História Dirty - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Rap Monster, Suga
Tags Bts, Hoseok, Jhope, Jin, Namgi, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Suga, Sugamon, Yoongi, Yoonseok
Exibições 50
Palavras 2.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - A Heavy Heart to Carry


Era de fim de semana. A maioria dos habitantes da república estavam sentados à mesa, tomando o café da manhã que Jimin havia organizado. Pelo o que Seokjin escutara, de vez em quando ele gostava de reunir todo mundo para uma refeição. Eles pareciam viver como uma família de verdade. Família na qual Jin ainda não havia se acostumado a fazer parte. Honestamente falando, preferia estar em casa. Em seu pequeno apartamento, longe de todo mundo. Contudo, não iria a lugar nenhum sem Namjoon.

Mantendo suas intenções de retomar a amizade com Yoongi, Seokjin ocupou o lugar ao lado do mais novo e nada disse naquele primeiro momento. Observou-o por um segundo, franzindo o cenho o notar como ele segurava a colher cheia de arroz, mas não parecia ter intenções de levá-la à boca. Seus olhos estavam voltados para outra coisa. Seokjin acompanhou esse olhar para perceber que ele olhava para Namjoon, que estava do outro lado da mesa. Engraçado, sentado ao lado de Hoseok. Ele parecia triste, abatido, enquanto balançava a cabeça em concordância com o que quer que fosse que Hoseok o contava. Palavras saíam da boca dele como uma cascata. Seokjin não podia ouvir, mas acompanhava a movimentação fervorosa de seus lábios. Ele mesmo sentiu a curiosidade enchendo seu peito.

― Sobre o que eles estão conversando? ― Jin perguntou. Perto de Yoongi ele não precisava fingir que não tinha interesse naquilo.

Yoongi não respondeu, apenas voltou a comer, agora fitando o próprio prato. Parecia nervoso com alguma coisa.

― O que aconteceu com ele? ― Yoongi perguntou algum tempo depois, sem erguer o olhar. Jin não precisava perguntar a quem ele se referia. ― Parece que não dorme há dias.

― Talvez não tenha mesmo. ― Jin deu de ombros. ― Ele está enfrentando algumas verdades da vida, digamos assim.

Yoongi franziu o cenho quando notou o sorriso nos lábios do mais velho ao que os olhos fitavam Namjoon.

 

 

 

 

Por falta do que fazer, Yoongi e Jin subiram para o terraço do prédio. Não havia assunto, só estavam ali fazendo companhia um para o outro enquanto o vento gélido castigava seus cabelos, jogando-os em diversas direções. Talvez fosse chover mais a tarde.

Yoongi acendeu um cigarro. Seokjin estava debruçado sobre a mureta de proteção, fitando o chão cinco andares abaixo.

O mais novo entre os dois estava remoendo algumas coisas enquanto batia as cinzas do cigarro no cinzeiro que habitava sob o banco no qual estava sentado agora. Não ergueu os olhos de seus cadarços quanto escolhia suas palavras, só quando as proferiu, conferindo se fora ouvido:

― Sabe, hyung, tem um motivo para a minha partida.

Seokjin virou o corpo ao escutá-lo.

― Viver com vocês dois estava me sufocando. ― Yoongi confessou, notando que o outro prestava atenção. Quando não escutou nenhuma pergunta a respeito de sua afirmação, prosseguiu: ― Você estava me matando, hyung. Eu não podia aguentar a forma que você olhava para ele. Sempre tão cheio de desejo. E para mim, sempre cheio de ódio. Como se quisesse morto. Era isso o que você estava esperando? Me doía tanto quando você dizia coisas ruins sobre mim camufladas de brincadeiras. Todas as vezes que você sugeriu que ele me largasse para ficar com você, sempre brincando, claro. Quando você o abraçava ou conversava tão de perto, sempre esperando pela melhor hora de beijá-lo... Eu deveria ter te afastado. Já era difícil o bastante sabendo que você gostava dele, mas era insuportável que você não me respeitasse. E eu não podia te afastar. Eu não podia te deixar sozinho. Não depois de tudo e... ― Antes que Yoongi percebesse, estava chorando. Lágrimas silenciosas rolavam pelas bochechas coradas pelo vento ― Eu precisava ir embora. Ir para longe de vocês dois. Porque eu não conseguia ficar a sós com o Namjoon sem pensar que você...

Nesse ponto Yoongi cortou suas palavras, porque escutou a porta do terraço abrir. Jin o olhava enquanto tinha os braços cruzados a frente do corpo. Nenhum dos dois olhou para o recém-chegado, mas ele se anunciou. Era Hoseok. Um Hoseok surpreso por ver Yoongi chorar. Sem dizer nada, o dono dos fios loiros levantou-se e saiu a passos fortes.

Hoseok esperou até julgar seguro falar.

― O que aconteceu com ele?

Seokjin, ao olhá-lo, encontrou uma oportunidade perfeita:

― Eu te avisei que sabia destruir o coração dele.

― O que você disse para ele? O que você fez? ― Hoseok perguntou apreensivo, apertando as unhas contra as palmas das mãos.

Seokjin não respondeu. Virou o corpo até poder fitar o outro diretamente nos olhos, assim cortou a distância entre seus corpos até que suas respirações estivessem se cruzando. Ergueu os dedos gélidos e segurou o rosto do mais novo entre eles, fazendo um carinho leve em sua pele. Hoseok pareceu ainda mais apreensivo quando sustentou seu olhar. Verdade fosse dita, ele tinha medo de Seokjin. Não saberia dizer com precisão, mas havia alguma coisa nele que fazia Hoseok querer manter-se afastado. Principalmente naquele momento, quando o tinha tão perto. Ainda assim, lutou contra a vontade de recuar, de desviar o olhar. Estava assustado, sim. Mas curioso.

― Se confesse. ― O mais velho disse. Sua voz era pouca coisa mais que um sussurro, mas ele não precisava de mais que aquilo. Hoseok franziu o cenho. ― Yoongi é muito emocional, apesar de tentar esconder.

― Ele pode me rejeitar, de todo o jeito. ― Hoseok respondeu no mesmo tom, tentando manter a voz firme.

― Não importa. ― Jin sorriu. Um arrepio subiu pela espinha de Hoseok. ― Faça as suas palavras se emaranharem no cérebro dele. Esteja por perto, mesmo que ele te rejeite. Ele não vai aguentar saber que está ferindo seus sentimentos. Você é ator, não é? Tenho certeza que vai se sair bem. ― Finalizou com leves batidinhas no rosto do mais novo antes de se afastar.

Hoseok, por sua vez, permaneceu parado, fitando as costas do outro enquanto ele se afastava. Seu peito subia e descia rápido demais, denunciando a ninguém que ele estava nervoso. Ele não era burro, sabia o que Jin estava fazendo. Sabia que ele estava jogando em suas mãos a tarefa de estraçalhar o coração de Yoongi. Mas confessar seus sentimentos não se trataria de atuação, como o outro apontara. Hoseok só não sabia se era a melhor hora para fazê-lo. Contudo, ele não conseguia tirar a razão do outro. Não conseguia parar de pensar em suas palavras, em como parecia realmente certo que tivessem suas chances de serem mais do que brinquedos sexuais de Yoongi e Namjoon. Hoseok sabia de si, sabia que podia ser alguém bom para Yoongi. Por tudo o que haviam passado desde que se conheceram, das vezes que apoiaram e ajudaram um ao outro, das conversas até madrugada a dentro antes de Hoseok também se mudar para aquele prédio, das pequenas confissões feitas ao pé do ouvido no calor de suas transas, também. Tudo. Havia futuro para os dois, desde que Yoongi decidisse desapegar-se daquele segredo que ele trazia em seu peito.

 

 

 

 

Yoongi estava fingindo prestar atenção na televisão enquanto estava largado no carpete, com uma almofada entre as pernas. Namjoon não estava muito longe, aparentemente prestando real atenção na televisão. Cuidadosamente, Yoongi ergueu os olhos que ainda evidenciavam o choro de pouco de antes na direção do mais novo, apenas para surpreender-se ao notar que ele já o olhava. Alguns milésimos de segundo, foi tudo o que aquele contato durou até ambos desviassem o olhar. Yoongi sentia o coração agitado dentro do peito. Namjoon levantou-se no mesmo instante.

Quando escutou a porta da frente batendo, Yoongi também levantou. Correu para o primeiro andar, para o quarto que Hoseok dividia com outros, debruçando-se sobre a janela que tinha vista para a mesma rua que a porta principal. E, de lá, viu Namjoon atravessando-a enquanto ajeitava o casaco mais junto ao corpo.

Era doloroso olhá-lo, saber que algo estava errado e que ele não podia nem mesmo perguntar o que estava acontecendo. Era horrível pensar em toda a sua vida, onde Namjoon sempre esteve e agora saber que tudo havia se perdido, que haviam se tornado algo pior do que estranhos um para o outro. Eram conhecidos, íntimos até demais, mas com mágoas infindáveis. E ele sabia de sua culpa interina. Arrependia-se e aceitava as consequências de seus atos. Contudo, parecia mais fácil viver com a culpa quando Namjoon não estava por perto.

Apesar da enorme vontade, Yoongi conteve-se. Não foi atrás de Namjoon, nem de nada do que tinha que fazer aquele dia.

 

Aos poucos, as pessoas iam se dispersando e a república ia ficando vazia. Houve um momento, perto do início da noite em que Yoongi estava, com a permissão prévia da garota, vasculhando os livros de Wendy. Eles estavam espalhados sobre a cama dela, em um dos quartos do terceiro andar. Yoongi estava sentado no chão folheando um deles, procurando algum parágrafo interessante.

Como se entendesse alguma coisa sobre psicologia.

― Eu vou encontrar o pessoal da faculdade. Tente não destruir meus livros, eu preciso deles para as provas, hein? ― Ela avisou entre uma risada leve enquanto ajeitava os longos cabelos castanhos em um rabo-de-cavalo.

Yoongi ergueu os olhos pequenos para a garota, prestando mais atenção do que deveria. Estava tendo mais um daqueles momentos em que desejava ser um rapaz “normal”, com atração por mulheres. Wendy era tão bonita e muito interessante. Talvez pudesse chamá-la para sair. Estava pensando que eles poderiam formar um bom casal, por isso demorou para responde-la sobre ser cuidadoso com as coisas dela.

 

Não muito depois da saída da garota, Hoseok encontrou Yoongi ali.

Nada disse, nem mesmo um mísero “oi”. Seus passos eram decididos até que tivesse caído sobre os próprios joelhos a frente do mais velho. Então beijou-o. Um selar de lábios atrás do outro até que estivessem compartilhando um beijo um tanto urgente.

Yoongi nem mesmo conseguiu fechar o livro que tinha nas mãos.

― Só me escuta. ― Hoseok cortou assim que o beijo foi rompido e Yoongi fez questão de perguntar o que havia sido aquilo.

Yoongi o olhava com avidez, mas Hoseok seguia fitando as clavículas de Yoongi, que a camiseta deixava à mostra enquanto as mãos pousavam sobre seus ombros.

O livro de psicologia ainda jazia aberto na página 213 nas mãos do mais velho.

― Eu sei que você ainda está mexido por causa do Namjoon. Eu fiquei sabendo sobre vocês... Mas eu queria saber se não é possível que você pare de olhar para ele. ― Por fim ele ergueu os olhos para o outro. Tirando o dia da estreia de sua peça, Yoongi nunca o vira tão sério. ― Eu posso estar sendo egoísta agora e eu realmente não me importo, Yoongi. Mas eu quero que você só tenha olhos para mim. Eu quero que você não só saiba, como entenda os meus sentimentos por você. Não é só desejo mais. Não é calor do momento. É amor. Eu estou apaixonado por você e esse sentimento está crescendo dentro de mim, cada dia mais. Eu não queria, realmente não. Mas não é como se eu pudesse controlar ou evitar agora. Parece que eu estou enlouquecendo, pensando em você o tempo todo. E ter descoberto que aquele cara ainda está na sua cabeça e no seu coração está me doendo. Eu não gosto disso, nem um pouco. Eu não gosto de ter ele por perto, de saber que ele pode tirar você de mim a qualquer minuto. Eu não quero te perder, para quem quer que seja. Seja meu, Yoongi. Fica comigo.

Ao final de suas palavras, Hoseok tinha a testa recostada contra a de Yoongi. Ambos tinham os olhos fechados, envoltos pelo silêncio da surpresa.

Yoongi estava não só surpreso, mas aflito com o que acabara de escutar. Não podia dizer, todavia, que não esperava por algo do tipo mais cedo ou mais tarde. Hoseok e ele eram muito parecidos em diversos aspectos, principalmente quando se tratava de sentimentos. Um pouco mais de afeto e era o suficiente para que as coisas desandassem, sentimentalmente falando.

Naquele mesmo momento estava pensando que ele poderia, sim, dar a chance que Hoseok pedia. Ele podia, sim, aceitar seus sentimentos. Seria bom, inclusive, que se desprendesse de Namjoon. Mas, logo sua mente estava preenchida por aquele momento ainda naquele dia, onde seus olhos haviam se encontrado. Ele não podia fugir de Namjoon, de seus sentimentos por ele. Não podia mentir para si mesmo que a forma que o Hoseok o balançava não era nem mesmo próxima da forma como Namjoon provocava um terremoto de alta escala em seu ser.

O que era bom para si estava longe de ser o que ele queria. E não podia envolver Hoseok em uma ilusão. Seria crueldade demais.

Precisava dizer alguma coisa, independente do que fosse. Sabia que o outro estava esperando, mas parecia ter esquecido como deveria formular frases. Respirou fundo algumas vezes e se afastou do contato com Hoseok, deixando o livro de Wendy sobre a cama. Colocou-se de pé, fitando a noite que crescia na janela com os braços cruzados a frente do peito e a cabeça cheia de pensamentos enlouquecedores.

― Eu preciso pensar. ― Disse baixinho, sem saber se fora ouvido.

― Por quê? Se você pensar demais, sabe que vai tomar a decisão errada.

― E qual é a decisão errada, Hoseok?

― Voltar para o Namjoon.

― Nós não vamos voltar e isso não tem nada a ver com você. ― Yoongi concluiu, incapaz de esconder a amargura em sua voz.

Hoseok simplesmente levantou-se e foi embora. Yoongi escutou seu choro baixo.

Mas não teve tempo para pensar a respeito de nada, por conta do celular chamando. Sacou-o do bolso e quase deixou o aparelho escapar por entre seus dedos ao notar que a chamada era de Namjoon.

― Alô? ― Chamou, um tanto afobado.

Yoon-yeobo?

Não era a voz de Namjoon. Contudo, Yoongi sabia que aquela era a forma como o mais novo havia salvo seu nome na lista de contatos do celular, depois que começaram a namorar. Seu coração afundou dentro do peito. Uma preocupação descomunal encheu-o. Alguma coisa estava errada e ele estava sentindo.

― Namjoon? ― Chamou, mesmo já sabendo que não era ele na linha.

Há! É um homem! ― Yoongi escutou o homem debochar, mas longe do bocal, claramente falando com outras pessoas ― Além de tudo, ainda é um viadinho. Nojento! ― Agora Yoongi estava ficando desesperado. ― Você tem uma hora para buscar o corpo dele antes que eu mesmo dê um fim.

― C-corpo? ― Gaguejou, sentindo o coração falhar uma batida de forma dolorosa, tamanho era seu choque.

― Bom, ele ainda está vivo. Se você vier rápido, talvez consiga salvá-lo.


Notas Finais


Gente, vou aproveitar para panfletar a page que eu abri com uma amiga. Está nova ainda e com pouco conteúdo, porque nós estávamos muito ocupadas nesses últimos dias. Mas nós temos muita coisa para postar e seria legal se vocês pudessem deixar um like lá, dar um forcinha pra gente. <3
https://www.facebook.com/namgibrasil

Panfletagem feita, agora quero me desculpar por esse capítulo. Ele não está dos melhores, eu sei. Mas ele é um capítulo transitivo, sabe? Para dar abertura para novos acontecimentos, então desculpem pela caca e possível bagunça que ele está. ): Eu só precisava fazer essa transição o quanto antes. -v-


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