História Directs para Chanyeol - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chanbaek, Directs, Instagram, Kaisoo, Sebaek
Exibições 3.472
Palavras 5.948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie, gente!!!
Dei uma demorada, né? Pois é. Estava finalizando meu TCC (finalmente acabou a parte escrita. Uhul). Agora estou na semana de provas do meu último período da faculdade. Olha que brabo hahah
Esse capítulo foi escrito de pouquinho em pouquinho, cada dia era uma parte. Foi o jeito que encontrei. Para a felicidade de vocês, essa é a única história do qual eu não estou travada. :')
Enfim, queria agradecer a todas as mensagens de apoio do capítulo passado! Vocês são demais mesmo!! <3<3 Obrigada!
Agora vamos ao que interessa. Não reli e nem revisei, então deve estar cheiaaa de erros.
Boa leitura <3

Capítulo 8 - Meu pôster ganhou vida


Fanfic / Fanfiction Directs para Chanyeol - Capítulo 8 - Meu pôster ganhou vida

 

Eu tinha imposto a Chanyeol uma condição: eu só iria para o Havaí se Kyungsoo fosse comigo. Falei que só me sentiria à vontade de verdade se ele fosse comigo. O que era um fato. Mesmo achando que isso pode ter magoado Chanyeol de alguma forma. Ora, eu iria para um lugar distante e diferente, com pessoas que só conheço por entrevistas. Eu precisava de alguém de casa para me sentir mais confortável. Acho que Chanyeol entendeu isso.

Agora nos falávamos pelo Kakao Talk. Ele usava sua conta fake – ou seria privada? – para não correr o risco de ser hackeado.

Na segunda-feira de manhã, quando retornamos para Ulsan, recebi uma mensagem de Chanyeol. Foi apenas um “chegou bem?” que desencadeou no meu pedido sobre Kyungsoo. Desde então Chanyeol me manda mensagem de hora em hora. Ele estava no ensaio fotográfico de alguma revista de moda e mesmo assim encontrava tempo para mim.

“Você acharia engraçado esses tipos de ensaios.”, ele me mandou às seis da tarde.

“Por quê?”

“Bem, temos que fazer caras e bocas e poses engraçadas. Podemos sair sexys nas fotos, mas na prática é meio constrangedor Kkkkk.”

Se eu não fosse idiota teria dito ao Chanyeol o quanto ele fica sexy quando posa para essas revistas de moda.

“Deve ser mesmo constrangedor. Mas você está acostumado, não é?”

“Sim, mas ainda morro de rir quando é a vez dos outros fazerem as poses. O JunMyeon hyung faz sempre as mesmas sequências de poses, já reparou?”

“Confesso que não reparo muito nas poses. Eu fico babando nas fotos deles.”

Só depois de enviar que notei o que tinha dito. Eu acabara de expor minha “tara” por JunMyeon, o amigo dele. Se fossem pessoas “normais”, isso seria inaceitável. Mas, poxa, eles eram meus idols.

“Eu estaria morrendo de ciúme se ele não fosse o seu ídolo.”

Então ele me entendia?

Droga, eu estava sendo tão ridículo. Estava agindo como um fã alienado. Isso poderia espantá-lo. Chanyeol já tem fãs demais. Eu preciso ser mais que um fã. Preciso ser seu namorado, mesmo que ainda não o seja oficialmente.

“Me desculpe. Eu acho o JunMyeon lindo, mas só você que toca o meu coração. Ele é um ídolo, e você é mais que isso.”

Chanyeol respondeu rápido. Deduzi que ele estava tendo uma folga.

“Não se desculpe, amor. Eu entendo. Meu coração bateu só de ler isso. Quer dizer que você me considera mesmo algo mais que seu ídolo?”

Deus... ele queria que eu admitisse.

“Sim. Eu sou apaixonado por você, como bem sabe. Eu repetia isso todo dia pelo Direct. Kkkkk”

“Posso te considerar meu namorado?”

Ai, céus. Por que ele tinha que ser tão direto? Está parecendo o Sehun...

Sehun...

O que eu diria para ele?

“Antes de confirmar isso eu preciso me resolver com o Sehun. Eu não posso ser sacana com quem foi tão legal comigo. Você entende?”

“Sim, eu entendo. Mas resolva isso o mais rápido possível. Eu fico angustiado em saber que a qualquer momento ele pode te beijar.”

Me coloquei no lugar de Chanyeol e entendi sua angustia. Durante tanto tempo eu fui só dele, fui um garoto completamente desligado do mundo dos relacionamentos e me dedicava ao meu namoro virtual, que para ele era real. E do nada eu estou beijando um garoto diferente e lhe contando tudo que eu sentia com ele. Deve ter sido dolorido para Chanyeol ler tudo que escrevi.

“Eu vou evitar qualquer contato físico com ele, pode deixar. Agora que sei que nosso namoro foi, de certa forma, real, eu só quero poder vivenciá-lo.”

Lágrimas começaram a escapar dos meus olhos. Eu sei, sou um bobo emocional.

”Obrigado por ser sincero, Baekhyun. Isso é muito raro no meio em que vivo, por isso te admiro tanto. E você também é o garoto mais lindo que eu já vi. E olha que conheço muitos garotos lindos ><”

ELE QUER ME MATAR!

“Estou começando a achar que sou mesmo bonito.”

“Pode ter certeza, meu amor.”

Depois da última mensagem, Chanyeol desapareceu e eu voltei ao trabalho.

 

~~ * ~~

 

Kyungsoo não parava de falar sobre a tal viagem que faríamos ao Havaí. Eu não estava muito confiante porque ainda não tinha a permissão dos meus pais. Eu não gosto de cantar vitória antes do tempo, mas ele não. Já estava até pensando no que levaria na mala.

“Vai ser complicado explicar ao Jongin.”, ele me mandou quando eu estava me aprontando para dormir.

“Vai mesmo, ele vai ficar muito puto. Eu estava pensando nisso ainda agora. Não sei como contar :(“

“Eu também não sei. Teremos que fazer isso juntos. Podemos tentar agradá-lo com um doce ou um bolo, sei lá.”

“Acho que seria melhor você agradá-lo com sexo kkkk Faz antes de contarmos e depois também.”

“Boa ideia, Hahaha! Não será sacrifício algum. Vou me encontrar com ele amanhã e fazer o serviço, à noite nós contamos a ele tudo.”

“Perfeito.”

Minimizei a conversa. Como meu sono não chegava por motivos de ansiedade, eu resolvi olhar os sites de notícias sobre K-Pop. Eu queria saber se estavam falando sobre a viagem do Exordium ao Havaí. Vadiei por vários sites, então resolvi entrar no Twitter. Olhei nas fanbases do Exordium e havia apenas notícias sobre suas promoções com revistas e programas de variedades.

Eu estava prestes a sair do Twitter quando vejo o Retweet de uma fanbase não muito popular. Eu ignoraria se o tweet não tivesse me chamado a atenção.

Fonte anônima revela alguns detalhes sobre o passado de Park Chanyeol (Exordium).

Mesmo sabendo que tinha 98% de chance de se tratar de um falso boato, eu resolvi ler.

O link me direcionou a uma postagem de um Blog sobre o Exordium.

Fonte anônima revela alguns detalhes sobre o passado de Park Chanyeol (Exordium).

Você deve estar pensando: Mais um boato sensacionalista. Como podem saber sobre o passado do Chanyeol?

Bem, não é segredo para ninguém que a infância do Superstar Park Chanyeol foi um tanto difícil. Um garoto do interior de Ulsan que perdeu seus pais muito cedo e foi parar em um orfanato. Triste, não? Não imaginamos como deve ter sido difícil e o que ele enfrentou para estar no topo dos artistas mais populares do país – e há quem diga do continente.

Nossa fonte, no entanto, nos esclareceu alguns detalhes sobre esse passado que Chanyeol nunca contou direito. Por que confiamos nessa fonte? Simplesmente por se tratar de alguém que esteve no mesmo orfanato em que Chanyeol viveu por quase 10 anos. Ele nos conta uma história totalmente diferente da que foi nos passada por Chanyeol/sua empresa.

Segundo o Sr. Hyo (nome fictício para preservar sua identidade), Chanyeol chegou ao orfanato acompanhado de uma assistente social. O garoto tinha acabado de levar alta do hospital depois de se recuperar de diversos hematomas e um braço quebrado. Ele apresentava um quadro de anemia e desnutrição que aos poucos foi curando. Era notável para o Sr. Hyo e os demais funcionários do orfanato que o menino tinha passado por maus bocados só de olhar para ele. Sua ficha, no entanto, era ainda mais perturbadora que sua aparência. Nela dizia que a mãe de Chanyeol tinha fugido de casa quando o filho ainda tinha 8 anos. Depois de diversas queixas à polícia por agressão, a mulher não suportou mais e fugiu com outro homem. Ela então deixou seus filhos aos cuidados de seu agressor. Sim, você leu certo. Chanyeol tinha um irmão. Por se tratar de um assunto confidencial da polícia, não havia muitas informações sobre o segundo filho da família Park na ficha. Não tinha um nome ou idade, mas ele era dado como desaparecido. Quando perguntado a Chanyeol, ele não sabia responder.

Como podemos ver, ao contrário da história contada, os pais de Chanyeol não estão mortos. Sua mãe sumiu no mundo, e o seu pai foi preso depois de agredir até a morte um homem no bar onde frequentava. E, segundo a assistente social que era uma velha conhecida do Sr. Hyo, ele também era suspeito pelo desaparecimento de seu outro filho e pelas agressões a Chanyeol. Nada foi comprovado porque Chanyeol nunca abriu a boca.

É uma história muito complicada e pesada como a de uma novela. Sei que receberemos críticas por postar isso, mas eu realmente acredito que tudo seja verdade. E também acredito que é uma história que precisa de solução. As perguntas estão no ar: O que houve com a mãe de Chanyeol? Seu pai continua preso? Quem é o segundo filho da família Park? Ele está vivo? Foi encontrado? E como Chanyeol lida com essa barra?

Caros leitores, nós aqui do blog prometemos investigar melhor esse assunto e conseguir mais provas com o Sr. Hyo. Espero que em breve eu escreva um artigo oficial e que isso possa, de alguma forma, ajudar o nosso querido Chanyeol a superar o seu passado. Ele e nós precisamos de esclarecimentos.

Eu li todo o texto com lágrimas nos olhos. Não porque eu acreditava, mas porque eu imaginei Chanyeol passando por aquilo tudo. A raiva veio em seguida. Fiquei indignado por inventarem tamanha mentira suja. Como isso poderia ajudar o Chanyeol? Uma mentira dessas só sujaria a sua imagem. Pai preso, mãe desnaturada que o deixou nas mãos de um agressor, irmão desaparecido... Mas que ultraje!

Até pensei em enviar para Chanyeol, mas logo percebi que isso o faria mal. Eu não queria que ele se preocupasse com um boato tão idiota.

Fechei a página e torci para que ninguém mais compartilhasse aquilo.

 

~~ * ~~

 

Eu estava tão nervoso que minha cabeça não parava de doer. Hoje era o dia em que Chanyeol apareceria na minha casa para convencer os meus pais. Seria incrivelmente surreal ver a sua figura na minha humilde casa. Eu tinha dito aos meus pais que receberia um novo amigo para jantar e que ele queria se apresentar a eles. Minha mãe faria uma comida caprichada, mas sei que ela vai me bater depois por ela não ter podido se preparar melhor para receber uma pessoa tão famosa.

Trabalhei o dia todo disperso e quase cortei meu dedo três vezes. Kyungsoo, por outro lado, estava bem animado. Não parava de sorrir. Ele também participaria do jantar e me ajudaria a não pirar de novo quando eu visse Chanyeol. Sim, porque até agora eu ainda não acredito no que está acontecendo.

Às cinco e meia da tarde Chanyeol me mandou uma mensagem que só me deixou mais nervoso:

“Amor, já estou em Ulsan. Será um problema eu chegar mais cedo? Não achei que fosse chegar tão rápido.”

Eu já queria chorar!

“Pode, claro. Mas ainda estamos no Mercado Mansu, não tem nada pronto lá em casa.”

“Então o que acha de darmos um passeio de carro enquanto sua mãe prepara o jantar?”

Era uma ótima ideia. Minha mãe detestava ter que deixar sua visita esperando por comida.

“Acho ótimo. Vai me pegar aqui? Ainda sabe como chegar?”

“Eu nunca esqueceria. Ainda conheço muito bem essa cidade kkk Chego aí em 20 minutos.”

 

~~ * ~~

 

E lá estava eu todo trêmulo de novo e com cheiro de peixe. O carrão vermelho de Chanyeol estacionou em frente ao Mercado, ele me pediu para entrar porque não queria arriscar a sair. Quando entrei no carro e dei de cara com ele... Céus. Me controlei para não chorar de novo.

Ele estava tão lindo com uma jaqueta de couro cor de vinho e cabelos negros meio bagunçados. Não usava maquiagem e ainda assim parecia perfeito. Tinha apenas algumas manchinhas de espinha que não alteravam em nada sua beleza. E ele me abraçou tão apertado...

– Que saudade! – ele disse com a voz carregada de emoção.

– Eu ainda acho que estou sonhando – contei. Chanyeol voltou ao seu lugar e me encarou.

– Entendo de verdade o que está passando. Mas, por favor, não aja comigo formalmente. Quero conhecer o meu Baekkie, o menino que me contava tudo todos os dias.

Como eu sou idiota. Eu tinha prometido a ele que agiria normalmente.

– Me desculpe. É que você é tão bonito que me deixa desnorteado.

Ele sorriu e, com um pouco de hesitação, pegou a minha mão e entrelaçou nossos dedos.

– Faço das suas palavras as minhas. – Suas bochechas subitamente ganharam um tom rubro. – Eu queria te dar um beijo agora... Será que eu posso?

Beijos de Chanyeol eram perigosos. Eles me deixavam extremamente excitados. Mas seria falta de educação recusar, certo?

Por que diabos eu iria recusar um beijo daquele homem?

– P-pode...

Chanyeol fechou os olhos e foi se aproximando. Seus braços compridos me envolveram com delicadeza, como se eu fosse quebrar. Então senti os lábios dele nos meus e... gemi. Ai, eu gemi porque sou muito fraco. Me senti envergonhado porque Chanyeol, mesmo com os lábios grudados nos meus, riu.

O beijo foi breve porque eu o afastei. Queria enfiar minha cara num buraco.

– Me desculpe – ele pediu com um ar de riso. – Você tem reações diferentes a um simples beijo.

– Diferente quer dizer idiota?

– Não, quer dizer que eu gostei. E eu gostei porque parece que te causo sensações fortes, não é?

– Claro. Você não é só o cara por quem eu sempre fui apaixonado, você é lindo e muito, muito quente. Se eu fico gemendo com um beijo, imagine se...

Me contive. É isso que dá eu agir normalmente. Só falo merda.

– Se estiver falando de sexo, isso é muito normal. E realmente será uma coisa de louco, porque você me fez ter orgasmos muito fortes somente me mostrando suas fotos.

Eu quis morrer de tanta vergonha, meu rosto pareceu literalmente queimar.

– Ai, meu Deus – lamentei. – Não me lembre dos nudes.

– Por quê? – ele ficou sério. – É uma intimidade nossa, esqueceu? Eu te acompanhava no sexo virtual que fazíamos. Eu me tocava lendo o que me escrevia e vendo o que me mandava.

EU QUERO MORRER!

Tive que virar minha cara para a janela porque não consegui sustentar o olhar analítico dele sobre mim.

– Baekkie...

Ele segurou o meu ombro e tentou me virar. Mas eu não conseguia olhar para ele. Poxa, ele tinha visto tudo... eu nu, eu me masturbando, eu me dedando e gemendo o nome dele. Puta merda.

– Onde vamos? – eu tentei mudar de assunto.

– Olha para mim, Baekhyun... por favor. Eu não quero que tenha vergonha da nossa intimidade.

Tentei olhar para ele, mas ele sorriu e eu virei o rosto de novo.

– N-não é momento de falarmos sobre isso. Onde vamos?

– Amor...

Chanyeol me puxou pela cintura e só não nos encaixamos um no outro porque o freio de mão não deixava. Ele pôs o queixo sobre o meu ombro e depositou um breve beijo ali.

– Apesar de todas as dificuldades – ele disse -, me considero seu namorado. Nada tira isso da minha cabeça. E como seu namorado eu fico chateado em saber que você tem vergonha de mim. Não precisa parar de me beijar só porque gemeu. Eu gosto disso, eu juro.

Quem me dera que o gemido fosse o problema. O problema foi a quantidade de pornografia amadora feita por mim que eu tinha lhe enviado. Eu tinha até mesmo escrito um conto erótico incestuoso onde ele era o meu irmão mais velho e fazíamos sexo no quarto dos meus pais com direito a diálogos do tipo “vou meter até você engravidar”. É POR ISSO QUE EU QUERO MORRER!!

– Está tudo bem, Chanyeol – eu alisei suas costas para que ele soubesse que estava mesmo tudo bem. – Só não vamos falar sobre os meus nudes agora.

– Eu amo os seus nudes, amo tudo que me mandou. Você não tem noção de como eu ficava feliz ao receber algo seu – ele se afastou para poder me olhar e segurou os meu rosto com suas mãos enormes para que eu não virasse para a janela. – No nosso último comeback eu estava muito cansado, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Mas no dia em que fomos gravar o MV eu estava radiante porque na noite anterior você tinha me mandado fotos do seu corpo e um conto erótico que me fez gozar duas vezes no banho.

– Me dá um tiro na testa... – tentei virar meu rosto, mas ele me segurava com firmeza.

– Não, Baekhyun. Não entendeu que isso me fez muito bem? Me fez relaxar e ter um momento de prazer durante uma época muito turbulenta e cansativa. Você tem o poder de me fazer escapar do mundo, entende?

E lá estava a minha vontade de chorar que foi felizmente reprimida.

– Você também me fazia fugir do mundo.

– Sim. Fizemos bem um ao outro. Então, por favor, não se envergonhe de nada.

Suspirei.

– Vou tentar.

Veio um beijo no segundo seguinte. Apenas um selar que quase me fez gemer outra vez.

 

~~ * ~~

 

Tínhamos dado uma volta pelo centro da cidade, mas não saímos do carro. Não podíamos ser vistos. Não por medo de boatos, mas porque atrairia um monte de fãs.

Era quase oito horas quando minha mão me mandou uma mensagem avisando que eu já poderia voltar para casa com meu amigo. O jantar estava pronto e meu pai tinha permitido que meu “amigo” dormisse conosco.

Chanyeol estacionou o carro no quintal da minha casa e caminhou de mãos dadas comigo até a sala. Eu me senti tão emocionado. Parecíamos mesmo um casal de namorados. Tão, mas tão surreal!

Kyungsoo estava esparramado no meu sofá, assistindo TV. Meu pai e minha mãe estavam arrumando a mesa tão distraídos que não nos notou chegando. Kyungsoo, por outro lado, deu um pulo do sofá e veio até nós.

– Que prazer te rever, Chanyeol! – mesmo que tentasse não dar vacilo, era notável sua euforia.

– O prazer é meu.

Eles trocaram uma reverência.

– O Baekhyun só vai viajar se eu for – ele falou na cara dura. – Está sabendo, né?

– Claro, claro – ele sorriu, me puxando pelos ombros para mais perto de si. – Será um prazer tê-lo conosco na viagem.

– Legal! – seu sorriso ia de orelha a orelha. – E está tudo certo? Porque eu preciso convencer a minha tia ainda.

– Sim, está tudo certo. Se quiser, posso te ajudar a convencer a sua tia.

– Isso seria incrível! Minha tia é mu...

Ouviu-se então o barulho de um prato se despedaçando no chão. Minha mãe estava ao lado do sofá encarando Chanyeol com olhos esbugalhados. Ela o conhecia, é claro. Minha parede estava coberta de fotos dele.

– O-o  que é isso?

Além de Kyungsoo, minha mãe também me faria passar vergonha.

– Não é isso, é ele. – Engoli em seco antes de conduzir Chanyeol até ela. – Esse é Park Chanyeol.

Meu pai, que vinha logo atrás, parou no meio do caminho quando viu Chanyeol.

– Chanyeol? – ela repetiu. – O garoto dos pôsters? O cantor do grupo Exordium?

– Sim.

– Mas como...

Minha mãe ficou sem palavras, teve que se sentar no sofá de tamanho susto que levou.

Eu não queria mentir para os meus pais, mas foi necessário. Como eu poderia explicar que eu mandava mensagens alucinadas no Instagram e ele lia tudo? Como explicar a paixão dele por mim? Não que eles fossem me julgar, mas eu sentia vergonha. Então eu disse que no Fanmeeting eu tinha ganhado uma promoção, onde pude ficar algumas horas com Chanyeol no camarim e ainda ganhei uma viagem para o Havaí com direito a acompanhante. Meus pais são muito ingênuos, acreditaram e não fizeram muitas perguntas.

O jantar ocorreu normalmente, o que eu não esperava. Meus pais faziam perguntas “normais” para Chanyeol. Não exploraram muito sua vida artística, faziam perguntas sobre sua vida em Ulsan e Chanyeol respondia com a maior boa vontade. Eles também não foram invasivos a ponto de perguntar sobre sua família. Afinal, minha mãe sabia que Chanyeol é órfão.

– E o Minseok? – minha mãe perguntou. – Ele também vai estar nessa viagem?

Lancei para ela um olhar de reprovação que foi totalmente ignorado.

– Sim, vamos todos nós.

– Oh, que ótimo! Eu vou querer um autógrafo.

Chanyeol me olhou discretamente e riu. Que droga. Ele deve achar que minha obsessão é de família.

 

~~ * ~~

 

O jantar havia sido um sucesso. Chanyeol conquistou a confiança dos meus pais e meus pais conquistaram seu estômago. Faltava apenas Kyungsoo convencer sua tia e contar a bomba para Jongin.

Antes de ir embora Kyungsoo me chamou no canto e disse que eu não deveria “ceder” para Chanyeol aquela noite. Como se eu tivesse cogitado isso! Ele disse que era necessário eu deixá-lo com muita vontade e só ceder quando estivéssemos firmes.

Depois que Kyungsoo foi embora, conduzi Chanyeol até meu quarto. Minha mãe tinha colocado um colchonete ao lado da minha cama e me dito para dormir nele, mas Chanyeol fez questão de que eu dormisse na cama.

Eu tentava não pensar na bizarrice que era tê-lo ali no meu quarto. Na verdade, era assustador, porque o rosto dele estava em todos os pôsters na parede. Era como se as fotos tivessem ganhado vida. E, sim, eu fiquei com vontade de chorar quando me dei conta disso. Mas eu me segurei.

Chanyeol tinha trazido apenas uma mochila com alguns pertences. Ele escovou os dentes depois de mim e quando voltou, se deitou no colchão suspirando.

– Estou me sentindo absolutamente feliz.

Me inclinei para olhá-lo.

– Por quê? Estar rodeado de fotos suas não te incomodam?

– Estou feliz por estar na sua casa, com você. Eu nunca imaginei que realizaria esse sonho. Me sinto normal, entende? Essas horas que passei com você esqueci totalmente do meu trabalho.

– Mas os pôsters acabaram de te lembrar, né?

Ele riu.

– Sim, mas continuo feliz.

Chanyeol levantou a mão e a pôs sobre a beirada da minha cama, queria que eu lhe estendesse a minha. Assim o fiz. Ficamos de mãos dadas.

– Eu queria poder te hospedar melhor – lamentei. – Esse colchão é muito duro?

Ele puxou a minha mão para baixo e beijou o seu dorso.

– Estou me sentindo muito bem. Estaria bem até se estivesse deitado sobre uma cama de pregos. Você está aqui, isso é o que importa. E essa casa me remete à minha infância... a parte feliz dela.

O comentário dele me fez lembrar do artigo idiota que eu tinha lido. Não vou negar que eu queria saber mais detalhes de sua infância, mas eu tinha a sensibilidade de não tocar no assunto.

Me limitei a observá-lo. Chanyeol me olhava e eu o olhava de volta. Um admirando o outro em silêncio.

Puxa... ele era tão lindo. Eu quis descer da cama e encher o rosto dele de beijos. Queria que meus lábios sentissem cada detalhe de seu rosto. Mas se eu fizesse isso acabaria tendo um orgasmo.

– Baek...

Sua voz rouca e arrastada fez com que eu me arrepiasse por inteiro.

– Sim?

– Posso te dar um beijo?

Não lhe respondi, apenas tomei uma atitude. Eu iria apenas me inclinar mais, só que acabei escorregando e caí por cima dele. Chanyeol aliviou a queda me segurando e se aproveitou para me abraçar. Seus braços me prenderam ao seu corpo como um cinto de segurança. Eu sentia a barriga dele subindo e descendo ao pressionar a minha.

Com os rostos rentes um no outro, ele iniciou o beijo. Uma mão segurava a minha nuca e a outra a cintura. Minhas mãos estavam sobre o peito dele e eu conseguia sentir o quanto seu coração estava acelerado.

Deus, eu sentia todo o corpo dele sob o meu. Sentia sua respiração ficar descompassada e sua língua invadir minha boca. Eu reprimia os meus gemidos, mas isso ficou impossível quando ele puxou minha língua para dentro de sua boca e a chupou. O beijo ganhou um teor sexual e, quando dei por mim, já estava gemendo e sentindo o meu pau começar a se enrijecer.

– Hm... ãnh... – eu deixava escapar.

A minha excitação estimulou a de Chanyeol. Ele ficou duro e o calor do momento desencadeou em um esfrega-esfrega de virilhas. Foi quando perdi a noção de tudo. Abri minhas pernas e passei a me esfregar com mais fervor, como se cavalgasse. Sim, eu esfreguei a minha bunda nele. Foi como se fizéssemos sexo de roupa, e a malha de nossos pijamas era muito fina.

Eu perdi a vergonha. Parei o beijo para me sentar sobre a virilha dele. A excitação me movia, a cabeça do meu pênis era a única que pensava. Espalmei minhas mãos sobre o peito dele e danei a cavalgar. Sentia aquela coisa dura entre o “vão” da minha bunda, tocando às vezes na minha entrada. Meu pênis era estimulado pelo próprio tecido, que “arranhava” as partes mais sensíveis. Chanyeol estava de olhos fechados e segurava meus quadris com força, como se estivesse mesmo metendo em mim. Mas tudo que fazíamos era uma inocente esfregação.

Decerto eu morreria de vergonha depois, porém naquele momento eu só conseguia pensar nos filmes pornôs que eu via e queria imitá-los. E eu consegui rebolar como os atores do filme. Sei que deixei Chanyeol louco porque ele se esfregava em mim desesperadamente.

– Amor – ele disse bastante ofegante –, vamos gozar juntos.

Então me vi sendo jogado no colchão, foi tão rápido que nem sei como isso aconteceu. Chanyeol ficou por cima de mim e me fez abrir as pernas para que ele se encaixasse no meio. No minuto seguinte o pau dele se esfregava no meu de uma forma tão ligeira que achei que o tecido entre nossas intimidades fosse pegar fogo. Foi como uma linda encenação do ato sexual. Eu até o abracei com minhas pernas.

– Estou quase lá... – deu uma pausa para respirar. – E você?

– T-também.

E ao fim do nosso breve diálogo, vi Chanyeol comprimir os lábios e apertar os olhos com força. Então senti o molhado do pijama dele passar para o meu – que já estava bem úmido. Chanyeol tinha gozado. O meu Chanyeol tinha acabado de ter um orgasmo comigo.

Gozei em seguida, não só de prazer, mas de felicidade.

O corpo de Chanyeol caiu pesado sobre o meu. Seu rosto que se escondeu rente ao meu pescoço fazia cócegas quando respirava.

– E-esse foi... – ele tinha dificuldade em falar. – O meu melhor orgasmo.

Eu o abracei, passando minhas mãos pelas costas largas que ele tinha.

– O meu também.

Chanyeol se apoiou nos cotovelos e me encarou. Seu rosto estava vermelho e algumas gotículas de suor iluminavam sua testa.

– A cada minuto que passo com você eu te amo mais.

Dessa vez eu não me contive. A lágrima desceu espontaneamente.

– Eu também te amo.

Selamos nossos lábios por um breve momento e Chanyeol voltou a esconder seu rosto sobre o meu pescoço.

– Você é a segunda pessoa que já amei nessa vida.

Tá. Eu não gostei de ouvir aquilo. Como assim a segunda?

– E quem foi o seu primeiro amor?

O ouvi soltar uma risada.

– Não se preocupe, era amor fraternal.

– É um amigo?

– Não. – Chanyeol então se jogou para o lado, me libertando de seu peso. – Não precisamos falar disso agora. Vamos descansar.

Eu não forcei a barra, é claro. Mas fique extremamente curioso.

 

~~ * ~~

 

Estávamos na casa da tia de Kyungsoo. Foi fácil convencê-la de deixar o meu amigo vir conosco na viagem. Ele ficou toda boba com a presença de Chanyeol, até cismou de fazer um bolo para lancharmos. Mas o pior estava por vir. Kyungsoo tinha convidado Jongin para a sua casa e o mesmo ainda estava a caminho. Precisávamos de Chanyeol para convencê-lo.

O cheiro do bolo da tia de Kyungsoo estava me deixando com água na boca. E parece que a Chanyeol também, porque ele volta e meia esticava o pescoço para tentar ver o que ela estava fazendo na cozinha.

– Ela acabou de me dizer que vai me dar um dinheiro para eu gastar na viagem – disse o animado Kyungsoo ao voltar da cozinha.

– Não será necessário – respondeu Chanyeol. – Tudo que quiserem é só pedir para os managers que eles darão a vocês.

Kyungsoo sorriu para mim de um jeito sugestivo.

– Então vou guardar o dinheiro que ela me der.

Antes que a conversa pudesse prosseguir, escutamos a campainha. A expressão de Kyungsoo mudou completamente, ele estava mais nervoso que eu. Ele foi atender a porta e voltou com um sorridente Jongin que lhe tentava roubar um beijo. O selinho foi dado, mas quando os olhos de Jongin se depararam com Chanyeol, ele parou. Observou o K-Idol com um leve sorriso cético no rosto. Acho que ele pensava estar tendo uma alucinação.

– Você não está louco – eu falei. – Ele é o cara dos meus pôsters.

Jongin deu alguns passos para frente, para olhar melhor o rosto de Chanyeol. Este, por sua vez, apertava a minha mão. Também estava nervoso.

– Muito prazer – Chanyeol estendeu a mão para que ele a apertasse. – Park Chanyeol.

Jongin apertou sua mão, mas continuava a olhá-lo como se ele fosse um ET.

– Mas como isso aconteceu? O que ele está fazendo aqui?

– É uma longa história – eu respondi. – Prometo te contar tudo e me desculpar por não ter contado antes. Mas precisamos te avisar uma coisa primeiro.

Eu comecei a falar sobre a viagem de quatro dias para o Havaí, mas Jongin quis que eu contasse primeiro sobre como um cara famoso como Chanyeol estava na sua frente. Nesse meio tempo, a tia de Kyungsoo nos serviu o bolo, foi uma descontração. E lá fui eu explicar sobre os Directs. Eu não podia mentir para Jongin, já tinha escondido coisas por tempo demais. Contei tudo, desde a primeira resposta de Chanyeol ao nosso encontro no camarim do Fanmeeting. No final, ele estava sem palavras. Era realmente uma história difícil de acreditar.

– Então você vai viajar milhas e milhas com alguém que você mal conhece? – ele perguntou, sem se importar em parecer grosseiro. – E ainda quer arrastar o Kyungsoo?

– Jongin! – meu amigo o interrompeu. – Não é como se fôssemos viajar com mafiosos. Eu vou fazer companhia ao Baekhyun porque eles estarão ocupados.

– Mas vocês não os conhecem! – ele passava a mão pelos cabelos. Era um tique nervoso que tinha.

– Se serve de consolo – disse Chanyeol -, eu sou uma figura famosa, qualquer besteira que eu faça pode destruir a minha carreira. E eu amo o Baekhyun. Não vou deixar que nada de mal aconteça a eles. Você tem a minha palavra.

Jongin soltou uma risadinha desdenhosa.

– Eu não posso impedir vocês – ele então se virou para Kyungsoo. Ele estava muito sério e parecia chateado. – Você vai mesmo com eles?

Por um momento Kyungsoo hesitou. Olhou para mim, depois voltou a olhar para o namorado e respondeu:

– Sim. São só quatro dias, Jongin. Vai ser a minha primeira viagem internacional.

Jongin o encarou em silêncio, em seguida seus olhos passaram por mim e por Chanyeol. Estava mesmo chateado.

– Certo. Boa viagem, então.

Ele seguiu até a porta e Kyungsoo foi atrás dele. Iriam brigar no quintal. Quando me voltei para Chanyeol, ele também parecia chateado.

– Eu não queria que eles brigassem. Estou me sentindo culpado.

O puxei para um abraço, depositando sua cabeça sobre meus ombros.

– Não se sinta assim. O Jongin está com ciúme, só isso.

– Ciúme de quê?

– O namorado dele vai estar cercado de garotos lindos e famosos. Ele está inseguro.

– Bem, olhando por esse lado, eu também ficaria com ciúme.

– Você e o Jongin precisam de mais confiança em nós e em si mesmos.

Chanyeol levantou o rosto e respondeu:

– Eu confio em você, mas caras famosos não são confiáveis. Por exemplo: eu não confiaria no JunMyeon perto do Kyungsoo.

– E por que não?

– Porque ele é um conquistador e achou o seu amigo bonito.

Eu tive que rir.

– Eu não me preocuparia com isso. O Kyung é extremamente apaixonado pelo Jongin.

– Então não haverá perigo algum na viagem.

Assim eu esperava.

~~ * ~~

 

Na semana seguinte...

 

Chanyeol havia enviado um carro para nos buscar. Ele nos levaria direto ao aeroporto de Ulsan, onde pegaríamos um voo para Seoul, parando em Incheon, onde embarcaríamos com a equipe do Exordium. O motorista do carro nos entregou uma camisa preta com a palavra “manager” escrita atrás. Era o nosso álibi. De agora em diante Kyungsoo e eu fazíamos parte da equipe do Exordium. Claro que não oficialmente. Mesmo que Chanyeol tivesse me oferecido o emprego, eu não estava cogitando aceitar... quero dizer, a viagem iria fazer eu tomar uma decisão. Não seria nada fácil, tinham muitas coisas envolvidas. Afinal, seria um tipo de trabalho escravo. Eu viveria em prol do grupo.

Bem, meu trabalho no Mercado Mansu não está muito longe disso.

Durante o trajeto até o aeroporto Kyungsoo não parava de falar sobre o Havaí, e eu estava morrendo de medo do avião. Seria a minha primeira vez em um e eu tinha pavor de altura.

No aeroporto de Ulsan eu já estava passando mal de nervoso. Meu coração estava disparado, eu me sentia zonzo e com vontade de voltar para casa chorando. E tudo só piorou quando embarcamos no avião. Quando o mesmo levantou voo e eu dei um ataque de pânico. Comecei a chorar como um imbecil, suar frio e tremer. Levei uns tapa de Kyungsoo e só me acalmei depois de meia-hora.

 

~~ * ~~

 

 Ao desembarcar do avião, um manager que nos esperava nos guiou até o avião fretado onde o Exordium viajaria. Eles ainda não tinham chegado ao aeroporto, então ficamos sozinhos a espera.

– Não sei se eu deveria ficar no meio de vocês – disse Kyungsoo. Estávamos sentados numa fileira de três lugares.

– Você não pode ficar sozinho e nem me deixar sozinho. Eu fico muito sem graça perto desses meninos.

– Mas e se vocês ficarem se beijando? Sou eu quem vai ficar sem graça.

– Eu não vou beijá-lo na frente dos outros, especialmente dos managers.

– Bem, eu também não teria essa coragem.

Nós esperamos por meia-hora. Eu podia até imaginar os garotos atravessando um mar de fãs alopradas e câmeras com suas lentes enormes registando cada passo que davam. Fotos essas que, ai... eu salvaria todas depois para fazer um álbum de recordações. Também tiraria milhares de fotos! Eu passei quase todos os meus arquivos do celular para o PC para poder ter mais memória para as fotos. Claro que eu não postaria nada, só guardaria para mim.

Ah... meu coração só faltou saltar pela boca quando os meninos, de um em um, entraram no avião. Foram muito educados, cumprimentaram a Kyungsoo e a mim antes de encontrarem suas poltronas. Chanyeol veio por último, com um sorriso contagiante no rosto. Ele se sentou ao meu lado – eu estava no banco do meio – e me recepcionou com um selinho e um abraço apertado.

– Que saudade! – ele disse enquanto esmagava minhas costelas. – Mal posso acredita que você está mesmo indo comigo.

– Eu também.

Aproveitei o momento para beijar brevemente seu ombro.

Ao me soltar, ele se voltou para Kyungsoo.

– Estou feliz em vê-lo também.

– Digo o mesmo!

– E o Jongin? Ainda está bravo com você?

A expressão do meu amigo mudou imediatamente.

– Está. Mas o Sehun está o animando, sabe? – era notável a irritação em sua voz.

– O Sehun?

Kyungsoo então explicou que Sehun e Jongin haviam se tornado muito amigos, e em nossa ausência eles marcariam para saírem juntos.

Sehun tinha aceitado de boa a minha viagem. Afinal, ele acha que ganhei uma promoção. Eu não consegui dizer a ele sobre o meu romance com Chanyeol e fiz Jongin jurar que não iria contar. Eu contaria depois da viagem, quando minha mente estivesse mais esclarecida.

Quando o avião levantou voo, eu dei outro ataque de pânico, só que mais contido. Eu tremi, chorei baixinho e tentei não chamar atenção dos outros. O ataque não durou muito, no entanto. Os braços de Chanyeol me envolveram, como um manto aconchegante e quentinho. Então eu relaxei, viajei ao paraíso.

Esse garoto é mágico.

Continua...


Notas Finais


Hmmm... será que eu pus um misteriozinho básico? :9
Bem, novamente não sei dizer a vocês quando vou atualizar. Porque depois da semana de provas ainda virá a apresentação do meu TCC, e eu tenho que estudar mais essa merda. :''''')
Vou tentar ir escrevendo pelo celular quando tiver no ônibus, tentar tirar algumas horas do dia para escrever e estudar... vou tentar me virar! Não vou deixá-los sem. Até porque eu estou empolgada :3
Agora, para quem lê aquelas duas que estão em hiatus e que só falta o último capítulo: Diário de Seduções está quase lá. Em breve a atualizarei. O Príncipe de Haeundae está em 2% escrita :v Vai demorar mais um cadinho, mas é essa eu preciso pensar mais, esquentar a mufa para não sair de qualquer jeito.
Espero que esse ano nojento termine logo, porque vou te contar...
Enfim... espero que tenham gostado. Prometo que o próximo será mais quente heheh
Obrigada por ler e comentar <3
Beijãooo >3<


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