar. – AI MEU DEUS. 
Só naquele instante todos se deram conta de que dois de seus amigos haviam sumido. 
- Ela não... – Liam começou, sendo respondido por Cami antes de terminar. 
- Sim, ela entrou. – Cami deixou os ombros caírem, sentindo muita raiva da amiga naquele momento. Às vezes ela achava que Ash não sentia tanto medo daquelas coisas do além quanto costumava dizer, antes de dormir. 
- E nós vamos ir atrás dela, não é? – Niall também estava com raiva de Ash, mas, assim como Cami, também estava muito preocupado. Aquela casa parecia prestes a desmoronar. – Por que não podemos ter uma festa de halloween sem assombrações de verdade? 
A pergunta não era retórica, mas ninguém estava afim de discutir sobre o assunto logo quando estavam prestes a entrar numa casa digna de filme de terror. 
- Preparem suas câmeras, essa é uma edição especial dos Haunted Video Diaries!
- Quando isso tudo acabar, – Cami disse para Liam, apertando seus braços em volta do namorado enquanto subiam os degraus que rangiam da velha casa abandonada – eu juro que vou acabar com a vida da Ash. E do Zayn também. 

- Ash? 
Harry não estava muito confortável com a situação, mas sabia que não podia simplesmente sair correndo pedindo por socorro enquanto sua namorada estava sumida. Enquanto seus amigos dialogavam sobre os efeitos que o açúcar tinha sobre ela, Ash aproveitou o descuido e entrou, obrigando-o a segui-la. Mas, assim que entraram, Harry se distraiu por apenas alguns segundos com uma teia de aranha que grudara em seu cabelo e puff, Ash já não estava mais a vista. 
A casa tinha um aspecto menos assustador ali dentro, mas mesmo assim tinha vestígios nítidos de que ninguém habitava aquela casa há alguns anos. Num momento de devaneio, se lembrou de que a mansão parecia exatamente daquela maneira, há muitos meses atrás. Um sorriso de canto surgiu em seu lábio quando se lembrou do primeiro momento em que pôs os olhos em Ash. E todo o pensamento, por mais alegre que fosse, não o ajudaria a encontrar a namorada agora. 
- Ash? Pelo amor de Deus, isso não é hora de fazer essas brincadeiras... – Harry sussurrava como se estivesse com medo de despertar alguma coisa na casa. 
Ele adentrou um pouco mais o casarão, escutando a madeira do chão ranger a cada vez que ele dava um passo. Harry olhou ao seu redor e reparou que ao seu lado direito havia uma sala, a qual a entrada estava encoberta com algumas teias de aranha. Ao seu lado esquerdo havia uma cozinha, que parecia ainda mais escura do que onde se encontrava. Na sua frente, uma escada gigantesca que o levaria para o desconhecido. E, conhecendo Ash, tinha certeza que ela havia subido aqueles degraus. 
Pegou o celular do bolso e acendeu a lanterna. Harry nunca fora tão grato à tecnologia como estava sendo agora. Ao iluminar os primeiros degraus, percebeu que havia pegadas de salto alto em meio a poeira. 
- Ash! – tentou sussurrar o mais alto que conseguiu, se é que isso era possível. Não obteve nenhuma resposta, então resolveu seguir o mesmo caminho que as pegadas indicavam. Conforme subia, o cheiro de mofo aumentava e os seus batimentos também. Sabia que naquele momento, talvez Ash estivesse em apuros e precisasse de um homem para ajudá-la. Mas Harry também precisava de um homem para ajudá-lo naquele momento. 
Assim que chegou ao topo da escada, olhou ao seu redor novamente. Dois corredores, um de cada lado, provavelmente o levariam para mais cômodos obscuros. Por um segundo quase se esqueceu das pegadas, mas lembrou-se a tempo de iluminar o chão e ver que Ash havia ido para o lado direito. Fez o sinal da cruz e avançou o mais rápido que conseguiu. As pegadas acabaram o levando até o último cômodo do corredor. Uma porta estava entreaberta e a luz da rua iluminava um pouco o local. Harry diminuiu seus passos e tentou chamar o nome da namorada novamente, mas sua voz não saiu devido a sua garganta estar seca. 
“Coragem, Styles, coragem!” disse para si mesmo. “Ou você quer deixar a Ash viúva antes de casar com ela?”
Harry engoliu em seco e umedeceu os lábios, indo em direção ao tal cômodo. A janela estava aberta e, assim que ele colocou o pé direito dentro do local, um vento forte fez a veneziana bater no batente. Ele prendeu um grito e respirou fundo, dando mais um passo. Quando já estava no meio do assoalho, percebeu que estava dentro de um antigo escritório. Uma mesa grande de madeira estava perto da janela, com vários papeis e livros em cima, como se alguém tivesse saído correndo e nunca mais voltado. Harry ergueu a luz da lanterna em direção ao móvel para iluminar mais. Resolveu girar em torno de si para ver todo o local iluminado. Passo a passo, Harry foi virando lentamente, reparando no papel de parede velho e descascado. Ele tinha a sensação que havia alguém atrás dele, mas sempre que iluminava mais uma parte do escritório, só encontrava coisa velha. 
Ele estava prestes a terminar de girar em torno de si quando sentiu um vento quente no seu pescoço. Harry achou que não era possível sentir tanto medo assim na vida. Virou-se lentamente e deixou o celular cair no chão quando viu a silhueta de uma mulher com os cabelos na frente do rosto. Ele deu alguns passos cambaleantes para trás e tampou os olhos com as mãos. Ia começar a gritar por socorro quando escutou uma gargalhada conhecida. Harry abriu os olhos lentamente e deparou-se com Ash se contorcendo de dar risada e arrumando o cabelo de volta no lugar ao mesmo tempo. Ele nunca se sentira tão aliviado e assustado ao mesmo tempo. 
- Porra, Ashley! – Harry conseguiu dizer – Quase me matou do coração! 
A garota controlou o riso e aproximou-se dele, envolvendo o seu pescoço com suas mãos. 
- Bú! – disse baixinho, beijando a bochecha do namorado. – Desculpa, não resisti. – Harry queria ficar bravo com ela, mas não resistia ao vê-la sorrindo daquele jeito e ainda mais tão próxima. 
- Terá volta, ok? – Harry abraçou Ashley com mais força, beijando-a calmamente. – Hum... A gente se beijando aqui nesse quarto todo sinistro... 
- E o que é que tem, Harry? – Ash cortou o beijo e o encarou. 
- Tive umas ideias... – Harry a olhou maliciosamente e a encostou em uma das paredes velhas do casarão. 
- Por mais que o fato de estar sozinha aqui com você me agrade, - Ash beijou o pescoço do namorado – eu preciso te mostrar umas coisas que achei. – ela empurrou Harry levemente, puxando-o pela mão em direção à mesa. 
- A gente precisa ter uma conversa séria sobre esse seu espírito de aventureira. – Ash deu risada, pegando alguns papeis da mesa que, iluminados pela luz da rua, pareciam fotos. Harry pegou seu celular do chão e iluminou as fotos na mão de Ashley. 
- Olha, essa daqui é minha avó. – Ash mostrou uma fotografia embolorada, onde sua avó sorria para a foto junto com mais algumas pessoas. – E eu reparei que essa mulher aqui, está em quase todas as fotos, olha – Harry pegou as fotos da mão da garota e as olhou com cuidado. 
- Essa daqui é a sua avó também, não é? – ele indicou uma fotografia em que a senhora estava usando uma fantasia de cigana e a mulher uma fantasia de bruxa. 
- Sim, e essa fantasia apareceu hoje à noite mais cedo no sótão. – Harry largou as fotos na mesa e passou a mão pelo rosto, tirando o seu capacete de bombeiro. - Não é melhor a gente ir embora daqui? – Harry sugeriu, olhando ao redor. 
- Mas eu queria saber quem é essa mulher. 
- Às vezes ela é somente uma vizinha amiga. Minha mãe tem um monte de vizinha assim. – Harry tentou confortar Ashley, que não parecia muito convencida a ir embora. – Olha, a gente pode perguntar pra algumas pessoas amanhã de manhã, ok? – Ash o encarou por alguns segundos e concordou com a cabeça. Ela pegou duas fotos de cima da mesa e pediu para Harry as guardar no seu bolso. 
- Eu não tenho tantos registros da minha avó como essa mulher tinha, então acho que ela não se importaria de eu levar essas duas, não é? - ele não estava muito feliz com isso, mas no momento fazia de tudo para sair daquele lugar. Concordou minimamente e Ash suspirou. - Ok, vamos procurar pelos outros. – Ash segurou na mão dele e saíram do quarto juntos. 

Camille e Liam entraram na casa logo depois de Zayn, que sumiu na escuridão em instantes. Eles repararam em uma coisa que Harry não conseguiu enxergar quando passara por ali. Ao fundo, logo atrás da escada, havia uma grande porta de vidro aberta pela metade. 
- Liam... – Camille fora a primeira a ver, apontando em direção ao local. Liam analisou o lugar e passou pela sua cabeça que talvez algum de seus amigos pudesse ter aberto aquela porta. 
- Vamos lá ver. – ele segurou na mão da namorada e seguiu em direção àquela porta. Conforme se aproximavam, foram percebendo que se tratava de um jardim completamente abandonado, bem pior do que o da mansão. 
Liam iluminou o local com a lanterna do celular e os dois ficaram sem reação. A piscina era gigantesca, mas toda a sua proporção estava coberta de musgo, lama e lixo. As cadeiras de tomar sol estavam todas destruídas, como se fossem vítimas de um tornado. Duas árvores grandes estavam fincadas nas extremidades do jardim, porém estavam velhas e com as raízes quebrando o piso entorno da piscina. Havia uma fonte de pedras ao lado esquerdo deles, encoberta de lixo. Ao lado direito, a casa da piscina estava completamente destruída. 
- Meu Deus... – Camille murmurou depois de um tempo – Esse lugar deveria ser lindo. 
- Mas agora está todo destruído. – Liam iluminou a piscina mais uma vez – Parece vestígio de uma catástrofe natural... 
- Imagina passar um dia de sol aqui... – Cami comentou, suspirando em seguida. 
- Você sente falta do Brasil. – não era uma pergunta, era uma afirmação e isso fez com que Camille olhasse surpresa para o namorado. Ela não estava esperando por isso uma hora dessas. 
- Sinto... – ela desviou o olhar do dele por um instante – Mas eu construí uma nova vida aqui, com novas pessoas... – eles se olharam – Com você. 
Liam segurou o rosto dela delicadamente, beijando seus lábios. Quando ele ia continuar o assunto, Harry o pegou pelo colo e o afastou de Camille. 
- Surpresa! – Ash abriu os braços e Cami a abraçou. 
- Me promete que você não vai mais entrar em casarões assombrados esse ano? – ela pediu e Ash deu risada. 
- Prometo, chega de aventuras desse tipo. – ela olhou sugestivamente para Harry, que sorriu de volta. 
- Cadê os outros? – Liam perguntou e todos se olharam. – Era o que eu imaginava. – ele passou a mão pelos cabelos e suspirou. 
- Vamos olhar na cozinha. – Ash sugeriu, guiando todos de volta para dentro da casa. 
Assim que chegaram na cozinha, trombaram com Zayn saindo da mesma. 
- Hey! Achei vocês! – ele disse animado. Zayn parecia ser o único que não estava abalado com a situação. – Vocês não vão acreditar nos vídeos irados que eu filmei! – Zayn ergueu a mão para fazer hi-five com Harry, que apenas chacoalhou a cabeça em reprovação. – Idiota. 
- Cadê o Niall e o Louis? – Liam perguntou e novamente eles se entreolharam – Nem sei por que eu pergunto ainda. – suspirou, ganhando um selinho de Camille. 
- Vamos procurar naquela sala ali. – Cami indicou a sala que ficava de frente pra cozinha e, assim que deram os primeiros passos, escutaram o barulho de alguma coisa caindo lá dentro. – Quem vai na frente? – a garota foi parar atrás do namorado e Zayn revirou os olhos, seguindo para a sala. Os outros quatro o seguiram, sentindo toda aquela aflição de novo. 
- Harry, liga a luz do celular. – Ash pediu sussurrando e Camille pediu pra ela fazer silêncio. 
- Harry, espera. – ela pediu – Escutem. 
Então eles começaram a prestar atenção e escutaram vozes vindas daquele cômodo. Como a sala era muito grande e estava muito escuro, eles precisaram apurar o sentido da audição pra entender o que estava sendo dito. 
- Na outra vida eu quero ser vendedor de sorvete. – conseguiram decifrar uma frase. 
- Cara, que ideia insana entrar em um casarão assombrado. Se a gente sair vivo dessa eu juro que nunca mais vou consumir álcool ou fazer alguma coisa contra a lei. – aos poucos foram percebendo que conheciam aquelas vozes. Harry olhou pelo local e viu a silhueta de duas pessoas perto da janela. Iluminou o local com seu celular e, como se já adivinhasse, Louis e Niall estavam abraçados em pé ao lado da janela. 
- Que cena mais romântica, gente! – Zayn aproveitou pra tirar uma foto, gargalhando logo em seguida. 
Louis e Niall entreolharam-se e perceberam a situação em que se encontravam. Separaram-se imediatamente e pigarrearam, aproximando-se dos seus outros amigos. 
- Vocês nunca mais façam isso, ok? – Niall pediu baixinho, sendo abraçado por Camille. 
- Prometam. – Louis estendeu seu dedinho e Niall fez o mesmo. Todos se olharam e sorriram, entrelaçando seus dedos mindinhos em uma promessa conjunta. 
- Tá, agora vamos sair logo daqui que já perdeu a graça. – Liam disse, puxando Camille pela mão para fora da casa. 

Assim que saíram, deram uma última olhada no casarão. Ash pensava em quem poderia ter morado ali que era tão próxima de sua avó. Harry olhava para Ash e sabia exatamente o que ela pensava. Camille e Liam estavam abraçados, fazendo planos para mais tarde. Louis reclamava de fome e Zayn assistia aos vídeos que tinha gravado dentro do casarão. Niall fora o único que teve a ideia mais sensata de toda a noite. 
- Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas a gente tem uma festa pra ir, lembram? – ele esfregou as mãos uma na outra e sorriu para seus amigos. 
- Boa ideia, Horan. – Cami fez um joinha pra ele com a mão. – Vamos no carro de quem? 
- No meu e no do Louis. – Harry respondeu, abraçando a namorada pela cintura. – Sabe como é, não foi muito legal a experiência de ir espremido no carro do Niall. 
- Eu achei confortável. – Niall deu de ombros, recebendo um peteleco de Liam. 
- Por que você estava dirigindo, né! – Harry retrucou, rindo em seguida. Os sete caminhavam em direção à mansão das meninas, rindo e conversando sobre a última festa que foram. Ash olhou para Harry contando uma história super empolgado e sorriu por vê-lo assim e por tê-lo tão perto de si. Um vento gelado soprou e a garota abraçou os próprios braços sentindo um arrepio. Como se alguma coisa dissesse para ela olhar para trás, Ash virou o pescoço em direção ao casarão que haviam acabado de sair. Ela piscou algumas vezes e quase tropeçou, sentindo sua respiração ficar falha. Harry a olhou e franziu as sobrancelhas. 
- Tá tudo bem, Ash? – perguntou, vendo a namorada sorrir. 
- Tá, tá tudo sim. – ela achou melhor responder de forma simples. Harry já tinha se assustado o suficiente hoje e ela não sabia ao certo o que vira. Mas alguma coisa dizia para Ash que, logo quando ela olhou para a janela do casarão, havia visto o vulto de sua avó fantasiada de cigana, apagando a luz do antigo escritório onde havia achado as fotos. 
 


Notas Finais


E aí, gostaram?
Espero que sim!

Postarei mais capítulos hoje! Então, até o próximo!

Um beijão!

~Jhe


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